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domingo, 13 de setembro de 2015

O GERMINAL, nº 37 - Construir um Comitê de Propaganda da RECC

Ano VIII, edição nº 37 - Setembro de 2015


Leia a versão impressa d'O Germinal nº 37 aqui 

 

COMITÊ DE PROPAGANDA DA RECC


O mercado monopolizado

O marketing comercial invade nosso cotidiano. São inúmeros anúncios nas redes sociais, televisões, outdoors, e nem mesmo o íntimo de nossas vidas é poupado. Uma enxurrada de estímulos ao consumo e pontos de vista parciais dito neutros. E ainda achamos isso tudo normal?
O mercado de mídia corre na seguinte lógica: o capital investido vira produto e este comercializado retorna em lucro, e assim por diante. Entretenimento e comunicação só fazem sentido se se cumpre esta “lei do lucro”. E como toda comunicação, não possuí neutralidade: serve ao ponto de vista de seus proprietários.
Não obstante ser um “mercado”, a mídia é altamente monopolizada no Brasil. Globo, Sílvio Santos, Bandeirantes e Igreja Universal respondem por 70% de todo sistema, como televisão e jornais. E mesmo que digam ser a internet democrática, nela também fazem lucro (vide Google) e nem de longe o “blog” de um mortal como nós é comparado à irradiação dos oligopólios citados. Isto é um atentado à pluralidade.
Mas e se outras empresas “dividissem” o ramo? Ainda assim continuam de fora a emissão do ponto de vista dos estudantes-trabalhadores e sua classe por não deter estes meios de produção.

 

A mídia independente

A “disputa” com os oligopólios é ferrenha e desleal. É uma guerra irregular, mas nós temos nossas armas. São dezenas ou centenas ou milhares de iniciativas dispersas ou que servem a grupos independentes do mercado. Os boletins O Germinal e Avante!, da Oposição CCI e RECC, respectivamente; ou ainda a incipiente Rede de Mídia Classista (RMC), órgão do Fórum de Oposições pela Base (FOB), exemplificam isto.
Podemos adicionar diversas iniciativas culturais: o grafite, o rap, intervenções urbanas, rádios comunitárias, estêncil e por aí vai. São armas preferenciais da juventude e povo marginalizado da “grande mídia”. E estas formas de expressão cultural são também formas de comunicação.

 

Comunicação no movimento estudantil e popular

Enquanto somos bombardeados pela comunicação do capital, alguns colegas ainda reclamam do carro de som que anuncia a greve e assembleia dos servidores; de passagens em sala para informes estudantis; de cartazes de papel pardo feitos a mão; de grafites nos muros; dos panfletos distribuídos etc.
Estas e outras são todas formas de expressão e propaganda autônomas. Não são necessariamente os métodos que escolhemos. São os que nos sobram. Mas como não deveremos nada à lógica do capital, preferimos nos manter autônomos: em nossa política e em nosso financiamento. Temos apreço e utilizaremos vastamente cada uma destas “formas marginais”. Elas são fundamentais à todo e qualquer movimento estudantil e popular.
Mas não esperamos por meio desta propaganda superar a capacidade e alcance da “grande mídia”. E nem educar o povo (como se este fosse ignorante). Não mesmo. Mas por meio da propaganda e agitação pretendemos oferecer um ponto de vista classista e combativo e, sobretudo, mobilizar os estudantes e trabalhadores para a ação política coletiva e organizada por nossas demandas.
Se a propaganda das “ideias em si” não mudam a vida, a ação muda. E esta é a finalidade: romper a resignação e o conformismo gerado pela grande mídia, e incitar a perseverança e a rebeldia.
No futuro e agora, será esta ação política, coletiva, organizada, classista e combativa que derrubará o monopólio da mídia e democratizará a comunicação. Da mesma forma é este o meio que conquistará a universalização do ensino superior; o passe livre irrestrito; o fim da carestia, e toda reivindicação justa.
Os proprietários, governos e reitorias podem até não temer nossos boletins, blogs e grafites. Mas não ficarão de pé quando o povo rebelde manter-se nas ruas por suas demandas. Afinal, “quando os de baixo se movem, os de cima caem”. E este é o modesto papel que a RECC se propõe. É para isso que convidamos apoiadores, simpatizantes e todo estudante e trabalhador interessado para construir um Comitês de Propaganda da RECC.
VENHA CONSTRUIR!



Objetivos, critérios, organização e reconhecimento político do Comitê de Propaganda da RECC (CP-RECC):

 

A proposta de construir um Comitê de Propaganda tem como objetivos:

a) Criar um espaço orgânico, mas de menor responsabilidades e comprometimento político, para reunir periodicamente apoiadores e simpatizantes da RECC;
b) Diversificar os meios pelos quais se faz propaganda, priorizando alternativas como: grafite, jornal mural, mural de cartaz, lambe-lambe, panfletagens, estêncil, sticks, produção de vídeos, páginas em redes sociais, batalhas de rap, repente, camisetas, cds de gritos de guerra, aulas públicas, shows, cobertura jornalística, edição de jornais, livretos, aplicativos e outros a serem propostos;
c) Agregar jovens cultural e socialmente marginalizados no ambiente elitizado e hostil da universidade;
d) Agregar estudantes classistas das áreas de comunicação, jornalismo, computação, música artes e afins para aplicar projetos/laboratórios de propaganda militante e arte-ativismo;
e) Aumentar a incidência de ações de propaganda combativa no movimento estudantil, e possivelmente de agitação e autofinanciamento para manter os projetos;
f) Criar espaço pedagógico para aprendizado militante: a luta educa;
g) Criar condições favoráveis à transição de membros do CP às instâncias orgânicas do FOB aos que assim desejarem;
h) Massificar atividades centrais da RECC, como protestos, debates acadêmicos, formação de chapas etc.;

