sábado, 12 de setembro de 2015

SOLIDARIEDADE | Moção de apoio ao Grêmio do IFBA campus Camaçari

A Oposição CCI/RECC solicita que os envios de adesão à esta moção de solidariedade sejam encaminhadas ao e-mail: oposicaocci@riseup.net. As novas adesões serão atualizadas no site: www.oposicaocci.blogspot.com


Moção de apoio ao Grêmio do IFBA campus Camaçari


“Pelos 20 de Camaçari”: Pela liberdade de organização e propaganda do movimento estudantil, contra a ingerência de reitoria e governos!


Protesto dos estudantes do IFBA dia 10 de Setembro


No dia 18 de Dezembro de 2014, os estudantes do Instituo Federal da Bahia (IFBA) Campus Camaçari tiveram seu Grêmio fechado pela diretoria do Instituto. O motivo alegado foi de haver sido encontrado no local resíduos de cigarros e garrafas de álcool, que estavam lá devido a uma festa realizada no dia anterior, organizada pelo Grêmio e estudantes independentes. Resíduos de cigarro às quais a Reitoria e demais direções tentaram alegar ser maconha. Sem sequer haver deliberação da Comissão Disciplinar aberta, o Diretor Geral Affonso Alves Filho trancou arbitraria e indevidamente a sala do Grêmio e está fechada até hoje.

Os estudantes solicitaram e foi aceito pela Diretoria Geral uma reunião no dia 4 de Fevereiro. Porém no dia a Direção se negou participar e os estudantes se dirigiram ao Gabinete da Direção Geral para exigir sua realização. Nesta oportunidade as frases “Todo poder aos estudantes” e “Abaixo a ditadura ifba” foram inscritas na parede, mas não se sabe o autor. Os estudantes foram penalizados com a decisão de suspensão das aulas dos Cursos Técnicos Integrados no período de 05/02 a 21/02/2015. E após Sindicância aberta, uma pena ainda mais grave foi lançada: suspensão de 15 estudantes e a expulsão de mais 05 estudantes.

Protesto dia 10 de Setembro de 2015
Reconhecemos este episódio como mais uma tentativa de criminalização da luta dos estudantes. Rechaçamos este autoritarismo da gestão do reitor Renato da Anunciação Filho e entendemos, ademais, que esta medida serve à mercantilização da educação em nosso país. Onde as reitorias e diretorias tentam amordaçar e criminalizar o convívio e a militância estudantil, e assim nos disciplinar como ovelhas-obedientes, futuros operários-padrões. Declaramos que nossa luta são maiores que aqueles planos voltados ao mercado traçados pelos governos para nós e para a educação

À esta e outras demonstrações do autoritarismo respondemos: Não aceitaremos, não nos calaremos! Se acham que somos apenas UM grêmio, UM Centro Acadêmico, verão que somos uma MASSA de estudantes na luta por melhores condições de vida e por livre expressão e organização! Somos o Movimento Estudantil!  E exigimos:

  • Reabertura da sala do Grêmio;
  • Imediata reintegração dos 20 estudantes suspensos e expulsos;



Convidamos CAs, DCE, Grêmios, sindicatos e movimentos políticos e sociais a assinarem esta Moção (enviar e-mail para: oposicaocci@riseup.net)


Assina essa nota:

Oposição de Resistência Classista – Trabalhadores em Educação DF e Entorno (Filiado ao FOB)
Oposição Combativa, Classista e Independente ao DCE-UnB (Filiada à RECC/FOB)
Comitê de Cultura e Luta – Planaltina/DF (Filiado ao FOB)



Leia abaixo a nota do Grêmio do IFBA:

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O GERMINAL, nº36: “Carta aos Estudantes, Centros Acadêmicos e Organizações Estudantis e Políticas da UnB: construir a união do movimento estudantil pela base.”


Ano VIII, edição nº 36 - Setembro de 2015

Versão para impressão d’O GERMINAL Nº36

Carta aos Estudantes, Centros Acadêmicos e Organizações Estudantis e Políticas da UnB: construir a união do movimento estudantil pela base. 


“Sei que a luta será longa e árdua, mas acredito firmemente na força da atuação coletiva das massas” – Honestino Guimarães 


1 – As eleições para DCE (Diretório Central dos Estudantes) se aproximam e muitos são os estudantes que neste período renovam suas intenções e esperanças por um movimento estudantil mobilizado e crítico, em especial distante da experiência dos três anos de gestão “Aliança pela Liberdade/Estudantes pela Liberdade”, quer dizer, distante da ação pragmática e liberal; 


2 – Compartilhamos desta esperança, e sob pena de cair em incoerência entre nosso “querer” e “fazer”, acreditamos que a esperança deve-se realizar como esforços concretos para agitar e organizar lutas coletivas, dentro e fora da Universidade, dia após dia, durante todo ano: manter a “apatia” fora do período eleitoral é colaborar com a política liberal-pragmática; 


3 – Por esta razão, embora consideramos válido a disputa do DCE em determinados períodos, não podemos reduzir a tarefa de reorganizar o movimento estudantil e popular da UnB à mera participação em eleições, seja compondo chapas, as apoiando ou votando: a missão é mais árdua, exige paciência e persistência num trabalho coletivo; 


4 – Ademais, acreditamos que, na atual conjuntura do país e da UnB, disputar as eleições para DCE é não somente irrelevante para a conquista da gestão do DCE “hoje”, mas também irrelevante à conquista do DCE no médio prazo e irrelevante para reorganização do movimento estudantil como um todo, razão pela qual a Oposição CCI defende o Voto Nulo nestas eleições e chama os estudantes para outra linha de ação; 


5 – Apesar do grupo “Aliança pela Liberdade/Estudantes pela Liberdade” mobilizar o voto de uma parcela do pleito estudantil a seu favor, majoritário nas últimas eleições, a necessária derrota da política pragmática e liberal só ocorrerá pela mobilização, não de votos, mas de um movimento de massas superior: tanto em sua formação teórico-política coletivista quanto em sua militância prática de ação direta; 


6 – Reduzir ou priorizar nossa ação à conquista de votos, embora frequente, é um erro imediatista, e até as tentativas de “unir a esquerda” em uma única chapa (a exemplo da “Manifesta” em 2014), excetuando boas intenções de estudantes independentes, acabam por ser “uniões” passageiras ou oportunista entre forças políticas, que logo se desunem e geram refluxo geral: nossa ação deve ser estratégica, pensar no médio e longo prazo; 


