quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CONVOCATÓRIA À PLENÁRIA NACIONAL CLASSISTA E COMBATIVA 2012


 
 
CONVOCATÓRIA À PLENÁRIA NACIONAL CLASSISTA E COMBATIVA 2012
ORGANIZAR OS ESTUDANTES DO POVO, LUTAR CONTRA A EDUCAÇÃO DE MERCADO

O período pós-ditadura trouxe sérias marcas ao movimento estudantil, marcas que se arrastam até hoje. Por um lado, tivemos uma geração traumatizada ideologicamente, que sofreu forte restrição em seu pensamento crítico de cunho socialista ou revolucionário, enfim, combativo; por outro, tivemos cicatrizes nos modelos de ação e organização política de estudantes e trabalhadores, devido à aberta repressão civil-militar da ditadura, que não mais ousavam o enfrentamento direto com a ordem capitalista, mas que se restringiam a exigir um sistema burguês mais democrático. Estas marcas foram, a bem da verdade, agravadas e combinadas com o início e desenvolvimento da reestruturação produtiva a nível mundial, com instabilidade e precarização no mundo do trabalho, que também aplacou o Brasil, guiado pela política neoliberal de todos nossos governos desde a década de 90. Para piorar, relaciona-se com este mesmo período e também se arrasta até hoje, o pensamento ideológico que tenta nos convencer do fim das classes e portanto da luta de classes, da não centralidade do trabalho e etc., gerando assim sérias dificuldades na identidade, organização e programa autônomo enquanto classe trabalhadora.

Se por um lado fomos aplacados negativamente por estas causas externas, também o fomos atingidos severamente por atores internos. Sem rodeios, falamos aqui da hegemonia política reformista no interior do movimento estudantil e dos trabalhadores. Com efeito, tivemos a oportunidade de ter partidos como PT e PCdoB na direção dos nossos maiores movimentos, como CUT, UNE e MST – direção hegemônica até hoje. Nesta oportunidade, fomos direcionados ao nebuloso caminho da participação e colaboração com o regime democrático burguês, uma vez que a compreensão hegemônica em nossas organizações era (e parece ser) que a classe trabalhadora deveria, por meio de seus representantes partidários, alcançar o poder político do Estado através das eleições burguesas (para presidente, governadores, deputados etc.). Ocorre que não se pode jogar o jogo da burguesia fugindo às suas regras. Dessa forma, pretensos “governo dos trabalhadores”, como ousa intitular-se o PT, ou como pretendem partidos de menor porte como PSTU e PSol, acabam por adequar-se à lógica imperante e reproduzi-la: a do próprio regime capitalista.

A despeito da popularidade que possua o PT, do carisma lulista ou dos parcos programas de compensação para remediar os bolsões de pobreza – diga-se de passagem, agravados pelas contradições sociais vistas desde a vigência neoliberal – o próprio PT rendeu-se às regras do capital, condição para se manter a quase uma década ou obter três mandatos para presidência da república. Quer dizer, estando no governo central do país e na base deste governo e ao mesmo tempo estando na direção da maior parte das organizações estudantis e dos trabalhadores, PT e PCdoB acabam por impetrar as principais pautas e políticas do governo também no interior dos nossos movimentos, retirando assim toda independência e nos paralisando. É dessa forma que é possível o estabelecimento de um aparente consenso sobre os programas do governo, resultando na falta ou na diminuição da crítica e de confrontos abertos. Este fenômeno do governismo é, portanto, fruto de uma opção/orientação de cunho reformista adotada no mínimo desde a década de 80, e se mostra como uma pedra no sapato do desenvolvimento da luta de classes no Brasil, ou seja, da luta autônoma dos estudantes e trabalhadores por nossas reivindicações e necessidades básicas e históricas.

Atualmente, com relação à educação no Brasil, esta pedra no sapato age blindando a principal política do governo para o setor: o novo Plano Nacional da Educação (PNE), que, caso aprovado, vigorará até 2020.  Este PNE sistematiza e aprofunda praticamente todas as principais políticas e metas neoliberais adotadas pelo governo Lula, inclusive, algumas que tiveram maior enfoque no Ensino Superior, trazendo-as ao Ensino Básico e Técnico. Assim, quer impor também a estas modalidades de ensino a elevação desproporcional de alunos por professor e uma taxa alta de conclusão média dos cursos (que se transformam em aprovações-automáticas, como bem sabemos), a exemplo do REUNI. Como demostra o já aprovado PRONATEC, programa que estabelece parceria com o Sistema “S” (SESC, SENAI, SESI etc.), as metas do PNE se dirigem a dar maior peso ao setor privado da educação, ampliando o investimento direto de verba pública nos estabelecimentos de ensino privado, tal como faz o FIES e o ProUNI. Ademais, ao pretender universalizar o ensino fundamental e aumentar as matriculas no ensino superior, pretende para isso utilizar massivamente o Ensino à Distância (EaD), metodologia que é opção do governo justamente por ser de baixíssimo custo de manutenção (inclusive com baixa remuneração dos orientadores) e por garantir uma formação rápida, porém com qualidade notadamente inferior a do ensino presencial. Há no PNE, portando, o aprofundamento da lógica de expansão precarizada do ensino, da formação escolar/acadêmica voltada unicamente às demandas do mercado e de fomento direto à educação privatizada, em detrimento da pública.  

Neste contexto, há uma tarefa imprescindível que todos estudantes filhos da classe trabalhadora devem tomar parte. Essa tarefa é a da reorganização de nosso movimento, orientado não pelo reformismo, mas sim pelo princípio da independência e identidade de classe capaz de opor resistência frontal para combater cada passo e ação dos capitalistas e seu Estado burguês que pretendem explorar e lucrar em cima do trabalho, da educação, da cultura etc. Na ordem do dia, mediado pelo interesse em colocar cada vez mais a educação a serviço do mercado e do capital, está o novo PNE Neoliberal do governo. É mais um episódio da luta de classes onde a burguesia e seu governo se sentem a vontade para impor suas vontades, cuja sequelas vigorarão por décadas... vigorarão, caso os estudantes não sejam capaz de impor resistência. Temos, pois, que aliado à tarefa imediata de entender e mobilizar os estudantes para barrarmos este novo ataque capitalista representado no PNE, a tarefa de reorganizar o Movimento Estudantil Classista e Combativo no Brasil: duas tarefas que interpenetram-se, visando um único objetivo: construir uma educação universalizada cujo conhecimento produzido esteja a serviço de resolver os principais problemas do povo, e não enriquecer meia dúzia de capitalistas.


Construir o Movimento Combativo dos Estudantes!
Derrotar o PNE Neoliberal nas ruas!

 Organize-se e compareça na Plenária Nacional Classista e Combativa 2012
  • Tema: O PNE Neoliberal de Dilma/PT e o desafio dos Estudantes Combativos no Brasil
  • Data: 28 de janeiro em Porto Alegre/RS (manhã e tarde)

Mais informações:



OUSAR LUTAR! OUSAR VENCER!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Campanha de Solidariedade

Manifesto de solidariedade aos estudantes perseguidos em decorrência da ocupação do gabinete do Reitor da UnB


“Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.” Bertolt Brecht


No dia 15 de setembro a Reitoria da UnB deu entrada em um memorando administrativo interno com o objetivo de “IDENTIFICAR TODOS ENVOLVIDOS” nos ”PREJUÍZOS CAUSADOS PELA OCUPAÇÃO DOS ESTUDANTES DA FCE NO GABINETE DO REITOR DIA 13/09/2011”.