 

Os critérios de participação seriam:

i) Acordo total ou parcial com materiais de nossa imprensa militante: O Germinal e Avante!;
j) Disponibilidade de pelo menos 3 horas no mês para as atividades do CP;

 

O modelo organizativo seria:

k) Autonomia e flexibilidade táticas não-excludentes com as táticas e linha política Estratégica da Oposição CCI/RECC;
l) O CP, enquanto CP, aplica ações dentro da linha política da RECC;
m) Autonomia financeira de arrecadação, mas podendo apoiar ou ser apoiada financeiramente pela RECC/FOB;
n) Reuniões mensais, de até duas horas, para debater textos curtos, planejar e executar atividades;
o) Pelo menos uma atividades mensal de propaganda;
p) As reuniões ocorrem como espaço aberto a todos interessados;
q) As deliberações devem buscar sempre e preferencialmente o consenso, mas na impossibilidade deste, deve-se votar sobre a execução de propostas excludentes;
r) Participar de determinadas reuniões e plenárias da Oposição CCI/RECC, sem direito de voto mas com poder de fala;

 

Sobre reconhecimento político:

s) O CP não responde pelas ações e política da CCI/RECC das quais divirja;
t) O CP responde pelas ações e políticas por ele mesmo aplicado;
u) A CCI/RECC não responde pelas ações e políticas dos indivíduos do CP enquanto indivíduos;
v) A CCI/RECC responde pela ação coletiva do CP enquanto CP;
w) O CP assina como CP, mas pode propagandear materiais pela CCI/RECC produzidos;

A Oposição CCI considera estes os pontos fundamentais, e está aberta para dúvidas, propostas e críticas dos interessados. Avante!

Pela memória de Honestino Guimarães, Edson Luís, Ieda Delgado e Paulo de Tarso!




segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O tempo é de crise? A hora é de luta!

Venha para a Plenária Estudantil da Oposição CCI. Vamos debater a conjuntura política brasileira, o movimento estudantil nacional e particularmente na UnB e a luta classista contras as opressões de gênero e raça!




Nenhum passo atrás!
Avante a Ação Direta Estudantil!
Construir a Greve Geral contra o ajuste fiscal!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pelo combate ao liberal-pragmatismo da gestão do DCE! DCE é pra lutar!

É sempre bom relembrar: atuação em 2011 da Chapa 7 “Democracia e Ação Direta”
Eleições do DCE de 2011!!! Logotipo da “Chapa 7″

Em 2011, a Oposição Estudantil C.C.I.  se engajou na “Chapa Democracia e Ação Direta” para eleições do DCE. Desde antes, e de lá para cá, continuamos lutando cotidianamente, mesmo aqueles que se formaram na UnB hoje atuam no movimento sindical ou popular. Acreditamos que os ensinamentos daquele momento permanecem válidos ainda hoje, devemos reaprender. Sobretudo pois foi o ano que marcou a primeira vitória do grupo liberal-pragmático Aliança Pela Liberdade, que destruiu o movimento estudantil na UnB. Assim, vale a pena retomar o que foi dito na época. E continuar hoje o combater programático-organizativo pela democracia, classismo e combatividade no movimento:

Corporativismo, apoliticismo e apartidarismo


Muito se argumenta, durante o período eleitoral do DCE, que parte expressiva do movimento estudantil centra sua atenção em assuntos externos à universidade, alheios às mais prementes demandas estudantis e aos interesses particulares da universidade. O distanciamento entre as demandas pragmáticas e as pautas do movimento se agravaria, costumam dizer, pela intromissão de partidos políticos que instrumentalizariam o movimento estudantil para realizar seus fins particulares.


Por trás de tal visão, reside um profundo corporativismo acerca da natureza e limites da luta estudantil. Não é possível, no entanto, separar problemas da educação de uma realidade social mais ampla, que produz as condições, os meios e os fins do sistema educacional. Não há visão mais ingênua do que crer que as contradições da UnB não correspondem a uma expressão particular das contradições sociais às quais estamos submetidos. Desse modo, por trás de problemas aparentemente triviais existe uma longa cadeia de conflitos sociais que determinam o modelo educacional existente. Engajar-se nesses conflitos significa, de igual modo, engajar-se pela defesa da educação pública.
Vistos de um panorama mais amplo, portanto, não há um conflito entre as lutas “externas” e demandas específicas e pragmáticas. Não se engaja em lutas mais amplas em detrimento das lutas setoriais – pelo contrário, são nas lutas mais gerais que se realizam de forma plena, universal, nossas lutas contra a precarização cotidiana com a qual convivemos.