7 – A união necessária não deve priorizar eleições ou “acordão” entre forças e partidos políticos, esta prática deve ser revista e dar lugar à luta pela União do movimento estudantil pela base, democrático, forte e atuante, única condição hoje capaz de dobrar a gestão liberal-pragmática (ou qualquer outra) do DCE: pela base podemos dar a direção política, sem estar na gestão, e é isso o que importa; 


8 – A União pela base será o melhor mecanismo de resistir às atuais investidas, por um lado, do Governo e do Congresso com o ajuste fiscal, a Agenda Brasil e aprovação de leis retrógradas e, por outro, às pressões liberais, conservadoras e militaristas pelo impeachment: duas faces de uma mesma moeda que atentam contra a liberdade e o bem-estar do povo, e que devem ser combatidas pela construção da Greve Geral, um instrumento de poder popular; 


9 – Mas como organizar pela base? A resposta deve vir da ação cotidiana, com criatividade e contornando as dificuldades, entretanto três medidas são básicas: i) fortalecer o movimento dos Centros Acadêmicos (CAs), atingindo os mais de 40 mil estudantes desta instituição e com vista a realizar um Congresso Estudantil da UnB em 1º/2016; ii) realizar alianças entre os movimentos estudantil, sindical e popular; e iii) nos organizar em agrupamentos políticos, preferencialmente coletivos combativos, não-eleitoreiros e não-governistas; 


10 – Os CAs precisam organizar dezenas e centenas de estudantes em cada curso, para que multiplicados na Universidade, formemos um movimento estudantil de centenas e milhares nas ruas. Como? Propagandeando as iniciativas em salas de aula, em boletins impressos, em jornais murais; discutindo as pautas em Seminários de Formação; deliberando as táticas em Assembleias; e organizando Protestos de ação direta sobre a Reitoria e o Governo; 


11 – A aliança entre estudantes, trabalhadores e comunidade deve ser o tripé da resistência e da efetivação da Greve Geral, para tanto sendo preciso romper as políticas corporativistas de cada categoria, e unificando pautas específicas através da pauta de maior unidade, qual seja: o combate ao Ajuste Fiscal e todas leis retrógradas contra a juventude e classe trabalhadora: MPs 664 e 665, Lei Antiterrorismo, Lei da Terceirização, Estatuto da Família, PEC 215, Redução da Maioridade Penal e outras; 


12 – Mas também cada estudante pode potencializar suas intenções se se organizar em grupos de maior afinidade política para coordenar suas ações, e embora reconheçamos o direito de adesão e ação dos Partidos, somos decididamente contrários sujeitar o movimento estudantil ao apoio de governos e eleições no Estado, razão pela qual nos agrupamos na Oposição CCI cujo meio de luta é a ação direta coletiva, independente e organizada;





Para concretizar estas intenções, chamamos os estudantes, Centros Acadêmicos e forças políticas à mobilizar a UnB, bem como nossos locais de moradia e trabalho, em torno do seguinte programa construtivo:

Plano reivindicativo: 



A – Combater o Ajuste Fiscal e a Agenda Brasil do Governo e do Congresso que penaliza os direitos sociais e os serviços públicos, em especial a vida dos trabalhadores e estudantes, a exemplo da revogação dos cortes na educação e na saúde, entre outros; 


B – Recompor a política de Assistência Estudantil na UnB: abertura do Edital; bolsas permanência para 100% da demanda; abertura e pagamento das bolsas de iniciação científica e pós-graduação; autonomia estudantil na gestão da CEU (Casa do Estudante Universitário); ampliação do RU (Restaurante Universitário) e revogação dos aumentos ao público externo; entre outros; 


Plano organizativo: 



C – Fortalecer o trabalho de base nos CAs e trabalhar para que a atual “Articulação de CAs” existente opere sob os desígnios da democracia, representatividade, combatividade e pautada nos interesses coletivistas, e não um mero centro de oposição eleitoral ao DCE; 


D – Construir o Congresso Estudantil da UnB, previsto no Estatuto do DCE, com eleições de representantes por cursos para ser realizado em 2016, e deliberar sobre as estratégias políticas do DCE-UnB neste órgão soberano de poder das bases estudantis; 


E – Realizar Assembleias, Seminários e Marchas Unificadas entre estudantes, terceirizados, técnico-administrativos, professores e moradores/movimentos comunitários (Ceilândia, Gama e Planaltina), com vista a construção de uma Greve Geral contra o ajuste fiscal do Governo e pela ampliação de direitos sociais e serviços públicos e gratuitos; 


F – Por fim, se organizar permanentemente, local e nacionalmente, a exemplo da Oposição CCI, da RECC (Rede Estudantil Classista e Combativa) e seus Coletivos por Curso, para os quais reforçamos o chamado aos estudantes-proletários que conheçam, se organizem e lutem em nossas trincheiras. Em especial, convidamos aos nossos apoiadores e demais interessados a construção de um Comitê de Propaganda da RECC na UnB; 


Pela memória de Honestino Guimarães, Edson Luís, Ieda Delgado e Paulo de Tarso!

Combater o liberal-pragmatismo: DCE e CA é pra lutar!


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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Plenária reúne jovens combatentes e aumenta disposição para lutar contra a direita e o ajuste fiscal do governo


 A Plenária da Oposição CCI, ocorrida nos dias 21 e 22 de agosto, reuniu estudantes da UnB para discutir a conjuntura política do páis, bem como a luta classista contra as opressões de raça e gênero. Foi analisado a situação do governo petista diante das crises política e econômica e as consequências negativas para estudantes e trabalhadores, afirmando a linha poítica da indepednência de ambos setores e a aliança com o povo pela base, nas escolas, locais de trabalho e moradia.

Também debateu-se as opressões de raça e gênero como situações estruturais da sociedade e reproduzidas nas relações inter-pessoais, e a necessidade deste duplo combate, pessoal e estrutural, incluindo no seio da esquerda. Ainda, a Oposição CCI traçou suas metas e intervenções estratégicas para os próximos anos, que prometem não ser fáceis para estudantes e trabalhadores, a nível da UnB, Brasília e Brasil.

Em breve a CCI estará lançando as Resoluções desta Plenária. Nesta oportunidade, pretendemos discutí-la e efetivar seus planos de ação junto a todos estudantes interessados e apoiadores, entre aqueles que compreendem a importância da reorganização pela base e de uma estratégia de independência classista.


O povo unido é povo forte!
Não teme a luta!
Não teme a morte!
Avante companheiros!
Esta luta é minha e sua!
Unidos venceremos e a luta continua!

sábado, 5 de setembro de 2015

PSOL (RUA) e PSTU (ANEL) derrotam Ocupação da Reitoria da UFC

 
Nº 05 02 de Setembro de 2015

Cupulismo reformista derrota a ocupação da reitoria da UFC

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A ocupação da reitoria iniciada no dia 01 de setembro, após assembleia estudantil da UFC, foi destruída pelas estratégias do reformismo representadas por correntes ligadas majoritariamente ao PSOL (RUA), e PSTU (ANEL).

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Estudantes da UECE ocupam direção do CH da UECE

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No ultimo dia 26, estudantes da UECE ocuparam a diretoria do CH no Campus Fátima exigindo democracia e direitos.
 
Denunciando o caráter anti-democrático da diretoria do Campus, os estudantes tomaram a luta em suas próprias mãos e ocuparam a diretoria do CH.
 
O saldo até o momento é uma negociação direta realizada com o reitor que se deslocou à ocupação para ouvir as demandas, e a promessa do mesmo de destituição do diretor, e a elaboração de uma comissão gestora provisória composta paritariamente por estudantes, servidores e professores.

A ocupação da diretoria demonstra a todos que as vitorias chegam aos que ousam lutar!

IR AO COMBATE SEM TEMER!
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

Segue abaixo a nota da ocupação

terça-feira, 25 de agosto de 2015


contra os cortes

O corte anunciado em 22/05 é de 69,9 BILHÕES de reais. A Saúde e Educação são foram as maiores prejudicadas com uma redução de 11,7 BILHÕES e 9,4 BILHÕES de reais respectivamente.

Os cortes acontecem em um momento preparado pela CUT quando Vagner Freitas, presidente da referida central governista, defendeu o modelo europeu de “manutenção de emprego” através de reduções de salários e de direitos, conhecido como Plano de “Proteção” ao Emprego – PPE. Assim como nos anos anteriores não esperamos resposta alguma da CUT e demais centrais governistas e pelegas. Analisamos essas propostas em matéria recente no site do Fórum de Oposições pela Base.

Apesar do Ministério da Educação afirmar que o corte não atingirá as “atividades fins” (escola e remuneração de pessoal), a proposta meritocrática do MEC (que consta no PNE neoliberal) é a implementação de uma prova para professores ascenderem funcionalmente nas suas carreiras o que dificulta o acesso ao professor à sua ascensão por direito ficando submetida a tal avaliação. Essas avaliações têm por objetivo culpabilizar o professor e isentar o governo, afinal educação não se faz sem as condições materiais de trabalho para os professores e condições de estudo para os estudantes. Em todo o Brasil a educação agoniza com salas superlotadas, falta de pessoal de apoio, estrutura escolar degradante, merenda escolar ruim e profissionais mal remunerados.

Nunca nutrimos ilusão no governo federal. Nacionalmente construímos a campanha “NÃO VOTE, LUTE!” que tem por objetivo combater a ilusão nas eleições como método de melhora das nossas condições de trabalho e vida. Jogamos nossas forças na mobilização de nossa categoria e na unidade classista com outros setores da educação. Assim trabalhamos hoje na nacionalização de nossa oposição que faz combate ao sindicalismo de Estado, marca dos setores governistas (CUT, CTB), paragovernistas (Intersindical e CSP-Conlutas) e de direita (CGTB, NCST, Força Sindical) e contra a despolitização e desorganizacionismo dos trabalhadores da educação.

A única resposta é a Greve Geral construída pela base

Enquanto as centrais governistas e paragovernistas acima citadas chamam uma Greve Geral de mentirinha, sem a convocação de suas bases através de assembleias, a construção de comandos de greve locais e gerais, sem a construção de organismos de poder da base, o governo deita e rola nas costas do trabalhador e esses cortes são uma expressão disso.

É tarefa dos trabalhadores da educação a construção de uma campanha nacional chamando o Abaixo o Corte de 9,4 Bilhões na Educação e o PNE Neoliberal de Dilma-PT/PMDB para impedir mais ataques e golpes realizados pelo governo contra a educação.

CONTRA TODA AVALIAÇÃO MERITOCRÁTICA!
ABAIXO O PNE NEOLIBERAL DE DILMA-PT/PMDB!
ABAIXO O SINDICALISMO PELEGO E COORPORATIVISTA!
CONSTRUIR A OPOSIÇÃO DE RESISTÊNCIA CLASSITA!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Avaliação do 35º ENEPe (Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia

 por Coletivo Pedagogia em Luta (filiado à RECC)



Dos dias 12 a 19 de julho de 2015, foi realizado em Curitiba, o 35º ENEPe (Encontro Nacional dos Estudantes de Pedagogia), com a temática “20 anos da LDB e aí?! A Democratização do Ensino Público no Brasil”. Nós do Coletivo Pedagogia em Luta, filiado a RECC (Rede Estudantil Classista e Combativa) estivemos presentes por acreditar que os ataques ao ensino público se mostram cada vez mais latentes, a precarização das condições de estudo e do trabalho docente apontam para a necessidade de enfrentamento.

A comissão organizadora do 35° ENEPe, tinha em sua composição grupos como o Levante Popular da Juventude (LPJ), União da Juventude Socialista (UJS – PcdoB), correntes que compõe a União Nacional dos Estudantes – UNE, uma entidade que recebe dinheiro do governo, portanto estando atrelada a ele, claramente, não representa os nossos interesses. Tal entidade tem cumprido o papel de travar as lutas estudantis através da defesa de projetos como PROUNI, PRONATEC, FIES, que injetam dinheiro no setor privado da educação em detrimento ao acesso à uma educação pública de qualidade pelos estudantes da classe trabalhadora.

Os militantes de tais correntes (LPJ/UJS) provocaram inúmeros entraves ao encontro, desde o início de sua construção, nas reuniões online, até os dias que seguiram o evento. Nas reuniões online que se antecederam ao evento os militantes destas correntes se impuseram quanto mediadores das reuniões, pois diziam que só havia legitimidade se eles que eram CO mediassem, no entanto, o que acontecia era desrespeito à fala dos companheiros que se colocavam contrário à linha política do governismo, chegando ao cumulo de abrirem chats individuais com aqueles que discordavam de sua política na tentativa de constrange-los para que não discordassem da C.O.

A tentativa de despolitização do encontro por parte da UNE ficou ainda mais evidente durante o decorrer do evento, quando a mesma CO fez uma programação que tinha como principal foco não o debate, mas o esvaziamento dos espaços, sendo realizadas, apenas 3 mesas, durante todo o evento, numa clara tentativa de despolitização, tornando visível para o andamento do encontro práticas como o coleguismo.

No entanto, o ENEPe tem em seu histórico o símbolo da resistência e da combatividade, sendo um dos encontros de área mais politizados e que reafirma há mais de 10 anos seu rompimento com a falida União Nacional do Estudantes (UNE). Os Estudantes de Pedagogia, nacionalmente, se colocam contra a essa entidade que só fere os direitos estudantis e que em seu cerne reproduz a lógica partidária, legitimando o governo daqueles que facultam os cortes de verbas na educação, nos direitos sociais e afins.

