sexta-feira, 16 de outubro de 2015

[2007-2015] 8 anos de CCI. 8 anos d’O GERMINAL: um registro da história recente do movimento estudantil da UnB e do Brasil

Em 2015 a Oposição CCI completa 8 anos de luta e organização. Algumas gerações de lutadores já passaram, se formaram (acadêmica e politicamente) e continuam lutando nas trincheiras do povo junto à CCI agora no FOB. Neste tempo, editamos nosso Boletim aperiódico: O GERMINAL.
 
Embora seja uma modesta publicação, de limitada circulação, escasso fundo de autofinanciamento, neste oito anos tocamos em importantes acontecimentos políticos desta Universidade. Acreditamos que a história do movimento estudantil da UnB não pode passar longe da história das organizações políticas e estudantis que aqui militaram, e assim é com a Oposição CCI/RECC, e assim é com O GERMINAL.
 
Uma história recente do nosso movimento está registrado em nossa páginas, evidentemente com nossos pontos de vista, de interpretação e proposições: não podemos ser neutros quando a história é um trem em pleno movimento. Concordando ou não, mantemos nossa publicação e ela precisa ser conhecida/reconhecida.

Por isso, e aproveitando o chamado à construção de um Comitê de Propaganda da RECC (onde a concordância com nossas publicações é um requisito), lançamos todas as edições do boletim - desde suas primeiras edições quando sequer tinha nome. Desde a ocupação da reitoria de 2008; da nossa participação no Pólo Revolucionário da Conlutas; da implantação da paridade; das eleições de CAs e DCEs; das jornadas de junho; as greves e um longo etecetera: as páginas d'O GERMINAL registram a história recente do movimento estudantil na UnB e no Brasil.

Vida longa a Oposição CCI! Vida longa a'O Germinal!
Viva o movimento estudantil combativo, classista e independente!
Ir ao combate sem temer, ousar lutar, ousar vencer!
 
( Leia abaixo!!!)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

1º Reunião de Formação do Comitê de Propaganda da RECC (23/out)

Aos apoiadores/as, simpatizantes e demais interessados/as; A juventude das periferias e jovens trabalhadores e desempregados; Aos camaradas da assistência e estudantes lutadores/as; Aos jovens pesquisadores e intelectuais devotos da causa do povo; Aos estudantes das áreas de comunicação, jornalismo, computação, música, artes; Aos artistas urbanos, midiaativistas e arteativistas; Aos inconformados/as com as opressões; A toda juventude combatente!



A Oposição CCI lançou um chamado em Setembro de 2015 para Construção de um Comitê de Propaganda da RECC (O Germinal nº 37). Neste tempo, tivemos vários retornos positivos, novos e antigos companheiros aderiram à proposta e é hora de convocar a construção do Comitê para que ainda mais camaradas venham contribuir.

Àqueles que responderam positivamente ou possuem dúvidas ou críticas ou tem novas sugestões, venham para este primeira reunião! E chamem seus amigos/as, camaradas! Àqueles/as que ainda não conhecem a proposta, fica a dica da leitura ;) Construir um Com...

A reunião ocorrerá dia 23 de outubro, em dois horários: 12h e 18h, para contemplar todas agendas.

Pedimos aos interessados/as que enviem email para oposicaocci@riseup.net para confirmar presença e pegar o local exato da Reunião!!! E caso não possa ir nesta primeira reunião, mas tenha interesse, não deixe de enviar email para ficar por dentro das atividades!!!

Avante!

"Os proprietários, governos e reitorias podem até não temer nossos boletins, blogs e grafites. Mas não ficarão de pé quando o povo rebelde manter-se nas ruas por suas demandas. Afinal, “quando os de baixo se movem, os de cima caem”. E este é o modesto papel que a RECC se propõe. É para isso que convidamos apoiadores, simpatizantes e todo estudante e trabalhador interessado para construir um Comitês de Propaganda da RECC." - O GERMINAL Nº 37

domingo, 13 de setembro de 2015

O GERMINAL, nº 37 - Construir um Comitê de Propaganda da RECC

Ano VIII, edição nº 37 - Setembro de 2015


Leia a versão impressa d'O Germinal nº 37 aqui 

 

COMITÊ DE PROPAGANDA DA RECC


O mercado monopolizado

O marketing comercial invade nosso cotidiano. São inúmeros anúncios nas redes sociais, televisões, outdoors, e nem mesmo o íntimo de nossas vidas é poupado. Uma enxurrada de estímulos ao consumo e pontos de vista parciais dito neutros. E ainda achamos isso tudo normal?
O mercado de mídia corre na seguinte lógica: o capital investido vira produto e este comercializado retorna em lucro, e assim por diante. Entretenimento e comunicação só fazem sentido se se cumpre esta “lei do lucro”. E como toda comunicação, não possuí neutralidade: serve ao ponto de vista de seus proprietários.
Não obstante ser um “mercado”, a mídia é altamente monopolizada no Brasil. Globo, Sílvio Santos, Bandeirantes e Igreja Universal respondem por 70% de todo sistema, como televisão e jornais. E mesmo que digam ser a internet democrática, nela também fazem lucro (vide Google) e nem de longe o “blog” de um mortal como nós é comparado à irradiação dos oligopólios citados. Isto é um atentado à pluralidade.
Mas e se outras empresas “dividissem” o ramo? Ainda assim continuam de fora a emissão do ponto de vista dos estudantes-trabalhadores e sua classe por não deter estes meios de produção.

 

A mídia independente

A “disputa” com os oligopólios é ferrenha e desleal. É uma guerra irregular, mas nós temos nossas armas. São dezenas ou centenas ou milhares de iniciativas dispersas ou que servem a grupos independentes do mercado. Os boletins O Germinal e Avante!, da Oposição CCI e RECC, respectivamente; ou ainda a incipiente Rede de Mídia Classista (RMC), órgão do Fórum de Oposições pela Base (FOB), exemplificam isto.
Podemos adicionar diversas iniciativas culturais: o grafite, o rap, intervenções urbanas, rádios comunitárias, estêncil e por aí vai. São armas preferenciais da juventude e povo marginalizado da “grande mídia”. E estas formas de expressão cultural são também formas de comunicação.

 

Comunicação no movimento estudantil e popular

Enquanto somos bombardeados pela comunicação do capital, alguns colegas ainda reclamam do carro de som que anuncia a greve e assembleia dos servidores; de passagens em sala para informes estudantis; de cartazes de papel pardo feitos a mão; de grafites nos muros; dos panfletos distribuídos etc.
Estas e outras são todas formas de expressão e propaganda autônomas. Não são necessariamente os métodos que escolhemos. São os que nos sobram. Mas como não deveremos nada à lógica do capital, preferimos nos manter autônomos: em nossa política e em nosso financiamento. Temos apreço e utilizaremos vastamente cada uma destas “formas marginais”. Elas são fundamentais à todo e qualquer movimento estudantil e popular.
Mas não esperamos por meio desta propaganda superar a capacidade e alcance da “grande mídia”. E nem educar o povo (como se este fosse ignorante). Não mesmo. Mas por meio da propaganda e agitação pretendemos oferecer um ponto de vista classista e combativo e, sobretudo, mobilizar os estudantes e trabalhadores para a ação política coletiva e organizada por nossas demandas.
Se a propaganda das “ideias em si” não mudam a vida, a ação muda. E esta é a finalidade: romper a resignação e o conformismo gerado pela grande mídia, e incitar a perseverança e a rebeldia.
No futuro e agora, será esta ação política, coletiva, organizada, classista e combativa que derrubará o monopólio da mídia e democratizará a comunicação. Da mesma forma é este o meio que conquistará a universalização do ensino superior; o passe livre irrestrito; o fim da carestia, e toda reivindicação justa.
Os proprietários, governos e reitorias podem até não temer nossos boletins, blogs e grafites. Mas não ficarão de pé quando o povo rebelde manter-se nas ruas por suas demandas. Afinal, “quando os de baixo se movem, os de cima caem”. E este é o modesto papel que a RECC se propõe. É para isso que convidamos apoiadores, simpatizantes e todo estudante e trabalhador interessado para construir um Comitês de Propaganda da RECC.
VENHA CONSTRUIR!



Objetivos, critérios, organização e reconhecimento político do Comitê de Propaganda da RECC (CP-RECC):

 

A proposta de construir um Comitê de Propaganda tem como objetivos:

a) Criar um espaço orgânico, mas de menor responsabilidades e comprometimento político, para reunir periodicamente apoiadores e simpatizantes da RECC;
b) Diversificar os meios pelos quais se faz propaganda, priorizando alternativas como: grafite, jornal mural, mural de cartaz, lambe-lambe, panfletagens, estêncil, sticks, produção de vídeos, páginas em redes sociais, batalhas de rap, repente, camisetas, cds de gritos de guerra, aulas públicas, shows, cobertura jornalística, edição de jornais, livretos, aplicativos e outros a serem propostos;
c) Agregar jovens cultural e socialmente marginalizados no ambiente elitizado e hostil da universidade;
d) Agregar estudantes classistas das áreas de comunicação, jornalismo, computação, música artes e afins para aplicar projetos/laboratórios de propaganda militante e arte-ativismo;
e) Aumentar a incidência de ações de propaganda combativa no movimento estudantil, e possivelmente de agitação e autofinanciamento para manter os projetos;
f) Criar espaço pedagógico para aprendizado militante: a luta educa;
g) Criar condições favoráveis à transição de membros do CP às instâncias orgânicas do FOB aos que assim desejarem;
h) Massificar atividades centrais da RECC, como protestos, debates acadêmicos, formação de chapas etc.;

 

Os critérios de participação seriam:

i) Acordo total ou parcial com materiais de nossa imprensa militante: O Germinal e Avante!;
j) Disponibilidade de pelo menos 3 horas no mês para as atividades do CP;

 

O modelo organizativo seria:

k) Autonomia e flexibilidade táticas não-excludentes com as táticas e linha política Estratégica da Oposição CCI/RECC;
l) O CP, enquanto CP, aplica ações dentro da linha política da RECC;
m) Autonomia financeira de arrecadação, mas podendo apoiar ou ser apoiada financeiramente pela RECC/FOB;
n) Reuniões mensais, de até duas horas, para debater textos curtos, planejar e executar atividades;
o) Pelo menos uma atividades mensal de propaganda;
p) As reuniões ocorrem como espaço aberto a todos interessados;
q) As deliberações devem buscar sempre e preferencialmente o consenso, mas na impossibilidade deste, deve-se votar sobre a execução de propostas excludentes;
r) Participar de determinadas reuniões e plenárias da Oposição CCI/RECC, sem direito de voto mas com poder de fala;

 

Sobre reconhecimento político:

s) O CP não responde pelas ações e política da CCI/RECC das quais divirja;
t) O CP responde pelas ações e políticas por ele mesmo aplicado;
u) A CCI/RECC não responde pelas ações e políticas dos indivíduos do CP enquanto indivíduos;
v) A CCI/RECC responde pela ação coletiva do CP enquanto CP;
w) O CP assina como CP, mas pode propagandear materiais pela CCI/RECC produzidos;

A Oposição CCI considera estes os pontos fundamentais, e está aberta para dúvidas, propostas e críticas dos interessados. Avante!

Pela memória de Honestino Guimarães, Edson Luís, Ieda Delgado e Paulo de Tarso!




sábado, 12 de setembro de 2015

SOLIDARIEDADE | Moção de apoio ao Grêmio do IFBA campus Camaçari

A Oposição CCI/RECC solicita que os envios de adesão à esta moção de solidariedade sejam encaminhadas ao e-mail: oposicaocci@riseup.net. As novas adesões serão atualizadas no site: www.oposicaocci.blogspot.com


Moção de apoio ao Grêmio do IFBA campus Camaçari


“Pelos 20 de Camaçari”: Pela liberdade de organização e propaganda do movimento estudantil, contra a ingerência de reitoria e governos!


Protesto dos estudantes do IFBA dia 10 de Setembro


No dia 18 de Dezembro de 2014, os estudantes do Instituo Federal da Bahia (IFBA) Campus Camaçari tiveram seu Grêmio fechado pela diretoria do Instituto. O motivo alegado foi de haver sido encontrado no local resíduos de cigarros e garrafas de álcool, que estavam lá devido a uma festa realizada no dia anterior, organizada pelo Grêmio e estudantes independentes. Resíduos de cigarro às quais a Reitoria e demais direções tentaram alegar ser maconha. Sem sequer haver deliberação da Comissão Disciplinar aberta, o Diretor Geral Affonso Alves Filho trancou arbitraria e indevidamente a sala do Grêmio e está fechada até hoje.

Os estudantes solicitaram e foi aceito pela Diretoria Geral uma reunião no dia 4 de Fevereiro. Porém no dia a Direção se negou participar e os estudantes se dirigiram ao Gabinete da Direção Geral para exigir sua realização. Nesta oportunidade as frases “Todo poder aos estudantes” e “Abaixo a ditadura ifba” foram inscritas na parede, mas não se sabe o autor. Os estudantes foram penalizados com a decisão de suspensão das aulas dos Cursos Técnicos Integrados no período de 05/02 a 21/02/2015. E após Sindicância aberta, uma pena ainda mais grave foi lançada: suspensão de 15 estudantes e a expulsão de mais 05 estudantes.

Protesto dia 10 de Setembro de 2015
Reconhecemos este episódio como mais uma tentativa de criminalização da luta dos estudantes. Rechaçamos este autoritarismo da gestão do reitor Renato da Anunciação Filho e entendemos, ademais, que esta medida serve à mercantilização da educação em nosso país. Onde as reitorias e diretorias tentam amordaçar e criminalizar o convívio e a militância estudantil, e assim nos disciplinar como ovelhas-obedientes, futuros operários-padrões. Declaramos que nossa luta são maiores que aqueles planos voltados ao mercado traçados pelos governos para nós e para a educação

À esta e outras demonstrações do autoritarismo respondemos: Não aceitaremos, não nos calaremos! Se acham que somos apenas UM grêmio, UM Centro Acadêmico, verão que somos uma MASSA de estudantes na luta por melhores condições de vida e por livre expressão e organização! Somos o Movimento Estudantil!  E exigimos:

  • Reabertura da sala do Grêmio;
  • Imediata reintegração dos 20 estudantes suspensos e expulsos;



Convidamos CAs, DCE, Grêmios, sindicatos e movimentos políticos e sociais a assinarem esta Moção (enviar e-mail para: oposicaocci@riseup.net)


Assina essa nota:

Oposição de Resistência Classista – Trabalhadores em Educação DF e Entorno (Filiado ao FOB)
Oposição Combativa, Classista e Independente ao DCE-UnB (Filiada à RECC/FOB)
Comitê de Cultura e Luta – Planaltina/DF (Filiado ao FOB)



Leia abaixo a nota do Grêmio do IFBA:

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O GERMINAL, nº36: “Carta aos Estudantes, Centros Acadêmicos e Organizações Estudantis e Políticas da UnB: construir a união do movimento estudantil pela base.”


Ano VIII, edição nº 36 - Setembro de 2015

Versão para impressão d’O GERMINAL Nº36

Carta aos Estudantes, Centros Acadêmicos e Organizações Estudantis e Políticas da UnB: construir a união do movimento estudantil pela base. 


“Sei que a luta será longa e árdua, mas acredito firmemente na força da atuação coletiva das massas” – Honestino Guimarães 


1 – As eleições para DCE (Diretório Central dos Estudantes) se aproximam e muitos são os estudantes que neste período renovam suas intenções e esperanças por um movimento estudantil mobilizado e crítico, em especial distante da experiência dos três anos de gestão “Aliança pela Liberdade/Estudantes pela Liberdade”, quer dizer, distante da ação pragmática e liberal; 


2 – Compartilhamos desta esperança, e sob pena de cair em incoerência entre nosso “querer” e “fazer”, acreditamos que a esperança deve-se realizar como esforços concretos para agitar e organizar lutas coletivas, dentro e fora da Universidade, dia após dia, durante todo ano: manter a “apatia” fora do período eleitoral é colaborar com a política liberal-pragmática; 


3 – Por esta razão, embora consideramos válido a disputa do DCE em determinados períodos, não podemos reduzir a tarefa de reorganizar o movimento estudantil e popular da UnB à mera participação em eleições, seja compondo chapas, as apoiando ou votando: a missão é mais árdua, exige paciência e persistência num trabalho coletivo; 


4 – Ademais, acreditamos que, na atual conjuntura do país e da UnB, disputar as eleições para DCE é não somente irrelevante para a conquista da gestão do DCE “hoje”, mas também irrelevante à conquista do DCE no médio prazo e irrelevante para reorganização do movimento estudantil como um todo, razão pela qual a Oposição CCI defende o Voto Nulo nestas eleições e chama os estudantes para outra linha de ação; 


5 – Apesar do grupo “Aliança pela Liberdade/Estudantes pela Liberdade” mobilizar o voto de uma parcela do pleito estudantil a seu favor, majoritário nas últimas eleições, a necessária derrota da política pragmática e liberal só ocorrerá pela mobilização, não de votos, mas de um movimento de massas superior: tanto em sua formação teórico-política coletivista quanto em sua militância prática de ação direta; 


6 – Reduzir ou priorizar nossa ação à conquista de votos, embora frequente, é um erro imediatista, e até as tentativas de “unir a esquerda” em uma única chapa (a exemplo da “Manifesta” em 2014), excetuando boas intenções de estudantes independentes, acabam por ser “uniões” passageiras ou oportunista entre forças políticas, que logo se desunem e geram refluxo geral: nossa ação deve ser estratégica, pensar no médio e longo prazo; 


7 – A união necessária não deve priorizar eleições ou “acordão” entre forças e partidos políticos, esta prática deve ser revista e dar lugar à luta pela União do movimento estudantil pela base, democrático, forte e atuante, única condição hoje capaz de dobrar a gestão liberal-pragmática (ou qualquer outra) do DCE: pela base podemos dar a direção política, sem estar na gestão, e é isso o que importa; 


8 – A União pela base será o melhor mecanismo de resistir às atuais investidas, por um lado, do Governo e do Congresso com o ajuste fiscal, a Agenda Brasil e aprovação de leis retrógradas e, por outro, às pressões liberais, conservadoras e militaristas pelo impeachment: duas faces de uma mesma moeda que atentam contra a liberdade e o bem-estar do povo, e que devem ser combatidas pela construção da Greve Geral, um instrumento de poder popular; 


9 – Mas como organizar pela base? A resposta deve vir da ação cotidiana, com criatividade e contornando as dificuldades, entretanto três medidas são básicas: i) fortalecer o movimento dos Centros Acadêmicos (CAs), atingindo os mais de 40 mil estudantes desta instituição e com vista a realizar um Congresso Estudantil da UnB em 1º/2016; ii) realizar alianças entre os movimentos estudantil, sindical e popular; e iii) nos organizar em agrupamentos políticos, preferencialmente coletivos combativos, não-eleitoreiros e não-governistas; 


10 – Os CAs precisam organizar dezenas e centenas de estudantes em cada curso, para que multiplicados na Universidade, formemos um movimento estudantil de centenas e milhares nas ruas. Como? Propagandeando as iniciativas em salas de aula, em boletins impressos, em jornais murais; discutindo as pautas em Seminários de Formação; deliberando as táticas em Assembleias; e organizando Protestos de ação direta sobre a Reitoria e o Governo; 


11 – A aliança entre estudantes, trabalhadores e comunidade deve ser o tripé da resistência e da efetivação da Greve Geral, para tanto sendo preciso romper as políticas corporativistas de cada categoria, e unificando pautas específicas através da pauta de maior unidade, qual seja: o combate ao Ajuste Fiscal e todas leis retrógradas contra a juventude e classe trabalhadora: MPs 664 e 665, Lei Antiterrorismo, Lei da Terceirização, Estatuto da Família, PEC 215, Redução da Maioridade Penal e outras; 


12 – Mas também cada estudante pode potencializar suas intenções se se organizar em grupos de maior afinidade política para coordenar suas ações, e embora reconheçamos o direito de adesão e ação dos Partidos, somos decididamente contrários sujeitar o movimento estudantil ao apoio de governos e eleições no Estado, razão pela qual nos agrupamos na Oposição CCI cujo meio de luta é a ação direta coletiva, independente e organizada;





Para concretizar estas intenções, chamamos os estudantes, Centros Acadêmicos e forças políticas à mobilizar a UnB, bem como nossos locais de moradia e trabalho, em torno do seguinte programa construtivo:

Plano reivindicativo: 



A – Combater o Ajuste Fiscal e a Agenda Brasil do Governo e do Congresso que penaliza os direitos sociais e os serviços públicos, em especial a vida dos trabalhadores e estudantes, a exemplo da revogação dos cortes na educação e na saúde, entre outros; 


B – Recompor a política de Assistência Estudantil na UnB: abertura do Edital; bolsas permanência para 100% da demanda; abertura e pagamento das bolsas de iniciação científica e pós-graduação; autonomia estudantil na gestão da CEU (Casa do Estudante Universitário); ampliação do RU (Restaurante Universitário) e revogação dos aumentos ao público externo; entre outros; 


Plano organizativo: 



C – Fortalecer o trabalho de base nos CAs e trabalhar para que a atual “Articulação de CAs” existente opere sob os desígnios da democracia, representatividade, combatividade e pautada nos interesses coletivistas, e não um mero centro de oposição eleitoral ao DCE; 


D – Construir o Congresso Estudantil da UnB, previsto no Estatuto do DCE, com eleições de representantes por cursos para ser realizado em 2016, e deliberar sobre as estratégias políticas do DCE-UnB neste órgão soberano de poder das bases estudantis; 


E – Realizar Assembleias, Seminários e Marchas Unificadas entre estudantes, terceirizados, técnico-administrativos, professores e moradores/movimentos comunitários (Ceilândia, Gama e Planaltina), com vista a construção de uma Greve Geral contra o ajuste fiscal do Governo e pela ampliação de direitos sociais e serviços públicos e gratuitos; 


F – Por fim, se organizar permanentemente, local e nacionalmente, a exemplo da Oposição CCI, da RECC (Rede Estudantil Classista e Combativa) e seus Coletivos por Curso, para os quais reforçamos o chamado aos estudantes-proletários que conheçam, se organizem e lutem em nossas trincheiras. Em especial, convidamos aos nossos apoiadores e demais interessados a construção de um Comitê de Propaganda da RECC na UnB; 


Pela memória de Honestino Guimarães, Edson Luís, Ieda Delgado e Paulo de Tarso!

Combater o liberal-pragmatismo: DCE e CA é pra lutar!


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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Plenária reúne jovens combatentes e aumenta disposição para lutar contra a direita e o ajuste fiscal do governo


 A Plenária da Oposição CCI, ocorrida nos dias 21 e 22 de agosto, reuniu estudantes da UnB para discutir a conjuntura política do páis, bem como a luta classista contra as opressões de raça e gênero. Foi analisado a situação do governo petista diante das crises política e econômica e as consequências negativas para estudantes e trabalhadores, afirmando a linha poítica da indepednência de ambos setores e a aliança com o povo pela base, nas escolas, locais de trabalho e moradia.

Também debateu-se as opressões de raça e gênero como situações estruturais da sociedade e reproduzidas nas relações inter-pessoais, e a necessidade deste duplo combate, pessoal e estrutural, incluindo no seio da esquerda. Ainda, a Oposição CCI traçou suas metas e intervenções estratégicas para os próximos anos, que prometem não ser fáceis para estudantes e trabalhadores, a nível da UnB, Brasília e Brasil.

Em breve a CCI estará lançando as Resoluções desta Plenária. Nesta oportunidade, pretendemos discutí-la e efetivar seus planos de ação junto a todos estudantes interessados e apoiadores, entre aqueles que compreendem a importância da reorganização pela base e de uma estratégia de independência classista.


O povo unido é povo forte!
Não teme a luta!
Não teme a morte!
Avante companheiros!
Esta luta é minha e sua!
Unidos venceremos e a luta continua!

sábado, 5 de setembro de 2015

PSOL (RUA) e PSTU (ANEL) derrotam Ocupação da Reitoria da UFC

 
Nº 05 02 de Setembro de 2015

Cupulismo reformista derrota a ocupação da reitoria da UFC

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A ocupação da reitoria iniciada no dia 01 de setembro, após assembleia estudantil da UFC, foi destruída pelas estratégias do reformismo representadas por correntes ligadas majoritariamente ao PSOL (RUA), e PSTU (ANEL).

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Estudantes da UECE ocupam direção do CH da UECE

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No ultimo dia 26, estudantes da UECE ocuparam a diretoria do CH no Campus Fátima exigindo democracia e direitos.
 
Denunciando o caráter anti-democrático da diretoria do Campus, os estudantes tomaram a luta em suas próprias mãos e ocuparam a diretoria do CH.
 
O saldo até o momento é uma negociação direta realizada com o reitor que se deslocou à ocupação para ouvir as demandas, e a promessa do mesmo de destituição do diretor, e a elaboração de uma comissão gestora provisória composta paritariamente por estudantes, servidores e professores.

A ocupação da diretoria demonstra a todos que as vitorias chegam aos que ousam lutar!

IR AO COMBATE SEM TEMER!
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

Segue abaixo a nota da ocupação

terça-feira, 25 de agosto de 2015


contra os cortes

O corte anunciado em 22/05 é de 69,9 BILHÕES de reais. A Saúde e Educação são foram as maiores prejudicadas com uma redução de 11,7 BILHÕES e 9,4 BILHÕES de reais respectivamente.

Os cortes acontecem em um momento preparado pela CUT quando Vagner Freitas, presidente da referida central governista, defendeu o modelo europeu de “manutenção de emprego” através de reduções de salários e de direitos, conhecido como Plano de “Proteção” ao Emprego – PPE. Assim como nos anos anteriores não esperamos resposta alguma da CUT e demais centrais governistas e pelegas. Analisamos essas propostas em matéria recente no site do Fórum de Oposições pela Base.

Apesar do Ministério da Educação afirmar que o corte não atingirá as “atividades fins” (escola e remuneração de pessoal), a proposta meritocrática do MEC (que consta no PNE neoliberal) é a implementação de uma prova para professores ascenderem funcionalmente nas suas carreiras o que dificulta o acesso ao professor à sua ascensão por direito ficando submetida a tal avaliação. Essas avaliações têm por objetivo culpabilizar o professor e isentar o governo, afinal educação não se faz sem as condições materiais de trabalho para os professores e condições de estudo para os estudantes. Em todo o Brasil a educação agoniza com salas superlotadas, falta de pessoal de apoio, estrutura escolar degradante, merenda escolar ruim e profissionais mal remunerados.

Nunca nutrimos ilusão no governo federal. Nacionalmente construímos a campanha “NÃO VOTE, LUTE!” que tem por objetivo combater a ilusão nas eleições como método de melhora das nossas condições de trabalho e vida. Jogamos nossas forças na mobilização de nossa categoria e na unidade classista com outros setores da educação. Assim trabalhamos hoje na nacionalização de nossa oposição que faz combate ao sindicalismo de Estado, marca dos setores governistas (CUT, CTB), paragovernistas (Intersindical e CSP-Conlutas) e de direita (CGTB, NCST, Força Sindical) e contra a despolitização e desorganizacionismo dos trabalhadores da educação.

A única resposta é a Greve Geral construída pela base

Enquanto as centrais governistas e paragovernistas acima citadas chamam uma Greve Geral de mentirinha, sem a convocação de suas bases através de assembleias, a construção de comandos de greve locais e gerais, sem a construção de organismos de poder da base, o governo deita e rola nas costas do trabalhador e esses cortes são uma expressão disso.

É tarefa dos trabalhadores da educação a construção de uma campanha nacional chamando o Abaixo o Corte de 9,4 Bilhões na Educação e o PNE Neoliberal de Dilma-PT/PMDB para impedir mais ataques e golpes realizados pelo governo contra a educação.

CONTRA TODA AVALIAÇÃO MERITOCRÁTICA!
ABAIXO O PNE NEOLIBERAL DE DILMA-PT/PMDB!
ABAIXO O SINDICALISMO PELEGO E COORPORATIVISTA!
CONSTRUIR A OPOSIÇÃO DE RESISTÊNCIA CLASSITA!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Avaliação do 35º ENEPe (Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia

 por Coletivo Pedagogia em Luta (filiado à RECC)



Dos dias 12 a 19 de julho de 2015, foi realizado em Curitiba, o 35º ENEPe (Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia), com a temática “20 anos da LDB e aí?! A Democratização do Ensino Público no Brasil”. Nós do Coletivo Pedagogia em Luta, filiado a RECC (Rede Estudantil Classista e Combativa) estivemos presentes por acreditar que os ataques ao ensino público se mostram cada vez mais latentes, a precarização das condições de estudo e do trabalho docente apontam para a necessidade de enfrentamento.

A comissão organizadora do 35° ENEPe, tinha em sua composição grupos como o Levante Popular da Juventude (LPJ), União da Juventude Socialista (UJS – PcdoB), correntes que compõe a União Nacional dos Estudantes – UNE, uma entidade que recebe dinheiro do governo, portanto estando atrelada a ele, claramente, não representa os nossos interesses. Tal entidade tem cumprido o papel de travar as lutas estudantis através da defesa de projetos como PROUNI, PRONATEC, FIES, que injetam dinheiro no setor privado da educação em detrimento ao acesso à uma educação pública de qualidade pelos estudantes da classe trabalhadora.

Os militantes de tais correntes (LPJ/UJS) provocaram inúmeros entraves ao encontro, desde o início de sua construção, nas reuniões online, até os dias que seguiram o evento. Nas reuniões online que se antecederam ao evento os militantes destas correntes se impuseram quanto mediadores das reuniões, pois diziam que só havia legitimidade se eles que eram CO mediassem, no entanto, o que acontecia era desrespeito à fala dos companheiros que se colocavam contrário à linha política do governismo, chegando ao cumulo de abrirem chats individuais com aqueles que discordavam de sua política na tentativa de constrange-los para que não discordassem da C.O.

A tentativa de despolitização do encontro por parte da UNE ficou ainda mais evidente durante o decorrer do evento, quando a mesma CO fez uma programação que tinha como principal foco não o debate, mas o esvaziamento dos espaços, sendo realizadas, apenas 3 mesas, durante todo o evento, numa clara tentativa de despolitização, tornando visível para o andamento do encontro práticas como o coleguismo.

No entanto, o ENEPe tem em seu histórico o símbolo da resistência e da combatividade, sendo um dos encontros de área mais politizados e que reafirma há mais de 10 anos seu rompimento com a falida União Nacional do Estudantes (UNE). Os Estudantes de Pedagogia, nacionalmente, se colocam contra a essa entidade que só fere os direitos estudantis e que em seu cerne reproduz a lógica partidária, legitimando o governo daqueles que facultam os cortes de verbas na educação, nos direitos sociais e afins.

E foi nesse sentido que os estudantes na vontade de construir um encontro por fora do governismo, cansados de tantos golpes realizados pela CO, "tomou as rédeas" do encontro, através do Campo de Luta, que agrega estudantes independentes, grupos políticos combativos, executivas estaduais, na garantia de um encontro minimanete organizado. Foi através de inúmeros entraves políticos, que conseguimos, junto ao Campo de Luta, garantir o ato do 35º ENEPE, que ocorreu nos dos símbolos históricos de Curitiba, a praça "Boca Maldita". Por não corroborar com a política governista e antipovo da CO, nós e todos que compunham o Campo de Luta fomos vítimas da mais baixa retaliação do governismo, ficamos sem jantar. No entanto, o movimento real de pedagogia não se calou e realizou intervenções na frente do RU, forçando com que a CO garantissem o jantar.

Inúmeras e incansáveis assembleias foram realizadas, a presença massiva dos estudantes deixava claro que as manobras utilizadas pela CO não dialogavam com os estudantes. Falta de comida, estrutura mínima para a realização de oficinas, apresentação de trabalhos e grupos de discussões não foram garantidos pela CO, mas sim pela base, pelo Campo de Luta e grupos que acreditam num novo MEPe.

Numa incansável tentativa de criminalização dos movimentos sociais, LPJ e UJS, reproduzindo a lógica de seus partidos, tentam argumentar pela retirada de bandeiras de grupos combativos do encontro, além de atuarem com os grupos organizados e aqueles que se aproximavam através de ameaças, coações e afins. Ficando tais práticas, ainda mais, visíveis na Plenária Final, onde "capangas?' da UNE (UJS/LPJ), durante as votações de sedes dos próximos encontros, tentavam intimidar aqueles que chegavam para contrargumentar as propostas da UNE.

Mas, a despeito da tentativa nefasta do governismo, o Movimento Estudantil de Pedagogia, classista e combativo, reafirmou o seu rompimento com a UNE, reiterando a defesa de uma Educação Pública, Gratuita e de Qualidade que esteja a serviço do povo, tirando como bandeira de lutas do MEPe: Abaixo ao PNE Neoliberal, pela valorização da profissão do Pedagogo e a construção da greve geral para barrar a precarização da educação. O 35º ENEPe, motivado por uma acumulo de discussões dos Fóruns de Entidades de Bases, dos Encontros Estaduais, puxa a bandeira de luta: CONSTRUIR A GREVE GERAL. CONTRA OS ATAQUES DA PÁTRIA EDUCADORA: GREVE GERAL É A SOLUÇÃO.

Nós do CPL convocamos a todos a continuarmos a construir um MEPe combativo, independente, classista, que rompa com o velho movimento estudantil e que não dá margem para que o oportunismo atrelado ao governo ganhe voz.

ABAIXO A UNE GOVERNISTA, OFICIAL, PELEGA E REFORMISTA!
CONSTRUIR A GREVE GERAL!
LUTAR PARA ESTUDAR, ESTUDAR PARA LUTAR!
A PEDAGOGIA É SENSACIONAL, PUXANDO A GREVE, GREVE GERAL!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

UNE e UBES aliadas do latifúndio!

 

Alguns ficaram surpresos com a nomeação para o Ministério da Agricultura da principal liderança da bancada ruralista e inimiga histórica dos povos do campo, Kátia Abreu (PMDB). Mas tal nomeação foi apenas a explicitação de uma política do Governo Dilma (PT) de apoio aos latifúndios e agronegócio no país.

É preciso salientar que os investimentos na burguesia rural e agronegócio tem sido bastante elevados, e que os governos Lula e Dilma pouco ou nada avançaram na "simples" reivindicação de reforma agrária - até mesmo FHC realizou mais desapropriações de terras ques os governos do PT.

Logo, tal nomeação, para nós, não foi um espanto. E não parece que foi apenas para nós.

Em recente atividade, as presidentes da UNE e UBES, Carina Vitral e Barbara Melo, respectivamente, posaram em foto com abraços e sorrisos com a Ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Deve-se lembrar que o retrocesso do novo Código Florestal, que teve a anuência de Kátia Abreu, foi proposto por Albo Rebelo, do PCdoB. Carina Vitral e Barbara Melo, ambas são do PCdoB.

Alguns diriam que não há problemas, que são meras formalidades ou etc. Ocorre que Kátia Abreu representa o um dos setores mais retrógrados do país. Um setor que é responsável pelo envevenamento de alimentos com agrotóxicos. Pela difusão de transgênicos, com riscos à saúde da populaçaõ. Pela expulsão de famílias de camponeses pobres, indígenas e ribeirinhos do campo. Bem como o conflito, mortes e atentados com estes mesmo povos que lutam por suas terras.

Kátia Abreu tem sangue em suas mãos. Apertá-las é mais que gesto simbólico. É a explicitação da aliança dos partidos e movimentos governistas (PT, PcdoB, UNE e UBES) à grande burguesia rural brasileira. É o selo da conciliação de classes. É a conivência com as mortes de sem-terra e indígenas no campo brasileiro. É (mais um) atestado de falência de UNE, UBES, PT e PCdoB para os estudantes e trabalhadores deste país!

Nenhuma ilusão nos governistas!

Abaixo a UNE, pelega e pró-capital!

Evento da Plenária Estudantil da Oposição CCI


 Relembramos aos interessados/as que enviem e-mail com nome, curso e telefone para OPOSICAOCCI@RISEUP.NET


Lutar para estudar!
Estudar para lutar!

Entrevista com Eduardo Taddeo em Goiânia (ex-Facção Central)

por pró-Comitês de Cultura e Luta DF/GO (filiado ao FOB)

Entrevista realizada no dia 14 de março de 2015 com Eduardo Taddeo em seu show de lançamento do CD "A Fantástica Fábrica de Cadáver" em Goiânia. A entrevista foi realizada pelo CCL (Comitê de Cultura e Luta), núcleos Brasilia-Goiânia.



Viva as culturas de resistência! Pela auto-organização da periferia!

domingo, 16 de agosto de 2015

UNESP : SOLIDARIEDADE AO COMPANHEIRO MARCELLO PABLITO (SINTUSP)

 
          A Universidade de São Paulo (USP) recentemente deu início a um processo judicial pedindo a demissão por justa causa de Marcello “Pablito”, diretor do Sindicato de Trabalhadores da USP – SINTUSP. Pablito é trabalhador do restaurante universitário e também diretor da Secretaria de Negros, Negras e do Combate ao racismo do SINTUSP, perseguido pela Reitoria por lutar contra o desmonte da universidade pública e defender cotas raciais.
 
         No dia 14 de abril, durante reunião do Conselho Universitário, ocorria uma paralisação de trabalhadores por reajuste salarial, em defesa dos restaurantes, creches e hospitais universitários e por mais contratações. No local da reunião, estudantes, trabalhadores e o movimento negro se manifestavam exigindo o debate sobre a adoção de cotas raciais na USP, discussão sistematicamente ignorada pela Reitoria da universidade que, demonstrando todo seu autoritarismo e intransigência, cancelou a reunião.
 
          A ameaça de demissão de Pablito é parte dos esforços da Reitoria da USP para aniquilar a luta contra seu projeto de universidade embranquecida e excludente, é repressão política contra aluta sindical combativa, contra a aliança entre estudantes e trabalhadores, contra os direitos das negras e negros da classe trabalhadora, que hoje são apenas 7% entre o grande número de estudantes da USP, mas são maioria absoluta nos postos de trabalho mais precários e terceirizados.
 
          O assédio e a perseguição política visam coibir a luta coletiva das categorias e devem ser respondidos exemplarmente, em uma ofensiva na luta pela implementação das cotas e contra a terceirização, os Planos de Demissão Voluntária, a militarização e todos os ataques aos estudantes e trabalhadores pobres! Acreditamos firmemente que através da organização das trincheiras do povo em seus locais de trabalho e estudo e por meio da GREVE GERAL a realidade de exploração e opressão será radicalmente transformada. É preciso resistir! Não podemos permitir que eliminem nossos lutadores! Todo apoio ao companheiro Pablito!
 
 
RECONSTRUIR O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO PARA DEFENDER OS DIREITOS DOS TRABALHADORES!
 
PELO FIM DOS PROCESSOS AOS LUTADORES DA USP!
 
LUTAR NÃO É CRIME! DEMISSÕES NÃO PASSARÃO!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A origem do FOB: Alternativa ao movimento sindical, popular e estudantil

Por Fórum de Oposições pela Base (FOB)

Publicado em jun/13

Acesse AQUI a versão em pdf.

origem_fob

A ORIGEM DO FÓRUM DE OPOSIÇÕES PELA BASE: ALTERNATIVA AO MOVIMENTO SINDICAL, POPULAR E ESTUDANTIL


1 - A Origem do Fórum de Oposições pela Base


O Fórum surgiu como parte de um processo de aglutinação de militantes do movimento sindical, estudantil e popular. Podemos dizer que o Fórum foi se constituindo num processo político de oposição ao “governismo” que se tornou hegemônico no movimento dos trabalhadores a partir de 2003.  Mais especificamente as lutas contra a reforma da previdência de 2003 e o processo de luta e cisão com a CUT entre 2004 e 2005 dentro dos sindicatos dos servidores públicos federais e aos debates de formação da CONLUTAS.
O Governismo – ou a política de adesão das organizações dos Trabalhadores aos objetivos de um governo – implicou uma ofensiva contra direitos, salários e condições de trabalho. Nesse sentido, o governismo interessava especialmente ao capital, pois favorecia os grandes empresários, banqueiros e latifundiários. O Governismo implicou um fortalecimento da ofensiva do desenvolvimento capitalista neoliberal contra os trabalhadores, manifesto em medidas de reformas neoliberais, privatizações, corte de gastos públicos e medidas que aprofundavam a superexploração. Ou seja, a oposição ao governo do PT era dada pelo que o governo do PT representava em termos de destruição de direitos e interesses dos trabalhadores. O governo do PT desde o inicio combinou medidas intervencionistas e liberais para favorecer a retomada da acumulação de capital. Isso implicou em reestruturações previdenciárias, dos direitos trabalhistas, das políticas agrária e social. Em todas as dimensões da questão social, os trabalhadores sofreram ofensivas.  

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O tempo é de crise? A hora é de luta!

Venha para a Plenária Estudantil da Oposição CCI. Vamos debater a conjuntura política brasileira, o movimento estudantil nacional e particularmente na UnB e a luta classista contras as opressões de gênero e raça!




Nenhum passo atrás!
Avante a Ação Direta Estudantil!
Construir a Greve Geral contra o ajuste fiscal!

domingo, 24 de maio de 2015

Greve nas federais: quais as lições do movimento nacional de 2012?


ORC/FOB agitam  professores da rede básica pela democratização do sindicato e pela construção da greve geral (fev/15)

Diante da possibilidade de um novo movimento grevista nas universidades federais e em outros ramos de trabalho, é preciso o esforço de analisar greves passadas e delas tirar as lições para as lutas que se avizinham. Leia abaixo as posições e analises da Oposição CCI e da RECC sobre a greve nacional de 2012:

Oposição CCI protesta contra cortes na educação
As políticas de arrocho do governo federal e dos governos estaduais e distrital estão sacrificando os serviços públicos ainda mais e cortando direitos, penalizando sobretudo os trabalhadores terceirizados e os estudantes mais pobres que dependem das políticas de permanência. A construção da luta neste momento precisa levar em conta suas demandas como uma demanda coletiva na sociedade.

As greves não podem se fechar nas pautas corporativas das categorias, sob pena de isolamento. E o momento é de união. União das pautas e união as organizações nos locais de estudos, trabalho e moradia! Somente assim se edifica uma verdadeira GREVE GERAL contra as políticas de ajuste dos governos!

Ir ao combate sem temer!
Ousar lutar, ousar vencer!

terça-feira, 19 de maio de 2015

Boicotar o Congresso da UNE! Fora governismo do Movimento Estudantil!


 A UNE está prestes a realizar seu 54º Congresso. Será mais um Congresso de fachada, com cartas marcadas do início ao fim. A UJS (juventude do PCdoB) sairá novamente com a presidência e todos cargos majoritários. Tem sido assim por cerca de duas décadas, ininterruptamente. Fraudam eleições nas universidades, fraudam atas, tratam estudante como boiada para votar em suas propostas, sabotam os grupos diferentes, fazem do Congresso palanque de parlamentares e do governo e por aí vai.

Os Congressos da UNE são dependentes financeiramente do Estado, seja via verbas parlamentares, ministeriais ou de empresas públicas. Desafiamos a UNE a manter sua estrutura e realizar um único Congresso que seja sem verba dos cofres públicos! A UNE é sustentada por fora, e não pelos estudantes! Tal dependência e burocratização tem seu preço, e não se expressa apenas nos Congressos - que são, quase sempre, despolitizados e festivos. É o preço do aparelhamento político!

No dia-a-dia da entidade, sua política é refém das do governo, chegando a realizar campanha para o PT nas eleições de Estado. Não vemos a UNE realizando uma manifestação que possa mexer na imagem do governo petista. Ao contrário, é sempre solícita a defendê-lo, e junto defende seus pacotes de maldades e políticas neoliberais para o ensino! A UNE NÃO LUTARÁ: contra os cortes na educação e contra o ajuste fiscal, por exemplo!

O desserviço da UNE é tamanho para os estudantes, que os próprios grupos que se dizem "oposição" a direção majoritária não conseguem tocar por dentro da UNE lutas que vá de encontro à política governista, tendo eles mesmo que realizá-las em paralelas. Ainda assim, estes grupos insistem em legitimar a entidade, num sonho longínquo de - um dia, quem sabe - ganhar a direção da entidade. Trocar a "direção", resolve o problema? Acreditamos que não!

Enquanto isso, milhares de estudantes e centenas de coletivos independentes estão espalhados pelo Brasil sem uma capacidade de coesão e unidade. É preciso romper este localismo e avançar na construção de um movimento nacional de oposições e coletivos estudantis de base, organizado por local de estudo: de baixo para cima! Para isso, devemos iniciar o trabalho na reconstrução e união dos Centros Acadêmicos e no fortalecimento da democracia do movimento nas universidades (via assembleias de base) e na combatividade das lutas!

A UNE não presta para a luta dos estudantes. Perdeu toda sua independência política e financeira, se vendendo ao governos e empresas: atua de cima para baixo! Por isso, não legitime esta entidade falida. Na sua universidade, NÃO vote no Congresso da UNE! Politize o boicote! Politize a luta contra o governismo no movimento estudantil! Derrotar a UNE na base!

Reconstruir um movimento nacional de oposições!
Construir a greve geral contra os cortes do governo Dilma (PT-PMDB)! 

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Para acessar mais materiais sobre a política da UNE, leia: