domingo, 11 de julho de 2010

Oposição CCI, MEPR e Independentes convocam:

O período de eleição para DCE é um momento valoroso para o Movimento Estudantil, uma vez que favorece o embate de idéias, as avaliação das práticas e experiências realizadas pelos diversos grupos e suas perspectivas e concepções. Este embate é importante para os estudantes perceberem "quem é quem" e despertarem não somente o censo crítico mas, na nossa opinião o mais fundamental transmitir, que é a ciência de que aquele que não luta organizado com os estudantes e trabalhadores que vivemos dia-a-dia cede espaço para as ofensivas do estado e do capital, como a Reforma Universitária Neolibereal do Governo Lula e o processo de privatização através das fundações e terceirizações. Conclamamos então aqueles estudantes, convencidos da centralidade do nosso papel de garantirmos uma universidade que sirva ao povo, não só a participarem conosco deste processo eleitoral, mas permanecerem organizados em suas bases e em constante processo de politização e luta combativa!



3º Rodada aberta de debates para formação de chapa classista às eleições para DCE da Unb

Quinta-Feira: 15 de julho
12h no Ceubinho
(a reunião será no mezanino acima)

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ABAIXO O GOVERNISMO E A UNE PELEGA E TRAIDORA!
FORA FUNDAÇÕES! FORA BURGUESIA DA UNB!
REORGANIZAR OS ESTUDANTES PELA BASE!
POR UMA UNIVERSIDADE A SERVIÇO DOS TRABALHADORES!
OUSAR LUTAR!!! OUSAR VENCER!!!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Oposição CCI convoca:


2º Rodada de Debate sobre Formação de Chapa Classista às Eleições do DCE-UnB 2010



Dia 06 de julho (terça-feira)
12h no Mezanino Norte do Ceubinho




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REORGANIZAR O MOVIMENTO ESTUDANTIL PELA BASE!
CONTRA O APARATISMO, A BUROCRACIA E O PARLAMENTARISMO ESTUDANTIL!
VITÓRIA AOS ESTUDANTES DO POVO!


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Oposição CCI convoca:

Discussão de formação de chapa
às eleições para DCE-UnB:

Dia 29/06 (terça-feira)
12h no Ceubinho (em frente ao DCE)




Durante os últimos anos houve nas universidades federais e estaduais, e em especial na UnB, um ressurgimento relativo do movimento estudantil, tendo como marca simbólica a ocupação da reitoria da USP em 2007. As várias ocupações de reitorias que se seguiram por todo o Brasil, muitas das quais ensaiando um programa reivindicativo anti-governista, deram continuidade a esse processo. Por mais que o resultado de parte dessas lutas tenha proporcionado a conquista de alguns pontos de pauta dos estudantes (como a saída de administrações superiores corruptas e privatistas), a esmagadora parte das demandas estudantis classistas permaneceu desatendida. Assistimos nesse período o fortalecimento das Fundações Privadas ditas de apoio, o início da implementação do REUNI (cuja precarização da universidade já se faz sentir aos estudantes dos campi Ceilância, Gama e Planaltina), o esvaziamento do debate sobre a democratização dos colegiados e orgãos superiores da universidade, a assistência estudantil manter-se pífia em face da real necessidade dos estudantes pobres e, mais recentemente, o violentíssimo ataque do governo contra a universidade com corte salarial de funcionários e professores da UnB.


Nós da Oposição Classista Combativa e Independente à atual gestão do DCE compreendemos que parte das derrotas e do acanhamento das lutas no período pregresso se deram em decorrência da hegemonia do governismo, para-governismo, parlamentarismo estudantil e do policlassismo na linha política e programática das mesmas. Tendo em vista a eleição para gestão do DCE da UnB que se aproxima, convocamos os estudantes desejosos de construir um caminho de lutas baseado no classismo e na ação direta estudantil a participarem de uma reunião de possível formação de chapa para concorrer à eleição do DCE, cujos eixos centrais deverão ser pautados no seguinte programa reivindicativo e organizacional:




- Nem Enem nem Vestibular, acesso livre já!
- Fora polícia do campus!
- Fora Fundações Privadas!
- Pela ampliação de uma verdadeira Assistência Estudantil!
- Pelo Passe Livre Estudantil Irrestrito!
- URP para todos!
- Contra a tercerização e precarização do trabalho na universidade!
- Pela conclusão das obras nos novos campi!
- Abaixo a UNE pelega!
- Reconstruir o Movimento Estudantil Classista e Combativo!
- Nenhuma ilusão na democracia burguesa: Pela Ação Direta Estudantil!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O germinal - nº16, Junho de 2010

Algumas lições da greve

Nos últimos dois meses, a UnB viveu um período de greve unificada entre professores, funcionários e estudantes, tendo como pauta central a luta contra o corte salarial de 26% (relativos à URP) dos trabalhadores. É fundamental para a clareza de todos que o corte da URP está inserido em uma estratégia neoliberal do Governo Lula/PT de precarização do trabalho e da universidade pública. Sendo assim, as políticas de corte salarial se articulam com outros projetos, tal como o REUNI, as fundações privadas etc. As provas disso são a retirada da URP em outras universidades públicas do país e o fato de que na UnB os salários dos trabalhadores que entraram depois de 2008 (com o Reuni) são os mais ameaçados desde o começo.

Tal ataque violento aos trabalhadores iniciou um processo de mobilização que, apesar de ter tido uma grande adesão em determinado momento, teve como características políticas durante todo o processo: o corporativismo e o legalismo levado a cabo pelas direções governistas do DCE e Sintfub e a direitista da ADUnB. Essa linha levou o movimento grevista a ficar refém da legalidade burguesa, apostando em atos midiáticos de pressão parlamentar e teve como resultados notórios: o fim da greve dos professores (10/05) sem uma garantia concreta da URP; o fim da greve estudantil (18/05); a aprovação do calendário no CEPE - Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (20/05) e o enfraquecimento da greve dos funcionários.