Contra o apartidarismo, podemos dizer que não se faz política no vácuo. Mesmo estudantes que crêem se engajar de modo apartidário acabam, no curso prático de suas atuações, por endossar uma visão política-ideológica qualquer, encontre ela referência partidária ou não. A existência de correntes políticas organizadas não esvazia o movimento, como costuma dizer, mas sim o enriquece – é por meio do conflito entre visões divergentes que se dá o processo dialético de construção de uma atuação política mais ampla e efetiva. Parte da aversão dos estudantes por partidos se dá não pela existência dos partidos em si, mas pela atuação destes, em especial na subordinação dos interesses do movimento aos fins eleitorais burgueses que almejam. Nós da Chapa Democracia e Ação Direta repudiamos veementemente a submissão do M.E. às instâncias políticas do Estado capitalista através de seu uso eleitoral, mas não somos contrários à existência de organizações políticas e partidos não-eleitorais que façam uma disputa política no rumo do movimento.

A Ação Direta


O método de luta compatível com um programa classista e combativo é a Ação Direta. O que pretendemos dizer com Ação Direta? Sucintamente significa tomar o destino nas suas próprias mãos, não o delegando a terceiros. Na luta de classes, a Ação Direta diz respeito a atuações política da classe trabalhadora exercida através da democracia proletária e não sendo mediada pelo parlamentarismo “democrático” do Estado capitalista.

É por meio do seu protagonismo que estudantes e trabalhadores são capazes de transformar sua própria realidade e a sociedade que os circundam. Isso não significa que a Ação Direta seja um fim em si mesmo, mas sim que é um método privilegiado de luta, que exerce a solidariedade entre os oprimidos e que rompe com os limites da ação política imposto pelo Estado.

Dentro da UnB, um dos meios utilizados pela Reitoria para desmobilizar os estudantes, quando apresentamos determinada reivindicação, é através de mesas/comissões de enrolação ou audiências públicas. Estas buscam conciliar posições contrárias e na maioria das vezes as demandas estudantis simplesmnete não são atendidades. A última gestão governista do DCE foi também uma das principais patrocinadoras destes meios burocráticos que não trazem avanço para as lutas. Os estudantes da FCE quando ocuparam a Reitoria mostraram o poder da Ação Direta.

Democratização do ensino superior e luta de longo prazo


Se o movimento estudantil pretende romper o corporativismo e ver-se enquanto agente de transformações sociais mais amplas terá que necessariamente articular suas pautas mais imediatas com uma visão geral sobre o modelo de educação que pretende construir. E não há outro sentido que o curso das lutas estudantis deve tomar que não seja o da democratização do ensino superior.

O Movimento Estudantil deve visualizar, em cada uma de suas lutas específicas, um encadeamento prático e lógico que leva a um crescimento qualitativo e quantitativo de sua atuação em direção à universalização do ensino superior público. Isso não significa que um DCE pode implementar o fim do vestibular em uma data específica, mas sim que pode dar um encaminhamento de suas lutas nessa direção. É o devir do movimento estudantil da nossa geração se engajar nessa tarefa histórica. Caso nós não o façamos, estaremos andando em círculos, subtraindo do M.E. qualquer capacidade transformadora revolucionária.

Atualmente o ensino superior no Brasil exclui a grande maioria da juventude brasileira, onde apenas cerca de 15% dos jovens entre 17 e 24 anos estão nas universidades e faculdades (privadas ou públicas). Ou seja, a grande massa do povo trabalhador e seus filhos que sustentam através de seu trabalho e impostos a nação brasileira estão excluídos desta esfera de ensino. Em nossa visão o ensino superior não deve ser um privilégio e sim um direito e deveria ser democratizado através do fim do vestibular, já que cotas são positivas, porém limitadas. Outros países como a Argentina mostram que esta realidade é possível.

Não podemos também nos imobilizar em virtude de problemas técnicos referentes ao fim do vestibular. Precisamos confluir nossas diversas lutas no sentido do fim do vestibular. As condições técnicas e orçamentárias que tornarão isso possível não nos são possíveis saber de antemão; elas apenas serão factíveis no desenlace das nossas mobilizações.

Nossa proposta de luta se refere a uma estratégia de longo prazo que não pode ser implementada imediatamente. Propomos um norte que guie nossas lutas cotidianas. Contra todos aqueles absorvidos no pântano do comodismo, da “briga por esmolas”, e do “imediatismo pragmático”, respondemos: nosso caminho é longo, árduo e duro – mas é o caminho da luta, e não o da resignação.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

[evento] Questão de gênero: emancipação e autodefesa das mulheres



O evento "Questão de gênero: emancipação e autodefesa das mulheres" pretende debater o inquietante elo entre o imediato e o histórico na questão da emancipação feminina. Para tanto, convidamos representantes da UnB e da UFMS para mediar este debate. Trata-se de assunto polêmico, no que vale o esforço de pensarmos as ações individuais e coletivas do "hoje" e do "amanhã", as relações nos ambientes públicos e privados, de homens e de mulheres, enfim, na sociedade. Como atuar nos âmbitos micro e macro para a superação, vista e sentida ainda hoje, da assimetria de gênero? Quais são e como pensam as diferentes vertentes do feminismo a este respeito? Mas com pretensão de superar o debate meramente teórico, o Evento debaterá as recentes experiências dos Comitês de Autodefesa das Mulheres construidos e em construção em várias cidades brasileiras. Tratam-se de experiências para formar politicamente e realizar seções práticas de autodefesa das mulheres. Pensando a proteção no dia-a-dia e em protestos coletivos, os Comitês realizam treinamento da impostura de voz, bem como o fortalecimento moral e psicológico de jovens e trabalhadoras. Mas então, como os Comitês de Autodefesa podem se transformar em mecanismos de emancipação das mulheres? Venham debater conosco!

