segunda-feira, 7 de abril de 2014

Formação de chapa para eleições do DCE-UnB

Reuniões para discussão do programa e organização de chapa:
>> 08/04 (ter) - 12h
>> 10/04 (qui) - 18h
>> 14/04 (seg) - 18h
>> 16/04 (qua) - 12h
Local: Mezanino do ICC Norte

Os últimos dois anos foram marcados pelo burocratismo e apatia política do DCE nas mãos da direita liberal - Aliança pela Liberdade (do capital, diga-se de passagem). Nos anos anteriores, as gestões do PT e antes do PSTU e PSOL tiveram responsabilidade por iniciar a sedimentação dos debates rebaixados e senso comum através de reivindicações pragmáticas e atuações burocráticas nos conselhos superiores. A política da Oposição CCI sempre foi encarar as eleições de DCE ou mesmo de CAs como táticos, e não estratégicos, pois é possível construir um movimento estudantil a despeito das estruturas de entidades, avançando pela base - é o que fazemos a sete anos. Mantemos esta política. No entanto, compreendemos que este ano é crucial atuarmos nas eleições de DCE para realizar uma contra-propaganda da direita, do governo e dos reformistas em geral. Uma contra-propaganda baseada na organização por cursos em vista a construção positiva de uma universidade a serviço dos trabalhadores. Por este motivo, convocamos especialmente os estudantes-trabalhadores e vinculados aos programas de assistência estudantil, os moradores da periferias do DF e do Entorno, os camaradas que ousaram sair às ruas nas Jornadas de Junho: vamos organizar pela base um movimento estudantil aliado às causas populares e de combate contra as injustiças do Estado e capitalismo! Este ano temos o dever de trazer a revolta popular contra a copa e a farsa eleitoral ao nosso local de estudo e fazê-la generalizar por todo DF e Entorno. 

Compareça às reuniões de formação de chapa!
Traga sua experiência, proposições políticas e disposição para lutar!
Organizar um movimento contra a direita e a pelegada!
Construir a greve geral contra a copa do mundo!


quinta-feira, 3 de abril de 2014

DITADURA NUNCA MAIS!

Abaixo a ditadura de ontem e de hoje! O governo do PT/PCdoB/PMDB repete nas entranhas das instituições o regime de terrorismo do Estado ditatorial de 1964! Beneficia o empresário no parlamento e mata o pobre nas favelas e campos! Não nos renderemos: ditadura nunca mais!


Protesto nas ruas e tomada da Administração Regional do Paranoá/DF marcam o 28 de Março no Distrito Federal!







 


                No dia 28 de março, dia nacional de luta dos estudantes, ocorreu no Paranoá (periferia do Distrito Federal) uma manifestação em defesa do Transporte e da Educação pública. A manifestação reuniu estudantes do colégio Darcy Ribeiro, do Centro de Ensino Médio 01, do Centro de Ensino Fundamental 02, da Universidade de Brasília e de trabalhadores em geral. A manifestação que foi organizada pelo Comitê de Luta Popular do Paranoá e Itapoã, organização independente de moradores e estudantes da comunidade, também contou com a e apoio direto da Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC) e presença do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e de militantes do Movimento Passe Livre (MPL).

O trabalho de agitação e organização nas Bases


                Cerca de duas semanas antes da manifestação, os estudantes do Darcy Ribeiro já estavam se organizando para o 28 de Março, foram feitas panfletagens, colagem de cartazes, e especialmente um vídeo-debate que reuniu cerca de 20 estudantes da escola onde houve um debate acerca da história do movimento estudantil, a luta contra a Ditadura, o assassinato de Edson Luís, bem como da atual repressão e das tarefas dos movimentos estudantis e populares. Os estudantes do CEM 01, apesar de terem se envolvido posteriormente, já estavam travando uma luta pela reforma das cadeiras da escola, que estavam destruída ou inexistentes. A verdade é que as escolas estão sucateadas, sem o repasse de verbas do PDAF, sem quadras esportivas cobertas, enfim, o que não falta são motivos pra lutar.

                Como preparação para a manifestação, foram recolhidas mais de 600 assinaturas para um abaixo-assinado a ser entregue na Administração Regional do Paranoá em que o Comitê de Luta Popular fazia 5 reivindicações: 1) Ampliação das linhas e frota de ônibus do Paranoá, Itapoã, especialmente da área rural; 2) Passe Livre Estudantil sem restrição de linhas e dias; 3) Reforma e cobertura das quadras esportivas das escolas; 4) Repasse imediato da verba pública às escolas (o PDAF); 5) Ampliação do espaço físico, acervo e horário de atendimento da Biblioteca Pública do Paranoá. Não era um ato somente estudantil, as reivindicações tocavam também em pautas históricas da comunidade.

                Já na UnB, os estudantes organizados na Oposição Combativa, Classista e Independente ao DCE (CCI) fizeram também durante todo o mês de março um forte trabalho de agitação e propaganda, com colagens de cartazes, panfletagem, debates, pichações, etc. Também em várias cidades da periferia foram realizados trabalhos de propaganda, como nas escolas do Gama, Recanto das Emas, Planaltina. E tudo isso propagando o 28 de Março, pela "Greve Geral Contra a Copa", por memória e justiça aos mortos e torturados na Ditadura, bem como por um novo movimento estudantil combativo.

A manifestação: ocupação das ruas e tomada inesperada da Administração


                A manifestação se concentrou na praça central do Paranoá, a 13h da tarde. Lá foram chegando os estudantes das escolas, da UnB e trabalhadores que apoiam a causa. Foram feito piquetes nas estradas e saídas das escolas. A manifestação saiu então pelas ruas do Paranoá fechando todas as vias. A polícia militar, que já se encontrava desde cedo rondando as escolas e a praça, bem que tentou "furar" a manifestação para abrir uma via, mas sua tentativa foi frustrada frente a determinação combativa dos estudantes.

                Além de um ato reivindicativo, a manifestação foi uma verdadeira agitação contra a Copa do mundo da FIFA e contra a repressão militarista da Ditadura até os dias atuais. Além disso, a muito tempo que a população do Paranoá não participava ou presenciava uma manifestação no próprio bairro. Milhares de panfletos foram distribuídos aos trabalhadores e àqueles que passavam ou esperavam o ônibus, e o povo retribuiu com grande entusiasmo e dando uma caloroso apoio à luta.

                Chegando à Administração os manifestantes forçaram a entrada na grade e na porta de entrada, conseguindo sem grandes dificuldades abrir caminho entre burocratas e seguranças. O que impressionou foi a fúria do chefe de gabinete, Guilherme, que desferiu socos e pontapés contra a justa ocupação mas não conseguiu conter nem de perto a entrada. No interior do prédio os manifestantes entregaram o abaixo-assinado com as reivindicações e protocolaram na Administração. Esta se comprometeu publicamente a dar uma resposta em no máximo uma semana, que será publicada no site da Administração. Os manifestantes saíram do prédio cantando gritos de ordem cientes de que aquele era apenas um primeiro passo de muitas lutas que ainda terão que ser travadas até a conquista definitiva das reivindicações. Ao final foi feita uma roda de avaliação com alguns dos presentes.


As tarefas atuais dos estudantes do povo


                Apesar de toda preparação prévia, da agitação no dia do protesto, a baixa adesão é um reflexo da tradição governista (especialmnte do PT) impregnada nos movimentos do Paranoá e que a 4 anos vê suas lideranças participando do Governo do DF (e a uma década do Governo Federal!), esquecendo a organização de base e hoje todos lotados nos cargos de administração. Isso impôs uma grande paralisia para as lutas da comunidade, reduzindo a atuação dos setores ditos de "esquerda" a questões meramente culturais (e sem o devido enfrentamento com o Estado inclusive nessas questões). Além disso, ainda temos a UBES que só aparece para colocar ônibus na porta das escolas e levar os estudantes como massa de manobra pra esplanada, nunca teve real interesse em mobilização, pois é pau-mandada do governo, defendendo inclusive a Copa do Mundo da FIFA! Portanto, existe uma herança e uma tradição à qual devemos renunciar: a tradição petista. Ela só traz ilusões e desorganiza os estudantes e o povo. Porém, a pouca quantidade foi contrabalanceada com a alta qualidade. Mostramos que povo unido é povo forte e tem capacidade para se fazer ser atendido e ouvido.

             A manifestação nos ensinou que se com 50 ou 60 estudantes podemos impactar o governo e incomodá-los, nossa meta é mesmo mobilizar e organizar centenas e milhares de estudantes e trabalhadores, pois somos a maioria e unidos somos fortes! Devemos, portanto, reconstruir um novo movimento de massas que seja combativo, classista e independente, é a única forma de avançar ao mesmo tempo em honramos verdadeiramente os mártires revolucionários que morreram nas Ditadura!
 
EDSON LUÍS? PRESENTE!

POR TRANSPORTE E EDUCAÇÃO A SERVIÇO DO POVO!

ABAIXO A UNE E UBES GOVERNISTAS!

AVANTE O MOVIMENTO ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVO!









 

 


 

 

terça-feira, 25 de março de 2014

28 de Março - Protesto no Paranoá: Dia Nacional de Luta dos Estudantes

Aos estudantes da UnB e moradores do entorno e periferia sul e norte, para facilitar o deslocamento, haverá concentração no Ceubinho da UnB às 10h do dia 28 (sexta) para saída em comboio num ônibus para o Paranoá. Compareça!

Avante juventude! A luta é o que muda! O resto só ilude!



Solidariedade aos perseguidos políticos no Rio Grande do Sul! Liberdade aos indiciados do Bloco de Lutas pelo Transporte!

sexta-feira, 21 de março de 2014



O GERMINAL
Boletim da Oposição Estudantil C.C.I.
www.oposicaocci.blospot.com  | oposicaocci@yahoo.com.br
Ano VII, nº32 - Março de 2014 - Desde 2007 na luta pela Universidade Popular



Quando o “novo” fica velho:
cotas, esquerda, Aliança e o CEB proto-Parlamentar[1]

Preto na universidade causa mesmo problema. Em pleno debate que se institui na UnB sobre retirada ou adição das cotas raciais às cotas sociais, o espaço do movimento estudantil parece não pertencer aos estudantes. O Conselho de Entidades de Base (CEB – reunião do todos os Centros Acadêmicos da UnB) convocado para 20 de março, dirigido pela gestão do DCE - Aliança Pela Liberdade, preferiu debater festas e ignorou as cotas. Poderiam ter fingido algum interesse no debate. Mas nem a presença significativa do movimento negro convenceu a Aliança. Vão ficar confinados na opnião “democrática 2.0”, mera virtualidade. Os pretos novamente tiveram que se retirar do espaço. Era que, presencialmente, discutir os investimentos, lucros e riscos do Bota Fora era mais importante.

Até aqui nada de novo. É o que a Aliança se propõe, é o que a Aliança faz. Mas seus métodos são cada vez mais aprimorados. Neste CEB, os Centros Acadêmicos nem tiveram a oportunidade de votar a pauta antes do início da sessão. Nem antes, nem depois. Durante a pauta das festas, a segunda fala de um colega do serviço social criticou que na oportunidade estávamos deixando de debater cotas e propôs a alteração da pauta. Uma questão de ordem que sequer foi considerada. Como se diz no jargão, a direção do CEB “atropelou”, “tratorou”.

Mas tudo que é ruim pode piorar. Como não foi debatido a pauta no início da sessão do CEB, ao término da primeira pauta – eleições do DCE – a Aliança passou imediatamente para o outro assunto de seu interesse: as “populares” festinhas terceirizadas. Neste ponto tudo fez sentido: festas e (re)eleições de DCE.

É compreensível. Talvez tenha aumentado, mas não seja significativo a presença dos pretos e pobres na universidade. Logo, para que discutir cotas? A Aliança é favorável ao mérito, e certamente consideram menos mérito ingressar na UnB por cotas. Então se a grande parcela dos estudantes é branca e de classe de renda média e alta, festas talvez seja mesmo uma demanda mais emergente deste “mundo acadêmico”. Ao fazê-las, mais votos deste público, da “clientela” desta gestão.

Mas o que foi debatido na pauta “eleições”? Composição da Comissão Eleitoral. Justo. Já que a atual gestão do DCE deveria ter encerrada ano passado. Dois acontecimentos aparentemente sem importância merecem destaque. Primeiro, antes do início da eleição dos membros titulares e suplentes da Comissão, um estudante das ciências sociais quis adicionar seu nome e foi sumariamente vetado, tanto pela direção do CEB quanto pelo plenário, que se manifestou contra ou se calou. A alegação foi que, regimentalmente, os nomes deveriam ter sidos propostos até o início da sessão do CEB. Porém, regimentalmente, também se fala que os “postulantes a membros da Comissão Eleitoral deveriam estar presentes”. Um estudante da Engenharia não estava, e a Aliança permitiu que seu nome permanecesse na lista da Comissão. Ignorou o regimento neste caso. Usou dois pesos e duas medidas. Porque?

Segundo, é o motivo da insistência da Aliança na gestão do DCE mesmo tendo encerrado seu mandato. Esta questão de ordem foi colocada no CEB, e ignorada. Foi proposto que a atual Comissão Eleitoral, uma vez eleita, assumisse inteirinamente o DCE a partir dali até a ocorrência da próxima eleição. Qual alegação da Aliança para inviabilizar até mesmo o debate desta vez? A ata da Comissão Eleitoral deveria ser protocolada e autenticada pelo Cartório de registros. Só depois da Ata ser considerada válida pelo cartório poderia iniciar o processo eleitoral e só assim entregariam a gestão. Mas o que isso significa? Que a deliberação dos estudantes está subordinada a tutela de uma instituição reconhecedora de firmas e contratos. Quer dizer, uma instância que em nada tem a ver com o movimento estudantil. Um ente externo perante o qual devemos prestar contas e submeter nossas deliberações e documentos. Como se o CEB não fosse legítimo em si mesmo para ratificar sua Ata de reunião. O cúmulo da ingerência. Um absurdo burocrático.

E a “esquerda”? Bem, ninguém se manifestou. Certamente estavam atônitos com as próximas eleições de DCE, nem mesmo crítica a terceirização das festas fazem agora. Todos aqueles partidos que a Aliança genericamente gosta de criticar – PT, PCdoB, PSTU, PSOL , todos presentes, inclui-se Honestinas –, nenhum destes afirmou oposição diante da preferência das festas em detrimento das cotas, da inclusão de um nome da lista da Comissão Eleitoral e da extensão por motivos burocráticos da gestão do DCE. O PT ainda se expôs ao ridículo ao falar que votou errado para um nome da Comissão e quis voltar atrás. É óbvio que todos, inclusive a direita, reconheceu o oportunismo. O CEB negou.

Parece que esta esquerda partidária-eleitoral, igualmente burocrática, andou ensinando e aprendendo com os liberais da Aliança. O que estes partidos fazem no movimento sindical, permitindo a tutela do Estado e do Ministério do Trabalho sobre o movimento dos trabalhadores, agora a Aliança reproduz com adaptações no movimento estudantil. A Aliança é o “petezinho” na UnB, tudo que fere seus interesses e o “governo central” – a Reitoria, eles blindam. Ao fim, ela fez do nosso movimento o que os partidos eleitoreiros tanto ensinaram nos últimos anos: autoritarismo e burocracia. A exemplo do CEB, transformou o movimento estudantil num proto-parlamento. O povo não tem voz. E os pretos e pobres sairam perdendo hoje, novamente. Até quando? Junho mostra o caminho: vai ser necessário uma insurgência na UnB!

Oposição CCI – Combativa, Classista e Independente ao DCE da UnB
7 anos na luta com democracia de base e ação direta




[1] A Aliança Pela Liberdade foi eleita em 2012 defendendo o “parlamentarismo estudantil”, proposta formalmente rechaçada pelo CEB. No entanto, na prática, transformaram as instâncias do movimento estudantil naquilo que conceberam como “parlamentarismo”. Para entender esta concepção e a crítica, leia O GERMINAL nº27, de novembro de 2012: www.oposicaocci.blogspot.com

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sobre a luta reivindicativa e o papel do trabalho de base combativo: nem subjetivismo, nem fatalismo.


Este artigo é uma contribuição do estudante José Antônio, militante da Oposição CCI ao DCE-UnB, à Plenária Nacional da RECC e ao Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais (ENOPES) que ocorrerão em novembro de 2013, no Rio de Janeiro. Boa leitura!


* * *



Sobre a luta reivindicativa e o papel do trabalho de base combativo: nem subjetivismo, nem fatalismo.

José Antônio, militante da Oposição CCI ao DCE-UnB.


"... a ciência social, enquanto doutrina moral, não faz outra coisa senão desenvolver e formular os instintos populares. Mas entre estes instintos e esta ciência, há no entanto um abismo que é preciso preencher. Pois se os instintos justos fossem suficientes para a libertação dos povos, eles já estariam libertos há muito tempo. Estes instintos não impediram as massas de aceitar no decurso da sua história, tão melancólica e tão trágica, todos os absurdos religiosos, políticos, econômicos e sociais de que foram eternamente vítimas." (Mikhail Bakunin)

O objetivo inicial desse texto era combater o subjetivismo na militância, aspecto este responsável em grande parte por erros no curso das lutas reivindicativas e que levam em muitos casos a posteriores “desilusões” ou sectarismos diversos, porém, com o desenrolar da reflexão vimos a importância de incluir o seu oposto na crítica (o fatalismo), tendo em vista dissolver mal entendidos e de fato apresentar uma análise mais “completa” (ainda que obviamente com diversas lacunas). 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Festival de Filmes OUTUBRO PROLETÁRIO: Luta armada no Brasil e mundo

OP-divulgacao





OP-cartaz

Contribuição ao debate sobre os desafios da luta pela Assistência Estudantil


19/09/2013 - Saída da ocupação após imposição de nossas demandas


As lutas pela Assistência nesse segundo semestre de 2013 deram uma nova dinâmica para o Movimento Estudantil da UnB. Diferentemente das anteriores tentativas de organização dos estudantes pobres (puxadas principalmente pela Anel/PSTU), que caíram e se afundaram nas ilusões burocráticas de reuniões infindáveis com a Reitoria, este semestre já começou com a ocupação da sala do CASSIS (BT 260) e durante quase todo o processo o CASSIS organizou diversas ações diretas no Restaurante Universitário (os “catracaços”) sendo que a repressão policial na desocupação forçada do CASSIS gerou as condições, acumuladas com as anteriores (os problemas e insatisfações em relação à moradia, etc.) da ocupação da Reitoria. Portanto, a ação direta (ocupações e “catracaços”) deram o tom desse processo de luta que terminou (parcialmente! pois apenas começou) vitorioso.

CAGEA convida para mesa de debates: Ocupações de CAs e Ocupações de Reitoria – a luta por espaços e direitos na UnB

Dia: 8 de outubro (terça-feira)
Horário: 12h
Local: CAGEA (ICC BT 665)
Em vista a recente ocupação da Reitoria da UnB pelos estudantes da assistência estudantil e o histórico que há na UnB de salas ocupadas para servirem de sedes aos CAs bem como de Reitoria ocupadas como atos políticos reivindicativos, o CAGEA convida todos colegas da universidade para debatermos: as relações entre espaço, identidade e organização coletiva, ação direta e a luta por direitos.

debate_ocupacoes

terça-feira, 24 de setembro de 2013

I Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais – 15 a 17 de Novembro, Rio de Janeiro, Brasil.


http://enopes2013.files.wordpress.com/2013/09/cropped-enopes2.jpg

Construir oposições por local de trabalho, estudo e moradia

 
O Encontro tem dois objetivos: 1. iniciar o debate sobre a conjuntura mundial junto com as principais contradições da sociedade brasileira e 2. traçar estratégias e formas de organização para a luta. Assim o encontro deve ampliar e consolidar as organizações de luta estudantil, popular e sindical, assimilando as novas experiências surgidas dentro dessas dimensões e do atual contexto da luta de classe no Brasil. Essa organização visa lutar contra os efeitos e arbitrariedades dos megaeventos e do desenvolvimentismo neoliberal, se colocando contra a precarização da vida, visando a liberdade.


Nesse sentido, o Fórum nacional de Oposições pela Base convoca a construção de um encontro nacional para debater os desafios da reorganização da classe trabalhadora e impulsionar este momento através de oposições de base no movimento sindical, popular, estudantil, camponês, quilombola e indígena. 
 
Por uma Tendência Classista e Internacionalista!

ASSINAM:
FOB – Fórum de Oposições Pela Base
ORC – Oposição de Resistência Classista – Educação/RJ
RECC – Rede Estudantil Classista e Combativa
GLP – Grupo de Luta dos Petroleiros
Grupo de Discussão de Oposição para Educação Federal
LSOC – Liga Sindical Operária e Camponesa

Veja também:

 

domingo, 1 de setembro de 2013

Moção da apoio à ocupação na UFRRJ/NI



     Desde o planalto central, a Oposição CCI saúda os companheiros e companheiras estudantes e trabalhadores que no campus Nova Iguaçu da UFRRJ ocupam a sala da direção do Instituto Multidisciplinar da Rural desde o dia 22/08/13 como medida de exigir a reintegração aos postos de trabalho de quatro terceirizados demitidos pela patronal. Estes trabalhadores foram demitidas por se destacarem num processo de luta por seus direitos trabalhistas sonegados pela empresa terceirizada (entenda o caso AQUI).

     Sabemos o quão fundamental é a luta por direitos, salário e condições de trabalho aos terceirizados nas mais diversas instituições. A terceirização é uma forma que expressa a reestruturação produtiva, onde através da superexploração da força de trabalho é garantido uma máxima acumulação de capital aos patrões, sejam eles empresas privadas ou públicas.

     Não bastasse a superexploração, a alta rotatividade no emprego, os salários e tíquetes baixos e atrasados etc., os trabalhadores terceirizados são impedidos, na prática, de seu direito de associação e reivindicação sindical. Quer dizer, a terceirização explora e cala, tornando vulneráveis os trabalhadores que ficam suscetíveis desde o assédio moral de chefes e encarregados até a demissão, como é o caso em Nova Iguaçu.

     Para piorar, o atual sindicalismo brasileiro, corporativista e submetido a tutela estatal, controlado por forças políticas reformistas e conservadoras de todas as cores, simplesmente abandonam a própria sorte este segmento tão volumoso e fundamental de trabalhadores que são os terceirizados. Na prática, o sindicalismo de estado no Brasil aceita segmentações internas entre os trabalhadores, recriando desigualdades entre irmãos de classe.

     Por estas razões, é tão fundamental a ação direta de ocupação da direção do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ/NI para exigir a reversão da demissão e questionar, enfim, a própria política da terceirização. Ela expressa uma prática germinal de reorganização do povo em seu local comum de estudo/trabalho e um elevado nível ideológico de solidariedade entre nossa classe. Saibam, camaradas, vossa ação nos inspira!

     Finalizamos dizendo que, de longe, estamos lado a lado dos companheiros e companheiras pois compartilhamos a mesma realidade a qual o Estado e o Capital nos submete e assim marchamos pelo mesmo ideal: justiça e liberdade aos trabalhadores. Nenhum ataque dos patrões, exploradores do povo, passará sem resposta! Mexer com um é mexer com todos! 

Pela imediata readmissão dos 4 terceirizados demitidos por lutarem por seus direitos! Que não haja represálias da UFRRJ aos estudantes e trabalhadores envolvidos na ocupação! Viva a ação direta estudantil-proletária! 


Brasília, 1º de setembro de 2013.
Oposição CCI - Combativa, Classista e Independente ao DCE-UnB (filiada à RECC)