Nesta Ocupação, levada a cabo por estudantes da UnB dos campi Ceilândia (FCE) e Darcy Ribeiro, ocorreu um princípio de confronto entre seguranças, decanos e assessores contra estudantes. Impedidos pelos primeiros de entrar no gabinete do Reitor para protestar, os estudantes forçaram a entrada até que uma porta cedeu.

Apesar de tal memorando apontar uma averiguação com ares “técnicos” e sugerir reembolso aos “responsáveis” pelos danos, em diversas ocasiões a Reitoria já demonstrou interesse em que haja punição acadêmica e administrativa, e até judicial, contra os estudantes.

Tanto é que, mesmo após ter respondido oficialmente no dia 14 que “Já se dispensaram as punições acadêmicas e administrativas, mas a agressão às pessoas precisa ser investigada”, ao término da Ocupação, na noite do dia 23, a Reitoria se negou a assinar a carta de reivindicação com este ponto. A retirada sorrateira deste ponto, além de atestar que a palavra da Reitoria não vale absolutamente nada, abre precedente para as perseguições e punições, como já deram início.

A respeito do conflito no ato inicial da Ocupação, é preciso ressaltar que:
  1. Apesar da Reitoria, auxiliada pela Secretaria de Comunicação da UnB (SECOM), afirmar que o conflito foi gerado unicamente por “grupos estudantis externos à FCE”, os mesmos “grupos” estavam presentes em preparativos do ato que culminou na Ocupação, tendo inclusive sido chamados pelo Comando de Ato para efetivarem juntos a mesma. Portanto havia intenção de Ocupar o gabinete;
  2. O conflito foi decorrência desta tática, tendo em vista que a Reitoria havia colocado, também premeditadamente, seguranças, assessores e decanos para impedir a Ocupação. Estes também utilizaram de violência, como enforcamento, imobilização, chutes e socos por baixo, a maioria não sendo captada pela mídia. O conflito não foi, portanto, unilateral;
  3. Ao contrário, a Reitoria montou um cenário para criminalizar o movimento, principalmente coletivos organizados que incomodam há tempo a Reitoria, ao utilizar de decanos e assessores que nada tem haver com a função de seguranças que ali desempenharam;
  4. Toda ação direta envolve, invariavelmente, algum nível de quebra da ordem. Neste caso é provável que, sem a transgressão, a Ocupação não se efetivasse, talvez ficando restrita ao Salão de Atos como a Reitoria já previa, a fim de amordaçar o movimento como o fez em outras situações;
  5. A Ocupação foi um método legítimo de luta, tendo em vista que a comunidade da FCE espera há cerca de 3 anos seu campus definitivo em um local provisório, sem as devidas condições de trabalho, ensino e aprendizagem. Além disso, antes da Ocupação, diversas mesas de negociação, Comissões de acompanhamento das obras do campus definitivo, Audiências Públicas etc. já ocorreram. E também uma dezena de manifestações dos estudantes e até mesmo outra Ocupação do Gabinete do Reitor em 15 de junho de 2011. A Ocupação de setembro foi, portanto, resultado de uma longa gestação com enganações de conclusão das obras e de nenhum resultado prático por parte da Reitoria diante das manifestações anteriores.
Exposto isso, as entidades e organizações, assim como estudantes e trabalhadores abaixo assinados manifestamos nossa solidariedade à Ocupação, e repudiamos veementemente toda e qualquer forma de perseguição e punição por parte da Reitoria da Universidade de Brasília contra estudantes, professores ou servidores que tenham participado da Ocupação, seja com processos acadêmicos, administrativos, jurídicos ou mesmo “reembolso orçamentário”. Mexeu com um(a), mexeu com todos(as)!
 

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Para assinar esta moção, envie um e-mail com o nome da entidade de base (CA, DCE, Grêmio, Sindicato etc.), oposição/coletivo estudantil/sindical, organização política etc. ou seu nome, com curso (serviço social, pedagogia etc.) e/ou ofício (professor, servidor etc.) bem como local que o exerce, para unbemluta@gmail.com


Até o momento, assinam esta moção as seguintes organizações e indivíduos:

CA de Ciências Sociais - Universidade Estadual do Ceará;
CAHCAM - Centro Acadêmico de História Carlos Marighella/UCSal (Universidade Católica de Salvador/BA);
Sindágua-DF (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação de Água e em Serviços de Esgoto no Distrito Federal) - Diretoria Colegiada;
Oposição de Resistência Classista (ORC) - Educação Rio de Janeiro;
CARCARA  - Coletivo Alternativo Revolucionário Classista e Apartidário de Resistência Autônoma – Salvador/Bahia;
Organização Resistência Libertária – Ceará;
PAR - Partido Acadêmico Renovador, grupo político do curso de Direito da UFPR;
Oposição Classista Combativa e Autônoma ao DCE-UFG;
PCR - Partido Comunista Revolucionário;
UJR - União da Juventude Rebelião;
Oposição Combativa, Classista e Independente ao DCE-UnB;
Coletivo LutaSociais! – Ciências Sociais-UnB;
Coletivo Pedagogia em Luta – Pedagogia-UnB;
Coletivo Território Livre – Geografia-UnB;
Coletivo Feminista Classista Libertárias;
Rede Estudantil Classista e Combativa – RECC;
Lúcia de Fátima do Nascimento Felisbino, graduada em Pedagogia-UnB;
Guilherme Varallo Caseiro, graduando em Filosofia - FFC/Unesp-Marília;
Joabe Misael Silveira Leite, graduando em Farmácia da Faculdade de Ceilândia-UnB;
Gabriela Freitas de Paula Kirilos, graduanda em Direito na Universidade Federal do Paraná – UFPR;
Robson Alves, professor da Rede Pública de Ensino do Estado do Ceará;
Hilda Mara de Souza Soares, Professora de Sociologia da Rede Estadual de Educação do Rio de Janeiro;

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O GERMINAL - nº 24, Novembro/Dezembro de 2011 - Avaliação das eleições para DCE da UnB



ERRATA: 500 exemplares do boletim O GERMINAL Nº24 em versão impressa que já foram ou serão distribuidos não possuiam as duas notas de rodapé, notas estas contidas no original e que podem ser lidas no texto e versão para download abaixo.


DIANTE DA DIREITA NO DCE:
FORTALECER A OPOSIÇÃO DE ESQUERDA, COMBATIVA, CLASSISTA E INDEPENDENTE


1 – O CRESCIMENTO DO SETOR COMBATIVO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNB

A formação da “Chapa 7 – Democracia e Ação Direta” é produto do crescimento orgânico da Oposição CCI nos últimos 2 anos e dos coletivos de curso (LutaSociais, Território Livre e Pedagogia em Luta), elemento que possibilitou a formação de uma chapa com a defesa da RECC e seu programa. As comissões de propaganda assentadas no trabalho de base nos cursos foram uma tática correta comprovada pelo grande número de votos que conseguimos nestes. Assim, alcançamos o 2° lugar nas urnas da ala norte (geografia, filosofia e história), do ceubinho (ciências sociais e serviço social), e letras. Agradecemos todos aqueles(as) que nos apoiaram, tanto na UnB quanto fora, em especial o Sindicato dos Trabalhadores da CAESB (SINDÁGUA), e convocamos todos estes camaradas a continuarem na luta conosco.