E foi nesse sentido que os estudantes na vontade de construir um encontro por fora do governismo, cansados de tantos golpes realizados pela CO, "tomou as rédeas" do encontro, através do Campo de Luta, que agrega estudantes independentes, grupos políticos combativos, executivas estaduais, na garantia de um encontro minimanete organizado. Foi através de inúmeros entraves políticos, que conseguimos, junto ao Campo de Luta, garantir o ato do 35º ENEPE, que ocorreu nos dos símbolos históricos de Curitiba, a praça "Boca Maldita". Por não corroborar com a política governista e antipovo da CO, nós e todos que compunham o Campo de Luta fomos vítimas da mais baixa retaliação do governismo, ficamos sem jantar. No entanto, o movimento real de pedagogia não se calou e realizou intervenções na frente do RU, forçando com que a CO garantissem o jantar.

Inúmeras e incansáveis assembleias foram realizadas, a presença massiva dos estudantes deixava claro que as manobras utilizadas pela CO não dialogavam com os estudantes. Falta de comida, estrutura mínima para a realização de oficinas, apresentação de trabalhos e grupos de discussões não foram garantidos pela CO, mas sim pela base, pelo Campo de Luta e grupos que acreditam num novo MEPe.

Numa incansável tentativa de criminalização dos movimentos sociais, LPJ e UJS, reproduzindo a lógica de seus partidos, tentam argumentar pela retirada de bandeiras de grupos combativos do encontro, além de atuarem com os grupos organizados e aqueles que se aproximavam através de ameaças, coações e afins. Ficando tais práticas, ainda mais, visíveis na Plenária Final, onde "capangas?' da UNE (UJS/LPJ), durante as votações de sedes dos próximos encontros, tentavam intimidar aqueles que chegavam para contrargumentar as propostas da UNE.

Mas, a despeito da tentativa nefasta do governismo, o Movimento Estudantil de Pedagogia, classista e combativo, reafirmou o seu rompimento com a UNE, reiterando a defesa de uma Educação Pública, Gratuita e de Qualidade que esteja a serviço do povo, tirando como bandeira de lutas do MEPe: Abaixo ao PNE Neoliberal, pela valorização da profissão do Pedagogo e a construção da greve geral para barrar a precarização da educação. O 35º ENEPe, motivado por uma acumulo de discussões dos Fóruns de Entidades de Bases, dos Encontros Estaduais, puxa a bandeira de luta: CONSTRUIR A GREVE GERAL. CONTRA OS ATAQUES DA PÁTRIA EDUCADORA: GREVE GERAL É A SOLUÇÃO.

Nós do CPL convocamos a todos a continuarmos a construir um MEPe combativo, independente, classista, que rompa com o velho movimento estudantil e que não dá margem para que o oportunismo atrelado ao governo ganhe voz.

ABAIXO A UNE GOVERNISTA, OFICIAL, PELEGA E REFORMISTA!
CONSTRUIR A GREVE GERAL!
LUTAR PARA ESTUDAR, ESTUDAR PARA LUTAR!
A PEDAGOGIA É SENSACIONAL, PUXANDO A GREVE, GREVE GERAL!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

UNE e UBES aliadas do latifúndio!

 

Alguns ficaram surpresos com a nomeação para o Ministério da Agricultura da principal liderança da bancada ruralista e inimiga histórica dos povos do campo, Kátia Abreu (PMDB). Mas tal nomeação foi apenas a explicitação de uma política do Governo Dilma (PT) de apoio aos latifúndios e agronegócio no país.

É preciso salientar que os investimentos na burguesia rural e agronegócio tem sido bastante elevados, e que os governos Lula e Dilma pouco ou nada avançaram na "simples" reivindicação de reforma agrária - até mesmo FHC realizou mais desapropriações de terras ques os governos do PT.

Logo, tal nomeação, para nós, não foi um espanto. E não parece que foi apenas para nós.

Em recente atividade, as presidentes da UNE e UBES, Carina Vitral e Barbara Melo, respectivamente, posaram em foto com abraços e sorrisos com a Ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Deve-se lembrar que o retrocesso do novo Código Florestal, que teve a anuência de Kátia Abreu, foi proposto por Albo Rebelo, do PCdoB. Carina Vitral e Barbara Melo, ambas são do PCdoB.

Alguns diriam que não há problemas, que são meras formalidades ou etc. Ocorre que Kátia Abreu representa o um dos setores mais retrógrados do país. Um setor que é responsável pelo envevenamento de alimentos com agrotóxicos. Pela difusão de transgênicos, com riscos à saúde da populaçaõ. Pela expulsão de famílias de camponeses pobres, indígenas e ribeirinhos do campo. Bem como o conflito, mortes e atentados com estes mesmo povos que lutam por suas terras.

Kátia Abreu tem sangue em suas mãos. Apertá-las é mais que gesto simbólico. É a explicitação da aliança dos partidos e movimentos governistas (PT, PcdoB, UNE e UBES) à grande burguesia rural brasileira. É o selo da conciliação de classes. É a conivência com as mortes de sem-terra e indígenas no campo brasileiro. É (mais um) atestado de falência de UNE, UBES, PT e PCdoB para os estudantes e trabalhadores deste país!

Nenhuma ilusão nos governistas!

Abaixo a UNE, pelega e pró-capital!

Evento da Plenária Estudantil da Oposição CCI


 Relembramos aos interessados/as que enviem e-mail com nome, curso e telefone para OPOSICAOCCI@RISEUP.NET


Lutar para estudar!
Estudar para lutar!

Entrevista com Eduardo Taddeo em Goiânia (ex-Facção Central)

por pró-Comitês de Cultura e Luta DF/GO (filiado ao FOB)

Entrevista realizada no dia 14 de março de 2015 com Eduardo Taddeo em seu show de lançamento do CD "A Fantástica Fábrica de Cadáver" em Goiânia. A entrevista foi realizada pelo CCL (Comitê de Cultura e Luta), núcleos Brasilia-Goiânia.



Viva as culturas de resistência! Pela auto-organização da periferia!

domingo, 16 de agosto de 2015

UNESP : SOLIDARIEDADE AO COMPANHEIRO MARCELLO PABLITO (SINTUSP)

 
          A Universidade de São Paulo (USP) recentemente deu início a um processo judicial pedindo a demissão por justa causa de Marcello “Pablito”, diretor do Sindicato de Trabalhadores da USP – SINTUSP. Pablito é trabalhador do restaurante universitário e também diretor da Secretaria de Negros, Negras e do Combate ao racismo do SINTUSP, perseguido pela Reitoria por lutar contra o desmonte da universidade pública e defender cotas raciais.
 
         No dia 14 de abril, durante reunião do Conselho Universitário, ocorria uma paralisação de trabalhadores por reajuste salarial, em defesa dos restaurantes, creches e hospitais universitários e por mais contratações. No local da reunião, estudantes, trabalhadores e o movimento negro se manifestavam exigindo o debate sobre a adoção de cotas raciais na USP, discussão sistematicamente ignorada pela Reitoria da universidade que, demonstrando todo seu autoritarismo e intransigência, cancelou a reunião.
 
          A ameaça de demissão de Pablito é parte dos esforços da Reitoria da USP para aniquilar a luta contra seu projeto de universidade embranquecida e excludente, é repressão política contra aluta sindical combativa, contra a aliança entre estudantes e trabalhadores, contra os direitos das negras e negros da classe trabalhadora, que hoje são apenas 7% entre o grande número de estudantes da USP, mas são maioria absoluta nos postos de trabalho mais precários e terceirizados.
 
          O assédio e a perseguição política visam coibir a luta coletiva das categorias e devem ser respondidos exemplarmente, em uma ofensiva na luta pela implementação das cotas e contra a terceirização, os Planos de Demissão Voluntária, a militarização e todos os ataques aos estudantes e trabalhadores pobres! Acreditamos firmemente que através da organização das trincheiras do povo em seus locais de trabalho e estudo e por meio da GREVE GERAL a realidade de exploração e opressão será radicalmente transformada. É preciso resistir! Não podemos permitir que eliminem nossos lutadores! Todo apoio ao companheiro Pablito!
 
 
RECONSTRUIR O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO PARA DEFENDER OS DIREITOS DOS TRABALHADORES!
 
PELO FIM DOS PROCESSOS AOS LUTADORES DA USP!
 
LUTAR NÃO É CRIME! DEMISSÕES NÃO PASSARÃO!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A origem do FOB: Alternativa ao movimento sindical, popular e estudantil

Por Fórum de Oposições pela Base (FOB)

Publicado em jun/13

Acesse AQUI a versão em pdf.

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A ORIGEM DO FÓRUM DE OPOSIÇÕES PELA BASE: ALTERNATIVA AO MOVIMENTO SINDICAL, POPULAR E ESTUDANTIL


1 - A Origem do Fórum de Oposições pela Base


O Fórum surgiu como parte de um processo de aglutinação de militantes do movimento sindical, estudantil e popular. Podemos dizer que o Fórum foi se constituindo num processo político de oposição ao “governismo” que se tornou hegemônico no movimento dos trabalhadores a partir de 2003.  Mais especificamente as lutas contra a reforma da previdência de 2003 e o processo de luta e cisão com a CUT entre 2004 e 2005 dentro dos sindicatos dos servidores públicos federais e aos debates de formação da CONLUTAS.
O Governismo – ou a política de adesão das organizações dos Trabalhadores aos objetivos de um governo – implicou uma ofensiva contra direitos, salários e condições de trabalho. Nesse sentido, o governismo interessava especialmente ao capital, pois favorecia os grandes empresários, banqueiros e latifundiários. O Governismo implicou um fortalecimento da ofensiva do desenvolvimento capitalista neoliberal contra os trabalhadores, manifesto em medidas de reformas neoliberais, privatizações, corte de gastos públicos e medidas que aprofundavam a superexploração. Ou seja, a oposição ao governo do PT era dada pelo que o governo do PT representava em termos de destruição de direitos e interesses dos trabalhadores. O governo do PT desde o inicio combinou medidas intervencionistas e liberais para favorecer a retomada da acumulação de capital. Isso implicou em reestruturações previdenciárias, dos direitos trabalhistas, das políticas agrária e social. Em todas as dimensões da questão social, os trabalhadores sofreram ofensivas.  

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O tempo é de crise? A hora é de luta!

Venha para a Plenária Estudantil da Oposição CCI. Vamos debater a conjuntura política brasileira, o movimento estudantil nacional e particularmente na UnB e a luta classista contras as opressões de gênero e raça!




Nenhum passo atrás!
Avante a Ação Direta Estudantil!
Construir a Greve Geral contra o ajuste fiscal!

domingo, 24 de maio de 2015

Greve nas federais: quais as lições do movimento nacional de 2012?


ORC/FOB agitam  professores da rede básica pela democratização do sindicato e pela construção da greve geral (fev/15)

Diante da possibilidade de um novo movimento grevista nas universidades federais e em outros ramos de trabalho, é preciso o esforço de analisar greves passadas e delas tirar as lições para as lutas que se avizinham. Leia abaixo as posições e analises da Oposição CCI e da RECC sobre a greve nacional de 2012:

Oposição CCI protesta contra cortes na educação
As políticas de arrocho do governo federal e dos governos estaduais e distrital estão sacrificando os serviços públicos ainda mais e cortando direitos, penalizando sobretudo os trabalhadores terceirizados e os estudantes mais pobres que dependem das políticas de permanência. A construção da luta neste momento precisa levar em conta suas demandas como uma demanda coletiva na sociedade.

As greves não podem se fechar nas pautas corporativas das categorias, sob pena de isolamento. E o momento é de união. União das pautas e união as organizações nos locais de estudos, trabalho e moradia! Somente assim se edifica uma verdadeira GREVE GERAL contra as políticas de ajuste dos governos!

Ir ao combate sem temer!
Ousar lutar, ousar vencer!

terça-feira, 19 de maio de 2015

Boicotar o Congresso da UNE! Fora governismo do Movimento Estudantil!


 A UNE está prestes a realizar seu 54º Congresso. Será mais um Congresso de fachada, com cartas marcadas do início ao fim. A UJS (juventude do PCdoB) sairá novamente com a presidência e todos cargos majoritários. Tem sido assim por cerca de duas décadas, ininterruptamente. Fraudam eleições nas universidades, fraudam atas, tratam estudante como boiada para votar em suas propostas, sabotam os grupos diferentes, fazem do Congresso palanque de parlamentares e do governo e por aí vai.

Os Congressos da UNE são dependentes financeiramente do Estado, seja via verbas parlamentares, ministeriais ou de empresas públicas. Desafiamos a UNE a manter sua estrutura e realizar um único Congresso que seja sem verba dos cofres públicos! A UNE é sustentada por fora, e não pelos estudantes! Tal dependência e burocratização tem seu preço, e não se expressa apenas nos Congressos - que são, quase sempre, despolitizados e festivos. É o preço do aparelhamento político!

No dia-a-dia da entidade, sua política é refém das do governo, chegando a realizar campanha para o PT nas eleições de Estado. Não vemos a UNE realizando uma manifestação que possa mexer na imagem do governo petista. Ao contrário, é sempre solícita a defendê-lo, e junto defende seus pacotes de maldades e políticas neoliberais para o ensino! A UNE NÃO LUTARÁ: contra os cortes na educação e contra o ajuste fiscal, por exemplo!

O desserviço da UNE é tamanho para os estudantes, que os próprios grupos que se dizem "oposição" a direção majoritária não conseguem tocar por dentro da UNE lutas que vá de encontro à política governista, tendo eles mesmo que realizá-las em paralelas. Ainda assim, estes grupos insistem em legitimar a entidade, num sonho longínquo de - um dia, quem sabe - ganhar a direção da entidade. Trocar a "direção", resolve o problema? Acreditamos que não!

Enquanto isso, milhares de estudantes e centenas de coletivos independentes estão espalhados pelo Brasil sem uma capacidade de coesão e unidade. É preciso romper este localismo e avançar na construção de um movimento nacional de oposições e coletivos estudantis de base, organizado por local de estudo: de baixo para cima! Para isso, devemos iniciar o trabalho na reconstrução e união dos Centros Acadêmicos e no fortalecimento da democracia do movimento nas universidades (via assembleias de base) e na combatividade das lutas!

A UNE não presta para a luta dos estudantes. Perdeu toda sua independência política e financeira, se vendendo ao governos e empresas: atua de cima para baixo! Por isso, não legitime esta entidade falida. Na sua universidade, NÃO vote no Congresso da UNE! Politize o boicote! Politize a luta contra o governismo no movimento estudantil! Derrotar a UNE na base!

Reconstruir um movimento nacional de oposições!
Construir a greve geral contra os cortes do governo Dilma (PT-PMDB)! 

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Para acessar mais materiais sobre a política da UNE, leia:

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Acesso livre? Fim do vestibular? Que bicho é esse!?

  


domingo, 7 de novembro de 2010
 
domingo, 7 de agosto de 2011
 
quinta-feira, 21 de abril de 2011

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Universidade pública e a sorrateira privatização

 

Publicamos abaixo texto produzido e lançado pela Chapa 3 "UnB aberta pra quebrada" durante eleições para DCE em 2014. O texto reflete integralmente a opinião da Oposição CCI. Em tempos de cortes na educação, políticas de austeridade e gastos sociais, é bom ficarmos atentos para as formas de privtização do ensino público. Boa leitura!!



Universidade pública e a sorrateira privatização


Ocorreu nesta terça-feira (06) o terceiro debate entre chapas para DCE. Entre tantos destaques, um nos chamou atenção. Ao ser indagada sobre o tema, a chapa 4 “Manifesta” (PT, PSOL, PSTU, Honestinas e adjacentes) foi categórica: “nós não somos contra financiamento privado da universidade pública nem contra empresas juniores“. No afã de ganhar votos, nem mesmo se deu conta de que sua roupagem deveria ser de uma chapa de esquerda – segundo ela própria, “O projeto alternativo à Aliança“. Mas se esqueceram do “bêabá” político: quem defende a privatização da universidade é a direita! Assim, sinalizam que a grande “oposição de esquerda” a Aliança não representa mais do que mudanças cosméticas no DCE. Redigimos a posição da chapa 3 “Unb aberta pra quebrada” sobre financiamento privado, fundações de apoio e empresas juniores para que não sobre dúvidas aos estudantes o que é de fato um projeto de universidade popular (e não privatizada!).


Hoje, muitos administradores, professores e estudantes reconhecem a iniciativa privada como solução dos problemas da pesquisa universitária. Reclamam da burocracia nas licitações e contingência de recursos. Mas não se fala que a proliferação das fundações privadas ditas de apoio coincide com a desobrigação do Estado de financiar e manter seus serviços públicos, a exemplo do ensino superior. Esta estratégia ganha corpo no fim da década de 80 e se desenvolve na década de 90 até os dias atuais, quando a maioria das fundações são cadastradas nos ministérios.

É a partir da contenção do financiamento das instituições públicas de ensino superior (corte de gastos para pagamento do superávit primário, por exemplo) que as fundações privadas surgem como “salvadoras da pátria”. Quer dizer, uma ação mesclada do Estado que, ao se desresponsabilizar do obrigatório sustento das universidades, as entrega de mãos beijadas à iniciativa privada, atropelando a função pública dessas instituições entregando suas estruturas a exploração privada. Ou seja, o poder político cria o “vácuo” e o poder econômico “surge” como única alternativa. Mas nada disso é natural ou imutável. É fato que a função publica da universidade e das suas respectivas sub instituições são alvo de precarizações para sua posterior substituição.

No caso das fundações privadas ditas de apoio, com a Finatec na UnB, estas acumulam uma série de problemas: se utilizam do corpo docente, espaço físico e credibilidade das instituições para desenvolverem pesquisas que, ao fim, reservarão o direito de propriedade intelectual para si (patentes); embora ilegal, há inúmeros casos de geração de lucro; ao concederem remuneração extra para professores, estes criam vínculo corporativo e defendem as fundações para fins particulares, esvaziando as reivindicações coletivas da categoria; ofertam cursos pagos nas instituições, mesmo sendo inconstitucional; captam recursos públicos e fazem sua gestão dispensando licitação, o que permite graves casos de desvio de finalidades ou subcontratação de atividades que não atendem as exigências; minoram recursos públicos que poderiam ser repassados à própria universidade.

Em suma, a mercantilização do conhecimento promovida pelas fundações privadas ditas de apoio compromete a liberdade acadêmica. Ela direciona a formatação de cursos, currículos, pesquisa e do corpo docente e administrativo, para atender aos interesses do mercado em detrimento dos anseios da maioria da sociedade.

Alguns setores, entre a “esquerda” e a “direita”, na ilusão de dominar a sanha empresarial, defendem o “controle social” das Fundações – composição de 50% + 1 na direção das mesmas pelo corpo universitário. Esta medida acredita poder moralizar e controlar o exercício das fundações. Na prática, porém, os aludidos “controladores” não podem sacrificar a engrenagem das fundações, sendo eles mesmo desmoralizados pela prática empresarial. Este controle social não passa de um “cosmético de esquerda”.

Por isso o movimento estudantil e sindical deve lutar articuladamente para viabilizar 1) a ampliação do recursos públicos geridos diretamente pela nossa fundação pública – a FUB, 2) bem como a democratização de sua gestão; 3) pressionar pela melhoria do serviço público, com contratação e treinamento de pessoal, dando celeridade para atender demandas de recursos para pesquisas; 4) cancelar os vínculos com fundações e empresas privadas, resgatando todo patrimônio (intelectual e físico) obtido as custas da UnB; 5) travar um forte combate ideológico contra o empreendedorismo, exemplificado pelas empresas juniores, defendendo as consultorias populares nos cursos como alternativa para a aplicação da ciência, técnicas e conhecimento. Nem fundações, nem empresas privadas são filantrópicas: seu objetivo é privatizar os potenciais da universidade. E as empresas juniores reproduzem esta ideologia pro-mercadológica. A universidade, porém, deve atender ao povo trabalhador, e não aos interesses mercantis. Fora parasitas!

Fora fundações e burguesia da UnB!
Por uma universidade popular, a serviço da classe trabalhadora!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pelo combate ao liberal-pragmatismo da gestão do DCE! DCE é pra lutar!

É sempre bom relembrar: atuação em 2011 da Chapa 7 “Democracia e Ação Direta”
Eleições do DCE de 2011!!! Logotipo da “Chapa 7″

Em 2011, a Oposição Estudantil C.C.I.  se engajou na “Chapa Democracia e Ação Direta” para eleições do DCE. Desde antes, e de lá para cá, continuamos lutando cotidianamente, mesmo aqueles que se formaram na UnB hoje atuam no movimento sindical ou popular. Acreditamos que os ensinamentos daquele momento permanecem válidos ainda hoje, devemos reaprender. Sobretudo pois foi o ano que marcou a primeira vitória do grupo liberal-pragmático Aliança Pela Liberdade, que destruiu o movimento estudantil na UnB. Assim, vale a pena retomar o que foi dito na época. E continuar hoje o combater programático-organizativo pela democracia, classismo e combatividade no movimento:

Corporativismo, apoliticismo e apartidarismo


Muito se argumenta, durante o período eleitoral do DCE, que parte expressiva do movimento estudantil centra sua atenção em assuntos externos à universidade, alheios às mais prementes demandas estudantis e aos interesses particulares da universidade. O distanciamento entre as demandas pragmáticas e as pautas do movimento se agravaria, costumam dizer, pela intromissão de partidos políticos que instrumentalizariam o movimento estudantil para realizar seus fins particulares.


Por trás de tal visão, reside um profundo corporativismo acerca da natureza e limites da luta estudantil. Não é possível, no entanto, separar problemas da educação de uma realidade social mais ampla, que produz as condições, os meios e os fins do sistema educacional. Não há visão mais ingênua do que crer que as contradições da UnB não correspondem a uma expressão particular das contradições sociais às quais estamos submetidos. Desse modo, por trás de problemas aparentemente triviais existe uma longa cadeia de conflitos sociais que determinam o modelo educacional existente. Engajar-se nesses conflitos significa, de igual modo, engajar-se pela defesa da educação pública.
Vistos de um panorama mais amplo, portanto, não há um conflito entre as lutas “externas” e demandas específicas e pragmáticas. Não se engaja em lutas mais amplas em detrimento das lutas setoriais – pelo contrário, são nas lutas mais gerais que se realizam de forma plena, universal, nossas lutas contra a precarização cotidiana com a qual convivemos.

Contra o apartidarismo, podemos dizer que não se faz política no vácuo. Mesmo estudantes que crêem se engajar de modo apartidário acabam, no curso prático de suas atuações, por endossar uma visão política-ideológica qualquer, encontre ela referência partidária ou não. A existência de correntes políticas organizadas não esvazia o movimento, como costuma dizer, mas sim o enriquece – é por meio do conflito entre visões divergentes que se dá o processo dialético de construção de uma atuação política mais ampla e efetiva. Parte da aversão dos estudantes por partidos se dá não pela existência dos partidos em si, mas pela atuação destes, em especial na subordinação dos interesses do movimento aos fins eleitorais burgueses que almejam. Nós da Chapa Democracia e Ação Direta repudiamos veementemente a submissão do M.E. às instâncias políticas do Estado capitalista através de seu uso eleitoral, mas não somos contrários à existência de organizações políticas e partidos não-eleitorais que façam uma disputa política no rumo do movimento.

A Ação Direta


O método de luta compatível com um programa classista e combativo é a Ação Direta. O que pretendemos dizer com Ação Direta? Sucintamente significa tomar o destino nas suas próprias mãos, não o delegando a terceiros. Na luta de classes, a Ação Direta diz respeito a atuações política da classe trabalhadora exercida através da democracia proletária e não sendo mediada pelo parlamentarismo “democrático” do Estado capitalista.

É por meio do seu protagonismo que estudantes e trabalhadores são capazes de transformar sua própria realidade e a sociedade que os circundam. Isso não significa que a Ação Direta seja um fim em si mesmo, mas sim que é um método privilegiado de luta, que exerce a solidariedade entre os oprimidos e que rompe com os limites da ação política imposto pelo Estado.

Dentro da UnB, um dos meios utilizados pela Reitoria para desmobilizar os estudantes, quando apresentamos determinada reivindicação, é através de mesas/comissões de enrolação ou audiências públicas. Estas buscam conciliar posições contrárias e na maioria das vezes as demandas estudantis simplesmnete não são atendidades. A última gestão governista do DCE foi também uma das principais patrocinadoras destes meios burocráticos que não trazem avanço para as lutas. Os estudantes da FCE quando ocuparam a Reitoria mostraram o poder da Ação Direta.

Democratização do ensino superior e luta de longo prazo


Se o movimento estudantil pretende romper o corporativismo e ver-se enquanto agente de transformações sociais mais amplas terá que necessariamente articular suas pautas mais imediatas com uma visão geral sobre o modelo de educação que pretende construir. E não há outro sentido que o curso das lutas estudantis deve tomar que não seja o da democratização do ensino superior.

O Movimento Estudantil deve visualizar, em cada uma de suas lutas específicas, um encadeamento prático e lógico que leva a um crescimento qualitativo e quantitativo de sua atuação em direção à universalização do ensino superior público. Isso não significa que um DCE pode implementar o fim do vestibular em uma data específica, mas sim que pode dar um encaminhamento de suas lutas nessa direção. É o devir do movimento estudantil da nossa geração se engajar nessa tarefa histórica. Caso nós não o façamos, estaremos andando em círculos, subtraindo do M.E. qualquer capacidade transformadora revolucionária.

Atualmente o ensino superior no Brasil exclui a grande maioria da juventude brasileira, onde apenas cerca de 15% dos jovens entre 17 e 24 anos estão nas universidades e faculdades (privadas ou públicas). Ou seja, a grande massa do povo trabalhador e seus filhos que sustentam através de seu trabalho e impostos a nação brasileira estão excluídos desta esfera de ensino. Em nossa visão o ensino superior não deve ser um privilégio e sim um direito e deveria ser democratizado através do fim do vestibular, já que cotas são positivas, porém limitadas. Outros países como a Argentina mostram que esta realidade é possível.

Não podemos também nos imobilizar em virtude de problemas técnicos referentes ao fim do vestibular. Precisamos confluir nossas diversas lutas no sentido do fim do vestibular. As condições técnicas e orçamentárias que tornarão isso possível não nos são possíveis saber de antemão; elas apenas serão factíveis no desenlace das nossas mobilizações.

Nossa proposta de luta se refere a uma estratégia de longo prazo que não pode ser implementada imediatamente. Propomos um norte que guie nossas lutas cotidianas. Contra todos aqueles absorvidos no pântano do comodismo, da “briga por esmolas”, e do “imediatismo pragmático”, respondemos: nosso caminho é longo, árduo e duro – mas é o caminho da luta, e não o da resignação.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

POR UM NOVO MOVIMENTO ESTUDANTIL: Construir as Oposições nos locais de estudo

 

POR UM NOVO MOVIMENTO ESTUDANTIL: Construir as Oposições nos locais de estudo


O período de eleição de um Grêmio Estudantil, Centro Acadêmico (CA) ou Diretório Central dos Estudantes (DCE) é quase sempre acompanhado por certo entusiasmo das chapas e maior interesse político dos estudantes. Apesar disso, diferente do que muitos pensam e fazem, a construção do Movimento Estudantil (ME) não se resume ao período eleitoral e nem tem neste seu momento mais importante. Pretendemos com este artigo discutir alguns equívocos, vícios e politicagem que impregnam o ME e sugerir a importância daquilo que chamamos de “Política de Oposição” para a construção de um novo ME.

A Política Eleitoreira


A política eleitoreira é uma velha conhecida do povo. Em resumo, é o vale-tudo para se vencer determinadas eleições. Bastante praticada nas eleições estatais, ela também é reproduzida no interior do Movimento Estudantil, sobretudo pelos próprios partidos eleitorais – mas não somente e nem necessariamente. A política eleitoreira pode ser definida também como um “parlamentarismo estudantil”, e leva sempre a um fim imediato: uma entidade estudantil fraca e superestrutural, que não atende aos interesses da luta coletiva.

Visto a “olho nu”, a principal característica dos grupos e militantes que praticam a política eleitoreira é a contradição entre seu entusiasmo “político” nos períodos eleitorais e seu “sumiço” no restante do ano. Durante eleição, acordam cedo e aparecem colando cartazes, distribuindo panfletos ou passando em salas pra ganhar nosso voto, mas difícil é vê-los com o mesmo entusiasmo antes das eleições, e pior, às vezes nem mesmo os vemos depois de vencê-las. Também assumem característica burocrática, quer dizer, só os vemos “lutar” na internet, nas mesas de negociação ou nos ofícios entregue junto às autoridades.

Alguns grupos eleitoreiros tentam se autojustificar. São aqueles que falam quase que tão somente em “crise de direção” ou de nossa “representação” em outros espaços. O problema é que acabam confundindo direção com diretoria e representação com participação. Para nós, diretoria e representação significam apenas cargos oficiais de determinada entidade e suas opiniões, votos ou assinaturas em outros espaços; direção e participação significam o sentido do movimento real para onde caminha o conjunto de estudantes daquela entidade, é portanto ação e vontade democrática e coletiva.

Mas os parlamentaristas agem como se, ao vencerem as eleições de uma entidade, estivessem solucionando o movimento real dos estudantes. E querem este “aparato” a todo custo. Assim, nos iludem para se iludir que estão avançando politicamente, na melhor das hipóteses; e na pior, nos iludem de má fé para poderem dar projeção política aos seus interesses exclusivos, com a possibilidade de sentarem em mesas de negociações com autoridades de nossas escolas ou dos governos, para acumularem assinaturas em panfletos, para ter votos em entidades falidas (como a UBES, UNE e ANPG), ou para autolegitimarem outras entidades forçosamente criadas (como a ANEL). Fazem da crise de direção mera “crise de diretoria”. Não passam de “aparatistas”.

A Política de Oposição


A Política de Oposição levada à frente pela RECC condena estas práticas. A primeira diferença é sua ação permanente, quer dizer, sua incidência no dia a dia do local de estudo e não somente um esforço concentrado nos períodos eleitorais. Assim, um grupo de Oposição não se reduz a uma “chapa de oposição”, pois isto reforçaria a política eleitoreira. Nos opomos não a uma gestão específica, mas à concepção parlamentarista de Movimento Estudantil.

Construímos uma Oposição para criar um foco de referência e aglutinação combativa dos estudantes que queiram reorganizar o ME de baixo para cima. Isso também significa ir acabando com o estranhamento dos estudantes ao próprio ME. A Política de Oposição se define, portanto, como um trabalho de base, de formiguinha, de buscar uma organização estudantil solidificada em cada local de estudo. Deixar a prática de fazer “pelos estudantes” para fazer “com os estudantes”.

Ainda assim, as eleições podem e devem ser disputadas, mas não como uma estratégia permanente e sim como ação tática. E como toda tática, é uma opção flexível à conjuntura. A estratégia maior que orienta nossa tática é o fim da subordinação da educação ao mercado, e, portanto o fim do capitalismo e seu Estado. É necessária uma sólida organização de massas para este enfrentamento. Uma Oposição pode, fora da diretoria de uma entidade, provocar esta direção de luta, mas não se esquece de que deve resolver outra crise que nenhuma diretoria em si resolve – a crise de organização, pois as formas de interação coletiva e os métodos de luta têm peso decisivo para nossas vitórias.

O novo nasce da negação


Para construir um novo ME, precisamos rejeitar as práticas eleitoreiras e parlamentaristas em seu interior. Já basta de protodeputados usando nossas entidades como trampolins eleitorais para suas carreiras políticas. Já basta de miniburocratas que usam estrutura, verba e assinatura das nossas entidades para se autolegitimarem, alheios à vontade da base. Isto não é Movimento Estudantil. A massa estudantil precisa lutar contra a precarização do nosso ensino e a consequente precarização de nossa força de trabalho. Precisamos derrotar o projeto capitalista que lucra sobre a educação e explora nosso trabalho e para tanto precisamos de uma luta classista e combativa, através da união e organização pela base. Por isso convocamos todos os estudantes do povo a construírem a RECC através das Oposições por local de estudo!

Nem UNE governista e nem ANEL burocrática!
Reconstruir o Movimento Estudantil Nacional através das Oposições Por Local de Estudo!