Dia: 25 de novembro (terça)
Horário: 12h - 14h
Local: Auditório do IH (Subsolo do ICC Norte, UnB - Campus Darcy Ribeiro)


* Ao fim do debate, haverá uma breve oficina de Autodefesa para as interessadas.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Festival de Filmes OUTUBRO PROLETÁRIO: Luta armada no Brasil e mundo

OP-divulgacao





OP-cartaz

CAGEA convida para mesa de debates: Ocupações de CAs e Ocupações de Reitoria – a luta por espaços e direitos na UnB

Dia: 8 de outubro (terça-feira)
Horário: 12h
Local: CAGEA (ICC BT 665)
Em vista a recente ocupação da Reitoria da UnB pelos estudantes da assistência estudantil e o histórico que há na UnB de salas ocupadas para servirem de sedes aos CAs bem como de Reitoria ocupadas como atos políticos reivindicativos, o CAGEA convida todos colegas da universidade para debatermos: as relações entre espaço, identidade e organização coletiva, ação direta e a luta por direitos.

debate_ocupacoes

terça-feira, 24 de setembro de 2013

I Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais – 15 a 17 de Novembro, Rio de Janeiro, Brasil.


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Construir oposições por local de trabalho, estudo e moradia

 
O Encontro tem dois objetivos: 1. iniciar o debate sobre a conjuntura mundial junto com as principais contradições da sociedade brasileira e 2. traçar estratégias e formas de organização para a luta. Assim o encontro deve ampliar e consolidar as organizações de luta estudantil, popular e sindical, assimilando as novas experiências surgidas dentro dessas dimensões e do atual contexto da luta de classe no Brasil. Essa organização visa lutar contra os efeitos e arbitrariedades dos megaeventos e do desenvolvimentismo neoliberal, se colocando contra a precarização da vida, visando a liberdade.


Nesse sentido, o Fórum nacional de Oposições pela Base convoca a construção de um encontro nacional para debater os desafios da reorganização da classe trabalhadora e impulsionar este momento através de oposições de base no movimento sindical, popular, estudantil, camponês, quilombola e indígena. 
 
Por uma Tendência Classista e Internacionalista!

ASSINAM:
FOB – Fórum de Oposições Pela Base
ORC – Oposição de Resistência Classista – Educação/RJ
RECC – Rede Estudantil Classista e Combativa
GLP – Grupo de Luta dos Petroleiros
Grupo de Discussão de Oposição para Educação Federal
LSOC – Liga Sindical Operária e Camponesa

Veja também:

 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Assembleias na UnB debatem e estudante se organizam para defender Assistência Estudantil


A reunião do CEB - Conselho de Entidades de Base, reunida no dia 27.08, deliberou, entre outros, a realização de uma Assembleia Geral dos Estudantes da UnB cuja pauta proposta é a Assistência Estudantil. Fora ainda indicado que os CAs realizem Assembleias por cursos. Alguns CAs, como o CASO e o CAGEA, já possuíam Assembleias programadas cujas pautas incluem Assistência Estudantil. Confira o Calendário da semana:


Assembleia Geral dos Estudantes da UnB

Dia: 03/09/13 (terça-feira)
Horário: 12h e 18h
Local: Ceubinho, Entrada Norte do ICC


Assembleia do CASO (Sociologia)

Dia: 04/09/13 (quarta-feira)
Horário: 12h
Local: CASO, ICC Central

Assembleia do CAGEA (Geografia)

Dia: 05/09/13 (quinta-feira)
Horário: 12h
Local: CAGEA, ICC Norte BT 665

Assembleia do CASSIS (Centro da Assistência Estudantil)

Dia: 05/09/13 (quinta-feira)
Horário: 12h
Local: CASSIS, ICC Centro BT 260

  

ORGANIZAR PARA LUTAR! LUTAR PARA ORGANIZAR!


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Boicotar a UNE traidora!

A UNE está prestes a realizar mais um de seus Congressos de fachada, onde a UJS sairá novamente com a presidência e todos cargos majoritários e a Oposição de Esquerda com uns carguinhos de migalha, apenas legitimando a entidade como um todo. A UNE não presta de forma nenhuma para a luta dos estudantes. Perdeu toda sua independência política e financeira, se vendendo ao governos e empresas. Por isso, não legitime esta entidade falida. Não vote no Congresso da UNE! Faça campanha contrária! Politize a luta contra o governismo no movimento estudantil! Derrotar a UNE na base!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Viva o Dia Nacional de Luta dos Estudantes: Semana Nacional Classista e Combativa

Brasil, Março de 2013 - Comunicado Nacional da RECC Nº13
www.redeclassista.blogspot.com   |   rede.mecc@gmail.com



      A Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), realiza todo ano a Semana Nacional Classista e Combativa como forma de celebrar o dia 28 de Março: Dia Nacional de Luta dos Estudantes. Dia em que o estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto foi assassinado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro em 1968. O objetivo da Semana é realizar atividades de agitação e propaganda, relembrando a História de luta dos estudantes brasileiros e debatendo a realidade de hoje. Assim, realizaremos entre os dias 25 de Março e 1º de Abril a Semana Nacional Classista e Combativa em Brasília-DF, Fortaleza-CE, Rio de Janeiro-RJ, Goiânia-GO, Jataí-GO, Marília-SP, Campo Grande-MS e Salvador-BA. Apoie e participe! O esquecimento é a morte! A luta é a vida!
O companheiro Edson Luís vive!
Não esquecemos nem perdoamos!
Punição aos criminosos da ditadura!


De 1968 à 2013: O que a criminalização do movimento estudantil de hoje tem a ver com a morte de Edson Luís?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Oposição CCI faz panfletagem denunciando a (falta de) condições do RU

A Oposição CCI realizou hoje, 06/02, panfletagem nas entradas do RU denunciando as diversas condições que estão revoltando toda comunidade universitária, além de alertar contra a provável intenção do nova Reitoria de Ivan Camargo de privatizar nosso bandeijão. Ao fim, conclamamos todos para lutarmos por um RU de qualidade e com condições dignas de trabalho. Leia e compartilhe o panfleto:


domingo, 27 de janeiro de 2013

Ato pelo fim das agressões e ameaças machistas, racistas, homofóbicas e fascistas!


Diante do covarde caso de agressão na UnB, cuja Carta Denúncia pode ser lida AQUI, mais de 50 estudantes solidários à vítima e repudiando o agressor realizaram uma ampla reunião onde foi tirado um objetivo imediato e exemplar: PRESSIONAR AS INSTÂNCIA DA UNIVERSIDADE PARA O IMEDIATO JUBILAMENTO DO AGRESSOR RENNAN SOUZA MELO!

A UnB vem passando por diversos casos de ameaças e agressões contra minorias, algumas delas motivadas por ideologias tipicamente fascistas. É inadimissível agressões como a praticada pelo covarde RENNAN SOUZA MELO, que reivindica-se integralista! Não nos intimidaremos! Nenhuma agressão e opressão passará sem respostas! Nos omitir perante este caso significa dar carta branca para sua repetição!

Por isso convocamos todos e todas para o ato nesta quarta-feira (30/01), às 12h, com concentração no ceubinho!


Na reunião, três encaminhamentos foram tirados:
  1. Ampliar a divulgação e as assinaturas da Carta de Repúdio (CA's, Sindicatos, Organização Políticas, indívíduos etc.);
  2. Segunda-feira (28/01), 12h, no ceubinho: Haverá uma confecção de cartazes; Combinaremos passagens em sala de aula para divulgar o ato e divulgar a Carta de Repúdio; 
  3. Ato anti-fascista: Quarta-feira (30/01), 12h, ceubinho! Unificar setores estudantis anti-fascistas!





quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eleições do CA de Ciências Sociais: Para romper com velhas ideias, vote Chapa 2!


Os CA de Antropologia (CAANTRO) e de Sociologia (CASO) da UnB iniciaram dia 13/10 o período de eleições da Gestão 2012-2013. As eleições ocorrem dias 26 e 27 de Setembro. Membros da Oposição CCI e camaradas independentes constroem a Chapa 2 "ROMPENDO VELHAS IDEIAS" que disputa o CASO. Prestamos todo nosso apoio à Chapa 2 em sua missão mobilizar e unir os estudantes de Ciências Sociais através do trabalho de base com organização, agitação e propaganda. Faz-se necessário "romper" ideias conservadoras, elitistas, governistas e corporativistas que estreitam o raio de visão/ação e nos imobilizam. É hora de tomar posições a partir da visão de uma sociologia crítica e militante para atuar com combatividade à favor das justas reivindicações de uma educação e sociedade que esteja a serviço do povo.

Dia 19 de setembro (quarta) haverá no CASO o segundo debate entre as Chapas. Aguarde confirmação do horário e compareça. 

Apoio e vote na Chapa 2 para o CASO! Compartilhe e difunda nas salas de aula e redes sociais o apoio à Chapa "ROMPENDO VELHAS IDEIAS". Em breve difundiremos outros cartazes, panfleto e o Programa de Luta da Chapa.


 DIAS 26 E 27 DE SETEMBRO: APOIE E VOTE CHAPA 2 "ROMPENDO VELHAS IDEIAS" PARA UM CASO INDEPENDENTE E COMBATIVO, A SERVIÇO DOS ESTUDANTES DO POVO!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

CINE GREVE - Reexibição da 1º seção

O filme Conterrâneos Velhos de Guerra será reexibido no dia 09 de julho. Aproveite para ver este documentário sem igual que aborda a história da construção da nossa cidade - Brasília.



PARTICIPE DA GREVE!
VENHA PARA A OCUPAÇÃO DA REITORIA!

Saiba mais:


terça-feira, 12 de junho de 2012

ASSEMBLEIA ESTUDANTIL DA UnB

Pedimos ampla divulgação em salas de aula, grupos de email, facebook e no boca a boca. Todos/as à Assembleia!


ASSEMBLEIA GERAL
 

DE ESTUDANTES DA UnB

14 de Junho (Quinta)
às 12h no CEUBinho

Pauta:
1 – Informes;
2 – Greve da Educação (com eleição de representantes para o Comando Nacional de Greve Estudantil);
3 – SISU/ENEM;

quinta-feira, 7 de junho de 2012

GREVE NAS FEDERAIS


A GREVE NAS FEDERAIS E OS BASTIDORES DO GOVERNO: 
arrocho salarial, precarização e privatização do ensino no Brasil


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Brasil, Junho de 2012 - Comunicado Nacional da RECC Nº10
www.redeclassista.blogspot.com | rede.mecc@gmail.com
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As precárias condições de trabalho e estudo no setor da educação vêm sendo postas em evidência através das atuais mobilizações: A Greve dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), convocada pela ANDES-SN, teve início em 17 de maio de 2012 e até agora já são 50 instituições em Greve por tempo indeterminado; Acompanhando a Greve docente, estudantes de no mínimo 30 Universidades Federais também deflagraram Greve Estudantil; A FASUBRA, entidade nacional dos servidores das Universidades Públicas, possui indicativo de Greve Nacional para o dia 11 de junho; Para o dia 13 de junho está previsto o início da Greve dos trabalhadores federais da educação básica, profissional e tecnológica, base do SINASEFE.
Desenha-se assim um quadro de uma das maiores mobilizações do setor da educação na última década. Há de se perguntar, nesse contexto, quais as causas geradoras de tais movimentos reivindicativos, analisados nas condições particulares e gerais a todas estas categorias em luta? Para a RECC não há dúvida: as Greves em nível federal na educação só podem decorrer das contradições que as políticas educacional e econômica do Governo Federal vêm criando na última década. 

A política educacional e econômica neoliberal do Governo Federal
Lula e Dilma se elegeram tendo que assumir como condição de suas gestões a continuidade do projeto global de reforma neoliberal do Estado e de compromisso deste com as demandas de uma economia capitalista em franca crise. Viu-se em 2007 apenas uma agonia desta crise, que já trouxe reflexos também ao Brasil, por exemplo, na afirmação em 2011 pelo Governo Federal de que não concederia aumento nenhum aos servidores públicos e que o repete nas atuais Greves – arrocho salarial. Assim, seguem operando na lógica de enxugamento dos gastos públicos, a exemplo dos históricos cortes orçamentários de 2011 e 2012 na ordem de 50 e 55 bilhões de reais respectivamente (na educação foram mais de 5 Bi!), na manutenção do pagamento inacabável da rolagem da dívida pública e da isenção fiscal e facilidades de instalação de empresas privadas (como Universidades Pagas) etc.
Na educação esta lógica se reproduz, considerando a peculiaridade de que o ensino superior público é peça chave na produção de conhecimento, potencial desenvolvedor de avanços tecnológicos e científicos – bastante necessários à produtividade das empresas capitalistas – e formadora de mão-de-obra qualificada barata. Assim, considerando todo um déficit de atendimento à população em especial no ensino superior (que abarca hoje não mais do que 4% da juventude), conjuga-se uma necessidade populista de expansão do acesso sem o devido acompanhamento de investimentos públicos (fazendo com que Universidades e professores tenham que captar recursos por meio de fundações privadas, agências de fomento etc.), distorcendo matrizes curriculares e tornando precárias as condições de ensino e de trabalho para solidificar a submissão da educação às necessidades vorazes do mercado. É a visão gerencial e produtivista da educação, que deve corresponder lucrativamente ao emprego de capital. Assim opera a política educacional de Dilma (PT-PMDB).

