domingo, 5 de maio de 2013

As Regras de anti-Convivência da Reitoria e a necessária resistência estudantil!

O GERMINAL
Boletim da Oposição Estudantil C.C.I. ao DCE-UnB
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Ano V – Edição N] 29 – Maio de 2013



As Regras de anti-Convivência da Reitoria e a necessária resistência estudantil!


Regras de Convivência aprovadas pelo Conselho Superior Universitário, o famigerado CONSUNI, asseveram a privação de uso dos espaços públicos da Universidade. Medidas como a proibição de bebidas alcoólicas, de realização de atividades como Assembleias de Curso, confraternizações, recepção de calouros, Semanas Acadêmicas e o uso de qualquer meio de comunicação para propagandear tais atividades e - pásmem - até mesmo aglomerações espontâneas passam a ser proibidas sem a autorização das devidas instâncias superiores. Além de se permitir o uso de qualquer meio audiovisual para “registrar e identificar usuários da UnB”, a Reitoria promete penalidades aos infratores das novas Regras de Convivência, que estão sendo impostas até mesmo com o uso da Polícia.

Este início de semestre começou conturbado. Não bastasse o final do semestre passado, quando a Reitoria anunciou a reativação do Conselho Diretor da FUB[1], a instalação de catracas no campus do Gama que visa dificultar o acesso da comunidade à universidade sobre o pretenso discurso da "segurança pública"[2], vários problemas relacionados ao R.U e ao transporte público etc. Não obstante, no início do primeiro semestre de 2013 tiveram fatos novos interferindo na vida dos CAs (Centros Acadêmicos): a repressão por meio de seguranças e policiais militares à recepções de calouros na Ciências Sociais e na História; a proibição de festas e confraternizações estudantis, seja através da cancelamentos ou da burocratização para conseguir o "aval" de liberação; a proibição de atividades e livre propaganda nos espaços públicos da universidades, tal como foram proibidos exibições de filmes no Ceubinho, o Comunicado da Prefeitura proibindo colagem de cartazes não autorizados no campus (Comunicado nº0025/2013/PRC) e a própria Oposição CCI foi proibida de distribuir panfletos no interior do R.U. Portanto, camaradas estudantes, estamos diante de uma realidade de avanço reacionário e elitista em nossa universidade. E esta afirmação não significa endossar uma "disputa de egos" entre direita e esquerda como alguns gostariam de pintar, mas de fato constatar que estudantes e trabalhadores da UnB já estamos tendo certos direitos tolidos. Mais do que isso, as ações da atual REItoria representam um ataque ao povo trabalhador que se verá cada vez mais afastado da Universidade, objetiva e subjetivamente. 

As Regras de anti-Convivência: entre a burocracia e a repressão

Até mesmo Assembleias dos CAs e do DCE deverão ser permitidas pela Reitoria!
As novas Regras de Convivência foram aprovadas pelo antidemocrático CONSUNI (Conselho Superior Universitário) no início de 2012 (ainda sob a gerência de José Geraldo/PT), mesmo com todos os representantes discentes se colocando contrários a sua aprovação. Ela foi sancionada graças ao peso desproporcional que possuem os professores na estrutura de poder  da universidade. A tentativa pela atual Reitoria direitista de colocar em prática tais regras tem levantado o debate sobre duas questões fundamentais de nossa estrutura universitária: 1) a total falta democracia dos Conselhos Superiores (Consuni, Cad, Cepe), que vigoram sob o formato “70-15-15” (70% das cadeiras para professores, 15% para estudantes e 15% para servidores); e 2) a "necessária" forma repressiva e autoritária como se efetivam estas deliberações dos Conselhos Superiores, tendo em vista que são fruto de acordos/decisões entre uma minoria de professores burocratas sobre os mais de 40 mil membros da comunidade.

Para além de uma análise detalhada sobre cada ponto da Regra de Convivência, que acreditamos ser necessária e que cada Centro Acadêmico em seus espaços próprios (Assembleias Gerais, Reuniões etc.) já devem estar elaborando, queremos ressaltar os elementos políticos que formam as condições possíveis para tais ações da Reitoria. Primeiramente, é necessário nos perguntarmos: porque uma parcela tão reduzida de professores possuem o poder de decidir a convivência que na prática será vivenciada pela comunidade como um todo? Não seria, portanto, essa mesma comunidade de dezenas de milhares (e em última instancia os próprios estudantes, a maioria da comunidade) a mais interessada e afetada pelas relações de convivência? Porém, tal questão colocada, não resta dúvidas de que a superestrutura dos Conselhos Anti-Democráticos é incapaz de representar efetivamente os anseios e a vida em movimento da comunidade universitária. As Regras de Convivência aprovadas "de cima para baixo" não poderiam ser mais nefastas e autoritárias para a comunidade. Devemos ter claro que tais regras possuem por finalidade, apesar do discurso pomposo e demagógico de "harmonia e ética", manter o controle e o status quo representado por esta mesma burocracia encastelada nos Conselhos Superiores.