As ações combativas e a hegemonia governista

O início da greve, no entanto, foi marcado pelo anseio combativo da base estudantil expresso na Assembléia Geral com cerca de 400 estudantes que deflagrou greve, defendendo o “Fim das Fundações Privadas”, “Fora Cursos Pagos”, assim como o método de piquetes (mesmo com o DCE/PT defendendo posição contrária nas assembléias do ano passado). A tentativa de ocupação do CCBB e a ocupação do CONAE também foram marcantes no início da greve. Estava claro, porém, que as direções pelegas não levariam a ação direta até as últimas conseqüências e inclusive a sabotariam. Um exemplo disso foi o trote “solidário” e remunerado (sic) do DCE marcado para o mesmo dia de uma das manifestações unificadas. É importante ressaltar que a combatividade desenvolvida pela base no início da greve não foi capaz de re-configurar uma nova direção ao movimento, o que manteve a hegemonia política da “frente unida” da burocracia governista e thimotysta.

Paulatinamente foi se organizando por parte da burocracia governista, tanto a sindical quanto a estudantil, o boicote da luta e se reconduzindo a greve para o afastamento da combatividade. Dois erros fundamentais dessa política foram: 1º) A defesa de uma suposta “contradição interna” no Governo Federal entre Lula/PT e o Ministério do Planejamento. Esta falsa suposição, uma vez que o Governo agia sob uma política unitária (como ficará claro nas declarações de Lula, citadas a seguir), pretendeu blindar o Governismo e obscurecer seu verdadeiro caráter neoliberal e antipopular*. Com a estratégia de “explorar/disputar” tais “contradições” (sic), as táticas adotadas foram atos midiáticos e pacifistas, ao invés de construir mecanismos efetivos de pressão. E a tática parlamentarista do PSTU foi também de “desgastar” o governo através da mídia; 2º) A defesa legalista da continuidade da luta através da justiça burguesa, tal como expresso na fala do diretor do Sintfub, Mauro Mendes: “a luta agora é no STF” (Fonte: SECOM), conduziu a um recuo ainda maior da ação direta grevista, tendo tal amansamento da greve o objetivo de não prejudicar a tática de ação judicial. Como sempre, tal linha legalista se voltou contra os próprios trabalhadores, imobilizando os grevistas que confiavam na mesma justiça burguesa, pois contribuiu para dividir professores e funcionários quando concedeu liminar favorável a URP somente aos primeiros, ameaçou colocar a greve na ilegalidade etc.

O corporativismo e o legalismo derrotam a greve unificada

Com opção traidora da maior parte dos professores de saírem do movimento unificado, a greve dos estudantes e dos funcionários sofreu um forte impacto negativo. A oposição CCI tinha a clareza que, caso não houvesse uma radicalização, por parte dos setores ainda em greve, a greve estudantil não passaria de uma formalidade, já que os estudantes estavam sofrendo assédio moral por parte dos professores que estavam dando testes, faltas etc. Do mesmo modo, a greve dos servidores ficaria extremamente enfraquecida com o retorno à normalidade das atividades acadêmicas e com o isolamento de uma greve que começou unificada.

No dia 13 de maio foi deliberada em assembléia estudantil a continuidade da greve e a não aprovação do calendário acadêmico no CEPE (Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão), já que este prejudicaria as greves, em especial a dos estudantes, e as atividades acadêmicas em geral, tendo em vista o fechamento do R.U, biblioteca, secretarias etc. Os estudantes, após esta assembléia, desceram em manifestação para a reunião do CEPE, onde a maior parte dos estudantes e servidores presentes implodiram o CEPE, com vistas a efetivar a deliberação da assembléia. Tal ação combativa foi acompanhada pelos gritos histéricos do governismo e da direita clamando pela “civilidade”, pela “responsabilidade” e pela “democracia na universidade” (sic). Nós da Oposição CCI afirmamos que não temos compromisso nenhum com a lógica parlamentarista de conciliação de classe, traidora e oportunista da diretoria do DCE e sua base de apoio reacionária e pequeno-burguesa, afirmamos que a democracia burguesa não passa de uma fachada, assim como os apodrecidos conselhos “70-15-15” da burocracia universitária.

A prática é o critério da verdade

É exatamente nesse final de greve que se pode ver mais claramente o caráter conciliador das direções governistas, que caminham articuladas com o Governo Lula/PT levando as greves e suas pautas reivindicativas para a derrota, sendo peça chave para o Governo aplicar a reestruturação produtiva do capitalismo e o ataque aos trabalhadores. Foram exatamente nesses últimos dias da greve que o peleguismo foi mais funesto: O DCE/PT, na assembléia que decretou o fim da greve estudantil, fazendo coro contra as ações combativas dos estudantes com o setor mais podre e reacionário auto-intitulado “Aliança pela Liberdade”, aprovou uma deliberação contra a implosão do CEPE (que se realizaria dia 20/05) e pelo “convencimento” dos conselheiros reacionários, afim de que estes não aprovassem o “calendário”. Tal fato foi denunciado pela Oposição CCI como uma verdadeira traição na luta em defesa da URP. Nesta reunião do CEPE, como havíamos alertado, o calendário acadêmico foi realmente aprovado, inclusive com os votos estudantis favoráveis da “Aliança pela Liberdade” (desrespeitando o posicionamento da assembléia!). Isto demonstrou que o discurso do “diálogo/civilidade” não traz vitórias concretas para os trabalhadores e estudantes. Ao confiar nas vias burocrático-institucionais, a proposta dos estudantes foi completamente atropelada pelos conselheiros reacionários. Mesmo o abaixo-assinado, proposto pelos governistas para "sensibilizar" o conselho, de nada adiantou, e a ameaça da perda salarial dos servidores permanece ainda mais forte.

Reorganizar o Movimento Estudantil e Sindical

Apesar da derrota da greve e da vitória do governismo, o processo de greve, assim como todo processo de luta proletária, deve ser concretamente analisado pelos militantes sinceros. É extraindo as lições corretas das lutas, vitoriosas ou derrotadas, que acumularemos experiência e forjaremos as condições reais para as vitórias futuras! Para tal, concebemos como tarefa estratégica dos estudantes proletários a criação e fortalecimento das oposições estudantis, que não devem ter como objetivo principal “conquistar os aparatos e direções”, mas sim se constituir como embriões do processo de reorganização da luta, da base para cima. A Rede Estudantil Classista e Combativa - RECC se pretende a este objetivo, já articulando a nível nacional tais oposições, assim como defende e busca construir alianças com entidades e oposições sindicais classistas e combativas, se organizando em um Movimento de Oposições Sindical-Popular-Estudantil, para combater o governismo neoliberal e o reformismo, tanto de esquerda como de direita.

Nós da Oposição CCI só temos compromisso com o terreno da luta de classe. É nela que nos encontramos e nos comprometemos a desenvolvê-la até as últimas conseqüências, defendendo os interesses imediatos e históricos da classe proletária. Convocamos todos os estudantes a se juntarem na Oposição Combativa, Classista e Independente ao DCE-UnB!

ABAIXO O GOVERNISMO!
FORA FUNDAÇÕES! FORA BURGUESIA DA UNB!
VIVA O MOVIMENTO ESTUDANTIL-PROLETÁRIO!
NEM ENEM, NEM VESTIBULAR: ACESSO LIVRE JÁ!

* As declarações do Governo Lula/PT no dia 10 de maio de 2010 deixam claro o caráter neoliberal de tal governo quando afirma que deve-se descontar os dias parados dos servidores públicos em greve, não ceder às reivindicações e se possível declarar ilegais as greves, já que “ministro e dirigente ‘não é sindicalista", disse Lula. (Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1001528&tit=Lula-pede-que-ministros-endurecam-com-servidores-em-greve)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

COLETIVO DE GEOGRAFIA “TERRITÓRIO LIVRE”

"Saber pensar o espaço, para saber nele se organizar, para saber nele combater... Afinal, nem toda região montanhosa e arborizada é Sierra Maestra." Yves Lacoste, geógrafo francês.

O quadro atual do ensino superior brasileiro é alarmante. A Reforma Universitária do Governo Lula/PT demonstra que mesmo sendo aplicada de forma fragmentada faz parte de um todo articulado, aprofundando o processo de apropriação capitalista das Instituições de Ensino Superior. Tal afirmação tem sua comprovação no caráter de programas como o Prouni, que transfere as recursos públicos para o empresariado das faculdades privadas; o recente repasse de $ 1 bi do BNDES para as “privadas”; a Lei de Inovação Tecnológica que transforma a universidade em espaço de produção de ciência para empresas; a proliferação das fundações privadas e cursos pagos; o REUNI que visa a precarização da educação e do trabalho nas Universidades Públicas com o aumento de vagas sem infra-estrutura e professores/ funcionários suficientes. A Luta em Defesa dos Trabalhos de Campo na geografia se torna fundamental, portanto, dentro de uma luta maior contra precarização da educação e CONTRA O REUNI.

Nosso coletivo e o CAGEA:

O Coletivo “TERRITÓRIO LIVRE” tem como objetivo primeiro estar iniciando um processo de mudança do nosso curso e principalmente do Movimento Estudantil de Geografia (MEGEO). É preciso mudar a concepção de Centro Acadêmico (CA) que atualmente possuem alguns estudantes, principalmente alguns “veteranos”, que acreditam ser o CA um lugar onde as pessoas individualmente (ou com um grupo de amigos) possam se apropriar do CA para realizar atividades particulares acima dos interesses que envolvem o curso e os estudantes de geografia de forma geral. Nós do Coletivo “TERRITÓRIO LIVRE” queremos um CA pra lutar!

Ao contrário de uma visão apolítica que acredita na neutralidade, nós acreditamos que uma entidade como o CA está sempre caminhando em uma direção, porém, essa direção deve ser democraticamente eleita, através do voto com disputa de chapas, onde obviamente, as assembléias gerais de curso tem caráter fundamental para o andamento da luta como órgão de deliberação máximo; para aumentar a participação devem ser criados Grupos de Trabalho (GT’s) abertos a qualquer estudantes interessado em tocar as atividades do CAGEA. É necessário que o CAGEA saia do apoliticismo e da “porra-louquisse”, e isso só se dará combatendo a influência ideológica da burguesia dentro universidade, que paralisa as lutas e a organização coletiva dos estudantes.

Nós do Coletivo “Território Livre” defendemos um CAGEA que:

- Seja aliado da luta da classe trabalhadores do campo e da cidade, defendendo o CLASSISMO no caráter de nossas lutas ou na produção da ciência produzida no curso de Geografia;

- Aposte nos métodos de Ação Direta, tais como ocupações de órgãos públicos, fechamentos de ruas, paralisações unificadas com os trabalhadores (tal como na USP) que caminhem para uma greve geral da educação. Acreditamos que ao invés dos acordos de cúpula e parlamentaristas (privilegiados pelos partidos reformistas) , a ação direta combativa é o único método que garantirá nossas pautas reivindicativas imediatas e históricas.

- Seja independente perante o Estado burguês e seus diversos governos, independente da burguesia e dos partidos políticos. Atualmente, com o advento do “petismo” vimos às maiores organizações estudantis e sindicais (UNE, CUT) virarem “correias de transmissão” das políticas neoliberais do Governo Lula, portanto é necessário aprender com a experiência, negando o parlamentarismo eleitoreiro e lutando pela independência das entidades de base.

Convocamos todos os calouros e demais estudantes de geografia a estarem cerrando fileiras conosco nessa batalha pela revitalização de um CAGEA classista e combativo, com democracia e luta. Fazemos esse chamado principalmente aos calouro por acreditar que atualmente no nosso curso existe uma luta do velho contra o novo, onde os calouros querendo participar e lutar são impelidos pelos veteranos reacionários a mesma dinâmica pequeno-burguesa de apatia e apoliticismo. Unam-se ao TERRITÓRIO LIVRE!

O Movimento Estudantil Nacional de Geografia

Atualmente no ME brasileiro existe o que se chama de “movimentos de área”, que agrupam os estudantes de determinado curso, no nosso caso o de Geografia. Mas o que se vê é que, longe de serem espaços para organizar as lutas dos estudantes, tais espaços dos Movimentos de Área como os Encontros Nacionais são verdadeiras colônias de férias pequeno-burguesas, onde desde a base se cria um clima festivo, de esvaziamento dos debates e das disputas políticas, onde os participantes não estão representando as bases organizadas e sim participam aqueles com tempo, dinheiro e vontade de “curtir a viagem”. O ENEG e o ME de Geografia se inserem em tais críticas, e a burocratização e a desorganização vão se aprofundando.

O Coletivo “TERRITÓRIO LIVRE” defende a necessidade também da (re)organização nacional do MEGEO. É necessário que o CAGEA saia do isolamento e se articule com um movimento combativo nacional de estudantes de geografia. Para iniciar tal processo de reorganização, nós defendemos como pontos fundamentais: a) A realização de um congresso de base nacional, com delegados eleitos em assembléia, para reestruturarmos nossa organização; b) A articulação de um movimento de oposição de GEA que tenha um programa classista e combativo e capacidade de organizar e combater a burocracia no movimento.

Geografia e Luta de Classes

Acreditamos que a luta por um Universidade Popular e a serviço da classe trabalhadora, do campo e da cidade, perpassa também pela luta acadêmica por uma ciência também a serviço do trabalhadores, e enquanto Geógrafos, por uma Ciência Geográfica Crítica e Revolucionária, que esteja lado a lado nos enfrentamentos do proletariado, produzindo uma Geografia verdadeiramente comprometida com a CAUSA DO POVO.

Atualmente, existe na universidade uma ideologia burguesa muito forte, que negando a verdade da luta de classes e o método materialista para análise da realidade confunde muitos estudantes com um ultra-relativismo teórico-político, fazendo com que se defenda o “fim das classes sociais“ e supostamente se colocando acima delas, em uma ilha de neutralidade e pluralidade, enquanto nosso povo morre de fome e na luta diária por uma vida melhor e mais digna. Mudar a realidade significa luta e combate, tal neutralidade e pluralismo não é nada mais que um posicionamento reacionário para manter as coisas tal como estão.

Os trabalhos de campo bem orientados teoricamente tem uma importância chave no ensino de Geografia, pois aproxima os estudantes da realidade de seu povo e do cenário da luta de classes, saindo do ambiente academicista e da ideologia burguesa colocados na universidade. São fundamentais para a garantia da qualidade do ensino e do tripé ensino-pesquisa- extensão, que há alguns anos as políticas neoliberais vêm destruindo através da Reforma Universitária, onde são criados curso de geografia sem a mínima estrutura, são cortados os ônibus e materiais dos que tinham anteriormente, etc.


Por uma Ciência Geográfica crítica e a serviço da causa do povo!

VIVA A AÇÃO DIRETA DOS ESTUDANTES E TRABALHADORES!

Junte-se ao Coletivo de Estudantes de Geografia TERRITÓRIO LIVRE!



“(...) a geografia, através da análise dialética do arranjo espacial, serve para desvendar máscaras sociais, vale dizer, para desvendar as relações de classes que produzem esse arranjo. É nossa opinião que por detrás de todo arranjo espacial estão relações sociais, que nas condições históricas do presente são relações de classes.” Ruy Moreira

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Germinal – Nº 15, Abril de 2010

Avançar a Greve Geral contra o Governo!


A Greve Unificada da UnB, iniciada no dia 9 de março pelos professores, já passa de um mês de duração. A assembléia realizada pelo movimento estudantil (no dia 16/03) que aprovou a participação na greve e que contou com cerca de 400 estudantes, confirmou a defesa dos posicionamentos que a Oposição CCI vinha fazendo desde o final de 2009: deflagração de greve estudantil e defesa da unificação, com pautas estudantis e com piquetes/ ação direta (ver boletim germinal nº 13 de novembro de 2009). A greve, pelo caráter agressivo do corte salarial (26%), conta com boa adesão de professores e servidores do quadro.

Apesar disso, o movimento grevista apresenta no seu interior uma série de problemáticas que se colocam como obstáculos ao avanço da luta atual. Os organismos de direção do movimento tal como a ADUNB (Thimotistas) , o DCE (PT-UNE) e o Sintfub (PT-CUT), hegemonizados claramente por forças políticas legalistas e governistas vem levando o movimento a confusão, defendendo aná lise errônea de que há uma contradição no Estado, entre o Ministério do Planejamento e o Governo Lula/Dilma, e que a tática para obter a URP em ano eleitoral é apostar na exigência de que Lula/Dilma defendam os trabalhadores da UnB.
Como já havíamos denunciado no boletim nº 13 a retirada da URP (gratificação salarial de professores e servidores instituída em 89) que já foi nacional e atualmente tem na UnB um de seus últimos bastiões, faz parte de um ataque global implementado na educação brasileira. Como veremos esses ataques tem ampla dimensão:


O Papel Burguês do PT (Lula e Dilma):



A intransigência e atraso do Governo Federal/Ministé rio do Planejamento em não pagar a URP demonstram o caráter estratégico de sua política de precarização do trabalho e da universidade pública. Esta e outras medidas fazem parte da Reforma Trabalhista Neoliberal que vem sendo implementada pelo Governo do PT conjuntamente á burguesia brasileira. Tem o objetivo de adequar o Brasil ao modelo imperialista de flexibilização trabalhista e competitividade internacional.

O Projeto de Lei 549/2009, é exemplo disso, já aprovado no senado federal visa congelar os salários dos servidores por 10 anos e reduzir drasticamente os custos públicos. Além disso, tramita na Câmara e no Senado Federal o PLP 248 e a PEC 341/09, medidas que instituem a demissão sem direito à ampla defesa no serviço público e a “regulamentação” do direito de greve.

Deste modo as recentes declarações do presidente Lula pelo pagamento da URP, não devem ser encaradas como uma faceta bondosa a ser aplaudida e sim como resultado de nossa luta. Não devemos aplaudir o patrão por conceder o que é nosso por direito. Aliás, pelo que vem se desdobrando nos trâmites da AGU (Advocacia Geral da União), os trabalhadores parecem estar sendo enrolados outra vez. Deste modo, a análise de que para vencermos a batalha da URP temos que apostar numa suposta “contradição” no governo, é uma formulação produzida pelos setores petistas do (Sintfub e DCE) que além de se apoiar em uma tática eleitoreira/ oportunista ela obscurece a natureza burguesa do Governo de Lula e seus ataques aos trabalhadores do campo e da cidade.


As Conseqüências do Reformismo na Greve da UnB:


No movimento estudantil, o DCE leva uma prática de sabotagem da greve não encaminhando seriamente as tarefas principais da greve (como iniciação de piquetes, panfletagens, divulgação de assembléias etc.) E no movimento sindical, vemos o corporativismo se revelar na secundarização realizada pela diretoria do Sintifub e Adunb à luta dos terceirizados e contratados, ocasionando no fato de que a maior parte dos trabalhadores de serviços da UnB, que são terceirizados, continua trabalhando, já que não foram incorporados à greve.

Apesar de uma pressão da base pela radicalização do movimento, causada pela ineficácia da espera legal ao STF, as diretorias continuam apostando em atos comportados: em carreatas organizadas pela polícia, juntamente com parlamentares do PT, métodos judiciais e principalmente apostando na mídia burguesa para “pressionar” os órgãos públicos. Este último método se apresenta extremamente problemático, pois além de não representar uma pressão real, coloca o movimento refém do jogo burguês legalista, defendido pela mídia, que paralisa o avanço da luta combativa dos trabalhadores, levando-nos a derrota.

A linha estratégica governista das direções foi explicitada no ato na CONAE (Conferência Nacional de Educação), no dia 29/03, que contou com uma saudável ação combativa de ocupação da sala de eventos do Ulisses Guimarães. Mas na qual os pronunciamentos traidores dos diretores sindicais se colocaram a apoiar esta mesma conferência “tripartite” (governo, empresários e trabalhadores) , que vem legitimando vários ataques a educação, como a implementação do Novo ENEMbular.

Fica claro durante esse período de greve que a estratégia eleitoral da direção do DCE/PT e sua política de freio e boicote para as lutas materiais (tal como a greve unificada na UnB) faz parte de sua linha reformista que reforça o paralelismo na luta. Esta política paralelista se da com o reforço de “lutas” de cunho democrático-burguê s/nacional- desenvolvimentis ta (“Fora Arruda/Ética na política”, “Petróleo é nosso”, etc.) ao mesmo tempo em que desestabiliza e enfraquece as lutas e econômicas/materiais . Isso faz com que os trabalhadores não acumulem força na base e os deixa refém das lutas legalistas para apoio de legendas eleitorais, como o PT. Para além da verborragia vazia do DCE defendendo a “massificação” e “radicalização” da greve (sic), fica claro aos estudantes sinceros que seus reais compromissos com o Governo e com a política burguesa impossibilitam que tal direção encaminhe a luta para a vitória. Muito maior do que a fala comprometida e apodrecida dos diretores do DCE, a realidade nos mostra que a greve estudantil está sendo boicotada. O paralelismo reformista sujeita as lutas materiais/econô micas ao corporativismo, ao pacifismo e a derrota.

Construir uma greve geral na educação:


Deste modo, ao contrário das diretorias que pretendem fragmentar e parcializar as lutas, visando não fazer um enfretamento estratégico com o Governo Lula e os pacotes educacionais capitalistas, a Oposição CCI aponta que para os estudantes e trabalhadores da educação superarem a atual condição meramente reativa da luta, e passarmos a uma contra-ofensiva ao governo e ao empresariado, é necessário que unifiquemos a luta da URP à luta contra o PL 549/2009, contra a terceirização e as fundações privadas nas universidades. Visando a construção de uma greve geral na educação e no serviço público, acumulando forças através de um combativo movimento nacional de oposição sindical, popular e estudantil.

Para a continuidade e ampliação da luta na UnB é necessário termos claro que a polarização é entre os Trabalhadores x Estado (Lula e MPOG) e Empresariado, por isso devemos acumular nossas forças mantendo a greve e não acreditando em promessas dos poderosos. Queremos medidas concretas!
Não aos ataques da Burguesia e de Lula ao ensino! Construir a Greve Geral na Educação!


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Por que não queremos a polícia na UnB

Foi no dia 10 de outubro de 1973 que o estudante de Geologia da UnB e líder estudantil, Honestino Guimarães, foi morto e “desapareceu” nas mãos dos militares brasileiros. Fatos como esses e muitos outros, como o assassinato do estudante secundarista Edson Luís em 28 de março de 68, marcam com sangue a história do movimento estudantil no Brasil. Uma história de longo combate aos ataques a educação e de luta de vida ou morte contra a polícia do Estado Brasileiro a serviço das elites nacionais e internacionais.

Esses foram militantes heróicos a qual devemos relembrar a todo o momento sua bravura na luta do povo. Uma de suas grandes bandeiras foi exatamente a luta pela expulsão da repressão burguesa nos campus das universidades brasileiras, que conseguiu relativa vitória com o veto a entrada da PM nos campus a partir dos anos 80. Estes estudantes e trabalhadores estavam cientes do papel que a polícia cumpre na sociedade capitalista e na luta de classes: a repressão, o assassinato aos trabalhadores e estudantes (nas favelas, no campo, nas greves e nas escolas), e a defesa de um Estado corrupto dos grandes proprietários.

Apesar disso, atualmente vemos grupelhos da direita (o que já era esperado) e da dita “esquerda” exigirem a polícia militar no campus da UnB. A diretoria do DCE/PT é um dos maiores pilares desta política, que no segundo semestre de 2009 apoiaram a proposta de participação do DCE no comitê de segurança pública do GDF e a presença da PM no campus. Desta forma, sujam a história do movimento estudantil, que lutou por independência na organização dos estudantes e trabalhadores. Mais timidamente, vemos os para-governistas/ reformistas do PSTU defendendo os sindicatos de policiais.

Os movimentos de ocupação de reitoria ocorridos no Brasil inteiro durante os anos de 2007 e 2008, tem muito a nos ensinar sobre a repressão policial. A perseguição política, o jubilamento, o espancamento e a prisão de estudantes feitos pela PM ou Polícia Federal foram a resposta dada a luta combativa e justa dos estudantes. A recente luta na USP em junho de 2009, contra as demissões e contra a parceria privada de curso a distância na universidade, confrontou brutalmente o choque dentro dos limites do campus.

Nós defendemos que a questão de segurança deve ser garantida pelos próprios estudantes e trabalhadores da universidade e através de um conjunto de reivindicações: a) Melhor iluminação do campus e dos caminhos que ligam a L2, b) maior contratação de funcionários na UnB, c) que os CA’s, espaço de luta dos estudantes, expulsem os traficantes e condenem o uso de drogas ilícitas nas dependências físicas do mesmo e d) que o movimento estudantil e sindical criem espaços próprios de discussão, julgamento e execução de medidas de segurança.
A política do DCE é a política burguesa, pois defendem implicitamente que os problemas estruturais da educação estão resolvidos, bastam ser disputados aqui e ali os programas postos, dado que o seu partido (PT) ocupa o cargo central do Estado. Mas os problemas da educação estão longe de ser solucionados, e reservam aos estudantes proletários uma dura e violenta batalha pela derrubada do domínio burguês sobre a universidade. Ser contra a polícia no campus universitário é não conciliar com o inimigo de classe, é lutar contra a repressão ao Movimento Estudantil e Sindical, é tomar partido na luta de classes em defesa do povo pobre e trabalhador.

Fora Polícia Militar da UnB! Fora DCE Burguês! Pro uma universidade sob controle dos trabalhadores!

sábado, 24 de abril de 2010

CONCLAT: Avanço ou Retrocesso?

Nos dias 3 e 4, 5 e 6 de junho será realizado em São Paulo o II Congresso da CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas) e o CONCLAT (Congresso da Classe Trabalhadora), respectivamente. A Oposição CCI/Rede Estudantil Classista e Combativa, juntamente com setores combativos do movimento sindical organizados na CONLUTAS, preparam sua intervenção para enfrentar mais uma traição aos trabalhadores perpetrada pelo atual campo para-governista (PSOL e PSTU).

A política de unidade com os governistas (vale/petróleo é nosso, redução taxa de juros etc), a aceitação envergonhada da reforma sindical de Lula e por conseqüência do Sindicalismo de Estado, a dissolução da Conlutas/Conlute, e manobras cupulistas/eleitoreiras entre correntes do PSOL (APS, CSOL etc) e PSTU selarão a fusão retrógrada entre INTERSINDICAL e CONLUTAS.

Por isso a Oposição CCI apóia a tese “Em defesa de uma Central de Classe”, contra a fusão e o reformismo que conduzirá os trabalhadores brasileiros a derrotas. Convocamos também os estudantes trabalhadores a participarem da plenária paralela pró-movimento nacional de oposição sindical, popular e estudantil que ocorrerá durante os dias dos congressos.


Organizar operários, camponeses e estudantes em um único instrumento de luta, através da democracia de base e ação direta contra o Estado e o Capital!

Construir uma Central de Classe!



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* Para ler a tese "Em defesa de uma Central de Classe", abra o link:


domingo, 21 de março de 2010

Cartaz em solidariedade de classe!

A grande maioria da mão-de-obra da UnB se dá através da terceirização e precarização das relações trabalhistas. No início deste ano, a perseguição política levou a demissão de cerca de 150 trabalhadores do Hospital Universitário - HUB, sendo que a lista de tais demissões é formulada pela Prefeitura da UnB e grande parte destes trabalhadores eram os bravos lutadores que estavam a frente da greve no final do ano passado pelo direito mais básico pelo 13º sálário.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O GERMINAL - Nº14, Março de 2010


Editorial:


A Oposição Estudantil CCI - Combativa, Classista e Independente ao DCE da UnB, saúda todos calouros, parabenizando-os pela difícil conquista que é superar o afunilamento elitista de ingresso nas Universidades Públicas. Achamos importante os novos estudantes tomarem parte não só nos assuntos acadêmicos mas também nas lutas do Movimento Estudantil (ME), uma vez que nossas tarefas e batalhas vão justamente no sentido de melhoria das Universidades, combatendo o que as precariza. (Acompanhe o texte seguinte.) Assim, chamamos os calouros a estarem participando das Assembléias Estudantis e da tarefa de reorganização dos Centros Acadêmicos (CA's) e Movimentos de Curso.

Para isso, a Oposição CCI se articula nacionalmente através da Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), pólo aglutinador de entidades de base que se opõem à UNE e ao governismo. Compreendemos ser necessário romper organizacionalmente com esse setor, uma vez que não passa de um braço do Governo Lula/PT em meio aos estudantes, servindo como escudaria direta para que programas de cunho neoliberal, como REUNI e ProUni, venham se implementando. A RECC e a CCI se apóiam no princípio da ação direta, ou seja, mobilização pelas próprias forças dos estudantes, rechaçando a via parlamentar e eleitoral, que durante a história só nos mostrou o caminho reformista das derrotas.

Una-se à Oposição CCI!
Pela reorganização do Movimento Estudantil! Abaixo a UNE pelega!



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Avançam os ataques neoliberais aos estudantes e trabalhadores! Organizar a resistência ativa!

Para esse início de 2010, se faz necessário apresentar aos calouros e estudantes de forma geral a atual conjuntura política que vive a UnB.

As universidades “públicas” no Brasil, desde o início do governo neoliberal de Lula/PT, vem sofrendo vários ataques que visam adequar (à maneira do Banco Mundial) o ensino superior à nova fase de reestruturação produtiva e aos interesses dos grandes capitalistas. Essa política de reestruturação é um projeto amplo e profundo, que engloba diversos níveis de ensino (fundamental, médio, superior), atingindo assim a educação brasileira como um todo. Atualmente, essas políticas, formuladas no PDE (Plano de Desenvolvimento Educacional), estão a todo vapor nas universidades e escolas de todo o país.

Sendo assim, devemos entender que a reestruturação da universidade pública brasileira vem como um conjunto de políticas que visam um determinado fim: privatizar a educação, produzindo conhecimentos científicos e mão-de-obra barata para as empresas. A Universidade forma uma elite de pesquisadores, que trabalharão em condições precarizadas para atender as empresas, e ao mesmo tempo cria um grande número de vagas e grandes escolões superiores. Apesar de o governo implementar a Reforma Universitária de forma fragmentada, dividida em vários programas como o REUNI, PROUNI, ENEM, ENADE, Fundações de direito privado, todas elas estão interligadas formando um ataque nítido à classe trabalhadora.

Na UnB, essa política neoliberal mantêm sua aplicação com a gestão populista do Reitor José Geraldo/PT e seus braços de apoio nas direções governistas do DCE/Une e SINTFUB/Cut. Como denunciado anteriormente pela Oposição CCI e como vem ocorrendo, a reestruturação da universidade ataca tanto os alunos (com falta de salas, falta de professores, reformulação do currículo, falta de verba etc.), quanto os trabalhadores (com fim da dedicação exclusiva, aumento de carga horária, contratos temporários, terceirização, corte salarial, corte de direitos trabalhistas etc.). Ano passado tivemos um longo período de mobilizações que surgiram diante dos diversos problemas enfrentados pelos estudantes e servidores dentro da Universidade, problemas que vem se agravando ano após ano. As principais lutas foram contra o recadastramento das Fundações de Direito Privado - parasitas e corruptas -, as ocupações de CA's pela falta de espaço, a greve dos três setores (estudantes, funcionários e professores) pela URP e as mobilizações pelo 13º para os precarizados do HUB que, graças às direções pelegas das entidades dos três setores, não resultaram em vitórias e continuam na ordem do dia para o 1º/2010.

No final do 1º semestre de 2009 tivemos um momento importante na luta contra as fundações com a implosão do Conselho Administrativo (CAD), que votaria o re-credenciamento da FINATEC (ver boletim nº11). Porém, a política legalista e pelega de “sensibilização dos conselheiros”, com base num suposto posicionamento do Reitor contrário às fundações (sic) anunciado pelo DCE/PT e pela “oposição” oportunista do PSTU, só nos apontam o caminho das derrotas, já que o próprio Reitor em declarações pregressas e em entrevista à Agência de notícias da UnB –SECOM (datada de 30/12/09) afirma claramente: “No caso das fundações, qual foi o princípio que prevaleceu no final de 2009? A recriação das fundações a partir de critérios determinados pelo próprio Consuni.”. Ou seja, o que está colocado pela Reitoria/DCE/PT não é um posicionamento contrário a parasitagem das fundações e sim uma defesa de sua legalização. Em meio a toda falácia governista, a UnB (em 27 de novembro de 2009) re-credenciou a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Hospital Universitário de Brasília (Fahub) e, recentemente, a FINATEC (envolvida nos escândalos de corrupção em 2008) exigiu o recredenciamento para “sair do vermelho”, o que indica para esse ano de 2010 a necessidade de se organizar desde já a agitação e propaganda em defesa da ação direta contra as fundações privadas.

Ainda ano passado a luta dos trabalhadores contra a retirada da URP (que representa 26% dos salários!) encontrou sérias barreiras no sindicalismo corporativista expresso nas direções do SINTFUB e ADUnB, que desmobilizaram as categorias em nome da espera dos trâmites jurídicos deixando o movimento refém da legalidade-política burguesa (prova disso é a deflagração da greve apenas no final de novembro, posicionamento contra piquetes etc.) e, juntamente com o DCE, visando blindar a política da reitoria, fizeram mesas conjuntas e atos com o reitor/PT. O salário dos professores e funcionários já são baixos, segundo dados da própria SECOM: “Só em 2009, de 586 convocados 248 já desistiram da UnB por conta dos salários baixos” e o MPOG ainda quer cortar gastos. No caso dos servidores, mais de 500 estão sem receber a URP desde o mês de novembro do ano passado, porém as primeiras assembléias do ano demonstram a continuidade do legalismo e do corporativismo das direções sindicais do SINTFUB e ADUnB, tal como já era de se esperar.

Outro fato que ocorreu no final do ano de 2009, paralela a luta da URP, foi a greve dos trabalhadores precarizados do HUB. Tais trabalhadores, que não possuem os direitos mais básicos, se lançaram em greve em defesa do 13º salário (atropelando a direção do Sintfub) no mês de dezembro. Em panfleto defendendo a greve, a Oposição CCI pontuou que: "O avanço das terceirizações e da flexibilização dos direitos trabalhistas é elemento constitutivo da política neoliberal implementada pelo Governo Lula e pelos capitalistas. A forma como isso pode ser observado na UnB é que a maioria esmagadora da mão-de-obra da universidade se dá através de terceirização ou contrato direto da UnB (contratos sem carteira-assinada, sem férias, 13º etc.).” Não conseguindo obter o 13º por conta da afirmação de ilegalidade para com o tipo de contrato (direto pela UnB/ contratados como pessoa jurídica, os chamados “precarizados”), os “precarizados” perderam na reivindicação mas acumularam na sua experiência de organização. Já no dia 15 de Janeiro deste ano, em um processo de terceirização de 493 postos de trabalho antes exercidos pelos “precarizados” do HUB, cerca de 100 trabalhadores foram demitidos (20%!), sendo que tais demissões estão também motivadas pela perseguição política à greve ocorrida no final de 2009. É necessário mais do que nunca a solidariedade de classe com a luta e as reivindicações dos precarizados e terceirizados, fração mais explorada da classe proletária da UnB.

O estudante proletário precisa seguir um caminho de luta!

Tendo feito um panorama geral das lutas na UnB, é importante que se reafirme a trincheira de classe e as convicções dos estudantes organizados na Oposição CCI. Diante uma conjuntura de ofensiva por parte da burguesia, na qual o Governo Lula/PT e seus apêndices no movimento sindical (CUT) e estudantil (UNE) tem a missão histórica de garantir a reestruturação produtiva via “Reformas Neoliberais”, se coloca como tarefa central para trabalhadores e estudantes: transformar as lutas específicas e econômicas em combate político e global contra as reformas neoliberais aplicadas a nível federal (tal como a retirada da URP!) pelo Governo Lula/PT; rompendo e combatendo o governismo e o reformismo (combatendo as direções do SINTFUB, ADUnB e DCE) caminhando para reorganização de nossa classe.

Por isso a Oposição CCI aponta para esse turbulento começo de ano: a) Pela defesa da Greve Unificada de toda a classe trabalhadora da UnB (professores, servidores e estudantes) contra o corte salarial da URP e pela incorporação das principais pautas do Movimento Estudantil (fim das fundações privadas, pela assistência estudantil, contra o Reuni) e dos trabalhadores precarizados e terceirizados (contra as demissões, pela incorporação no quadro efetivo); b) Em defesa da combatividade nas lutas, com ocupações de órgãos públicos, marchas e fechamentos de rua, piquetes e greve unificada; c)Pela construção de um movimento de oposição classista e combativo na base estudantil e sindical, de caráter anti-governista (contra a CUT e UNE) que combata as direções pelegas da ADUnB, SINTFUB e DCE que ficam a reboque da legalidade e da política burguesa, que só leva as derrotas e conquistas rebaixadas.

Pela greve unificada e combativa!
Nenhuma ilusão nas direções pelegas e governistas!
ABAIXO AS DEMISSÕES NO HUB!
Nem ENEM, nem vestibular: Acesso Livre Já!


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CONVOCATÓRIA para o debate do Movimento Estudantil Classista e Combativo!

Participe do debate organizado paralelo ao FSM:


“As tarefas da Luta Estudantil Combativa para 2010.”


- Local: Escola Técnica Parobé, Avenida José

Loureiro da Silva, 945, Porto Alegre-RS

- Hora:14h

- Dia: Quinta-Feira (28/01/10)




As tarefas dos estudantes combativos para o início de 2010 os chamam a analisar dois eventos de grande importância no encadeamento das políticas da burguesia brasileira para a contenção das massas trabalhadoras no país: 1)As Eleições e 2) o Fórum Social Mundial. A primeira tem importância vital na manutenção do Estado Burguês e suas instituições corruptas e assassinas, ditas democráticas. Os escândalos de corrupção em Brasília (Arruda – DEM), no Rio grande do Sul (Yeda - PSDB), no Senado Federal (Sarney – PMDB), ou os massacres no campo e nas favelas, são apenas alguns indícios de uma estrutura e de um jogo de cartas marcadas que deve ser combatida e não disputada pelos estudantes e trabalhadores. Já o FSM, se apresenta como uma grande nova artimanha burguesa, que tem a fachada das ONG’s e partidos como o PT, PC do B e etc, objetivando a construção de um suposto capitalismo humano, tem o papel de acorrentar os trabalhadores nas dinâmicas assistencialistas e parlamentares, impedindo assim o avanço da luta independente e classista.


Enquanto isso nas universidades e escolas brasileiras, os filhos da classe trabalhadora continuam suportando os ataques neoliberais e sendo ensinados a esperar as migalhas de uma cidadania falida. Projetos como o Movimento Todos Pela Educação, que reune grandes empresas, multinacionais e o governo federal avançam a todo vapor, concedendo direitos e verbas a iniciativa privada para atuar no ensino médio público, como foi o Tele Curso da Fundação Roberto Marinho criado nas escolas do DF, MT(dentre outros). Nas universidades a adequação aos novos modelo de acumulação burguesa se dão com aumento e a regularização das fundações de direito privado (afundadas em corrupção), as metas de precarização do REUNI , as empresas junior’s, a terceirização e outros exemplos que não faltam. Mas que não foram suficientes para organizar um processo de resistência nacional com ação direta como foi visto no Chile em 2006.


Ao final de 8 anos de Governo Lula grande parte destes pacotes neoliberais foram implementados ou estão em andamento. A UNE e as correntes governistas que a dominam a 2 décadas, PC do B, PT, PDT etc tiveram função central na fragmentação da resistência dos estudantes, cumprindo papel de braço do governo e serviçais da aliança com a burguesia brasileira realizada por seus partidos. Já o PSOL, que a muito demonstrou seu oportunismo na sabotagem da CONLUTAS através da construção da Intersindical e na defesa da FOE/UNE, nestas eleições sai do armário de vez e anuncia uma possível aliança com o burguês Partido Verde. O PSTU que se auto-anuncia na sua candidatura independente, não pode esconder que durante esses anos subordinou as únicas iniciativas anti-governistas e independentes a uma suposta infalível unidade e consenso com o mesmo PSOL e com a burocracia sindical e estudantil da UNE, CUT, CTB, Força Sindical e etc, nos atos e frentes unificadas.


Portanto, a reconstrução de um movimento estudantil classista e combativo no Brasil não pode estar a reboque e sob a direção dos partidos governistas e para-governistas. A estratégia do movimento estudantil de uma reconstrução desde a base, deve estar pautada na construção de oposições que defendam de forma intransigente um programa classista, combativo e anti-governista. Da mesma forma que a ação direta estudantil proletária e a democracia operária devam se tornar elementos centrais de nossa estratégia e organização. Só a partir daí poderemos reconstruir nossas entidades de base. Desta forma, não podemos esperar muita coisa da recém criada ANEL, do seu apoio a parlamentares, de seus acordos rebaixados de cúpulas com a FOE/UNE e da sua estratégia central para o próximo período que é a defesa de projetos de lei.


Por isso, a Rede Estudantil Classista e Combativa, o Grêmio Parobé e demais organizações políticas, fazem um chamado aos estudantes sinceros que estão insatisfeitos com o quadro atual do Movimento Estudantil, a virem se organizar conosco e discutir a construção do embrião que vise culminar na edificação de um movimento nacional de oposição sindical, popular e estudantil.

Em defesa da Ação Direta Estudantil Proletária!

Conquistar na Luta o Passe Livre e a Assistência Estudantil!

Nem ENEM nem vestibular, Livre Acesso Já!

Convocam:

Rede Estudantil Classista e Combativa

Grêmio Parobé

União Popular Anarquista

Luta Marxista

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Panfleto de apoio aos trabalhadores do HUB

CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO!

O avanço das terceirizações e da flexibilização dos direitos trabalhistas é elemento constitutivo da política neoliberal implementada pelo Governo Lula e pelos capitalistas. A forma como isso pode ser observado na UnB é que a maioria esmagadora da mão-de-obra da universidade se dá através de terceirização ou contrato direto da UnB (contratos sem carteira-assinada, sem férias, 13º, etc.)

Em meio a uma greve dos três segmentos (servidores, professores e estudantes) em defesa da URP, os trabalhadores terceirizados e contratados (ambos precarizados!) do Hospital Universitário de Brasília (HUB) vêm protagonizando um processo de mobilização em defesa dos direitos mais básicos, tal como o 13º salário.

Desde o início do processo de mobilização um dos principais entraves para o avanço da luta é a direção governista/CUTista do SINTFUB. A direção do sindicato se utiliza de um discurso pseudo-responsável e “em defesa da ordem” como um instrumento para desmobilizar e não organizar a luta de fato, freando-a. Os exemplos das constantes postergações da greve e o não comparecimento na organização da paralisação da última sexta (04/12) são provas disso.

Tendo em vista a linha política dos governistas de manter o “consenso José Geraldo” na UnB, fica claro o motivo pelo qual a direção do SINTFUB busca não entrar em conflito direto com a reitoria, já que entraria em conflito com a política neoliberal do Governo Lula aplicado pelo Reitor José Geraldo/PT. Portanto, a oposição estudantil ao DCE da UnB reafirma a linha que apontamos durante a greve dos terceirizados (abril/2009) em nosso boletim nº8, dizendo que os trabalhadores “devem superar o divisionismo e se organizar em único sindicato, o SINTFUB. Ao mesmo tempo construindo uma oposição sindical a direção pelega da CUT, mobilizando a categoria para a luta pela ação direta e avanço nas conquistas como o aumento salarial, o cumprimento dos direitos e a contratação de todos os terceirizados [e contratados!] no quadro efetivo.”

PELO PAGAMENTO IMEDIATO DO 13º SALÁRIO!

Construir um movimento de oposição sindical-popular-estudantil!