Ataques ao ensino superior: materializações da política neoliberal
Toda política de governo é refletida em seus programas e ações. Para travarmos uma luta de maneira consequente e eficaz é preciso ir além das lutas contra os efeitos gerados por tais políticas, identificando as causas e as medidas concretas contra o que combatemos. Isto deve orientar todo movimento atual de Greve seja dos estudantes ou professores, pois inclusive as causas de nossas lutas mais latentes convergem no Governo Federal.
Em 2007 o Governo Lula aprovou o famigerado REUNI (Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades). Ele é seu carro-chefe e integra o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), sendo este o documento-guia do programa neoliberal “Todos Pela Educação” (da Rede Globo, Gerdau etc.).  O REUNI procede com uma política de inchaço das universidades, pois possibilitou o aumento do número de matrículas em quase 100% sem, no entanto, prever na mesma medida a contratação de professores e servidores, nem expansão da infraestrutura (como salas de aula, bandejões, moradias universitárias etc.), muito menos da assistência estudantil, fundamental aos estudantes pobres. Adicione à esta última a aprovação no apagar de luzes do governo Lula, dia 31/12/10, do Decreto 7.416 que, na prática, proíbe o aumento do valor das Bolsas Permanência e não permite conciliação desta com bolsas de outra natureza. Reivindicamos, então, a revogação imediata deste decreto e a equiparação das Bolsas Permanência ao salário mínimo.
Assim, o REUNI operou uma expansão sem qualidade, gerando efeitos como a sobrecarga de trabalho docente, dissociações entre ensino-pesquisa-extensão devido às extenuantes horas-aula exigidas em sala, aumento de professores temporários, incapacidade de atendimento com as parciais políticas de Assistência Estudantil etc. E isto não é apenas um “problema financeiro”, como pretendem argumentar alguns governistas, mas sim uma opção política bem definida pelo Governo. Se nossas expectativas anteriores à aprovação do REUNI eram ruins, pois só previa aumento de 20% de verba para 100% de expansão, sua prática se demostrou um inferno: apenas 46% dos 3,5 milhões de metros quadrados de obras previstas foram concluídas; da meta de aplicação até 2011 em R$5.2 bi, apenas R$2.8 bi foram empregados, de acordo com o Portal da Transparência. Ou seja, o Governo pretendia um “aproveitamento” das poucas condições de infraestrutura e pessoal já existente, casando isto com seu projeto neoliberal-desenvolvimentista.
Exigimos sim uma expansão da universidade pública, lutando para que em médio-longo prazo consigamos conquistar o Acesso Livre no ensino superior, mas tal expansão deve dar plenas condições de estudo e trabalho nas universidades públicas ao povo. E, definitivamente, não é isso que o REUNI faz.
Tal como alertado anteriormente à aprovação do REUNI de que este nos traria consequências negativas (e que hoje se verifica a exatidão de tal alerta), devemos denunciar e combater o caráter similar presente no novo Plano Nacional da Educação, o PNE 2011-2020, antes que o mesmo solidifique a precarização e mercantilização geral da educação. Este é um programa de governo que ganhará contorno de política de Estado e estará em vigor por mais uma década através de um conjunto de metas e estratégias que dá continuidade ao último decênio (2001-2010) e ao PDE de 2007.
Este PNE sistematiza e aprofunda praticamente todas as principais políticas e metas neoliberais adotadas pelo governo Lula-Dilma. Pretende impor desde o ensino básico ao superior a elevação desproporcional de alunos por professor e uma taxa alta de conclusão média dos cursos (que se transformam em aprovações-automáticas para maior rotatividade de vagas, como bem sabemos), a exemplo do REUNI. Como demostra o já aprovado PRONATEC, programa que estabelece parceria com o Sistema “S” (SESC, SENAI, SESI etc.), as metas do PNE se dirigem a dar maior peso ao setor privado da educação, ampliando o investimento direto de verba pública nos estabelecimentos de ensino privado, tal como faz o ProUNI e o FIES – este é uma arma de endividamento dos estudantes pobres. Ademais, ao pretender “universalizar” o ensino fundamental e aumentar as matriculas no ensino superior, prevê para isso utilizar massivamente, principalmente nos cursos de licenciatura, o Ensino à Distância (EaD), metodologia que é opção do governo justamente por ser de baixíssimo custo de manutenção (inclusive com baixa remuneração dos orientadores) e por garantir uma formação rápida, porém com qualidade notadamente inferior a do ensino presencial. Há no PNE, portando, o aprofundamento da lógica de expansão precarizada do ensino, da formação escolar/acadêmica voltada unicamente às demandas do mercado e de fomento direto à educação privatizada, em detrimento da pública. A luta pelos 10% do PIB para a Educação na boca daqueles que não pretendem combater o PNE será uma palavra de ordem dos charlatões governistas pois estará, ao fim, defendendo mais verba à educação privatizada. É a luta contra o PNE Neoliberal de Dilma/PT, portanto, a bandeira principal que deverá unir a luta dos estudantes à dos professores de todas as modalidades de ensino e cantos do Brasil por uma educação pública de verdade.
A privatização sistemática da Educação facilita a mercantilização da mesma, abrindo espaço para o investimento de um capital privado voltado para as demandas do mercado de trabalho. Isso significa que  o caráter essencial da universidade (formação com conhecimentos integrais e críticos) está se perdendo dia após dia. A universidade acaba se tornando apenas um centro formador de mão de obra barata e qualificada que atenderá as demandas de um mercado de trabalho cada vez mais precarizado e excludente.

Superar o grevismo e organizar pela base a luta combativa
A Greve é a principal arma dos trabalhadores e estudantes na luta por nossos direitos. No entanto, o sindicalismo no Brasil, sobretudo dirigido pelas forças políticas governistas (PT, PCdoB etc.), está imerso numa prática onde, ao invés do sujeito protagonista da luta ser a própria categoria em constante mobilização, esta fica secundarizada, pois está submetida aos tramites parlamentares. A lógica imperante é de que a diretoria do sindicato faz apenas pressões econômicas frente ao governo e, politicamente, apoia os partidos que dizem representar os trabalhadores no parlamento. Na medida em que se ganha mais espaço parlamentar, mais o sindicato se atrela a essa prática política e passa a pressionar parlamentares, para que esses pressionem os governos, inclusive chamando voto em certos candidatos nos períodos eleitorais.
Verificamos ai um problema. Em termos de concepção de luta, as greves não são entendidas como o enfrentamento direto da categoria contra o governo. Elas são formas de chantagear indiretamente parlamentares para que estes façam pressão perante o governo. A categoria fica submetida a uma disputa que, em última instância, ela sequer poderá decidir outros rumos. Tudo é mediado entre diretoria sindical, parlamentares e governo nas limitadas mesas de “enrolação”. O “grevismo” – a simples “parada no trabalho” – não transforma o poder em potencial que existe na massa da categoria em um poder real para arrancar suas pautas do governo. A Greve deve ser usada como arma de ação direta, onde a categoria deve estar mobilizada nas ruas e locais de trabalho, organizando seus pares para enfrentar política e materialmente o governo, e não simbólica e indiretamente. Por isso defendemos uma Greve que, além de manter uma prática de esclarecimento perante a população e profundos debates políticos nas bases, utilize outros instrumentos de pressão e mobilização como ocupações de Reitorias e órgãos públicos, trancamento de vias etc. Paralisar o estudo e o trabalho é apenas o primeiro passo: devemos nos organizar e ir às ruas!