Outro elemento histórico deve ser colocado. Em praticamente todas as administrações da UnB a comunidade discente nunca dispôs de espaços próprios adequados para sua organização coletiva nem confraternizações. Demonstração final e prática desta afirmação é o fato de que a maioria das sedes dos Centros Acadêmicos são salas ocupadas e que os prédios dos novos campi, como o de Ceilândia, sequer dispunha de espaços projetados para cada um dos CAs. Desta forma, a falta de condições para sociabilidade estudantil criou tanto movimentos de ocupação legítimos para se organizarem etc., mas também criou distorções ao possibilitar uma série de práticas de mal uso do espaço acadêmico, como exemplo certas “megafestas”, trotes humilhantes etc.. Por parte da Oposição CCI, não defendemos o uso desenfreado ou de qualquer forma do espaço universitário, isso seria puro liberalismo. Defendemos o uso saudável dos CAs para que os estudantes possam estudar, confraternizar e lutar. Por ser exatamente o corpo discente a maioria da Comunidade, defendemos que sua autonomia seja posta em prática através da madura reflexão coletiva em suas instâncias (CEB, Assembleia e Congresso). E antes da Reitoria pensar em impor de cima para baixo a privação, a burocratização e abrir o precedente para a repressão de sua comunidade, ela deveria dar condições para a sociabilidade estudantil. Não é isso que vem acontecendo.

Como complemento necessário da estrutura anti-democrática dos Conselhos Superiores, ou melhor, a forma de "fazer valer" as suas deliberações ilusória e artificialmente "representativas", a Reitoria necessita usar a força repressiva (de seguranças e policiais) e a vigilância (catracas, câmeras de vigilância etc.). A repressão à recepção de calouros da Ciências Sociais e História, cursos que historicamente não realizam trotes violentos, dentre outras ações repressivas e/ou proibitivas pautadas pelas Regras de Convivência, anunciam uma nova fase do "Vigiar e Punir" e da privação do espaço público em nossa universidade. Na medida em que a Reitoria buscar burocratizar e reprimir as atividades realizadas pelos estudantes, mais estes serão levados ao caminho da "ilegalidade" e da resistência, seja de forma velada e individual ou pública e de massas. Portanto, devemos ter claro que a estrutura de poder anti-democrático está umbilicalmente relacionada com a necessidade de repressão, pois suas deliberações não possuem legitimidade e reconhecimento na "base" e tem que ser postos a força. Chegamos então na essência do problema: do questionamento às Regras de Convivência, lutemos pela democratização radical da universidade, não somente contra a repressão e militarização do campus como também pela dissolução dos atuais Conselhos Burocráticos e pela sua substituição por Conselhos e Colegiados com representação paritária dos segmentos da Universidade e com eleições universais para cada cargo executivo (como Reitor e Chefes de Departamento etc.)!

Os estudantes frente as ilusões do parlamentarismo estudantil

Podemos dizer que o Movimento Estudantil da UnB está em um profundo descenso, oriundo das mais variadas práticas parlamentaristas (burocráticas e eleitoreiras) que dominaram tal movimento nos últimos anos. Estas práticas (também defendidas por grande parte da esquerda reformista da UnB) deslegitimam sempre o protagonismo da mobilização estudantil (manifestações, ocupações, trancamentos de ruas, paralizações de aulas etc.) em favor do "respeito" complacente e covarde à institucionalidade universitária antidemocrática. O DCE é o exemplo mais cabal disso. Com seu movimento tipo "UnB DOC" e reuniões de cúpulas com a Reitoria, boicotam os espaços coletivos e máximos de deliberação (Assembleias Gerais e Congresso Estudantil) e de ação (Manifestações), garantindo assim a intocabilidade da burocracia universitária. Isso pode parecer deslocado do nosso tema, porém, diz respeito diretamente às táticas a serem defendidas em nossa luta frente as Regras de Convivência.

Um exemplo prático. Diante da insatisfação dos estudantes quanto as ações repressivas e burocráticas de "anti-convivência" da Reitoria, alguns grupos do Movimento Estudantil continuam apostando exatamente no velho caminho institucional viciado que levou a aprovação das atuais Regras. Em uma reunião da REItoria realizada com os CAs em meados de Abril, um estudante do grupo "Honestinas" não poderia propor algo mais prejudicial: a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para reavaliar as Regras, quer dizer, uma mesa de enrolação sem poder deliberativo algum que terá como desfecho o conhecido cenário de cartas marcadas das reuniões do CONSUNI. A REItoria aceitou ela mesma de bom grado este GT, pois sabe que não passa de um “chá de cadeira” amaciando as críticas dos estudantes rumo a uma "derrota consentida" no CONSUNI. Diferente de tal tática irresponsável, alguns CAs – dentre eles os de Geografia, Ciências Sociais, História, Letras e Educação Física – defenderam no Conselho de Entidade de Base (CEB) do dia 24/04 a convocação de uma Assembleia Geral de Estudantes da UnB para debater coletiva e profundamente e deliberar a ação dos estudantes a respeito. Incrivelmente, a proposta não foi aprovada, e no atual momento o movimento estudantil da UnB padece de meios efetivos de organização e luta unificados que garantam sua vitória.

Nós da Oposição Combativa, Classista e Independente defendemos: 1) Pela revogação da atual Regra de Convivência autoritária e repressiva da Reitoria; 2) Pela autonomia da comunidade em definir regras de convivências a partir de seus próprios fóruns (Assembleias Estudantis, CEBs etc.), privilegiando a construção de Assembleias Inter-categorias (estudantes, professores e servidores) de cada curso; 3) A Reitoria (seja por um Conselho ou diretamente pelo Reitor) não atenderá nossas reivindicações por livre espontânea vontade ou por "sensibilização", será necessário, portanto, o uso democrático da pressão extra institucional materializada na ação direta dos estudantes, ou seja, a justiça imposta pela força; 4) Sendo assim, nossos olhos estão voltados para a massa estudantil e proletária da Universidade, e nossa opção seguirá sendo o fortalecimento dos Centros Acadêmicos e os espaços de organização coletivo dos estudantes.

PELA REVOGAÇÃO DAS REGRAS DE "ANTI-CONVIVÊNCIA" DA REITORIA!
PELA DEMOCRATIZAÇÃO RADICAL DA UNIVERSIDADE!
POR UMA UNIVERSIDADE POPULAR A SERVIÇO DA CLASSE TRABALHADORA!



[1] Órgão composto por seis nomes escolhidos pelo MEC com poderes deliberativos sobre assuntos de ordem política e orçamentária da UnB. Este Órgão foi responsável pelos esquema de corrupção do ex-reitor Thimoty Mulholland e estava desativado desde sua saída forçada em 2008 através da ocupação da reitoria realizada pelos estudantes da UnB.
[2] Lembremos sempre que a comunidade é vista como um perigo constante para a visão elitista e neoliberal de universidade.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Viva o Dia Nacional de Luta dos Estudantes: Semana Nacional Classista e Combativa

Brasil, Março de 2013 - Comunicado Nacional da RECC Nº13
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      A Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), realiza todo ano a Semana Nacional Classista e Combativa como forma de celebrar o dia 28 de Março: Dia Nacional de Luta dos Estudantes. Dia em que o estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto foi assassinado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro em 1968. O objetivo da Semana é realizar atividades de agitação e propaganda, relembrando a História de luta dos estudantes brasileiros e debatendo a realidade de hoje. Assim, realizaremos entre os dias 25 de Março e 1º de Abril a Semana Nacional Classista e Combativa em Brasília-DF, Fortaleza-CE, Rio de Janeiro-RJ, Goiânia-GO, Jataí-GO, Marília-SP, Campo Grande-MS e Salvador-BA. Apoie e participe! O esquecimento é a morte! A luta é a vida!
O companheiro Edson Luís vive!
Não esquecemos nem perdoamos!
Punição aos criminosos da ditadura!


De 1968 à 2013: O que a criminalização do movimento estudantil de hoje tem a ver com a morte de Edson Luís?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O GERMINAL nº 28:Por que não participaremos do "Comitê Unificado"



O GERMINAL
Boletim da Oposição Estudantil C.C.I.
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Nº 28 - Fevereiro de 2012


POR QUE NÃO PARTICIPAREMOS DO “COMITÊ UNIFICADO”

            No dia 07/02 (quinta-feira) foi convocada pelos militantes da ANEL/Pstu uma reunião para tratar sobre as recentes medidas da Reitoria de Ivan Camargo. Se por um lado concordamos com a necessidade de organizar a resistência estudantil ativa a estas medidas antidemocráticas da Reitoria (cobrança de taxa de trancamento de matrícula, catracas na FGA, reativação do Conselho Diretor da FUB, etc.), acreditamos que a forma de organização e o conteúdo político que possibilitou tal comitê, além de não dar conta das tarefas imediatas para brecar tais ataques da Reitoria, (por isso e por outros motivos) será incapaz de cumprir as tarefas de médio prazo de reorganização do movimento estudantil da UnB. Frente a isso a Oposição Combativa, Classista e Independente ao DCE, vem declarar que:


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Oposição CCI faz panfletagem denunciando a (falta de) condições do RU

A Oposição CCI realizou hoje, 06/02, panfletagem nas entradas do RU denunciando as diversas condições que estão revoltando toda comunidade universitária, além de alertar contra a provável intenção do nova Reitoria de Ivan Camargo de privatizar nosso bandeijão. Ao fim, conclamamos todos para lutarmos por um RU de qualidade e com condições dignas de trabalho. Leia e compartilhe o panfleto:


domingo, 27 de janeiro de 2013

Ato pelo fim das agressões e ameaças machistas, racistas, homofóbicas e fascistas!


Diante do covarde caso de agressão na UnB, cuja Carta Denúncia pode ser lida AQUI, mais de 50 estudantes solidários à vítima e repudiando o agressor realizaram uma ampla reunião onde foi tirado um objetivo imediato e exemplar: PRESSIONAR AS INSTÂNCIA DA UNIVERSIDADE PARA O IMEDIATO JUBILAMENTO DO AGRESSOR RENNAN SOUZA MELO!

A UnB vem passando por diversos casos de ameaças e agressões contra minorias, algumas delas motivadas por ideologias tipicamente fascistas. É inadimissível agressões como a praticada pelo covarde RENNAN SOUZA MELO, que reivindica-se integralista! Não nos intimidaremos! Nenhuma agressão e opressão passará sem respostas! Nos omitir perante este caso significa dar carta branca para sua repetição!

Por isso convocamos todos e todas para o ato nesta quarta-feira (30/01), às 12h, com concentração no ceubinho!


Na reunião, três encaminhamentos foram tirados:
  1. Ampliar a divulgação e as assinaturas da Carta de Repúdio (CA's, Sindicatos, Organização Políticas, indívíduos etc.);
  2. Segunda-feira (28/01), 12h, no ceubinho: Haverá uma confecção de cartazes; Combinaremos passagens em sala de aula para divulgar o ato e divulgar a Carta de Repúdio; 
  3. Ato anti-fascista: Quarta-feira (30/01), 12h, ceubinho! Unificar setores estudantis anti-fascistas!





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Repúdio a agressão integralista na UnB


REUNIÃO URGENTE CONTRA AS AGRESSÕES FASCISTAS OCORRIDAS NA UNB!

 
QUINTA (24/01), 12h, NO MEZANINO DO CEUBINHO, UnB


Caros colegas, estudantes e trabalhadores da UnB,
Na última segunda (21/01), por volta das 20h, no espaço de convivência denominado “A Oca”, o estudante de filosofia Luciano foi covardemente atacado pelas costas com uma pedrada e diversos socos pelo também estudante de Filosofia Rennan Souza Melo, matrícula 11/0138562. O agressor (MEMBRO DA ATUAL GESTÃO DO DCE “ALIANÇA PELA LIBERDADE”) reivindica-se integralista, possui posturas abertamente homofóbicas e de extrema-direita em espaços políticos e de convivência. Basta! Essa agressão covarde e fascista não é isolada, pensar assim é ignorar o recente caso de neonazistas que pretendiam realizar ataques contra estudantes do curso de Ciências Sociais ou mesmo as atuais manifestações homofóbicas nas paredes do Centro Acadêmico de Direito. Devemos dar uma resposta de conjunto, unida!
A Oposição Combativa Classista e Independente (CCI) vem convocar urgentemente para a reunião esta QUINTA (24/01), às 12h, NO MEZANINO DO CEUBINHO todos os grupos, Centros Acadêmicos, Entidades sindicais, assim como toda e qualquer pessoa que se coloque na luta contra a opressão fascista e de extrema-direita que vem crescendo em nossa universidade. Queremos uma universidade para os negros, pobres, mulheres, operários, camponesas, de sexualidades diversas, enfim, queremos e iremos construir uma universidade para o povo!

COMPAREÇA E AJUDE A DIVULGAR A REUNIÃO!
NENHUMA AGRESSÃO SEM RESPOSTA!


Leia e assine a Carta de Repúdio:



Repúdio a agressão integralista na UnB

Na primeira noite
Eles se aproximam
Colhem uma flor de nosso jardim
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem
Pisam as flores
Matam nosso cão
E não dizemos nada.
Até que um dia
O mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa,
Rouba-nos a lua e,
Conhecendo nosso medo,
Arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada
(Maikowsky)

Carta dirigida aos estudantes de Filosofia, Departamento de Filosofia e Reitoria, tal qual a comunidade acadêmica da Universidade de Brasília - UnB e sociedade civil.

domingo, 25 de novembro de 2012

Eleições dos Centros Acadêmicos de História e Geografia da UnB


Os CAs de Geografia (CAGEA) e de História (CAHIS) da UnB iniciaram seus processos eleitorias para as Gestões 2012-2013. Membros da Oposição CCI e camaradas independentes constrõem as chapas "GEOGRAFIA EM MOVIMENTO" (no CAGEA) e "MOVIMENTO HISTÓRICO" (no CAHIS). Prestamos todo nosso apoio às chapas em suas tarefas de mobilizar e unir os estudantes dos respectivos cursos, articulando suas pautas específicas aos contextos gerais da UnB e do Brasil. As eleições do CAHIS ocorrem dias 05 e 06 de Dezembro, e as do CAGEA, dias 12 e 13 de Dezembro.

Conheça os respectivos programas das chapas e, caso tenha acordo, colabore no debate de seus pontos e na propaganda. Seja um(a) apoiador(a)!


Chapa Movimento Histórico
- Grupo no facebook
- Programa da Chapa

Debate com a Chapa:
- a confirmar















Chapa Geografia em Movimento:
- Grupo no facebook
- Programa da chapa

Debate entre chapas:
- 1º: 28/11 (quarta), às 12h30, no CAGEA
- 2º: a confirmar 










Reorganizar pela base o movimento estudantil classista e combativo!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O GERMINAL Nº27 - Edição Especial 5 anos de CCI



Leia nesta edição:
  • Editorial especial 5 anos de CCI;
  • A consulta “paritária” para a reitoria, o avanço da direita e os desafios dos estudantes da UnB;
  • Parlamentarismo Estudantil: “Quando a solução para o doente é a eutanásia".

LEIA AQUI a versão em pdf.

*   *   *

O GERMINAL
Boletim da Oposição Estudantil C.C.I.
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Nº27 -|Novembro de 2012 -| Edição Especial 5 anos de CCI



EDITORIAL

Em comemoração aos 5 anos da Oposição CCI, lançamos esta edição especial de O GERMINAL. Não haveria momento mais oportuno do que este para realizar uma profunda reflexão sobre a situação ímpar na UnB da “maré” direitista que a tomou. Tal momento nos reconduz às nossas tarefas fundacionais e à confiança de que a força coletiva dos estudantes pode mudá-lo.
Pedimos licença e desculpas pela extensa análise que apresentaremos. Mas é necessário acabar com o mito de que “toda esquerda fala a mesma coisa”. E para isso temos que fugir dos textos panfletários: é o que buscamos fazer nesta edição. Queremos provocar cada estudante para tomar responsabilidade em parte do problema que vive o Movimento Estudantil, identificando “quem é quem” e avançando conosco no debate/resolução desta conjuntura amorfa na UnB.
Surgida em meados de 2007, a Oposição CCI entendia como tarefa do momento lutar contra a Reforma Universitária Neoliberal do governo Lula/PT, atuando como um germe no interior do Movimento Estudantil para sua reorganização pela base em unidade com a classe trabalhadora. Hoje, em fins de 2012, esta exigência permanece atual.
Batizada de forma a caracterizar nossos princípios, meios e metas, a sigla "C.C.I." postulava, já desde nosso primeiro boletim, o norte político que nos balizaria até os dias de hoje: "Combatividade: Mobilizar as bases no sentido da ação direta, das greves, mobilizações de massas, ações radicalizadas em lugar de ir a reboque do parlamento burguês", "Classismo: Unificar a luta dos estudantes proletários com a luta dos trabalhadores, dar ao movimento estudantil seu papel de classe" e "Independência: Que o movimento estudantil seja independente de governos e patrões, partidos, que possua fóruns de deliberação democrática direta."
Com este mesmo norte, analisamos a UnB de 2012, que nas respectivas eleições da ADUnB, DCE e Reitoria foi tomada pelos grupos de direita. Eleições estas, como de CAs e DCE, que sempre participamos com a seguinte política: de que ganhá-las a qualquer custo pode gerar mais prejuízos, e que é preferível defendermos integralmente nossas bandeiras e posições, ainda que assim percamos, pois só dessa forma somos capazes de construir uma sólida referência programática na Universidade.
A Oposição CCI decidiu, neste ano, não concorrer às eleições para DCE. Apesar de não negarmos sua importância, as eleições nunca foram um fim em si mesmo para nós. Mesmo destituídos de aparatos, somos capazes de disputar corações e mentes do estudantado e a direção do Movimento Estudantil. Os problemas do ME não se resolverão de forma meramente eleitoral: ao contrário, a (falta de) qualidade da “esquerda”  tem sido um problema crônico. Nosso trabalho agora estará voltado aos cursos e à luta pela assistência estudantil, liberando energia para construir referências de um programa classista e combativo, combatendo imperiosamente a ideologia liberal e pós-moderna e as políticas governista e paragovernista.
A seguir, apresentamos textos que discutem o que representa a atual vitória da direita na Reitoria através da eleição do Ivan Camargo? E a proposta do grupo Aliança Pela Liberdade de instituir um "DCE parlamentarista" , que diabos estão falando? E, nessa conjuntura, para onde ir e o que fazer? Uma Oposição intransigente parece-nos cada dia mais necessária...

Boa leitura! E todos à luta!

VIVA OS 5 ANOS DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DA OPOSIÇÃO CCI!
JUNTE-SE CONOSCO NAS TRINCHEIRAS DOS ESTUDANTES DO POVO!


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Carta de rompimento com o coletivo "Juntos Somos Mais"

Toda sorte de crítica já foi lançada sobre a Oposição CCI. Muitas delas, quando feitas de forma séria, sempre buscamos responder à altura - defender ou revisar nossa posição, se for o caso. Apesar disso, o que mais se ouve são críticas infundadas usadas para desmoralizar e afastar estudantes de sequer conhecer "com os próprios olhos" a Oposição CCI. Não é preciso dizer que nenhuma destas mentiras descaradas foram provadas pelos seus acusadores. Para a CCI, a disputa da consciência política, ou de "corações e mentes" como se costuma dizer, nunca se deu na base do coleguismo ou do rebaixamento de nossas bandeiras para agradar outros. A aproximação política não-sectária, o trabalho de base etc. é capaz de desvendar muitos mitos que são ditos. Prova particular disso é a carta pública lançada pela companheira Flores esclarecendo seus motivos de ruptura com o "Juntos Somos Mais" (uma chapa hegemonizada pelo PT que depois de perder as eleições de DCE virou um "grupo") e declarando seu apoio à Oposição CCI. Sem mais delongas, segue a carta integral abaixo:




Querid@s amig@s,
Acho que pra todos os militantes do grupo já é bem claro a quanto tempo estive distante do mesmo, e isso, desde às últimas eleições. Sempre fui uma militante independente de partidos, mas que ainda acreditava na disputa interna de grupos suprapartidários, entre outras estruturas. A questão não é a mera ordem organizacional dos partidos ou método programático, mas a percepção das relações de poder que sempre está em disputa e pra que modelo de Estado corrobora. Discordo do projeto de Estado que a maioria dos partidos tomam para si: O modelo desenvolvimentista de nação. Não tenho a ilusão que um país bem desenvolvido economicamente seja o vislumbramento de uma sociedade socialista. É muito mais o ocultamento da condição de superexploração d@s trabalhadores via transnacionais, por exemplo, mesmo que o mundo do trabalho não se esgote em sua complexidade, até porque o que produz pode ser ao mesmo tempo material e imaterial. De antemão, apesar de achar legítimo politicamente, afirmo que não é mais o modelo de militância que vislumbro pra mim daqui pra frente. Gostaria de deixar bem claro que não é nenhuma questão pessoal nem o questionamento da militância d@s companheir@s, com @s quais tive muitas vivências e experiências enriquecedoras, mas, sim, divergência político-ideológica. Até por isso, acho justo compartilhar sinceramente com o grupo a minha decisão.
Não obstante, venho comunicar o meu rompimento com o coletivo Junt@s Somos Mais e declarar meu apoio à CCI. Sim, é surpreendente, até pq não apoiei o coletivo nas eleições do CASO justamente por nunca ter entendido como o grupo construia o feminismo. Isso não é fruto de uma conversinha aqui outra ali ou de meras aparências, mas da formação política do grupo da qual participei, ao meu ver, muito qualificada e responsável com a política que propõe. Pude perceber que o sectarismo que eu tanto criticava na verdade era controverso. Antes o percebia como a pior estratégia em ações políticas pontuais, e apenas a crítica da construção oportunista ou vanguardista do grupo X ou Y no movimento estudantil. Porém, esse tempo distanciada da militância, muitas vezes tarefista, tive tempo pra refletir e me reformular politicamente. Entre essas reflexões, também fruto de mais estudo teórico ao qual me propus, está a questão que hoje é central pra entender um dos fatores contemporâneos que mais fragmentam a esquerda: A ideologia pós-moderna. Muito embora, pelo menos na antropologia, sua importância seja a preocupação com o lugar social das identidades, a forma como ela opera tanto no âmbito acadêmico como no movimento estudantil reforça um dilema central: A impossibilidade de conciliar alteridades com unidade política e leia-se de esquerda. O próprio avanço do capitalismo na história contribuiu para que as relações de produção do mundo do trabalho fossem fragmentadas e especializadas. A consequência na academia, por exemplo, é a não centralidade da categoria classe. Pra mim não é diferente também a individualização extrema das subjetividades.
No mais, nenhuma identidade existe em essência, mas em relação, e, segundo estratégias de se operar o poder. Na política em geral, muitas vezes percebo a utilização das identidades enquanto democracia instrumental. Isso é notável na forma como grupos apoiadores geralmente militam em movimentos sociais e neles sim há a importância central do protagonismo de sua base que se articula com uma identidade específica. Assim, evitamos cair em um vanguardismo cego. Na democracia instrumental, o empoderamento das alteridades que clamam por emancipação passa a ser apenas aparência muito útil ao capitalismo. Ele se apropria e muito dessas identidades para lançar novos mercados. Contudo, a única possibilidade de unidade política em meio a identidades tão fragmentadas é a classe. Se eu deixar de acreditar nisso, companheir@s, acredito que a luta da esquerda também possa estar desacreditada. Que nunca desacreditemos!!!
Flores.

Números das eleições para a gestão 2012-2013 dos CAs de Sociologia e Antropologia da UnB ocorrida nos dias 26 e 27 de Setembro de 2012


Transcorrido já um mês das eleições, mas num momento em que a nova gestão eleita do CASO está a todo vapor, postamos o resultado das eleições para registro.


NÚMEROS GERAIS
- Total de estudantes do curso aptos a votar*: 835 (100%).
- Total de estudantes que foram às urnas: 185 (22,15% do curso*).

CENTRO ACADÊMICO DE SOCIOLOGIA – CASO
- Votos na Chapa 1 "Mais Caso": 79 (42,70% dos votos).
- Votos na Chapa 2 "ROMPENDO VELHAS IDEIAS": 86 (46,49% dos votos).
- Votos nulos/brancos: 20 (10,81% dos votos).

CENTRO ACADÊMICO DE ANTROPOLOGIA – CAANTRO (Chapa única)
- Votos na Chapa 3 "Antromorfose": 149 (80,54% dos votos).
- Votos nulos/brancos: 36 (19,45% dos votos).

* Graduação e Pós-Graduação.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Eleições CASO: Panfleto da Chapa ROMPENDO VELHAS IDEIAS



Para visualizar o panfleto distribuido nas salas de aula,
CLIQUE AQUI.

Manifeste seu apoio nas redes sociais, salas de aula e corredores da universidade.
Romper velhas ideias: Por uma niversidade popular!

Eleições CASO: Programa de Chapa "ROMPENDO VELHAS IDEIAS"




Eleições CASO-UnB Gestão 2012-2013.
Nos dias 26 e 27 de setembro,
apoie e vote Chapa 2
"ROMPENDO VELHAS IDEIAS"


PROGRAMA DE CHAPA



1- Por um CASO Independente e Democrático:
  • O CA deve chegar a todos os estudantes de ciências sociais, calouros e veteranos,  através de passagens em sala, reativação do blog, lista de e-mails, informativos, incorporando os estudantes ao principal meio de decisão de nossa gestão: a Assembleia Estudantil aberta e democrática. Acreditamos num novo modelo de movimento estudantil que seja independente da política parlamentar e tenha na Ação Direta (manifestações, greves, piquete, abaixo assinados) dos estudantes o seu principal meio de conquista de nossas reivindicações.
  • Para isso defendemos que nosso CA continue independente da UNE (União Nacional dos Estudantes), uma entidade que serviu de base eleitoral e de apoio ao Governo Lula e agora ao Governo Dilma, recebendo mais de 12 milhões de reais de órgãos do Governo Federal. Se hoje o governo aplica uma reforma curricular que prejudica os estudantes e aprofunda a privatização da educação, queremos um CA independente, que defenda os estudantes e não as propostas do Estado.

2- Estudantes de Ciências Sociais no Brasil:
  • Atualmente o movimento estudantil de ciências sociais vem buscando se organizar através da ANECS (Articulação Nacional de Estudantes de Ciências Sociais), o nosso CA precisa encampar esta articulação no sentido de se unir a outros CA de ciências sociais brasil a fora e participar dos debates nacionais da reforma curricular, da sociologia no ensino médio.
  • Portanto devemos buscar uma participação ativa nos Encontros Nacionais de Estudantes de Ciências Sociais (ENECS) e na construção do ERECS (Encontros Regionais de CS) que provavelmente será sediado na UnB em 2013.
  • Visando a construção de uma estrutura orgânica nacional combativa e democrática, defendemos a realização de um Congresso Estudantil de Ciências Sociais feito pela Base, com tiragem de delegados em assembleias no curso, com critérios definidos, que seja o caminho para uma maior mobilização e discussão dos estudantes. Um Congresso de Base nas Ciências Sociais é importante para discutirmos: 1) organização e concepção do Movimento Estudantil do Curso; 2) universidade e conjuntura brasileira; 3) formação em ciências sociais, onde estaria em discussão o currículo e o projeto político-pedagógico do curso; 4) sociologia no ensino médio.

3 - Pautas de Luta que defendemos:
  • a) Pelo aumento das bolsas permanecia, sem contrapartida e com possibilidade de acúmulo! Pela ampliação da Assistência estudantil (moradia, RU, transporte, creches)
  • b) Concursos públicos para professores e funcionários, ambos efetivos, e com incorporação dos terceirizados com isonomia de salários e direitos!
  • c)Não ao EAPE do Departamento de Sociologia e GDF!
  • d) Fim dos cursos pagos e das Fundações de Direito Privado!
  • d) Revogação do REUNI e suas metas precarizantes! Por uma expansão de qualidade!
  • e) Manutenção da cotas raciais e sociais. Contra o vestibular elitista! Por uma universidade Popular!
  • f)  Paridade nos conselhos, votos universal nas eleições para cargos diretivos da universidade. Não aos Conselhos anti-democráticos (70-15-15)
  • g) Contra o novo PNE (Plano Nacional de Educação) e sua política de privatização.

3.1- Qual o problema do REUNI?
  • Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), instituído pelo Decreto nº 6.096/2007(Lula), flexibiliza o ensino, quebra a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, oferece um bacharelado que se assemelha a uma graduação minimalista de três anos, cujo diploma será apenas um certificado generalista, e propõe um novo processo seletivo no fim do terceiro ano do bacharelado para os cursos profissionais. Ele estabelece, como meta, um índice de 90% de conclusão dos cursos e determina a duplicação da relação professor–aluno dos atuais 1/9 (em 2006) para 1/18. Para pôr tudo isso em prática, o governo editou a Portaria Interministerial nº 22/07, que cria o Banco de Professores Equivalentes, o que, segundo avaliação dos professores, vai flexibilizar as relações de trabalho na universidade pública e diminuir o número de concursos, diminuir o regime de dedicação exclusiva, e, consequentemente, reduzir as atividades e Bolsas de pesquisa. (Retirado do site do ANDES-SN)

4- Propostas para o CASO:
  • a) Apoiar o Cine Clube do CASO e realizar festivais de filme-debate.
  • b) Reativação do Blog e a criação de um boletim do CASO.
  • c) Melhora da comunicação interna através de passagens em sala, mural informativo e lista de e-mail.
  • d) Realizar Semana das Ciências Sociais, como atividade política e acadêmica.
  • e) Realização de debates/palestras relacionadas a temas da Universidade, Ciências Sociais, ao Movimento Estudantil etc.
  • f) Promoção de calouradas e materiais/eventos informativos aos calouros;
  • g) Revitalização do Espaço Físico do CASO.
  • h) Realização de confraternizações dentro da lógica do fortalecimento da cultura popular, da integração dos estudantes e do financiamento autônomo para a luta.
  • i) Estudar a viabilidade de construção de uma biblioteca e videoteca no CASO.
  • j) Solidariedade às lutas de outros CA’s! Construir fóruns e lutas unificadas! Apoiar o fórum dos estudantes de baixa renda da UnB.
  • k) Buscar articulação e ações unificadas a gestão do ANTRO
  • l) Realizar a reforma estatutária do CASO.
  • m) Assembleias Regulares e Soberanas
  • n) Comissões Abertas

5- Reforma Curricular e o nosso Curso:
  • a) Por uma Reforma Curricular democrática visando a construção de uma sociologia crítica e transformadora. Pelo direito a realização de 3 graduações.
  • b) Ampliação do curso de Ciências Sociais. Pela criação do turno noturno e de nosso curso em outros campi.
  • c) Valorizar a Licenciatura das ciências sociais. Contra o antagonismo entre pesquisa e licenciatura.

6- Pelo incentivo a pesquisa e a prática nas Ciências Sociais! Não a proposta acadêmica-metodológica empresarial!
  • a) A criação da SOCIUS nas Ciências Sociais perpassa por um discurso da “necessidade da prática”. Nós não nos opomos a tal necessidade, mas a realização do trabalho prático nas ciências sociais não pode justificar a aplicação da lógica empresarial em nosso curso.
  • b) Com tal crítica nós não buscamos atacar os indivíduos que participam das empresas juniores, mas possuímos sim sérias divergências a sua proposta acadêmica-metodológica, baseado no modelo da Rede Brasil Junior.
  • c) O Curso de Ciências Sociais precisa de mais verbas para ampliação das bolsas pesquisas, para os PIBICS (que são ínfimos!) e para a contratação de professores efetivos que realizem a pesquisa, o ensino e a extensão. Incentivamos a criação e o fortalecimento de grupos de pesquisas ao modelo do GEPT (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho), dentre outros.
  • d) A construção do conhecimento e da pesquisa nas Ciências Sociais devem estar vinculadas a uma lógica democrática e pública do conhecimento. 

7- Unificar a luta contra as Opressões!
  • a) As formas de opressões racistas, machistas e homofóbicas são constituídas historicamente nas sociedade de classes, como formas de dominação e exploração de parcelas da sociedade. Tais opressões são estruturais em nossa sociedade pois se constituem em engrenagens fundamentais da super-exploração (a escravidão, a exploração aos imigrantes e indígenas, baixos salários das mulheres) acompanhados de arcabouço ideológico cultural opressivo.
  • b) Devemos levar a luta contra o machismo, a homofobia e o racismo para os CA’s através de debates, palestras e atividades relacionadas a luta a contra opressões dentro da universidade
  • c) Construir a campanha de creches públicas na UnB
  • d) Contra os trotes violentos
  • e) Em apoio a luta indígena do Noroeste, Xingu

8- Solidariedade as Lutas Populares:
  • a) Acompanhar e se solidarizar a luta dos Terceirizados da UnB
  • b) Organizar saídas de campo para os acampamentos dos movimentos de luta dos trabalhadores rurais e sem teto que se localizam no DF e entorno.
  • c) Apoiar a luta dos técnicos e professores da Universidade de Brasília.

9 - Departamento de Ciências Sociais:
  • a) Não temos ilusão quanto a estrutura departamental, que hoje é burocratizada e antidemocrática, no qual fornecesse apenas 5 cadeiras para os estudantes.
  • b) Acreditamos que o central é fortalecer os espaços do movimento estudantil, os CAs, as assembleias, os CEBS etc.
  • c) Nos propormos a defender através da pressão e dos espaços cabíveis o posicionamento dos estudantes de CS dentro do Departamento de Sociologia.
  • d) Paridade nos colegiados. Voto universal para direção de departamento e instituto.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eleições do CA de Ciências Sociais: Para romper com velhas ideias, vote Chapa 2!


Os CA de Antropologia (CAANTRO) e de Sociologia (CASO) da UnB iniciaram dia 13/10 o período de eleições da Gestão 2012-2013. As eleições ocorrem dias 26 e 27 de Setembro. Membros da Oposição CCI e camaradas independentes constroem a Chapa 2 "ROMPENDO VELHAS IDEIAS" que disputa o CASO. Prestamos todo nosso apoio à Chapa 2 em sua missão mobilizar e unir os estudantes de Ciências Sociais através do trabalho de base com organização, agitação e propaganda. Faz-se necessário "romper" ideias conservadoras, elitistas, governistas e corporativistas que estreitam o raio de visão/ação e nos imobilizam. É hora de tomar posições a partir da visão de uma sociologia crítica e militante para atuar com combatividade à favor das justas reivindicações de uma educação e sociedade que esteja a serviço do povo.

Dia 19 de setembro (quarta) haverá no CASO o segundo debate entre as Chapas. Aguarde confirmação do horário e compareça. 

Apoio e vote na Chapa 2 para o CASO! Compartilhe e difunda nas salas de aula e redes sociais o apoio à Chapa "ROMPENDO VELHAS IDEIAS". Em breve difundiremos outros cartazes, panfleto e o Programa de Luta da Chapa.


 DIAS 26 E 27 DE SETEMBRO: APOIE E VOTE CHAPA 2 "ROMPENDO VELHAS IDEIAS" PARA UM CASO INDEPENDENTE E COMBATIVO, A SERVIÇO DOS ESTUDANTES DO POVO!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

CINE GREVE - Reexibição da 1º seção

O filme Conterrâneos Velhos de Guerra será reexibido no dia 09 de julho. Aproveite para ver este documentário sem igual que aborda a história da construção da nossa cidade - Brasília.



PARTICIPE DA GREVE!
VENHA PARA A OCUPAÇÃO DA REITORIA!

Saiba mais: