sexta-feira, 21 de março de 2014



O GERMINAL
Boletim da Oposição Estudantil C.C.I.
www.oposicaocci.blospot.com  | oposicaocci@yahoo.com.br
Ano VII, nº32 - Março de 2014 - Desde 2007 na luta pela Universidade Popular



Quando o “novo” fica velho:
cotas, esquerda, Aliança e o CEB proto-Parlamentar[1]

Preto na universidade causa mesmo problema. Em pleno debate que se institui na UnB sobre retirada ou adição das cotas raciais às cotas sociais, o espaço do movimento estudantil parece não pertencer aos estudantes. O Conselho de Entidades de Base (CEB – reunião do todos os Centros Acadêmicos da UnB) convocado para 20 de março, dirigido pela gestão do DCE - Aliança Pela Liberdade, preferiu debater festas e ignorou as cotas. Poderiam ter fingido algum interesse no debate. Mas nem a presença significativa do movimento negro convenceu a Aliança. Vão ficar confinados na opnião “democrática 2.0”, mera virtualidade. Os pretos novamente tiveram que se retirar do espaço. Era que, presencialmente, discutir os investimentos, lucros e riscos do Bota Fora era mais importante.

Até aqui nada de novo. É o que a Aliança se propõe, é o que a Aliança faz. Mas seus métodos são cada vez mais aprimorados. Neste CEB, os Centros Acadêmicos nem tiveram a oportunidade de votar a pauta antes do início da sessão. Nem antes, nem depois. Durante a pauta das festas, a segunda fala de um colega do serviço social criticou que na oportunidade estávamos deixando de debater cotas e propôs a alteração da pauta. Uma questão de ordem que sequer foi considerada. Como se diz no jargão, a direção do CEB “atropelou”, “tratorou”.

Mas tudo que é ruim pode piorar. Como não foi debatido a pauta no início da sessão do CEB, ao término da primeira pauta – eleições do DCE – a Aliança passou imediatamente para o outro assunto de seu interesse: as “populares” festinhas terceirizadas. Neste ponto tudo fez sentido: festas e (re)eleições de DCE.

É compreensível. Talvez tenha aumentado, mas não seja significativo a presença dos pretos e pobres na universidade. Logo, para que discutir cotas? A Aliança é favorável ao mérito, e certamente consideram menos mérito ingressar na UnB por cotas. Então se a grande parcela dos estudantes é branca e de classe de renda média e alta, festas talvez seja mesmo uma demanda mais emergente deste “mundo acadêmico”. Ao fazê-las, mais votos deste público, da “clientela” desta gestão.

Mas o que foi debatido na pauta “eleições”? Composição da Comissão Eleitoral. Justo. Já que a atual gestão do DCE deveria ter encerrada ano passado. Dois acontecimentos aparentemente sem importância merecem destaque. Primeiro, antes do início da eleição dos membros titulares e suplentes da Comissão, um estudante das ciências sociais quis adicionar seu nome e foi sumariamente vetado, tanto pela direção do CEB quanto pelo plenário, que se manifestou contra ou se calou. A alegação foi que, regimentalmente, os nomes deveriam ter sidos propostos até o início da sessão do CEB. Porém, regimentalmente, também se fala que os “postulantes a membros da Comissão Eleitoral deveriam estar presentes”. Um estudante da Engenharia não estava, e a Aliança permitiu que seu nome permanecesse na lista da Comissão. Ignorou o regimento neste caso. Usou dois pesos e duas medidas. Porque?

Segundo, é o motivo da insistência da Aliança na gestão do DCE mesmo tendo encerrado seu mandato. Esta questão de ordem foi colocada no CEB, e ignorada. Foi proposto que a atual Comissão Eleitoral, uma vez eleita, assumisse inteirinamente o DCE a partir dali até a ocorrência da próxima eleição. Qual alegação da Aliança para inviabilizar até mesmo o debate desta vez? A ata da Comissão Eleitoral deveria ser protocolada e autenticada pelo Cartório de registros. Só depois da Ata ser considerada válida pelo cartório poderia iniciar o processo eleitoral e só assim entregariam a gestão. Mas o que isso significa? Que a deliberação dos estudantes está subordinada a tutela de uma instituição reconhecedora de firmas e contratos. Quer dizer, uma instância que em nada tem a ver com o movimento estudantil. Um ente externo perante o qual devemos prestar contas e submeter nossas deliberações e documentos. Como se o CEB não fosse legítimo em si mesmo para ratificar sua Ata de reunião. O cúmulo da ingerência. Um absurdo burocrático.

E a “esquerda”? Bem, ninguém se manifestou. Certamente estavam atônitos com as próximas eleições de DCE, nem mesmo crítica a terceirização das festas fazem agora. Todos aqueles partidos que a Aliança genericamente gosta de criticar – PT, PCdoB, PSTU, PSOL , todos presentes, inclui-se Honestinas –, nenhum destes afirmou oposição diante da preferência das festas em detrimento das cotas, da inclusão de um nome da lista da Comissão Eleitoral e da extensão por motivos burocráticos da gestão do DCE. O PT ainda se expôs ao ridículo ao falar que votou errado para um nome da Comissão e quis voltar atrás. É óbvio que todos, inclusive a direita, reconheceu o oportunismo. O CEB negou.

Parece que esta esquerda partidária-eleitoral, igualmente burocrática, andou ensinando e aprendendo com os liberais da Aliança. O que estes partidos fazem no movimento sindical, permitindo a tutela do Estado e do Ministério do Trabalho sobre o movimento dos trabalhadores, agora a Aliança reproduz com adaptações no movimento estudantil. A Aliança é o “petezinho” na UnB, tudo que fere seus interesses e o “governo central” – a Reitoria, eles blindam. Ao fim, ela fez do nosso movimento o que os partidos eleitoreiros tanto ensinaram nos últimos anos: autoritarismo e burocracia. A exemplo do CEB, transformou o movimento estudantil num proto-parlamento. O povo não tem voz. E os pretos e pobres sairam perdendo hoje, novamente. Até quando? Junho mostra o caminho: vai ser necessário uma insurgência na UnB!

Oposição CCI – Combativa, Classista e Independente ao DCE da UnB
7 anos na luta com democracia de base e ação direta




[1] A Aliança Pela Liberdade foi eleita em 2012 defendendo o “parlamentarismo estudantil”, proposta formalmente rechaçada pelo CEB. No entanto, na prática, transformaram as instâncias do movimento estudantil naquilo que conceberam como “parlamentarismo”. Para entender esta concepção e a crítica, leia O GERMINAL nº27, de novembro de 2012: www.oposicaocci.blogspot.com

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sobre a luta reivindicativa e o papel do trabalho de base combativo: nem subjetivismo, nem fatalismo.


Este artigo é uma contribuição do estudante José Antônio, militante da Oposição CCI ao DCE-UnB, à Plenária Nacional da RECC e ao Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais (ENOPES) que ocorrerão em novembro de 2013, no Rio de Janeiro. Boa leitura!


* * *



Sobre a luta reivindicativa e o papel do trabalho de base combativo: nem subjetivismo, nem fatalismo.

José Antônio, militante da Oposição CCI ao DCE-UnB.


"... a ciência social, enquanto doutrina moral, não faz outra coisa senão desenvolver e formular os instintos populares. Mas entre estes instintos e esta ciência, há no entanto um abismo que é preciso preencher. Pois se os instintos justos fossem suficientes para a libertação dos povos, eles já estariam libertos há muito tempo. Estes instintos não impediram as massas de aceitar no decurso da sua história, tão melancólica e tão trágica, todos os absurdos religiosos, políticos, econômicos e sociais de que foram eternamente vítimas." (Mikhail Bakunin)

O objetivo inicial desse texto era combater o subjetivismo na militância, aspecto este responsável em grande parte por erros no curso das lutas reivindicativas e que levam em muitos casos a posteriores “desilusões” ou sectarismos diversos, porém, com o desenrolar da reflexão vimos a importância de incluir o seu oposto na crítica (o fatalismo), tendo em vista dissolver mal entendidos e de fato apresentar uma análise mais “completa” (ainda que obviamente com diversas lacunas). 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Festival de Filmes OUTUBRO PROLETÁRIO: Luta armada no Brasil e mundo

OP-divulgacao





OP-cartaz

Contribuição ao debate sobre os desafios da luta pela Assistência Estudantil


19/09/2013 - Saída da ocupação após imposição de nossas demandas


As lutas pela Assistência nesse segundo semestre de 2013 deram uma nova dinâmica para o Movimento Estudantil da UnB. Diferentemente das anteriores tentativas de organização dos estudantes pobres (puxadas principalmente pela Anel/PSTU), que caíram e se afundaram nas ilusões burocráticas de reuniões infindáveis com a Reitoria, este semestre já começou com a ocupação da sala do CASSIS (BT 260) e durante quase todo o processo o CASSIS organizou diversas ações diretas no Restaurante Universitário (os “catracaços”) sendo que a repressão policial na desocupação forçada do CASSIS gerou as condições, acumuladas com as anteriores (os problemas e insatisfações em relação à moradia, etc.) da ocupação da Reitoria. Portanto, a ação direta (ocupações e “catracaços”) deram o tom desse processo de luta que terminou (parcialmente! pois apenas começou) vitorioso.

CAGEA convida para mesa de debates: Ocupações de CAs e Ocupações de Reitoria – a luta por espaços e direitos na UnB

Dia: 8 de outubro (terça-feira)
Horário: 12h
Local: CAGEA (ICC BT 665)
Em vista a recente ocupação da Reitoria da UnB pelos estudantes da assistência estudantil e o histórico que há na UnB de salas ocupadas para servirem de sedes aos CAs bem como de Reitoria ocupadas como atos políticos reivindicativos, o CAGEA convida todos colegas da universidade para debatermos: as relações entre espaço, identidade e organização coletiva, ação direta e a luta por direitos.

debate_ocupacoes

terça-feira, 24 de setembro de 2013

I Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais – 15 a 17 de Novembro, Rio de Janeiro, Brasil.


http://enopes2013.files.wordpress.com/2013/09/cropped-enopes2.jpg

Construir oposições por local de trabalho, estudo e moradia

 
O Encontro tem dois objetivos: 1. iniciar o debate sobre a conjuntura mundial junto com as principais contradições da sociedade brasileira e 2. traçar estratégias e formas de organização para a luta. Assim o encontro deve ampliar e consolidar as organizações de luta estudantil, popular e sindical, assimilando as novas experiências surgidas dentro dessas dimensões e do atual contexto da luta de classe no Brasil. Essa organização visa lutar contra os efeitos e arbitrariedades dos megaeventos e do desenvolvimentismo neoliberal, se colocando contra a precarização da vida, visando a liberdade.


Nesse sentido, o Fórum nacional de Oposições pela Base convoca a construção de um encontro nacional para debater os desafios da reorganização da classe trabalhadora e impulsionar este momento através de oposições de base no movimento sindical, popular, estudantil, camponês, quilombola e indígena. 
 
Por uma Tendência Classista e Internacionalista!

ASSINAM:
FOB – Fórum de Oposições Pela Base
ORC – Oposição de Resistência Classista – Educação/RJ
RECC – Rede Estudantil Classista e Combativa
GLP – Grupo de Luta dos Petroleiros
Grupo de Discussão de Oposição para Educação Federal
LSOC – Liga Sindical Operária e Camponesa

Veja também:

 

domingo, 1 de setembro de 2013

Moção da apoio à ocupação na UFRRJ/NI



     Desde o planalto central, a Oposição CCI saúda os companheiros e companheiras estudantes e trabalhadores que no campus Nova Iguaçu da UFRRJ ocupam a sala da direção do Instituto Multidisciplinar da Rural desde o dia 22/08/13 como medida de exigir a reintegração aos postos de trabalho de quatro terceirizados demitidos pela patronal. Estes trabalhadores foram demitidas por se destacarem num processo de luta por seus direitos trabalhistas sonegados pela empresa terceirizada (entenda o caso AQUI).

     Sabemos o quão fundamental é a luta por direitos, salário e condições de trabalho aos terceirizados nas mais diversas instituições. A terceirização é uma forma que expressa a reestruturação produtiva, onde através da superexploração da força de trabalho é garantido uma máxima acumulação de capital aos patrões, sejam eles empresas privadas ou públicas.

     Não bastasse a superexploração, a alta rotatividade no emprego, os salários e tíquetes baixos e atrasados etc., os trabalhadores terceirizados são impedidos, na prática, de seu direito de associação e reivindicação sindical. Quer dizer, a terceirização explora e cala, tornando vulneráveis os trabalhadores que ficam suscetíveis desde o assédio moral de chefes e encarregados até a demissão, como é o caso em Nova Iguaçu.

     Para piorar, o atual sindicalismo brasileiro, corporativista e submetido a tutela estatal, controlado por forças políticas reformistas e conservadoras de todas as cores, simplesmente abandonam a própria sorte este segmento tão volumoso e fundamental de trabalhadores que são os terceirizados. Na prática, o sindicalismo de estado no Brasil aceita segmentações internas entre os trabalhadores, recriando desigualdades entre irmãos de classe.

     Por estas razões, é tão fundamental a ação direta de ocupação da direção do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ/NI para exigir a reversão da demissão e questionar, enfim, a própria política da terceirização. Ela expressa uma prática germinal de reorganização do povo em seu local comum de estudo/trabalho e um elevado nível ideológico de solidariedade entre nossa classe. Saibam, camaradas, vossa ação nos inspira!

     Finalizamos dizendo que, de longe, estamos lado a lado dos companheiros e companheiras pois compartilhamos a mesma realidade a qual o Estado e o Capital nos submete e assim marchamos pelo mesmo ideal: justiça e liberdade aos trabalhadores. Nenhum ataque dos patrões, exploradores do povo, passará sem resposta! Mexer com um é mexer com todos! 

Pela imediata readmissão dos 4 terceirizados demitidos por lutarem por seus direitos! Que não haja represálias da UFRRJ aos estudantes e trabalhadores envolvidos na ocupação! Viva a ação direta estudantil-proletária! 


Brasília, 1º de setembro de 2013.
Oposição CCI - Combativa, Classista e Independente ao DCE-UnB (filiada à RECC)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Assembleias na UnB debatem e estudante se organizam para defender Assistência Estudantil


A reunião do CEB - Conselho de Entidades de Base, reunida no dia 27.08, deliberou, entre outros, a realização de uma Assembleia Geral dos Estudantes da UnB cuja pauta proposta é a Assistência Estudantil. Fora ainda indicado que os CAs realizem Assembleias por cursos. Alguns CAs, como o CASO e o CAGEA, já possuíam Assembleias programadas cujas pautas incluem Assistência Estudantil. Confira o Calendário da semana:


Assembleia Geral dos Estudantes da UnB

Dia: 03/09/13 (terça-feira)
Horário: 12h e 18h
Local: Ceubinho, Entrada Norte do ICC


Assembleia do CASO (Sociologia)

Dia: 04/09/13 (quarta-feira)
Horário: 12h
Local: CASO, ICC Central

Assembleia do CAGEA (Geografia)

Dia: 05/09/13 (quinta-feira)
Horário: 12h
Local: CAGEA, ICC Norte BT 665

Assembleia do CASSIS (Centro da Assistência Estudantil)

Dia: 05/09/13 (quinta-feira)
Horário: 12h
Local: CASSIS, ICC Centro BT 260

  

ORGANIZAR PARA LUTAR! LUTAR PARA ORGANIZAR!


CCI agita uma política classista durante recepção ofical de calouros



Na sexta-feira, dia 23 de agosto, a Oposição CCI realizou um ato agitativo durante a Recepção Oficial dos Calouros da Reitoria. Os militantes da CCI distribuíram aproximadamente 1000 "O Germinal", seu órgão impresso de propaganda, e ergueram um grande cartaz perto da mesa central enquanto a gestão do DCE, Aliança pela Liberdade (do capital, diga-se de passagem), e a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, faziam falas. Na faixa se lia "Por assistência estudantil para todos! Abaixo o Conselho 'Ditador' p/ poucos!", evidenciando as ações da atual Reitoria de beneficiar minorias (com privatizações, conselho diretor etc.) e condenar as maiorias (vide precariedade da assistência estudantil etc.). Quanto as falas da mesa, foram muito ruins por sinal. Pedro Ivo, pelo DCE, disse que o "Diretório" serve para instalar postos da Fácil na UnB além de propiciar 10 centavos de desconto em postos de gasolina pra quem vem de carro. Sua fala evidencia concepção do DCE como mera "agência de execuções burocráticas" e uma política populista-liberal ao querer agradar "gregos e troianos", sobretudo incentivando o uso de veículos particulares, o que por si só já atrapalha o trânsito do transporte coletivo na capital federal, e para piorar que é baseado num "convênio" entre o DCE e a empresa Disbrave. Pedro Ivo ainda finalizou falando sobre festas, e a importância de se manifestar como "nossos amigos" (sic), se referindo a CCI, estávamos fazendo, tentando encobrir todo o antagonismo irreconciliável entre os dois grupos em questão. A Ministra, por sua vez, ficou contando reminiscências de quando era da UnB, e afirmou que era necessário "ralar muito" na universidade para conquistar os objetivos, um papo demasiadamente meritocrático por ignorar as distintas oportunidade e condições dos estudantes derivadas de suas respectivas posições de classe e que portanto não contribuiu em absolutamente nada politicamente os colegas recém ingressos.

Junte-se a Oposição CCI! Lutar para estudar, estudar para lutar!

Desde 2007, na luta por uma universidade popular, a serviço da classe trabalhadora!

O GERMINAL nº30 - Por um Levante Popular na UnB!

O GERMINAL
Boletim da Oposição Estudantil C.C.I.
www.oposicaocci.blogspot.com | oposicaocci@yahoo.com.br

Ano VI - Edição Nº 30 - Agosto de 2013 - Desde 2007 na luta pela Universidade Popular


[Leia a edição em pdf AQUI]

POR UM VERDADEIRO LEVANTE POPULAR NA UNB! A REITORIA NÃO PISARÁ MAIS EM NOSSOS DIREITOS!



     Começamos mais um semestre. Saudamos os novos estudantes da universidade, sabemos o quanto é difícil para os que estudaram em escolas públicas (precarizadas, sem professores etc.) furar o bloqueio elitista que é o vestibular, PAS ou ENEM. Saudamos também os estudantes pobres e trabalhadores que continuam na luta diária pela permanência na universidade e pela sobrevivência, apesar de todas as dificuldades que a Reitoria e que a própria sociedade capitalista nos impõe.
     Muitos dos que agora leem este boletim participaram das "Jornadas de Junho", das manifestações nas ruas, dos confrontos com a polícia, das conversas e debates públicos. Não podemos nos esquecer dessas lutas. Os estudantes, os estagiários, os trabalhadores precarizados foram a grande massa nas ruas. As lutas romperam com os velhos métodos oportunistas de manifestação (as marchas pacifistas da UNE e da CUT, por exemplo), e melhor, demonstraram que é possível vencer, sem o apoio de partidos eleitoreiros ou conchavos com o governo. Nesse momento, a UnB passa por uma série de ataques autoritários e privatistas por parte da REItoria... é necessário seguir o caminho que aprendemos nas "Jornadas de Junho"!


segunda-feira, 29 de julho de 2013

“Caiu na Redes é… (estupro)”: A naturalização da violência contra as mulheres

violencia_genero

No último dia 24, durante as comemorações de aprovados no segundo vestibular de 2013 para a UnB, estudantes da Engenharia de Redes ergueram um cartaz no qual se lia “Caiu na Redes é… (estupro)“. A atitude vem gerando grande repercussão, desde acalorados debates nas redes sociais e a instauração de um processo de investigação pela Reitoria. Os dois alunos que aparecem na foto segurando o cartaz emitiram notas na qual se mostram “arrependidos” pela atitude de “mau gosto” (suas notas podem ser lidas em http://www.facebook.com/dce.unb) . É preciso tomar partido nesta discussão.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Proposta da Oposição CCI para inserir os estudantes da UnB nas mobilizações nacionais, de forma organizada e com pautas concretas

Leia abaixo a proposta de resolução apresenta pela Oposição CCI à Assembleia Estudantil da UnB do dia 20/06/13, mas que devido ao extrapolar do tempo, à falta de sistematização da mesa e ao esvaziamento, absolutamente nada foi deliberado em termos de pauta e inserção do movimento estudantil da UnB nas mobilizações nacionais, apenas apreciado formalmente uma proposta do CASO de paralisação das aulas naquele dia que não se efetivou. Ficou também indicado uma Assembleia para a próxima semana, mas a gestão do DCE sequer informou dia.

* * *