Superar o corporativismo: Construir a Greve Geral na Educação
Há tempo a UNE deixou de representar os interesses dos estudantes para representar os interesses do governo no Movimento Estudantil, tal como a defesa que esta faz do novo PNE. Assim, esta é uma entidade governista que faz de tudo para blindar seu “patrão” de criticas, inclusive desorganizando os estudantes e freando as lutas. Enquanto a RECC convoca à luta contra o PNE neoliberal de Dilma/PT, a UNE charlatã “lutava” por mais verbas para o mesmo PNE e por sua aprovação imediata. O paragovernismo (PSOL/PSTU), por sua vez, organizou um plebiscito defendendo os 10% do PIB para a educação, se diluindo completamente neste campo governista e confundindo o que deveria ser o centro da luta no atual momento.
Os métodos de luta do tipo plebiscitos e pedidos de veto à presidência têm se mostrado impotentes perante as ofensivas do governo e do capital, e na Educação não é diferente. As ofensivas do governo e do capital que impõe a precariedade da educação exigem um combate consequente pelo Movimento Estudantil, ou seja, que supere os limites das cartas de apoio e pratique ações correspondentes ao nível dos problemas enfrentados. A atual Greve nas federais não deve ser instrumento de sensibilização do “coração de pedra” do Governo: deve-se furar o bloqueio do consenso legalista e pacifista e impor ao inimigo o atendimento às legítimas reivindicações das categorias pela luta direta.
Precisamos compreender de forma global os problemas que atingem a Educação, isso significa entender que eles envolvem os professores, servidores, estudantes e terceirizados dos estabelecimentos de ensino e que a solução dos problemas exige a mobilização de todas essas categorias unificadas em luta. Para isso, os estudantes devem abraçar como sua a luta dos professores (como plano de carreira, melhores condições de trabalho, incorporação das gratificações e recuperação salarial); bem como os docentes devem defender as pautas estudantis (assistência estudantil, maior financiamento para educação pública, democracia nas universidades etc.) Uma ação coerente com os desafios postos significa, na atual conjuntura, a preparação de uma Greve Estudantil em todas Federais, construindo um Comando Nacional de Greve Estudantil (CNGE) que se articule à base grevista da ANDES-SN, FASUBRA e SINASEFE, na construção da GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO.
Assim, apoiamos a luta dos professores por melhores salários, mas também contra a precarização da universidade pública, contra o repasse de dinheiro público para o ensino superior privado, pela efetivação dos professores e servidores terceirizados e abertura de concursos públicos. No entanto não nos basta apenas o apoio acrítico ao movimento dos professores. Prática similar à de 2011 deve ser abandonada, onde ANDES-SN, SINASEFE e FASUBRA estavam descompassadas em suas greves ou negociações com o governo: defendemos uma aliança em que estudantes, professores, servidores e terceirizados protagonizem Assembleias Comunitárias locais, regionais e nacional com delegados imperativos e revogáveis eleitos nas bases para a efetivação da unidade. Devemos também levantar as bandeiras do movimento estudantil, que está em estágio de reorganização nacional, e só organizados pela base conseguiremos apoiar à luta dos trabalhadores do ensino e conquistar nossas próprias demandas.

30 IFES como a UNB e a UFF já estão realizando greve estudantil
A Greve Estudantil nem nasce pronta e nem é impossível de ser realizada. Ela precisa sim é ser construída, o que exigirá o trabalho de base necessário para criar uma real mobilização. Para isso, as pautas estudantis precisam ser postas conjuntamente com as pautas dos professores e demais trabalhadores da educação (efetivos ou terceirizados), ligando as especificidades às lutas transversais, como o “Abaixo o PNE neoliberal de Dilma/PT”.
O desafio para o ME está lançado. Precisamos superar o reboquismo das cartas de apoio e nos tornarmos sujeitos ativos na luta por uma educação a serviço do povo. Isso significa unidade na luta combativa com as categorias dos trabalhadores da educação. Isso significa entender o momento da atual Greve docente como uma forma de potencializar a luta estudantil combativa e independente, e de maneira geral a luta por melhores condições de trabalho e estudo.
Estudantes e trabalhadores da educação: devemos estar unidos. Romper com o governismo que paralisa nossas entidades e o corporativismo que segrega nossa classe é o inicio da visão e da luta por uma educação não mercadológica, que tenha qualidade para a formação de sujeitos sociais emancipados, e esteja a serviço da classe trabalhadora: uma educação popular.

Contra os conselhos burocráticos do 70-15-15! Por uma estrutura democrática na Universidade!
Pela integração a universidade de todos os trabalhadores terceirizados!
Nem ENEM nem Vestibular! Acesso Livre Já!
Abaixo o Reuni e o sistema de Metas de Expansão sem Qualidade!
Barrar a ofensiva neoliberal com greve geral na Educação!
Abaixo o novo PNE Neoliberal de Dilma/PT-PMDB!
Revogação do Decreto 7.416/10! Equiparação das Bolsas Permanência ao Salário Mínimo!
Por uma educação a serviço da classe trabalhadora!