Sem fugir aos debates estratégicos para o Movimento Estudantil (M.E.) e para a educação, pode-se dizer que a Chapa 7 foi a única chapa que combateu abertamente o governismo/UNE e as posições da direita (se posicionando contra a presença da polícia militar no campus e a privatização da universidade via fundações privadas e cursos pagos), assim como defendeu a centralidade da luta contra a reforma universitária do Governo Lula/PT (que tem sua continuidade com o novo PNE 2011-2020) através da ação direta de estudantes e trabalhadores.


2 – PORQUE A RAZÃO DA VITÓRIA DA DIREITA NÃO FOI MECANICAMENTE A "ESQUERDA DIVIDIDA"?

Com a vitória da chapa direitista nas eleições do DCE uma série de debates foram levantados sobre a fragmentação dos setores da “esquerda”, este debate foi especialmente puxado pelo PSTU/Anel (Chapa 2) em um panfleto intitulado “Esquerda se fragmenta e entrega o DCE nas mãos da direita conservadora”.  Os principais argumentos defendidos foram: 1º) A ocupação da reitoria de 2008 foi vitoriosa e que a partir dela “uma nova etapa se abriu” na UnB; 2º) A não unificação da “esquerda” ocorreu pelo sectarismo das chapas 5 e 7 e esta foi a principal causa da vitória da direita; 3º) Uma chapa unificada da esquerda “teria conseguido, juntas, mais votos que separadas”. Achamos necessário responder a estas questões por estarem sendo amplamente reproduzidas neste período pós-eleitoral.

Quanto ao último argumento exposto pelo PSTU, realmente temos de concordar que uma tal chapa  unificada provavelmente teria sim maior quantidade de votos. Porém, o que devemos entender é precisamente a visão oportunista deste partido quanto à “reorganização” do M.E.. Para o PSTU, o avanço ou retrocesso do M.E. é analisado sob uma ótica matemática de conquista de entidades (no caso o DCE) e nunca o da sustentação de uma luta a médio/longo prazo de combate às práticas e formas organizativas burocratizadas e reformistas.

Entendemos que “ganhar” a direção de uma entidade como o DCE não garante a modificação imediata e mecânica rumo ao avanço político e organizativo de base. No atual momento em que convivemos em um meio pouco ou fracamente dotado de uma política classista e, quando muito, capaz apenas de apresentar lutas reativas, portanto também desorganizado, neste momento nossa principal e imediata tarefa é outra: é persistir na formação política coletiva de cada curso, impulsionar experiências de luta e gerar estrutura organizativa democrática em cada CA, ou seja, na base, operando portanto de baixo para cima na reorganização do M.E. É o trabalho duradouro de organização e politização de base, via Oposição, nossa tarefa primeira. Tal trabalho de reorganização é impensável para os partidos eleitoreiros (PT, PCdoB, PSOL e PSTU), “prisioneiros” de uma visão pragmática e imediatista, a de “ganhar” as direções a qualquer custo.

Porém, longe de tal “corrida pelo aparato” ser uma especificidade somente do PSTU/Anel, ela foi uma prática de quase todas as chapas. Podemos dizer que os “rachas” na última gestão governista do DCE (que formaram as chapas 1, 4 e 6), as quais se distinguiam apenas em propostas secundárias e nos “mascotes” da campanha, tiveram apenas motivações burocráticas que escondiam suas semelhanças programáticas: a defesa dos programas de precarização da educação brasileira (REUNI, ProUNI, PNE, etc.) e a mesma concepção de DCE. Tivemos também na chapa 3 uma aliança entre o que há de mais reacionário no movimento estudantil: a UJS  (que é direção há duas décadas da UNE), juventude do DEM e um grupo claramente fascista. Para esses oportunistas, vale tudo pela direção da entidade!

Quanto ao segundo questionamento feito pelo PSTU, sobre o sectarismo dos “grupos de esquerda”, afirmamos que esta acusação tenta reunir harmonicamente grupos com métodos, estratégias e programas de luta bem diferentes, ao menos em relação à Oposição CCI. A formação de uma chapa sem coesão interna suficiente poderia criar mais problemas do que resolvê-los, poderia em momentos críticos da luta estudantil ficar paralisada. Não aceitamos, portanto, a provocação de que a Oposição CCI contribuiu para a vitória da direita. Como demonstrarmos, é precisamente a política vacilante da esquerda eleitoreira que criou as condições para a vitória da direita, e é somente com um grupo coeso que se oponha não apenas a esta ou aquela gestão, mas que se oponha a política hegemônica, que conseguiremos verdadeiramente transformar o DCE da UnB em uma entidade combativa e de massas.

Por fim, o PSTU retoma o debate da ocupação da reitoria de 2008 (a do caso “Finatec”) para tentar explicar o atual momento de refluxo. Porém, é sobretudo na sua defesa acrítica da “ocupação vitoriosa garantida pela esquerda unificada” que reside uma de suas principais fragilidades e sua incompreensão das verdadeiras tarefas a serem cumpridas no atual momento.

A vitória da direita liberal significa o fim de um ciclo que se inicia com a ocupação da reitoria em 2008. Após esta ocupação, a Oposição CCI foi um dos únicos grupos a identificar que os partidos governistas e sua política saíram fortalecidos daquele processo¹. O PSOL e o PSTU, então na direção do DCE, buscando aliança com a UNE e PT ficaram incapacitados de aplicar a política correta: transformar a reivindicação imediata “contra a corrupção” em greve geral contra as Fundações Privadas, contra o REUNI etc. Como não o fizeram, garantiram o fortalecimento do governismo e o esvaziamento político daquela ocupação. Tal esvaziamento político e dependência da UNE representou a abdicação da luta contra o REUNI e contra as Fundações e, por fim, contribuiu para encorpar a “condenação das pautas externas”. Tal foi o efeito prático desta “esquerda unificada”².

A crítica de que os grupos estudantis se preocupam com “pautas externas” à universidade (concepção fortalecida pós-ocupação de 2008) e a crítica às assembleias como sendo antidemocráticas, “antiquadas” e etc., foram a concepção geral que garantiram a vitória do PT para o DCE em 2009 e em 2010, e a prática corporativista foi amplamente aplicada nestas últimas gestões. Na presente eleição do DCE (2011) vimos o aprofundamento e “radicalização” deste corporativismo e apoliticismo através da campanha da direita. O que estes pretensos “acadêmicos” não compreendem é que não podemos separar os problemas da educação das causas mais amplas e sociais que as produzem, e que somente através das mobilizações gerais e sociais que poderemos de forma plena combater a precarização cotidiana que a somos submetidos.


3 – O GOVERNISMO É A ANTESSALA DA DIREITA REACIONÁRIA

Quando dizemos que o governismo é a antessala da direita estamos querendo dizer que o discurso corporativista que despolitiza as lutas, o pragmatismo que busca “resultados” imediatos dentro dos Conselhos antidemocráticos da universidade, a negação das assembleias gerais e das mobilizações de massas como os verdadeiros meios de exercício da democracia de base (e sua substituição por reuniões fragmentadas) foi a concepção de M.E. amplamente defendida pelas últimas duas gestões do DCE (PT) e que tem na vitória da direita apenas uma continuidade “radicalizada” desta concepção.

Um fato importante a ser trazido novamente à tona para entender a interseção das concepções de M.E. dos governistas e da direita, é recapitular a formação da Aliança pela Liberdade (atual gestão do DCE) , grupo fundado após a ocupação de 2008. A “Aliança” nasce de um racha da UEI (União de Estudantes Independentes, que se posicionou contra greves de professores e funcionários e contra a ocupação da reitoria), porém, a outra parte deste racha vai compor exatamente a gestão “pra fazer diferente” da Articulação do PT (2009).

Nas eleições para o DCE em 2010 a chapa de reeleição “Amanhã Vai Ser Maior” (PT) prosseguiu sua campanha, por exemplo, em defesa de “novos meios” de articulação dos estudantes e “contra a quadradice das assembleias”. Quanto a isso podemos dizer que cumpriram seu programa de mandato: não divulgando assembleias, não organizando as lutas e reivindicações estudantis! Ironicamente, quando a direita toma posse com um programa de “parlamento estudantil” (proposta essa que trocaria as assembleias gerais por representações difusas dos CA's) os governistas histericamente tentam se diferenciar desta proposta quando no fundo é de sua “irmã gêmea” que estão falando.

As últimas duas direções governistas do DCE aplicaram a política da direita-neoliberal por outros meios, assim como o próprio PT cumpre seu papel de privatização e precarização da educação em escala nacional. Nestes dois últimos anos, para além dos discursos “triunfantes”, o que vimos foram derrotas para os estudantes e vitórias para a direita: recredenciamento da FINATEC, silêncio total frente à precarização das condições de estudo via REUNI, Polícia Militar patrulhando o campus etc.

4 – SOMENTE UMA OPOSIÇÃO COESA E ARMADA COM UM PROGRAMA CLASSISTA E COMBATIVO PODERÁ SUPERAR O ATUAL MOMENTO!

A defesa exaustiva da “pluralidade” agiu como meio de garantir uma cortina de fumaça sobre as posições políticas das chapas, e demonstrou sua utilidade em favorecer um debate superficial e sem grandes conflitos, onde quase todas as chapas “pareciam falar as mesmas coisas”. As chapas de “esquerda” também se concentraram na “política pragmática do papel higiênico” e fugiram dos debates mais polêmicos (como polícia no campus, posicionamento sobre a UNE, REUNI, etc.) com vistas a não perderem votos. Na compreensão da Oposição CCI, o discurso “pluralista” e “tolerante”, que abdica das grandes polêmicas com a direita e com o governismo, tem sido historicamente o principal responsável por acobertar diante da base estudantil as posições mais atrasadas e reacionárias criando um consenso absolutamente nefasto.

A forma que nós estudantes devemos reagir à vitória da direita nas eleições do DCE não deve ser através de uma crítica passiva ou pelo ceticismo. Devemos tornar impossível a aplicação do programa da direita de privatização e elitização da Universidade e do DCE, devemos opor ao aburguesamento e ao “Parlamento Estudantil” a mobilização coletiva dos estudantes em assembleias gerais, fóruns de luta dos CA's, manifestações, ocupações e greves. Será no vazio da participação de cada estudante do povo que a direita se fortalecerá.

Devemos admitir que vivemos uma crise de organização e direção do M.E., e a simples tomada de aparatos não as resolvem. A tarefa é, portanto, rediscutir o modelo organizativo, que deve ser pela base (com militantes/coletivos impulsionando a luta em cada CA), refletir sobre os desastres dos métodos de conciliação com a Reitoria, adotando os combativos, bem como rediscutir em cada base as influências nefastas do governismo, do corporativismo etc. Com a crise que vivemos, a vitória imediata possível seria tão somente a de uma direção sem base. A tarefa de "vitória", para nós, é, portanto, de médio prazo, colocando a base para ter um papel ativo na luta.

Mais do que nunca, reafirmamos que, ao contrário da tática de se adaptar às condições políticas atrasadas que estão dadas, sustentar um programa classista, mesmo que em certos momentos se tenha que caminhar “contra a correnteza” (atuando como minoria), é o caminho correto a se seguir para avançar a consciência e organização estudantil. E que a única estratégia que poderá derrotar o atual DCE é de uma Oposição coesa, preparada para as batalhas prolongadas, como um núcleo duro que jamais cede, e articulada aos estudantes nos cursos. Por isso convocamos todos os estudantes de esquerda a construírem conosco a Oposição CCI ao DCE!


Una-se à Oposição Combativa, Classista e Independente!
Pela reorganização do Movimento Estudantil pela base!

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[1]  - Vide Germinal nº 6 no blog: www.oposicaocci.blogspot.com/O_GERMINAL_nº_6
[2] - O rebaixamento dos paragovernistas (PSOL e PSTU) chegou a tal ponto, que frente às eleições para Reitor pós-ocupação de 2008, o PSOL apoiou a candidatura de José Geraldo (PT) e o PSTU se manteve “imparcial”.



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Para baixar esta versão do boletim em PDF.,

domingo, 6 de novembro de 2011

VÍDEO-DEBATE: Sagrada Terra Especulada - A LUTA CONTRA O SETOR NOROESTE



VÍDEO-DEBATE:

Filme: Sagrada Terra Especulada - A Luta Contra o Setor Noroeste
Local: CALET - Centro Acadêmico de Letras
(Ala Sul do ICC, UnB, campus Darcy)
Data: Dia 9 de novembro - Quarta-Feira às 12h

 Organização: CALET 

Para mais informações da luta contra o Setor Noroeste, em defesa da demarcação das teraas do Santuário dos Pajés, ou sobre o próprio documentário que será apresentado, veja:

domingo, 30 de outubro de 2011

Resultado das Eleições para DCE-UnB 2011



Resultado das Eleições DCE-UnB (Gestão 2011-2012)
Total de votos: 5782

1º) 1280 votos (22%) – Chapa 8 – Aliança pela Liberdade (direita liberal “”apartidária”” – PSDB e DEM)
2º) 1092 votos (19%) – Chapa 5 – Mobiliza UnB (PSOL, PCB e independentes)
3º) 955 votos (17%) – Chapa 1 – Junt@s Somos Mais (PT/Articulação de Esquerda e PDT)
4º) 779 votos (13%) – Chapa 4 – Canto Novo (PSB e independentes)
5º) 562 votos (10%) – Chapa 3 – T.U.A. (UJS/PCdoB, PT/Democracia Socialista, PSDB, DEM)
6º) 341 votos (6%) – Chapa 2 – Pra Mudar a UnB (PSTU)
7º) 315 votos (5%) – Chapa 6 – DCEntralizar para Unificar – (PT/Construindo um Novo Brasil e PPL)
8º) 301 votos (5%) – Chapa 7 – Democracia e Ação Direta (Oposição CCI/RECC e apoiadores)
-) Brancos e Nulos: 157 votos (3%)










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Confira os números das eleições de 2010:

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ANO III - FESTIVAL DE FILMES OUTUBRO PROLETÁRIO


Iniciado em 2009, o Festival de Filmes OUTUBRO PROLETÁRIO completa este ano sua terceira edição. Organizado principalmente pela Oposição CCI, o festival se realiza, não por acaso, no memorável mês de outubro, em referência à histórica Revolução Russa. Marcado pela data em que o proletariado mundial ganha importante fôlego em sua luta histórica pela emancipação, o OUTUBRO PROLETÁRIO traz filmes e documentários cujas temáticas remetem às diversas experiências de luta, organização e resistência do povo trabalhado contra a exploração e opressão em cada território deste planeta.


Confira a programação. Venha assistir e lutar conosco!



 

 PROGRAMAÇÃO:

Pequeno Grão de Areia (Granito de Areia)
EUA, 2005, 61min.  Direção: Jill Freidberg

Sexta-Feira: 14/10, as 12h no CASO*

Documentário que retrata a resistência popular no México frente a política  do Banco Mundial imperialista de desmantelamento da escola pública. O filme traz a experiência de organização e mobilização dos professores, trabalhadores na educação, dos estudantes e seus pais contra a destruição da Escola Normal Rural Mactumactza, em Chiapas. 
  


A Noite dos Lápis (La Noche de los Lápices)
Argentina, 1986, 105 min.  Direção: Héctor Oliveira

Quarta-Feira: 19/10, 12h no CASO*

Em setembro de 1976, durante os primeiros meses da ditadura na Argentina, sete adolescentes da cidade de La Plata foram sequestrados, torturados e assassinados por reivindicar o passe estudantil, uma redução no preço das passagens de transportes para estudantes. Baseado em fatos reais.
  


ABC da Greve
Brasil, 1990, 85min.  Direção: Leon Hirszman

Quarta-Feira: 26/10, 12h no CASO*

O filme cobre os acontecimentos na região do ABC paulista, acompanhando a trajetória do movimento de 150 mil metalúrgicos em luta por melhores salários e condições de vida. Sem obter êxito em suas reivindicações, decidem-se pela greve, afrontando o governo militar. Mobilizando numeroso contingente policial, o governo inicia uma grande operação de repressão. Passados 45 dias, patrões e empregados chegam a um acordo. Mas o movimento sindical nunca mais foi o mesmo.


*O CASO (Centro Acadêmico de Sociologia) fica no ICC Central, campus Darcy da UnB


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ORGANIZAÇÃO:
Oposição CCI - Combativa Classista e Independente ao DCE-UnB, e
Coletivo LutaSociais!

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Eleições para DCE-UnB 25 e 26/10
APOIE E VOTE Chapa 7 - DEMOCRACIA E AÇÃO DIRETA
www.democraciaeacaodireta7.blogspot.com


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Confira o que passou nas edições do Outubro Proletário em 2009 e 2010.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Eleições para DCE-UnB 2011: Chapa 7 - DEMOCRACIA e AÇÃO DIRETA


A Oposição CCI apoia e compoe a Chapa 7 - Democracia e Ação Direta


Confira o programa de luta da chapa:



Compareça aos debates entre as chapas! 

- Quinta-feira 13, Darcy Ribeiro, às 12:00.
- Terça-feira 18, Ceilândia, às 12:00.
- Quarta-feira 19, Planaltina, às 17:00. 
- Quinta-feira 20, Gama, às 12:00.
 - Segunda-feira 24, Darcy Ribeiro, às 18:00.



Apoie e vote na DEMOCRACIA E AÇÃO DIRETA - Chapa 7

 
LUTAR PARA ESTUDAR! ESTUDAR PARA LUTAR!
POR UM DCE SEM RABO PRESO COM O GOVERNO E ALIADO ÀS LUTAS DA CLASSE TRABALHADORA!


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Oposição CCI convoca


Discussão de formação de chapa
às eleições para DCE-UnB - 2011:

Dia 20/09 (terça-feira)
18h no Ceubinho (em frente ao DCE)


O período de eleição para DCE é um momento valoroso para o Movimento Estudantil, uma vez que favorece o embate de ideias, as avaliações das práticas e experiências realizadas pelos diversos grupos e suas perspectivas e concepções. Este embate é importante para os estudantes perceberem "quem é quem" e despertarem não somente o censo crítico, mas, em nossa opinião o mais fundamental transmitir, que é a ciência de que aquele que não luta organizado com os estudantes e trabalhadores que vivemos dia-a-dia cede espaço para as ofensivas do estado e do capital, como o Plano Nacional de Educação do Governo Dilma e o processo de privatização através das fundações e terceirizações.

Conclamamos então aqueles estudantes dos mais diversos cursos ou campis, convencidos da centralidade do nosso papel de garantirmos uma universidade que sirva ao povo, não só a participarem conosco deste processo eleitoral, mas permanecerem organizados em suas bases e em constante processo de politização e luta combativa!




Breve Análise:

Nas últimas três semanas uma onda de ocupações e lutas estudantis vem sacudindo as universidades de nosso país. Já se somam mais de 11 reitorias ocupadas neste período, marchas de rua e greves unificadas (unindo servidores, professores estudantes) em universidades como a UFPR e a UNIFESP. A UnB não se mantendo isolada deste quadro inaugurou o início deste segundo semestre de 2011 com a ocupação da reitoria pelos estudantes da Faculdade de Ceilândia no dia 13\09 (Quarta-Feira), cansados de esperar a mais de 3 anos a conclusão das obras de seu Campus.

Muitos destes movimentos, após esperar sem resultados dos meios burocráticos das universidades e governos, vêm obtendo conquistas parciais a partir da Ação Direta em suas lutas. Apesar disso, a falta de articulação nacional deste movimento e a não identificação dos verdadeiros inimigos vem conduzindo estas lutas a conquistas pequenas e parciais, de demandas que sempre ressurgem por não terem sido de fato resolvidas.   

É importante perceber que as pautas reivindicadas por tais movimentos possuem grandes semelhanças, que giram em torno do combate a precarização das universidades. Contra o corte de verbas, ampliação do RU, contratação de mais professores e servidores, mais estrutura física, são apenas alguns exemplos. Nós da Oposição CCI analisamos que tais processos expressam as contradições nacionais do REUNI que vem aumentando vagas nas universidades sem aumentar a estrutura necessária, como já era previsto no programa. Além disso, iniciamos o ano com corte de verbas de 3,1 bilhões para a educação feito pelo governo Dilma.

A UNB, dentro deste processo de precarização exposto acima, foi palco de diversas lutas durante o último ano: Ocupações por espaços de CAs, a luta dos moradores da Casa do Estudante por uma reforma digna, a luta de estudantes de artes, psicologia, medicina, desenho industrial por melhores condições de ensino, etc. Porém tais lutas se mantiveram fragmentadas e o nosso DCE possui grande responsabilidade neste processo não articulando as lutas, não convocando assembleias, buscando não demonstrar que tais lutas possuem um inimigo comum: a Reitoria e o Governo, órgãos a qual os membros do DCE são subordinados politicamente.     

A Oposição CCI buscou coordenar tais lutas no 1° semestre através de um fórum de CAs que unificou estudantes de geografia, filosofia, ciências sociais, serviço social, os estudantes da CEU e do Campus Ceilândia. Este fórum organizou no dia 25/05 uma assembleia geral e um ato com pautas unificadas, a revelia do DCE que se manteve inerte (http://oposicaocci.blogspot.com/2011/05/ato-estudantil-unificado-exige-posicao.html). Além disso, este fórum e a Oposição CCI participaram ativamente da organização da primeira ocupação da reitoria pelos estudantes da FCE no dia 15 de julho de 2011, que já estavam cansados das mesas de enrolação da Reitoria legitimadas e apoiadas pelo DCE. A radicalização da Ocupação da FCE neste 2º semestre demonstra isso.         

O Novo Plano “Neoliberal” de Educação (PNE) já tramita no congresso e os estudantes precisam se organizar para derrubá-lo, dado seu caráter privatizante. A UNE (atual gestão do DCE) como sempre buscará confundir os estudantes pela “disputa do projeto” no fundo garantindo que ele seja aprovado na íntegra, como foi com o REUNI, PROUNI, Regulamentação das Fundações etc. A ANEL e a Esquerda da UNE buscam desviar os estudantes para um caminho legalista e uma política paragovernistas, buscando construir centralmente o “Plebiscito pelos 10% do PIB para Educação” utilizando um método sem efetividade, colocando a ação direta (greve, manifestações de rua) em segundo plano e buscando conciliar com a UNE em uma campanha unificada pelos 10% do PIB, deixando a luta contra o PNE em segundo plano. Táticas, métodos e políticas que levarão os estudantes a derrota.   

Tendo em vista este quadro, é uma necessidade dos estudantes construírem um movimento Combativo e Unificado. Independente da UNE e da ANEL. Isso perpassa pela construção de DCE baseado nos princípios da ação direta estudantil, do antigovernismo (independência do Governo Dilma e de seus organismos subordinados como a UNE), Democracia de Base (tendo as assembleias estudantis como órgãos máximos do movimento) e do classismo (unidade com a luta dos trabalhadores da educação e outros setores).    

Pela construção de um DCE baseado na independência, na ação direta, na unidade das lutas e na democracia de base!

Oposição CCI ao DCE-UnB

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

2ª PLENÁRIA DA OPOSIÇÃO CCI


A Oposição CCI - Combativa Classista e Independente ao DCE da UnB realizará neste mês de setembro sua 2ª PLENÁRIA*. A precarização e elitização do ensino, principalmente do superior, assim como as lutas cotidianas impõem aos estudantes uma devida interverção de enfrentamento e resistência. Para que tal intervenção se torne exitosa é preciso sua instrumentalização, que significa: compreensão da realidade que vivemos, visão das necessidades dos estudantes trabalhadores e filhos da classe trabalhadora, identificação dos amigos, inimigos e traidores, objetivos a se cumprir e muita organização. Se por um lado seremos sempre peças passivas do Estado e dos capitalistas da educação enquanto não nos rebelarmos ou que nada adianta nossas indignações se não as transformamos em ações concretas. Por outro, a rebelião dos estudantes deve ter clareza e preparação de cada um dos seus atos, consequência com seus objetivos de uma luta que coloque a educação a serviço do povo e rigor com nossos inimigos de classe. É como diz um velho provérbio popular chinês: "visão sem ação é sonho; ação sem visão é pesadelo". Assim, convocamos os estudantes do povo para esta árdua e necessária tarefa: ORGANIZÇÃO E LUTA!


AVANTE!
POR UMA UNIVERIDADE POPULAR!
LUTAR PARA ESTUDAR! ESTUDAR PARA LUTAR!



*Camaradas interessados(as) em conhecer a Oposição CCI ou participar de sua 2ª Plenária, entrem em contato pelo email: oposicaocci@yahoo.com.br


O que é a CCI? 

Guia de estudo para formação de militante e apoiador da Oposição CCI

 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O GERMINAL - Nº 23, Agosto de 2011


Saudações classistas
a todos e todas estudantes do povo!


A Oposição Estudantil CCI - Combativa, Classista e Independente ao DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UnB, saúda todos calouros, parabenizando-os pela difícil conquista que é superar o afunilamento elitista de ingresso nas Universidades Públicas. Achamos importante os novos estudantes tomarem parte não só nos assuntos acadêmicos mas também nas lutas do Movimento Estudantil (ME), uma vez que nossas tarefas e batalhas vão justamente no sentido de melhoria das Universidades e da educação pública, combatendo o que e quem as precariza e as privatiza. Assim, chamamos os calouros a estarem participando das Assembléias Estudantis, das eleições de entidades de base e da tarefa de reorganização dos Centros Acadêmicos (CA's) e Movimentos de Curso.

Para isso, a Oposição CCI se articula nacionalmente através da Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), pólo aglutinador de oposições e coletivos de base que se opõem à UNE e ao governismo no ME. Compreendemos ser necessário romper com esse setor que atualmente dirige o ME da UnB, através do DCE, uma vez que não passa de um braço do Governo Dilma/PT, financiado pelo mesmo, cumprindo o papel de apoiar no meio estudantil os ataques de cunho neoliberal à educação que vem sendo aplicados pelo governo federal nos últimos anos. A RECC e a CCI se apóiam nos princípios da ação direta, ou seja, mobilização pelas próprias forças dos estudantes, rechaçando a via parlamentar e eleitoral, buscando construir uma universidade popular que sirva aos interesses do povo e não das elites do país.

Una-se à Oposição CCI! Pela reorganização do Movimento Estudantil! Abaixo a UNE governista!

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A falácia da democratização do ensino superior no Brasil

Apesar de todas as propagandas do governo e de seus aliados, como é o caso da Reitoria da UnB e da atual gestão do DCE ligado à UNE, alardearem uma enorme democratização do ensino superior no Brasil através das inúmeras reformas iniciadas pelo governo Lula e continuadas por Dilma, não é isso que a realidade do estudantado e as estatísticas mostram.

A reforma no ensino superior petista, após anos de aplicação (por “pacotes coordenados”, como PROUNI, REUNI, novo ENEM, FIES etc.) não conseguiu garantir ensino público de qualidade para as camadas populares. Seguindo o ideário neoliberal para a educação, a reforma tem tido três grandes efeitos: 1) o constante crescimento do setor privado, na forma de matrículas ofertadas (que hoje representam mais de 70% e são subsidiadas pelo governo através do PROUNI, FIES etc.) e de convênios, parcerias e fundações que invadem o espaço público e a autonomia das instituições para fins lucrativos e corruptos; 2) o sucateamento da grande maioria das universidades públicas, que cada dia mais se tornam escolões massificados de rápida rotatividade de alunos com o objetivo de servir aos ditames do mercado; 3) a precarização e flexibilização do trabalho nas instituições, com crescente terceirização, diminuição do corpo docente com dedicação exclusiva etc.

A grande maioria das vagas abertas foram no setor privado e de má qualidade, e ultimamente na modalidade EaD (Ensino a Distância), estimulada pelo governo. No ensino público, nas principais universidades e cursos, a antiga elitização continua. Mesmo com o falso “fim do vestibular” do MEC, prometido pelo novo Enem, o mesmo continua sendo um filtro que impossibilita ainda mais uma real democratização. De acordo com recente pesquisa da Andifes, 66% dos estudantes das universidades federais hoje são oriundos de famílias com renda superior a R$ 3800,00. O aumento do número de estudantes de famílias com renda inferior a R$3800,00 desde 2004 foi de apenas 0,4%. Em 2010 a CCI denunciou a falácia da reitoria e governo falando no Germinal nº 18 que “no 1º vestibular de 2010, apenas 393 calouros, dos mais de 3.700, eram oriundos de escola pública; neste segundo semestre de 2010, das 3.958 vagas abertas, somente 4% delas foram preenchidas por alunos que estavam cursando o 3º em escolas públicas, isto é, apenas 154 estudantes”. E essa realidade continua em 2011.

Disso conclui-se que a reforma petista apenas “maquiou” a estrutura do ensino capitalista existente no pais. As universidades públicas ainda são compostas pelos setores da média e grande burguesia em detrimento das massas trabalhadoras, por isso mais do que nunca faz-se necessária a luta dos filhos e filhas da classe trabalhadora pelo aceso livre e assistência estudantil nas universidades públicas e também para tirar a ciência das mãos de empresários.

Nesse semestre, reorganizar o Movimento Estudantil para a luta classista e combativa na UnB!

O segundo semestre de 2011 promete muitas lutas. O REUNI está acabando de ser implementado e as contradições só tendem a agravar: déficit de salas/professores - gerando problemas nas matrículas, filas no restaurante e nos pontos de ônibus, insuficiência da assistência estudantil etc.

No primeiro semestre desse ano tivemos na UnB vários exemplos da precarização causada pela política neoliberal do governo: a não entrega do campus de Ceilândia, que causou a combativa ocupação do gabinete da reitoria (15/06/2011); o histórico corte de 3,1 bilhões na educação no início do ano, que se converteu num corte de mais de 10 milhões só na UnB; o alagamento de departamentos e CAs que ocasionaram em ocupações de sala pelos mesmos; o recredenciamento da maior fundação privada da UnB, a FINATEC; a política fascista da reitoria e da prefeitura de expulsão dos moradores da casa do estudante (CEU); os constantes ataques aos ralos direitos trabalhistas dos terceirizados; a greve dos servidores que continua, apesar da criminalização realizada pelo governo e judiciário (uma clara retirada do direito de greve!).

A gestão petista do DCE está chegando ao fim, e chega à hora dos estudantes se organizarem com uma pauta anti-governistas para dar continuidade às lutas do semestre passado e combater os ataques do governo, lutando contra a precarização e privatização da universidade pública. Tal gestão mostrou a que veio, sempre defendendo as mesas de negociação (enrolação) com a reitoria, afastado das assembléias e lutas diretas dos estudantes (tal como as ocupações de CAs, ocupação da reitoria pelos estudantes de Ceilândia, lutas da céu etc). A gestão atual do DCE cumpre o funesto papel de desmobilizar o movimento estudantil através de suas vias parlamentares e legalistas.

Vale ressaltar que nessa luta não somos os únicos atacados e que sozinhos não poderemos alcançar vitórias: é fundamental os estudantes juntarem sua luta com a luta dos servidores, dos terceirizados e dos docentes, na defesa de uma educação pública de qualidade que sirva aos trabalhadores e não aos capitalistas.

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Em memória aos três operários assassinados no HUB:
Abaixo a superexploração patronal!

O dia 21 de Julho de 2011 será marcado na memória de todos os filhos do povo, estudantes e trabalhadores classistas da Universidade de Brasília. Neste dia, três operários: RAIMUNDO José Lopes da Silva, 22 anos, carpinteiro, NELSON Holanda da Silva, 38 anos, pedreiro, LOURIVAL Leite de Morais, 46 anos, pedreiro, foram soterrados e morreram nas obras do Hospital Universitário (HUB).

A empresa terceirizada Anhanguera Engenharia ltda, que contratava os operários, é a responsável direta pela morte dos camaradas. O caso é tão emblemático que, um dia antes da morte dos três operários, um dos funcionários da obra que alertou sobre o perigo à segurança dos trabalhadores foi demitido. Assim como em diversos outros canteiros de obras pelo Brasil afora (obras do PAC, imobiliárias, da Copa etc.) a opressão política sobre os trabalhadores e a precarização das condições de trabalho são a lei.

A morte dos operários dentro da UnB, uma das universidades mais elitizadas do país, demonstrou de forma explícita a natureza opressiva, assassina e exploradora do sistema capitalista sobre o proletariado. As vidas perdidas só podem ser honradas pela própria luta e organização dos trabalhadores, nunca pelas declarações demagógicas da Reitoria ou de qualquer empresa. Muito menos pelas declarações legalistas e pró-patronal do DCE-UnB, que em sua nota se presta a “aguardar manifestações públicas” da justiça oficial-burguesa sobre a “possibilidade de ter havido negligência”. Os petistas do DCE cumprem mais uma vez o papel de se calar ante à política neoliberal do Governo alimentando o mito do Estado-protetor, demonstrando assim o nível de acomodação e submissão do DCE à lógica do Capital.

Há cerca de dois anos, em dezembro de 2009, os terceirizados do HUB fizeram uma greve histórica pelo 13º salário. A morte dos operários é uma conseqüência da superexploração patronal, que se expressa principalmente por meio da terceirização. Sem direito ao 13°, a férias, a licença-maternidade, a greve, com salários de fome, com marmitas estragadas, baixa segurança no trabalho e acidentes constantes, com assédio moral e possibilidade de demissão a qualquer momento: essa é a realidade trabalhista dos terceirizados, que representam cerca de 80% da mão-de-obra da UnB.

Os camaradas assassinados, RAIMUNDO, NELSON e LOURIVAL são nossos mortos e não esqueceremos nem perdoaremos seus culpados! A “liberdade” dentro do capitalismo é a escravidão pela necessidade e pela pobreza!

Pela incorporação de todos os terceirizados ao quadro efetivo!
Raimundo, Nelson e Lourival: PRESENTES!
Abaixo a política neoliberal do Governo Dilma/PT!

AOS NOSSOS MORTOS NENHUM MINUTO DE SILÊNCIO...
MAS UMA VIDA INTEIRA DE LUTA!


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vídeo da ocupação da reitoria dia 15 de julho - UnB


Assista abaixo ao vídeo de um pequeno "
docu-drama" realizado por uma companheira apoiadora da Oposição CCI/RECC da ocupação da reitoria da UnB pelos estudantes de Ceilândia (FCE) no dia 15 de julho - maiores informações, leia a edição Nº22 do boletim O GERMINAL.


Documentário Ocupação Reitoria da UnB 06/2011
(http://www.youtube.com/watch?v=p9-TiDCuKPg)


Saudações Combativas,
Oposição CCI ao DCE da UnB.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O GERMINAL - Nº 22, Julho de 2011

Ensinamentos da Ocupação da Reitoria pelos Estudantes da FCE:
Romper com o Governismo e Unificar as Lutas pela Ação Direta!

No dia 15 de Junho, depois do vencimento do 12º prazo de conclusão da obra da FCE (Faculdade de Ceilândia), cerca de 250 estudantes ocuparam a Reitoria, com uma carta de reivindicações com 10 pontos, onde se exigiu condições dignas de estudo e assistência estudantil, assim como a retirada dos processos aos dois estudantes presos na Casa do Estudante.

A situação precária a que estão submetidos estudantes e trabalhadores do campus da FCE e demais campi da UnB é materializada na falta de infra-estrutura, uma assistência estudantil insuficiente, falta de transporte gratuito inter-campi. A três anos as atividades acadêmicas da FCE são oferecidas em uma escola secundarista.

A precarização da UnB tem ligação direta com as políticas neoliberais que o Governo Lula-Dilma aplicam através da Reforma Universitária, da qual o REUNI é carro-chefe. O REUNI prevê a expansão da universidade sem a garantia de verbas suficientes para tal. As verbas do REUNI são liberadas apenas com o cumprimento das metas (modo de subornar as universidades), dentre as metas está o aumento da proporção de alunos em relação ao número de professores (o que ocasiona salas superlotadas), etc.

No início deste ano, os estudantes da FCE e FGA (Faculdade do Gama) protagonizaram uma jornada de luta que mobilizou grande parte de seus campi. Ocorreram grandes manifestações e inclusive uma greve estudantil. A luta, porém, foi dirigida pela gestão governista do DCE e, para impedir que a mobilização se transformasse em oposição direta à Reitoria e ao Governo Dilma/PT, o DCE defendeu uma política legalista e corporativista.

O legalismo consiste na defesa de métodos “legalmente aceitos”, de acordo com a justiça burguesa, tais como mesas de negociação, audiências públicas e participação nos conselhos burocráticos. A crença na legalidade burguesa e na burocracia universitária se opõe à ação direta estudantil. O corporativismo é a ilusão de que podemos (e devemos!) solucionar nossos problemas de forma isolada/particular, fruto de uma inversão da relação de causalidade parte-todo. O corporativismo produz o eterno medo da “contaminação/cooptação” em relação a outras reivindicações, o que gera a estranha concepção de que a unificação enfraqueceria as lutas particulares.

Tal política, na prática, transformou grandes processos de mobilização em mesas de enrolação com a Reitoria, em protestos “pacíficos” e “propositivos” onde o Reitor José Geraldo era chamado a fazer seu discurso demagógico. Além disso, para salvaguardar a imagem do Governo e da Reitoria, os problemas da FCE e FGA eram apresentadas como “questões particulares”, de “erros pontuais” no processo de expansão, onde bastaria a contribuição e a “pressão propositiva” (sic) dos estudantes para os problemas se resolverem. Nada mais falso. Os problemas dos novos campi são fruto de uma política consciente de precarizar e privatizar a educação, tal como indicamos no início do texto.

A ocupação da Reitoria, no dia 15 de Junho, marcou uma ruptura parcial com as manifestações anteriores, e garantiu a assinatura do Reitor se comprometendo em atender todas reivindicações dos estudantes. É uma ruptura parcial (e não completa) pois elementos do corporativismo e legalismo ainda estão presentes na mobilização, porém, com a maior possibilidade de serem rompidos pela experiência prática da luta. Tais rupturas “instintivas” com a prática legalista do DCE devem se transformar em uma ruptura “consciente” com o Governismo em todo seu conteúdo reacionário e neoliberal.

Para direcionar esta ruptura com o Governismo é necessário que os estudantes da FCE se organizem para uma luta combativa duradoura, se aliando às demais lutas e reivindicações estudantis e proletárias. É necessário que os estudantes combatam decididamente a política da direção do DCE, aprendendo e acumulando com as experiências de luta. É nesse intuito que reforçamos o chamado: UNA-SE A OPOSIÇÃO CCI!


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Toda Solidariedade à luta dos moradores da CEU e aos Estudantes Perseguidos!

A Assistência Estudantil deveria garantir a permanência dos estudantes pobres na universidade, mas o que ocorre é que a UnB, ao mesmo tempo em que abriga a maior elite social do DF, massacra os/as poucos/as estudantes pobres que conseguem passar pelo funil do vestibular. Com a conturbada reforma da Casa do Estudante Universitário, mais de 350 estudantes perderam nada mais nada menos do que o direito de morar. Uma recente pesquisa feita pelo jornal “Campus” aponta que de 2010 para 2011 a eva
são cresceu 63,5%. Um fator que contribui decisivamente para isso é a péssima assistência estudantil.

Desde a Ocupação da Reitoria em 2008, o Movimento Estudantil da CEU reivindica a ampliação e reforma da moradia. Depois de muita espera, em fevereiro de 2011, os/as estudantes se viram com um prazo de um mês para encontrar um lugar pra ficar e sair da CEU durante a reforma. O que a UnB ofereceu foram míseros R$510 ou o financiamento de imóveis ruins em cidades muito distantes do campus. Assim originou-se o movimento Fica CEU, que tem como inimiga a Reitoria, e que “conta” com o DCE para intermediar o diálogo, ou melhor, o monólogo, que diz: “fora estudantes pobres da UnB!”. Esta política neoliberal da Reitoria/DCE fica ainda mais crítica com a implementação do REUNI.

Do lado da Reitoria também está a Polícia Militar, que no dia 3 de junho invadiu a CEU e prendeu três estudantes, por protestarem contra o sucateamento da CEU. Os estudantes que foram presos, agora respondem a processo por desacato e incêndio, em regime de liberdade condicional. Em solidariedade aos perseguidos, houve um ato pela sua libertação, além da reivindicação pela retirada do processo ter sido incorporada na pauta de reivindicações da Ocupação da FCE-UnB. Porém, o que temos que ter claro é: com o aparato repressivo do Estado (a polícia) agindo na UnB, a tendência é a ampliação da perseguição e criminalização do movimento estudantil e sindical.

Os/as estudantes que hoje residem na CEU sofrem diversos ataques, como arrombamento de portas de apartamentos ainda ocupados, soldagem de portas de emergência, retirada de bebedouros e de iluminação, ameaça de corte de luz e água. Hoje, na UnB, é posta em prática uma verdadeira política de terrorismo físico e psicológico contra os/as estudantes residentes da CEU. É mais uma forma de expulsão da classe trabalhadora da universidade.

Exposto desta forma, nós, da Oposição CCI ao DCE-UnB manifestamos nosso completo repúdio à política terrorista da Reitoria da UnB, assim como repudiamos toda e qualquer perseguição política. Conclamamos todos os estudantes da UnB a tomarem como sua esta justa causa! Manifestamos nossa plena solidariedade de classe com os residentes da CEU e com os perseguidos políticos. Como estudantes-proletários, endossamos nossas reivindicações mais imediatas: que seja providenciada moradia transitória DIGNA no próprio campus ou imediações da UnB durante as obras na CEU e que seja retirado imediatamente os processos criminais contra os estudantes David Wilkerson Silva Almeida e Heitor Claro da Silva.

Fora Polícia do Campus!

Lutar para estudar! Estudar para Lutar!

Unir todos os Campi numa só luta!

Derrotar as reformas neoliberais do Governo/Reitoria!


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Boletim O GERMINAL nº 22 DIAGRAMADO: