domingo, 21 de novembro de 2010

CCI realiza ato agitativo na UnB contra recredenciamento da FINATEC


Em plena hora do almoço, 12h, numa quinta-feira (18/11), a Oposição Combativa, Classista e Independente ao DCE da UnB realizou um ato de agitação e propaganda contra as fundações privadas, mais especificamente contra o recredenciamento da FINATEC à UnB.









Tal ato, que inicialmente foi uma deliberação da Assembléia Estudantil do dia 27/10, cuja "responsabilidade" de encaminhá-lo seria do "Comite Fora Finatec", e que de fato o marcou para a quinta (18/11) ao 12h, teve que ser irresponsavelmente desmarcado pelo mesmo Comite, mas com toda a tranquilidade de fazê-lo, mesmo que na noite anterior (17/11). Traqnuilidade pois, mais irresponsável que desmarca-lo um dia antes, foi o fato que os permitiram isto, já que não tiveram compromisso nenhum em construir esta que seria uma importante manifestação (que teria como destino o MEC) - não houve sequer uma divulgação, a não ser pela Oposição CCI de forma independente.

Assim, os militantes da Oposição CCI, mantendo sua autonomia perante ao Comitê (ver Germinal nº19), decidiram manter um Ato de Agitação e Propaganda.

O ato começou no Ceubinho ao 12h, contando com a exposição de faixa com os dizeres "Contra as Fundações privadas de apoio ao Empresários!". Os militantes da Oposição, empunhando bandeiras da Rede Estudantil Classista e Combativa - RECC, organização nacional a qual compõe, fizeram várias falas em megafone incentivando a organização do Movimento Estudantil para a luta contra a FINATEC. Enquanto isso, outros militantes conversavam com os estudantes que alia passavam, distribuindo o último número do Germinal, o órgão de propaganda da Oposição CCI, que traz sua análise sobre o processo de recredenciamento da FINATEC.

Depois disso, os estudantes foram caminhando pelo ICC até o Udefinho, entoando gritos de guerra contra as fundações e a privatização da Universidade: "Não pago, não pagaria, educação não é mercadoria!", "Fora Finatec e privatização, que a universidade não sirva ao patrão!". Parou-se e fez-se algumas falas em frente ao Centro Acadêmico de Ciencias Sociais, que em assembléia um dia antes havia deliberado contra a FINATEC e as Fundações. Seguindo o ato, com mais algumas adesões, chegou-se ao Udefinho sob os aplausos de estudantes que estavam em frente ao CA de Letras, demonstrando seu apoio à luta contra as fundações. O ato foi finalizado no RU, onde mais estudantes e até servidores acompanharam o ato e os discursos.

Os militantes da Oposição CCI se reuniram após o ato e fizeram um balanço possitivo. Foi ressaltado a importancia de ter sido organizado apenas por suas próprias forças, cavando mais ainda a trincheira da luta combativa sincera, em clara oposição com o parlamentarismo estudantil apático, impotente e irresponsável para solucionar as demandas estudantis.


A luta continua!

Fora FINATEC! Fora Fundações Parasitas!



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O GERMINAL nº19 - Novembro de 2010

Amanhã a derrota será maior:

A maior e mais famigerada fundação privada e corrupta da UnB - a FINATEC - é recredenciada sem nenhuma mobilização do DCE!


Depois de, na última gestão, a direção governista do DCE levar à derrota quase todas as reivindicações estudantis da última greve, boicotando a mesma (não formando/organizando efetivamente os atos e piquetes deliberados em assembléias, por exemplo), era de se esperar que o recredenciamento da FINATEC (no dia 08/10) via CONSUNI, já orquestrado pela Reitoria/PT, contasse com a cumplicidade e passividade por parte da direção do movimento estudantil da UnB.

Realmente, sendo fiel ao nome de campanha, o DCE conseguiu que o amanhã fosse uma derrota ainda maior e mais vergonhosa. Mesmo o movimento estudantil tendo aprovado a pauta “PELO FIM DAS FUNDAÇÕES!” em histórica assembléia (16/03), que decretou a greve estudantil deste ano; mesmo a luta contra a FINATEC contendo um grande fator objetivo/material e simbólico/subjetivo para entusiasmar a luta do movimento estudantil da UnB, fundação que motivou a ocupação da reitoria em 2008, nada foi feito para organizar a luta direta e o movimento estudantil, mais uma vez traído pela burocrática direção governista de sua principal entidade representativa, o Diretório Central dos Estudantes, lhe impõe agora mais uma retumbante derrota.


O esquecimento deseduca: aprender e superar os erros do passado

É importante apontar quais são as principais causas de tal derrota e, mesmo que de forma sintética, fazermos jus aos gritos histéricos de “radicais!”, provindos da corja reacionária, e tentar chegar à raiz do problema. Caso os estudantes não consigam abstrair as lições das derrotas e vitórias de suas lutas, não existe possibilidade de acúmulo político, e, nesse caso, fica-se refém do triunfalismo parlamentarista que tenta “transformar” pelo discurso oportunista cada derrota em uma grande vitória, ou, quando a traição está tão descarada, tenta-se selar com o silêncio, ou através de mais um acordo das cúpulas do parlamentarismo estudantil, sob o nome de “comitê”. Tal é o que está acontecendo neste caso da FINATEC.

Em reunião chamada pelo DCE no dia 30 de setembro (um dia antes do primeiro CONSUNI que iria debater o recredenciamento da FINATEC), seus diretores afirmavam que havia grande possibilidade de vitória através do CONSUNI, dizendo terem diversos conselheiros e setores da Reitoria contrários ao recredenciamento. Sua atuação prática nos posteriores CONSUNI's (01/10 e 08/10) foi balizada inteiramente nas possibilidades de manobras político-burocráticas no interior de tal conselho anti-democrático da UnB*. O que é importante ressaltar é: 1º) Que as táticas de manobras burocráticas internas tiveram carater totalmente irresponsável, se verificarmos os grandes interesses econômicos envolvidos no recredenciamento da FINATEC, assim como os claros interesses políticos da Reitoria/PT em recadastrá-la, já que o avanço do marco regulatório das Fundações Privadas é justamente a diretriz do Governo Federal/PT**; 2º) A direção governista do DCE, ao defender a visão do parlamentarismo estudantil de que se poderia lutar contra as fundações por vias internas da burocracia universitária, tratou de não mobilizar os estudantes quando este era o único meio que poderíamos conquistar o não recredenciamento da FINATEC (no plano imediato), assim como proporcionar um acúmulo futuro maior: a ação direta das massas estudantis em oposição aos podres conselhos. No fim das contas, as direções petistas do DCE e Reitoria atuaram conjuntamente para o recredenciamento da FINATEC, tal como demonstra alguns fatos: a tática de diálogo (sic) no CONSUNI; a realização da primeira reunião chamada pelo DCE para apenas dois dias antes do primeiro CONSUNI; a convocação de um CEB para o dia 07/10, marcado para um dia antes do segundo CONSUNI (que aprovou o recredenciamento!), com cinco pautas, sendo a pauta da FINATEC a última delas; a não convocação de uma assembléia geral estudantil, a não ser 19 dias depois do já consumado recredenciamento pelo CONSUNI***.

É valido lembrar outra recente experiência que os estudantes da UnB tiveram com a falácia da “disputa” dos conselhos superiores e antidemocráticos: No processo de greve unificada do início deste ano, o CEPE iria aprovar o calendário acadêmico para que as aulas começassem, mesmo com os estudantes e os técnicos ainda em greve, o que significava começar as aulas sem biblioteca, RU ou passe-estudantil, fato que prejudicaria principalmente os estudantes de baixa renda. Na assembléia que decretou o fim da greve estudantil, foi deliberado (com os apelos “civilizados” do DCE e da “Aliança Pela Liberdade”) que ao invés de impedir que o CEPE acontecesse, iria-se sensibilizar os conselheiros para que o calendário não fosse aprovado. Tal como no atual caso da FINATEC, o resultado foi uma esmagadora derrota! Como a Oposição CCI alertava já em 2008: “Separar a luta por melhores condições materiais de ensino da luta de democratização da universidade é a receita para a pior das derrotas. Tal separação é justamente a manifestação prática do programa reformista de efetivar a luta por vias legalistas e por etapas. Por isso, a diferença de fundo com a oposição CCI é a da perspectiva combativa e classista, e, finalmente, revolucionária, versus o parlamentarismo estudantil” (O Germinal, nº7).


Princípio para a luta geral contra as fundações privadas: o anti-governismo e o compromisso.

Não é possível lutar contra as fundações privadas e os conselhos universitários legitimando-os e, principalmente, tendo uma linha política governista, de apoio ao Governo neoliberal de Lula/PT. O que o próprio Governo faz é justamente legalizar e ampliar o papel das fundações com a MP 495/2010, e a estratégia governista local, representada no reitor petista José Geraldo, dando uma prova cabal disso com o recredenciamento da FINATEC. O papel da direção pelega do DCE é fazer aquilo que as entidades neoliberais como a UNE já fazem em escala nacional: Através da desorganização, desinformação e desmobilização da massa de estudantes, manter a estabilidade política do regime e garantir a aprovação dos principais “projetos” do Governo, tais como o REUNI e fundações privadas, assim como boicotando as lutas
reivindicativas que possam respingar nas campanhas políticas governistas ou na Reitoria/prefeitura, braço direito do GovernoLula/PT a nível de UnB.

Uma das principais lições que tiramos sobre o recredenciamento da FINATEC é que, só a partir da massificação da luta direcionada por um programa combativo é que as bases estudantis podem vencer suas pautas reivindicativas. E mais ainda, só a partir da massificação da luta é que as bases estudantis podem, por sua própria experiência coletiva, avançar pedagogicamente para o caminho correto, compreender o papel nefasto que a direção governista vem trazendo ao movimento. É justamente desse processo pedagógico, decorrente da massificação da luta, que o DCE tem medo. Por isso as assembléias gerais não são divulgadas adequadamente, nada se fala sobre o recredenciamento da FINATEC, não se mobiliza os Centros Acadêmicos. A atual direção do DCE está compromissada demais organizando o próximo mega-show para entorpecer a juventude, se esquecendo que o DCE não é uma empresa Júnior, e sim uma entidade para a organização da luta estudantil, uma entidade que carrega em seu nome a história de tantos que entregaram suas vidas em combate.

Para justificarem a sua degeneração governista e "pôrra-lôca"/empresarial, a direção do DCE joga a culpa para os estudantes pela baixa participação e mobilização, como se, há 2 anos atrás, mais de 2.000 estudantes não tivessem ocupado a reitoria, como se ano passado,não tivéssemos as ocupações de CAs, este ano a greve estudantil etc. Culpabiliza o estudantado quando, na verdade, em todos esses processos de luta, a direção eleitoreira do DCE agiu como uma verdadeira inimiga dos estudantes.


Próximos passos: entre a derrota e a reversão do quadro para a vitória

Dessa forma, na última assembléia geral (27/10) foi aprovado, conjuntamente, pela frente do parlamentarismo estudantil na UnB (DCE-PT, PSOL e PSTU) um “pacote” que já prepara o futuro fracasso da luta contra as fundações privadas. Essas propostas consistem: a) Na formação de um comitê unificado, b) Na realização de um plebiscito contra a Finatec e c) Na disputa dos conselhos universitários. É importante frisar que o DCE não defendeu tais encaminhamentos sem motivos. Os "comitês unificados por "consenso" já se mostraram ser umas das armas mais eficazes para os governistas do DCE frearem as mobilizações, através da sabotagem das tarefas e emperrando pela "falta consenso" as deliberações mais avançadas. Já o plebiscito se constitui, essencialmente, em uma tática legalista, que não possui poder de pressão nenhum. E os conselhos burocráticos apresentam-se completamente caducos, como já exposto no texto. Se o eixo central da campanha permanecer nestes marcos, os estudantes ficarão completamente reféns da burocracia governista e universitária e sairão derrotados, mais uma vez. É dever dos estudantes sérios reverter esse quadro.

Para modificarmos os rumos desta luta, se faz necessário que os estudantes combativos intervenham nas mobilizações diretas e nas assembléias, defendendo um outro programa para o enfrentamento contra a Finatec e as Fundações Privadas, a partir de: a) Organização por fora do comitê burocrático, com a construção da mobilização na base dos cursos (através das assembléias, passagens em salas, propaganda e atividades); b) O boicote aos conselhos universitários e c) Levar a mobilização de base à ocupação do órgão responsável pela aprovação/legalização da nova gestão da Finatec (MEC ou Ministério Público). Além disso, temos que ter claro que, neste momento de refluxo das lutas e da hegemonia dos governistas, é imprescindível que os estudantes se agrupem em uma oposição estudantil combativa, que tenha como papel dar uma dinamicidade na análise dos processos de luta, disputando a consciência do estudantado através do combate ao parlamentarismo estudantil e tomando parte ativa nas principais lutas e mobilizações, através da defesa de um programa classista e combativo.

Conclamamos a todos os estudantes construírem desde suas bases (CAs, assembléias de curso) a luta contra as fundações privadas!


"Sei que a luta será longa e árdua, mas acredito firmemente na força da atuação coletiva das massas” Honestino Guimarães


FORA FUNDAÇÕES DE APOIO AOS EMPRESÁRIOS!
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!
Junte-se à Oposição CCI!

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Notas

*chegando até mesmo a propor a ridícula tática de fazer exaustivas inscrições durante a reunião do CONSUNI para impedir que se chegasse à pauta da FINATEC.

** A Medida Provisória 495/2010 demonstra tal afirmação.

*** Nesta assembléia, fora a tratoragem anti-democrática da mesa, que aprovou as propostas contraditórias por "pacotes". Mais uma vez a frente unida do parlamentareismo estudantil, PSTU, PSOL e PT votaram todos juntos pelo respeito aos conselhos burocráticos e por um plebicito furado como tática central.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Semana da Consciência Negra - UnB


O Coletivo Estudantil Pedagogia em Luta, com o apoio dos Coletivos Território Livre (geografia) e LutaSocias! (ciências sociais) e da Oposição CCI, convidam os estudates, servidores do quado, terceirizados e professores da UnB para a atividade de vídeo-debate na Semana da Consciência Negra, com o filme: PANTERAS NEGRAS. O evento tem como objetivo fomentar o debate sobre a condição do povo negro no capitalismo e celebrar a heróica história de luta destes trabalhadores negros contra a exploração, a opressão e a submissão, a luta por sua emancipação contra o capital, a violência policial e o Estado capitalista.


Dia 22 - Segunda
12h na Sala Papirus
(Faculdade de Educação)



Sinopse:

O filme relata a situação do povo afroamericano nas
décadas de 60 e 70, marcada pela violência policial, exclusão política e cultural e exploração econômica, e como se deu a formação e atuação do Black Panther Party for Self-Defense (ou somente Panteras Negras), influenciado pelo pensamento socialista e anti-racista de Malcolm X, Marx e Mao. O partido que tinha como lema máximo "todo o poder ao povo", teve forte presença na comunidade negra americana, agremiando jovens, mulheres e atuando em escolas primárias e no combate às drogas. Atuou conjuntamente com organizações estudantis, sindicais e movimentos comunistas e feministas.




"Não combatemos racismo com racismo. Combatemos racismo com solidariedade. Não combatemos o capitalismo explorador com capitalismo negro. Combatemos o capitalismo com o socialismo básico. E não combatemos o imperialismo com mais imperialismo. Combatemos o imperialismo com o internacionalismo proletário". (Bobby Seale - membro fundador do Partido Panteras Negras)


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A Oposição CCI sugere a leitura de um pequeno compilado de três textos sobre os Panteras Negras, contendo brevemente sua história e as lições de sua luta. Download aqui.



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Por uma Cultura militante!

Divulgamos agora em nosso blog um texto escrito por um militante da Oposição CCI ao DCE, quando nós da CCI disputamos as eleições do DCE com a chapa "Unidade Estudantil Classista - Chapa 2", e utilizado pela mesma para o debate sobre cultura. Boa leitura!


Abaixo a cultura empresarial, festiva e opressora na Universidade!
Viva a cultura de resistência dos povos oprimidos e o ambiente saudável para Estudar e Lutar!


Hoje, a Universidade de Brasília passa por um processo de privatização e elitização também no âmbito da cultura. Os cartazes de empresas que lotam a universidade e as freqüentes festas que estas realizam representam na verdade um comércio lucrativo que vem se penetrando e expandindo dentro da Universidade Pública, através do CA’s e DCE’s festivos e despolitizados. São esses mesmos CA’s e DCE’s que normalmente praticam os famigerados trotes violentos e machistas que impossibilitam uma integração saudável com os calouros, degradam a imagem da mulher e pregam uma competitividade tola, distorcendo o papel que o estudante deve ter na universidade: estudar e se organizar para lutar contra os ataques à educação e ao povo.

Achamos que a despolitização é totalmente prejudicial às pautas dos estudantes. Os CA’s e DCE’s festivos se limitam ao absurdo serem centros empresariais de promoção de festas e consumo de drogas e permanecem completamente desvinculados da organização política dos estudantes. Na realidade, eles impossibilitam que haja um ambiente saudável de organização, disputa e debate político e de luta, tornando as eleições de CA’s e DCE’s em verdadeiras trocas de administrações/gestões de festas lucrativas e de trotes humilhantes. O “Movimento Estudantil” festivo fica preso às piores maneiras de se financiar e atravancam as lutas com sua despolitização.

Não vemos a diversão como algo errado. Os alunos devem ter espaços de descontração e socialização, porém não se pode construí-los em detrimento da politização estudantil, fortalecendo hábitos destrutivos à saúde tanto física quanto mental dos estudantes. Os espaços de cultura dos alunos não devem ser alienantes nem fazer apologia a qualquer forma de opressão, muito menos ter vínculos empresariais. Devem sim semear uma cultura crítica, que incentive debates, valorizando a produção cultural do povo, e a cultura de resistência (como a cultura popular, a cultura negra, por exemplo, o rap nacional etc.). Existem também diversas alternativas culturais saudáveis vinculadas às lutas estudantis que podem, ao mesmo tempo, politizar e ajudar a financiar os CA’s e DCE’s, como filmes-debates, palestras, oficina de cartazes, grafite/muralismo etc, as quais devem ser dado prioridade.

* Contra os CA’s e DCE’s festivos! Por um ambiente universitário saudável que possibilite o estudante estudar, se organizar e lutar! CA/DCE é pra lutar, e não pra lucrar!

* Contra trotes/festas machistas e homofóbicas! Abaixo o machismo propagado pela mídia burguesa na Universidade Pública! Abaixo os trotes e festas que degradam a mulher!

* Pelo incentivo de eventos que valorizem a cultura popular e dos povos guerreiros do Brasil! Fora empresas festivas! Viva a cultura de resistência!

domingo, 7 de novembro de 2010

Universalisação do ensino superior

Este texto que reproduzimos em nosso Blog foi escrito por um militante da Oposição CCI, durante o processo eleitoral deste ano (2010) para o DCE da UnB, quanto nós compunhamos a chapa UNIDADE ESTUDANTIL CLASSISTA. Boa leitura!

Nem ENEM, nem VESTIBULAR:

Acesso Livre Já!

O grande mecanismo de exclusão dos filhos da classe trabalhadora do sistema de ensino superior público no Brasil é, sem sombra de dúvidas, o vestibular. Mais do que uma forma de mensuração do "mérito pessoal", o atual método de seleção dos ingressantes nas universidades públicas é um critério, acima de tudo, de classe. São somente as classes médias e ricas que (com raras exceções), através do ensino privado e cursos pagos pré-vestibulares, possuem possibilidade de êxito no vestibular. A grande maioria da juventude, jogada em um ensino fundamental e médio de baixa qualidade e bem sucateado, está, já no ponto de partida da competição, em imensas desvantagens em relação às demais classes. Desse modo, torna-se evidente o corte de classe que existe no sistema educacional brasileiro: se, de um lado, os filhos dos trabalhadores não têm acesso a um nível de ensino que lhes permita um bom resultado no vestibular, do outro as classes médias e burguesas gozam de amplo privilégio por meio do acesso ao ensino básico privado, voltado quase que exclusivamente para o vestibular.

Ainda que a prova do vestibular seja isonômica em relação aos participantes, o nivelamente preparatório entre os concorrentes inexiste e esse fato materializa a distribuição desigual, amplamente ancorada na diferença de renda, da educação básica na sociedade. Não é à toa, portanto, que o grosso dos estudantes universitários nas instituições públicas são filhos de profissionais liberais, burocratas estatais, assalariados bem qualificados, pequenos proprietários e, até mesmo, da alta burguesia. Os filhos dos trabalhadores assalariados são "barrados" na entrada e, quando não conseguem uma vaga no tecnificado ensino privado superior, são lançados diretamente no mercado de trabalho. Isso não se explicita de maneira nítida aos olhos do estudantes proletários que, na maioria dos casos aceitam passivamente esse fato, acreditando no discurso burguês e meritocrata segundo o qual a culpa do fracasso na prova se encontra na sua incapacidade individual, na sua falta de "mérito". Nada mais falso! É preciso que o movimento estudantil universitário e secudarista desmistifique essa mentira, evidenciando quais são o verdadeiros critérios (isto é, não meramente os formais, mas sim os objetivos e materiais) que garantem quem entre e quem fica de fora e, com isso, combatê-los.

Sob o pretexto de remediar uma demanda social imensa por democratização do ensino público superior, o Governo Lula executa atualmente a implementação do novo Enem, que funcionará como um gigantesco vestibular a nível nacional que selecionará, por meio de uma única prova, os ingressantes nas universidades públicas, distribuindo os vestibulandos em todo o país de acordo com a posição dos mesmos na prova e suas preferências por locais de estudo. Segundo o Governo, o novo Enem representaria o fim do vestibular, aumentando a competitividade dos estudantes do ensino médio público ao acabar com as especificidades dos vestibulares, nivelando a prova de acordo com o currículo do ensino médio público. A falaciosidade desse argumento salta aos olhos de quem o lê. Se o novo Enem se adequa à estrutura curricular do ensino público, é de se esperar que as escolas privadas consigam aumentar o preparo de seus alunos qualitativa e quantitavivamnte em relação às escolas públicas, uma vez que as primeiras possuem professores mais bem pagos, maior infraestrutura etc. Basta ver o resultado do último resultado do ENEM em 2009: a classificação é auto-explicatória (Veja matéria e o ranking aqui). Desse modo, mantém-se a clivagem de classe na seleção dos estudantes universitários e os eixos temáticos do novo Enem pouco fazem para romper com essa continuidade do mecanismo de exclusão que se reproduz com a unificação nacional do vestibular. Deve-se notar também que o novo Enem gera um sistema de hierarquização regional no sistema de ensino superior, criando-se restritos "centros de excelência" (para os quais iriam os alunos mais bem colocados na prova e, com isso, o grosso das verbas públicas) em meio a um mar de universidades de "segunda linha" ou "escolões". Além do mais, é preciso levar em consideração o que realmente significa mobilidade nacional de estudantes ao mesmo tempo que inexiste um adequada política de assistência estudantil. Se um estudante do, digamos, Nordeste consegue passar para a UnB, a vinda do mesmo estará condicionada por sua situação socio-econômica, uma vez que dificilmente conseguirá ser acobertado pela escassa assistência estudantil. Desse modo, estudantes de alta renda poderão migrar facilmente pelo país, enquanto estudantes pobres estarão presos aos locais de residência de seus familiares, ao mesmo tempo que terão mais dificuldade de entrar na sua universidade local em decorrência do maior fluxo de estudantes de outras localidades. Por isso nós da Unidade Estudantil Classista - Chapa 2, dizemos: "Nenhuma ilusão no Enembular"

O fim do vestibular significaria, portanto, acesso universal e irrestrito de todos os egressos do ensino médio ao sistema público superior. Aos olhos de muito estudantes, isso seria uma utopia, uma feitura não-realizável (ou ainda, inviável) em um horizonte próximo. Estão certos quando dizem que isso não se encontra na "pauta do dia", por assim dizer. O que nós propormos não é, no entanto, uma "execução imediata" porque, obviamente, não possuiríamos poder para isso nem há estrutura que abarque hoje o contingente de estudantes almejado nas Universidades Públicas - como faz a expansão precária do Lula/PT com seu famigerado REUNI. Propormos, isso sim, um norte de luta, de mobilização e de ação direta estudantil e proletária que imponha nossas pautas reinvidicativas e históricas, criando as condições materiais para abrigar toda classe trabalhadora e seus filhos na Universidade. A eleição de uma gestão do DCE que tenha como eixo central essa luta sinaliza uma maior disposição dos estudantes pela consecução de tal pauta. Mas, vale repetir aqui, tal gestão apenas teria de fato importância se houvesse uma base de estudantes verdadeiramente mobilizados na luta pelo fim do vestibular, articulando mobilizações, atos, ocupações e greves pela universalização do ensino superior público. Sobre a inviabilidade econômica do fim do vestibular, bastaria dizer que países com um PIB per capita menor do que o Brasil, como Argentina e México, possuem sistema susperiores de ensino universais. Se um país como Brasil não possue também um sistema verdadeiramente público, isso se deve pela maneira como as classes dominantes em nosso país se apropriam das riquezas nacionais. A luta por maiores investimentos na educação é indissociável da luta contra a parasitária burguesia nacional e internacional, de modo a garantir que tenhamos verbas e recursos suficientes para atender a demanda nacional da juventude por um ensino público superior de qualidade, que será conseguido pelas nossas próprias mãos e não através do falatório enfadonho e demagógico dos políticos burgueses.


POR UMA EDUCAÇÃO A SERVIÇO DO POVO!
ABRIR AS PORTAS DA UNIVERSIDADE PARA A CLASSE TRABALHADORA!

[Foto: Piquetes organizados por estudantes combativos fecham salas durante a greve unificada na UnB.]

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Geografia do Trabalho


O COLETIVO TERRITÓRIO LIVRE convida todos a participarem do debate: "A Centralidade do Trabalho Para a Geografia", com a participação do professor Gilberto Alves. Indicamos para leitura o texto "Geografia e Trabalho: Uma leitura a partir das transformações territoriais" (baixe aqui), também disponível na copiadora do DCE.

O objetivo deste debate é levantar na UnB a discussão teórica de como a ciência geográfica, e suas categorias de estudo próprias, podem estar contribuindo para a análise das das relações de trabalho/classe, das contradições sociais próprias do sistema político-econômico a qual estamos submetidos. Entendendo que a Geografia pode ser uma importante ferramenta para a compreensão e transformação da realidade.



A CENTRALIDADE DO TRABALHO PARA A GEOGRAFIA

DIA: 03/11 (QUARTA-FEIRA)

HORÁRIO: 12:30H

LOCAL: AUDITÓRIO DO IH (Final da Ala Norte, subsolo)

Participe do debate e chame seus colegas!

“(...) a geografia, através da análise dialética do arranjo espacial, serve para desvendar máscaras sociais, vale dizer, para desvendar as relações de classes que produzem esse arranjo. É nossa opinião que por detrás de todo arranjo espacial estão relações sociais, que nas condições históricas do presente são relações de classes.” Ruy Moreira


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Oposição CCI convoca!


ASSEMBLÉIA GERAL DOS ESTUDANTES DA UnB

QUARTA FEIRA, DIA 27 DE OUTUBRO
12H NO CEUBINHO




Visto que a Chapa eleita para o DCE, Amanhã Vai Ser Maior/PT, sistematicamente não agitou, não propagandeou e muito menos organizou a luta contra o recredenciamente da Finatec, boicote este que já levou ao credenciamento da mesma pelo Consuni no dia 08.10, portanto o DCE assume a responsabilidade na derrota parcial desta luta dos estudantes; visto que a Assembléia Geral marcada para a semana passada não teve nenhuma atenção por parte do DCE para sequer ser divulgada, pois as atividaes de organização de Festas e da propaganda eleitoral da Dilma/PT demandam maiores esforços; visto também que a remarcação da Assembléia, que não teve condições de ocorrer semana passada, para esta semana não contou, novamente, com nenhum esforço de divulgação por parte do DCE/PT; contextualizado desta forma, a Oposição Combativa, Classista e Independente ao DCE convoca todos os estudantes desejosos de lutar a favor da Universidade Pública com financiamento também público e de gestão democrática dor estudantes, professores e servidores, ou seja, contra as Fundações Privadas e Parasitas, para comparecerem na ASSEMBLÉIA GERAL DOS ESTUDANTES DA UnB - que ocorrerá nesta quarta-feira, dia 27, ao 12h no Ceubinho.




Organizar a luta dos estudantes de base contra a privatização da Universidade! Atropelar a burocracia governista e parlamentarista do DCE/PT, complacente com a Reitoria e o recredenciamento da Finatec!


Remarcação da última seção do OUTUBRO PROLETÁRIO


Em virtude da remarcação da Assembléia Geral dos Estudantes da UnB para esta próxima quarta-feira, dia 27 ao 12h no ceubinho, e por esta conincidir em dia e horário com a programação do Festival de Filmes OUTUBRO PROLETÁRIO, a Oposição C.C.I. informa aos camaradas que prestigiam o Festival e demais estudantes que estaremos transferindo a mostra do último vídeo que rotineiramente ocorreria nesta quarta para quinta-feira, dia 28, a ser realizado no mesmo local e mesmo horário - no CASO (Centro Acadêmico de Sociologia) ao 12h. Transferimos nossa atividade para outro dia pois acreditamos que o espaço de Assembléia Geral dos Estudantes deva ser, por excelência, respeitado e construído com a devida importância que possui, qual seja a de organizar a luta geral e unificada dos estudantes da UnB, no caso contra a privatização da Universidade Pública via Fundações Privadas ditas de apoio.



Portanto:

Última seção do
OUTUBRO PROLETÁRIO 2010



  • 28/10 | 12h | CASO - Os Companheiros (de Mario Monicelli)
O professor Sinigaglia visita um amigo na cidade de Turim e, lá, ajuda a organizar uma união de trabalhadores numa fábrica na Turim do final do século XIX. A aliança dos intelectuais com os operários, os primeiros passos na organização sindical são retratados pelo filme.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O GERMINAL nº 18 - Setembro/Outubro de 2010


REUNI e Vestibular 2010:
Precarização e elitização da Universidade

Nós da Oposição Combativa, Classista e Independente ao DCE gostaríamos de saudar e parabenizar os novos estudantes ingressos na universidade que conseguiram passar pelo filtro social elitista que é o vestibular. Nós sabemos da dificuldade para um estudante proveniente do sistema público conseguir passar pelo vestibular e garantir sua vaga no escasso ensino superior de qualidade. É bem sabido que a imensa maioria dos estudantes do ensino médio público não consegu
e entrar nas universidades públicas e são, por conseqüência, jogados diretamente no mercado de trabalho e/ou nas universidades privadas, verdadeiras "escolonas de terceiro grau" que existem somente para alimentar os volumosos lucros dos capitalistas do ensino. A luta pela universalização do ensino público superior é, portanto, uma pauta que diz respeito a todos os filhos dos trabalhadores, tanto àqueles que conseguiram vencer as barreiras de classe, quanto aos demais estudantes excluídos de uma educação superior pública. Nós da Oposição CCI nos dispomos a organizar os estudantes para a luta pelo fim do vestibular, pelo acesso livre e contra todas as formas tácitas e explícitas de privatização e sucateamento da educação. Para tanto, é necessário que nós estudantes nos aliemos às demais lutas dos trabalhadores, dentro e fora da universidade, e que, somando-as às nossas, sejamos capazes de aglutinar forças para conseguir nossas demandas.

Nesse aspecto, o quadro sobre a expansão da UnB é preocupante. De um lado, temos a monumental propaganda governista sobre a suposta democratização do ensino superior promovida pelo REUNI (programa de reestruturação e expansão das universidades federais), do outro, vemos cotidianamente a precarização da universidade e a manutenção de sua elitização. Quanto a isso, os dados falam por si só: no 1º vestibular de 2010, apenas 393 calouros, dos mais de 3700, eram oriundos de escola pública; neste segundo semestre, das 3.958 vagas abertas, somente 4% delas foram preenchidas por alunos que estavam cursan
do o 3º em escolas públicas, isto é, apenas 154 estudantes[1] - a despeito de que o REUNI já vem sendo implementado há cerca de dois anos, o que só demonstra a falácia do discurso governista da “democratização” do ensino superior. Além disso, os recursos que são passados pelo governo federal à UnB são conhecidamente insuficientes para suprir as necessidades da expansão de vagas. É por isso que vemos o aumento de professores substitutos em detrimento dos professores efetivos e concursados, cujo trabalho mais flexível, não-exclusivo e barato se torna um dos instrumentos para conseguir que as universidades se adequem às metas meramente propagandistas do REUNI. Em relação ao corpo de funcionários, o processo é semelhante: o aumento de funcionários terceirizados, vivendo em um regime de trabalho semi-escravo, assim como o corte salarial de 26,05% de professores e funcionários do quadro[2] também é parte integrante da reestruturação promovida pelo Governo neoliberal de Lula/PT.


A Privatização da Universidade e as Fundações

Enquanto a reestruturação transcorre, a universidade se torna cada vez mais dependente das famigeradas e parasitárias Fundações Privadas ditas “de apoio”. Os estudantes mais cientes da história recente da UnB podem facilmente se lembrar delas: foi um caso de desvio de finalidade (e de fortes indícios de corrupção) envolvendo a Finatec, no começo de 2008, que levou à ocupação da reitoria e à queda do então reitor Timothy Muholland. Apesar de todo o rebuliço que se seguiu a esse fato, pouco se fez em relação à existência das fundações. Os defensores da privatização sorrateira da universidade argumentam que os recursos captados pelas fundações são imprescindíveis para o fomento às pesquisas e ao desenvolvimento tecnológico ligado à iniciativa privada. O que nós vemos, no entanto, é que as fundações pouco fazem além de manusear majoritariamente verbas públicas, sem nenhuma forma de controle e fiscalização, e destiná-las aos fins que melhor correspondem aos interesses de lucro dos diretores das fundações e empresas privadas a elas associadas, à revelia da comunidade acadêmica e das necessidades do povo. É por isso que as fundações são inerentemente corruptas e servem às políticas neoliberais que visam a privatização dos espaços público de produção e difusão do conhecimento.


Reorganizar o Movimento Estudantil para a luta classista e combativa!

Em face desse quadro, como se encontra o movimento estudantil? A atual gestão do DCE, Amanhã Vai Ser Maior, reeleita no final do semestre passado, é hegemonizada por membros do PT, o que a torna uma gestão governista, isto é, correia de transmissão das políticas neoliberais do Governo Lula/PT e palanque de promoção de candidaturas petistas. Isso se evidencia no posicionamento do DCE sobre o REUNI: ao invés de combatê-lo, busca disputá-lo dentro dos marcos institucionais - o que é, por si só, impossível, tendo em vista este se tratar de um decreto que não permite que hajam alterações em seu corpo fundamental. No que tange as fundações, o DCE/PT possui um posicionamento dúbio e oportunista, ora sendo retoricamente contrário à sua permanência, ora se omitindo covardemente sobre o assunto, como nas eleições de DCE passadas. A base de sustentação dos governistas é, por isso, C.A´s despolitizados que se resumem a produzir festas faraônicas e que em nada têm contribuído para tocar as lutas estudantis. É por isso que defendemos que os C.A´s devem ser prioritariamente entidades de organização e luta política dos estudantes, e não locais de promoção festas (usado até como trampolim empresarial) e uso de drogas.

Para reorganizar o Movimento Estudantil não basta conquistar essa ou aquela direção de CA ou DCE por meio de acordos escusos e “orgias parlamentares”, como é prática recorrente das organizações governistas (PT e PCdoB) e dos para-governistas (PSOL e PSTU). Para que a luta estudantil consiga ser vitoriosa é necessário derrotar o reformismo por meio de oposições estudantis combativas, que defendam a democracia estudantil e os métodos de ação direta, tais como ocupações, fechamento de rua, greves etc. É importante que se tenha um programa anti-governista, transformando cada luta específica da base estudantil numa trincheira contra as Reformas Neoliberais do Governo Federal/PT. Para além dos escândalos oportunistas nos acusando de “fratricidas” (sic) ou sectários (sic), a luta anti-governista é a única capaz de unificar estudantes e trabalhadores da educação em uma greve geral contra-ofensiva ao Governo e aos capitalistas do ensino. Grande parte das derrotas, sofridas pelas lutas estudantis nesses últimos anos, se deram em decorrência da hegemonia governistas, da conciliação para-governista ou da não compreensão de tal questão.

Convocamos os estudantes desejosos de construir um movimento estudantil que não seja refém de parlamentares, a fim de lutar pela universidade pública, universal, de qualidade e a serviço da classe trabalhadora, a entrar em contato conosco e encampar a luta por uma verdadeira universidade popular, quebrando o muro que atualmente separa a classe trabalhadora de suas aspirações. Ousar lutar é ousar vencer!


NEM ENEM, NEM VESTIBULAR: ACESSO LIVRE JÁ!
PELA EXTINÇÃO DAS FUNDAÇÕES PARASITAS DE APOIO AOS EMPRESÁRIOS!
FORA REUNI E A PRECARIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR!
EM DEFESA DA REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA – RECC!


_________________
Notas:
[1] Tais informações podem ser pesquisadas no sítio do Correio Braziliense, em matérias publicadas nos dias 06/03 e 16/09/2010.
[2] Apesar da pequena “vitória” do movimento grevista de professores e funcionários: manter o pagamento da URP até o julgamento pela corte do Supremo, ambas as categorias estão reféns da justiça burguesa que ainda pode cortar os salários.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Solidariedade Internacional


Nota de solidariedade à luta dos estudantes argentinos


"O segredo da vitória é o povo."
Marighella

“Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres.
Não se deixar esmagar, não se deixar cooptar. Lutar Sempre!”

Florestan Fernandes



Nas últimas semanas os estudantes argentinos têm dado um exemplo de organização, combatividade e classismo ao conjunto dos estudantes da América Latina ao defenderem a educação pública dos ataques do governo Macri e Kirchner. Essa capacidade política dos secundaristas e universitários de Buenos Aires se manifesta através da ação direta com as ocupações e tomadas de escolas e faculdades sob controle estudantil, que até o momento são 30. Essa capacidade de mobilização que dura mais de um mês está sendo constantemente sabotada através da criminalização das ocupações pelo governo e a mídia burguesa. Essa criminalização da ação direta estudantil objetiva criar uma base legal para potencializar a repressão do aparelho policial de Estado e desarticular a luta em seu elo principal que são as ocupações, deixando a combativa juventude portenha sem um instrumento de pressão política sobre o governo.


O auge das mobilizações ocorreu no ultimo dia 16 de Setembro, quando ocorreu uma grande mobilização em homenagem aos desaparecidos na "Noite do Lápis", nome da operação militar que ocorreu a exatos 34 anos durante o periodo da ditadura Civil-Militar Argentina. Essa operação torturou e matou 6 estudantes secundaristas, deixando outros tantos feridos, que lutavam em defesa do Passe-Livre estudantil.Estima-se que a manifestação do ultimo dia 16 contou com cerca de 40 mil manifestantes entre estudantes e trabalhadores, na aliança operária-estudantil, nas ruas de Buenas Aires. Lutando em defesa da Educação Publica contra o Governo Kirshiner e prefeito Macri.


Nós, estudantes secundaristas e universitários brasileiros, pertencentes a coletivos de curso, oposições de base e grêmios agrupados nacionalmente na Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), nos solidarizamos com a luta da juventude argentina na defesa de seus direitos. Nesse momento na Argentina está se mostrando na luta de classes a vitalidade política e a potência popular das organizações de base, da aliança operária-estudantil nas assembléias unitárias com os trabalhadores da Kraft-Terrabusi, Roca, Paraná Metal e Felfort, e o poder de fogo da ação direta. Na velocidade que está se dando a luta e o acúmulo de forças que se desenha não tardará para surgirem dos setores pelegos saídas burocráticas e conciliadoras. Enviamos desde o Brasil nossas saudações classistas aos estudantes argentinos na torcida para que não capitulem aos meios legalistas e corporativos que tanto retrocedem a luta. A vitória dos estudantes da Argentina será uma vitória de todos os estudantes latinoamericanos. A melhor maneira de se solidarizar com a juventude portenha nesse momento é levar para as bases do movimento estudantil brasileiro o exemplo de organização e luta dos camaradas argentinos. Desde já dizemos, nenhum passo atrás, AVANTE!



Brasil, 27 de setembro de 2010.
Rede Estudantil Classista e Combativa - RECC

domingo, 26 de setembro de 2010

Festival de Filmes: OUTUBRO PROLETÁRIO

A Oposição Combativa, Classista e Independentes ao DCE da UnB, o Coletivo LutaSociais! e o Coletivo Território Livre, gostariamos de conviá-los para o segundo ano do festival de filmes proletários na UnB. Assim como em 2009, ao passarmos clássicos como OUTUBRO, ELES NÃO USAM BLACK TIE e GERMINAL, que discutem temas como a histórica Revolução Russa, greves do resurgente movimento sindical no ABC paulista na década de 80 e a intensa exploração dos trabalhadores das minas de carvão na França do século XIX, voltamos este ano com outros clássicos e importantes documentários que tratam, também, dos diversos problemas do proletariado em sua luta e organização contra a polícia, o Estado, o machismo e o reformismo.

Compareçam ao Festival de Filmes:

OUTUBRO PROLETÁRIO
Todas as quartas d
o mês de outubro ao 12h no CASO

Confiram cartaz com a programação:

Abaixo a cultura empresarial, festiva e opressora na Universidade e nos CA's!
Viva a cultura de resistência dos povos oprimidos e o ambiente saudável para Estudar e Lutar!

Campanha Nacional: NÃO VOTE! LUTE!

A RECC, através das oposições, coletivos e militantes que a constroem, vem realizando nacionalmente a campanha de propaganda para denunciar a farsa eleitoral do Estado capitalista, que vende ilusões de melhorias via migalhas para o povo, ao mesmo tempo em que mantém intacta a ordem social de exploração sobre os trabalhadores. Apontamos, assim, que a luta política do povo pobre, estudantes e trabalhadores, deve se dar de forma independente, separada dos espaços e organizações da burguesia, pois somente assim é possível lutar com uma política própria de nossa classe por mudanças reais, sem nos comprometer nas trincheiras do inimigo.



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O GERMINAL, nº 17 - Avaliação da Oposição CCI ao processo Eleitoral para DCE da UnB


Eleições para DCE da UnB – 2010


VITÓRIA DOS GOVERNISTAS: AMANHÃ VAI SER DERROTA


Encerraram as eleições para DCE. Novamente a Chapa hegemonizada politicamente pelo PT conseguiu a maioria dos votos, emendando o segundo ano de mandato dos governistas no órgão de representação dos estudantes de nossa universidade. A vitória é, sem sombra de dúvidas, resultado do árduo trabalho da gestão anterior, agora reeleita: muitas festas organizadas na UnB, criação de consensos com setores burgueses e direitistas da universidade, irresponsabilidade com lutas fundamentais como o claro boicote a greve deste 1º semestre, o não enfrentamento com a Reitoria nem com o governo Lula e seus projetos Neoliberais. A rede estudantil de apoio da gestão anterior, marcada pelo respaldo de muitos CA’s farristas e burocráticos da UnB assim como das Empresas Juniores, constituiu certamente uma base para a reeleição da Chapa 1 – Amanhã Vai Ser Maior.



O processo eleitoral foi marcado pela baixa participação dos estudantes, que pode ser verificado em última instância pelo número de votantes, que decaiu significativamente das eleições passadas, atingindo menos de 3800 dos cerca de 30 mil estudantes matriculados. Apesar disto não deslegitimar o processo, pois se atingiu o quorum previsto, é sim um fator negativo para o Movimento Estudantil de uma forma geral que, ao contrário do delírio dos governistas da Chapa 1, parece não ter acumulado muito em lutas no último período. Isto é resultado, primeiro, do nível elevado de despolitização, desinteresse e desorganização do conjunto dos estudantes cuja última gestão “Pra Fazer Diferente” é peça ativa, acrescido aos problemas imediatos na má divulgação dos debates entre chapas, por exemplo.



Por outro lado, o alto número de integrantes que certas chapas possuíam, não representava participação ou mobilização de fato. Pior que isso, muitas pessoas inscritas nas chapas nem sequer possuíam concordância política ou até desconheciam o programa da mesma, isto quando certos nomes não foram incluídos sem a devida permissão dos indivíduos. Quer dizer, um claro oportunismo! As chapas que dispararam nesta corrida de inscrição de laranjas foram as chapa 1 – do PT, UJS, PV, já mencionada e a 3 – “Quem Sabe Faz a Hora”, do PSTU, PSOL e PCB, com 53 e 79 membros, respectivamente. E mesmo a Chapa 4, do PCO, ainda que tivesse um número baixo de membros, não escapou deste tipo de formação, utilizando do apelo da amizade, e não necessariamente da concordância política, para adesão de membros na chapa: a barganha do coleguismo! Dessa forma foi unânime entre as chapas 1, 3 e 4 o modo aparatista, oportunista e burocrático pelos quais se formaram para disputar o DCE.



Vale, por último, fazer uma menção à chapa 5 "Aliança pela Liberdade" e o fortalecimento da direita na universidade. Utilizando-se de um discurso supostamente apolítico e anti-partidário, a chapa 5 conseguiu iludir muitos estudantes ao defender um "pragmatismo responsável" em detrimento da política estudantil usual que, segundo eles, está historicamente ligada a assuntos externos à universidade, legando a segundo plano os assuntos que "realmente interferem no cotidiano dos estudantes". Isso se agravaria ainda mais, nos dizem ainda, em decorrência de partidos políticos que se utilizam do movimento estudantil e suas entidades para defender seus próprios fins, e não os dos estudantes.



Não obstante esse discurso, um dos ex-membros da Aliança pela Liberdade durante o último ano é hoje candidato a deputado federal pelo ultra-burguês e megacorrupto DEM (partido esse que representa o que há de mais nefasto no nosso país, cobrindo um vasto arco de reacionarismo desde ACM até nosso falecido governador Arruda, passando por Kátia Abreu e sua fascínora bancada ruralista), e vale da sua experiência como conselheiro estudantil no Consuni para "aprimorar seu currículo" de candidato - aprimoramento esse custeado pelos votos recebidos pela Aliança pela Liberdade em 2009. Somado a isso, a chapa 5 guarda relações amistosas com o DCE da UFRGS, controlado por membros do PP, um deles inclusive cadidato também a deputado estadual no RS. Como se vê, há uma flagrante contradição entre o discurso "anti-partidário" e a prática da chapa.



A chapa ainda se diz "apolítica", interessada somente nos interesses dos estudantes. Isso é um engodo que chega a ser ofensivo. A chapa, na realidade, é formada por liberais muito cientes de suas visões políticas e de mundo. São claramente contrários à existência da universidade pública, de qualquer forma de direitos sociais que vão de encontro às "inexoráveis leis do mercado", acham que questões socias e a luta de classes devem ser tratadas como caso de polícia. Não expressam isso claramente nas eleicões porque sabem que serão apeados dos conselhos pelos estudantes. Escondem suas visões burguesas dentro de falso um discurso de "pragmatismo, eficiência e neutralidade." Esquecem, no entanto, que não se pode ser netruo em um trem em movimento.



A Oposição CCI e a Chapa 2 – Unidade Estudantil Classista como alternativa aos estudantes combativos


Neste processo eleitoral nós da Oposição CCI tomamos a iniciativa de formar uma chapa que pudesse se apresentar aos estudantes como alternativa política ao reformismo e, organizacionalmente, ao aparatismo. O reformismo é a linha política que privilegia o legalismo e não a ação direta, apostando nos parlamentares para alcançar reivindicações e que por vezes se tornam fim em si mesmas. O aparatismo é caracterizado pela atividade dos partidos eleitoreiros que enxergam nos órgãos de representação dos estudantes (como DCE’s, CA’s, Grêmios) um fim quase em si mesmo, de modo que o trabalho e o estágio de organização de base dos estudantes importam menos do que os cargos de direção que se possa ter. Vale tudo na disputa pelo aparato. Esta é, inclusive, uma política que corrobora com a velha prática de utilizar posições de importância no Movimento Estudantil para ter visibilidade política para candidaturas às eleições burguesas (deputados, senadores, governadores e presidente); quer dizer, a universidade e o DCE se tornam uma “escola” e um trampolim para os gestores do Estado capitalista. Rechaçamos veementemente ambas as concepções e práticas no seio do Movimento Estudantil.


Construímos a Chapa 2 – Unidade Estudantil Classista juntamente com companheiros do MEPR e estudantes independentes. Esta aliança tática foi fundamental para evidenciarmos um programa Classista, onde a luta dos estudantes seja ligada a dos trabalhadores, tanto da UnB como do resto da cidade e do campo, única forma de obtermos conquistas mais globais; Combativo, que privilegie a ação direta como método desta luta, ou seja, que organizemos a força coletiva dos estudantes para exigir dos governos e reitoria nossas demandas para um ensino de qualidade e que sirva ao povo, e; Democrático, onde as orientações para a luta venham desde as instâncias de base, como assembléias de curso e geral, até as instâncias centrais, ou seja, onde a maioria dos estudantes possa participar e decidir.



O caráter tático desta aliança firmada esteve submetido às nossas concepções programáticas centrais: destruir a UNE e o governismo no movimento estudantil, assim como denunciar suas Reformas Neoliberais, apresentando os princípios que devem guiar nossa reorganização de massas. No entanto, julgamos como negativo a não apresentação clara da Rede Estudantil Classista e Combativa – RECC* como este instrumento de aglutinação e reorganização estudantil, nem a tarefa de construção de uma Central de Classe*, arma estratégica do proletariado contra as ofensivas da burguesia, tendo em vista as concepções equivocadas que os companheiros do MEPR possuem sobre o Movimento Estudantil e o papel deste na Luta de Classes no Brasil.



No entanto, a chapa 2 cumpriu outras tarefas intransponíveis, sendo a única alternativa política que: 1) não foi formada por partidos eleitorais e que rechaçava as eleições burguesas por identificá-la como um circo para iludir o povo e manter a ordem social tal como está, e; 2) como único grupo que apontava que, para lutarmos contra a precarizante e privatista Reforma Universitária que o Banco Mundial “orienta” ao Governo Neoliberal de Lula, o único meio é pela ruptura completa com a degenerada UNE e pela construção da organização classista, combativa e independente dos estudantes.



Nestes quesitos, todas as outras Chapas vacilavam. A Chapa 1, dos governistas do PT e UJS, além de defenderem a traidora UNE, não são capazes de admitir os efeitos nefastos que o REUNI (parte da Reforma Universitária) trás às IFES do Brasil, mas apontando que é possível disputa-lo.O que não souberam explicar em nenhum debate foi o modo como pretendem disputar um decreto presidencial e suas metas basilares, que são imutáveis e que justamente caracterizam o decreto: é óbvio para todos que não possuem tal disposição de alterar o grosso do decreto REUNI do Lula! A Chapa 3, dos para-governistas do PSTU e PSOL, no debate realizado no campi de Ceilândia, afirmaram, também débil e categoricamente, que “é sim possível disputar a Reforma Universitária” (sic). Além, é claro, de não obterem acordo sobre a negação da UNE, onde correntes do PSOL possuem atuação e cargos, mas que o PSTU abriu mão de seu programa para consolidar a Chapa: certamente romper com a UNE governista é um ponto não estratégico para os oportunistas do PSTU, já que é negociável. A Chapa do PCO, 4, quando indagada sobre sua ligação com a UNE no debate no Gama, acertou quando disse que tal entidade é “indisputável” mas depois, contraditoriamente, disse que atuavam na entidade justamente para “disputa-la”: nada mais incoerente!



As eleições passam, mas a luta nunca parou!



A Oposição CCI não se constitui como um grupo de oposição meramente eleitoral. Somos uma Oposição de Base e pretendemos impulsionar a reorganização do Movimento Estudantil de baixo para cima, e não ao contrário, com uma política e estrutura classista e independente. Apesar da Chapa que compomos, Unidade Estudantil Classista, ter obtido poucos votos em relação ao total – 121, 3,2% do todo –, estes devem ser votos qualitativos e de camaradas que certamente esperamos encontrar nas linhas de frente da luta por uma universidade que sirva às causas do povo!

Da mesma forma, passada as eleições, a Oposição CCI se compromete com todos aqueles estudantes que reconheceram a importância e justeza deste programa que apresentamos e que votaram na Chapa 2, assim como todos os demais estudantes-trabalhadores da universidade e aqueles que sinceramente defendem a causa dos explorados: é exclusivamente com os estudantes do povo e com a classe trabalhadora que nos comprometemos. Convocamos todos estes para cerrarem fileiras conosco na luta por uma universidade popular. Nem um passo atrás: Unam-se a Oposição Combativa, Classista e Independente!



FORA FUNDAÇÕES E BURGUESIA PARASITAS DA UNB!

NEM ENEM, NEM VESTIBULAR: ACESSO LIVRE JÁ!

LUTAR PARA ESTUDAR: ESTUDAR PARA LUTAR!


__________

*A defesa da RECC e da Central de Classe podem ser mais bem compreendidas nas teses que sustentamos: "Por um Movimento Estudantil Classista e Combativo" e "Por uma Central de Classe", ambas disponíveis no sítio da Oposição CCI: http://oposicaocci.blogspot.com/search/label/Teses


Resultado numérico das eleições para DCE e RD da UnB


DCE - Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães:

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RD's - Representante Discente (aos Conselhos Superiores, Burocráticos e Anti-Democráticos, da UnB):

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