terça-feira, 6 de março de 2012

Creches Públicas na Universidade, já!


Chamado para construção de campanha por Creches Públicas na Universidade, já!

 Reunião aberta para construção da campanha:
15 de março (quinta), às 12h em frente ao CASESO (ICC central)


No dia 8 de março é comemorado internacionalmente o dia da Mulher Trabalhadora, o qual esteve marcado por lutas na busca por mudanças na condição das mulheres na sociedade. Hoje, porém, por meio da mídia, por exemplo, dissemina-se a falsa ideia da efetiva libertação da mulher pelo fato de estar inserida no mercado de trabalho, como se as mulheres já estivessem emancipadas. No entanto, a mulher conquistou somente mais uma jornada de trabalho - com a diferença que é paga, sendo que esta inserção no mercado de trabalho se utiliza de sua condição de "inferior" para uma maior exploração de sua força de trabalho.

A mulher inserida no mercado de trabalho tem que conciliar os diversos papéis que lhe foram condicionados, porém considerados de ordem "natural", tendo que, muitas vezes, buscar aqueles empregos que permitem cumprir sua função dentro da instituição família. Estes postos de trabalho que está inserida, em sua maioria, são caracterizados pela informalidade, baixos salários e instabilidade, sendo assim a sua inserção no mercado de trabalho é de forma precarizada subalterna. A mãe trabalhadora, por sua vez, ainda deve aliar sua função de cuidado dos filhos com a jornada de trabalho fora de casa. E a condição piora se estas tiverem que se ocupar com os estudos.

Para ter cumprida sua obrigação de maternidade, a mãe trabalhadora e estudante tem que deixar seus objetivos para atender as demandas de mãe. As creches possibilitariam uma maior independência às mulheres, porém estas não encontram creches públicas em quantidade suficiente, e muitas vezes estão com más condições de uso, o que faz, por sua vez, essas mães recorrerem as creches privadas ou informais, mesmo não tendo dinheiro suficiente para isto. Esta é a condição também das mães estudantes e proletárias das Universidades, sendo que estas, em sua maioria, ou não possuem creches públicas ou quando têm não é suficiente para atender a demanda. Estes fatores influenciam diretamente na libertação da mulher, pois impedem a sua inserção nos diversos espaços públicos de forma crítica e independente.

Com vista a estar discutindo sobre estas questões e da sua fundamental importância na construção da luta de libertação das mulheres trabalhadoras, a RECC (Rede Estudantil Classista e Combativa) convoca os CA's, Sintfub, ADUnB, terceirizadas, estudantes e trabalhadoras em geral, a estarem participando da reunião aberta convocada para construirmos um debate/seminário iniciando uma campanha por Creches Públicas nas Universidades proposta para o mês de março. Esta reunião aberta à todos e todas será realizada no dia 15 de março, às 12h em frente ao CASESO (Centro Academico de Serviço Social -  ICC Central). Contamos com sua presença. 

 Viva a luta das mulheres trabalhadoras!
Creches Públicas na Universidade, já!


* * *

Para impulsionar o debate sobre a campanha e pela necessidade de creches públicas nas universidades, coletivos da RECC produziram e disponibilizam publicamente sua cartilha: "Creches Públicas: garantir o direito das mulheres ao trabalho e ao estudo", disponível AQUI.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Campanha de Solidariedade: reintegração imediata contra demissão política no Ceará!

PELA REINTEGRAÇÃO IMEDIATA DO COMPANHEIRO MACARRÃO, DEMITIDO POLITICO!
 
A luta dos professores estaduais foi uma das lutas mais importantes do Ceará no ano de 2011. A batalha pelo piso nacional do magistério (Lei 11.738) repercutindo na carreira (Lei 12.066), foi puxada por toda uma nova geração de professores recém-ingressos por concurso ou por contrato temporário.

Os professores passaram por diversos desafios em sua luta e tiveram que encarar a direção pelega do sindicato da categoria, dirigida pelo governismo do PT, e também a truculência do governo Cid Gomes/PSB. Frente a inoperância da direção do sindicato, os professores articularam-se nos Zonais, organismos de base que reúnem professores de uma determinada área, rearticulando a capacidade de organização da categoria. E perante as agressões do governo estadual demonstraram força numa série de combates e tentativas de ocupações que gerou o acampamento na Assembleia Legislativa (28/09).

O camarada Macarrão é professor temporário da EEFM Estado do Pará e um dos que estiveram na linha de frente da greve. O companheiro também possui militância no movimento popular (MLDM) contra as remoções da Copa de 2014. A sua demissão tem um claro objetivo político.

Recentemente o professor Macarrão, após sua aula na manhã do dia 06/01, foi informado pelo núcleo gestor da sua escola, que na manhã anterior havia ocorrido uma reunião na SEDUC onde a superintendente informou ao núcleo gestor que o queria demitido naquele mesmo dia. O núcleo intercedeu, porém a superintendente permaneceu irredutível A justificativa dada foi o fato de o professor ter participado de manifestações estudantis na EEFM José de Alencar e no EEFM 2 de Maio. Numa clara perspectiva de retaliação/perseguição e demissão politica.

Este tipo de retaliação já é algo esperado, ainda mais para um professor de contrato temporário que está na condição de precarização. A precarização do trabalho docente, via contrato temporário, faz parte do mecanismo sui gênesis do neoliberalismo: a) a superexploração do trabalho; b) A desorganização sindical e a desestabilização politica, tendo em vista a facilidade de demissão de trabalhadores sobre esse regime de contrato.

O professor Macarrão é temporário, e na rede estadual, o professor temporário não tem nenhum direito assegurado. Assina o contrato sem ter acesso a nenhuma via do mesmo, não tem carteira assinada, não tem direito ao vale refeição, tampouco direito de sindicalização. Entendemos que o professor temporário executa o mesmo serviço que o efetivo, assim, por ter os mesmos deveres deve ter os mesmos direitos.

Neste pós greve temos o agravante do fato de que o governo Cid Gomes/PSB querer colocar o professor temporário que fez greve para repor aulas sem salário. Entendemos que a greve foi uma necessidade do trabalhador em educação de parar suas aulas por falta de condições de trabalho, assim o único culpado da greve do estado foi Cid Gomes/PSB que agora quer penalizar os professores temporários.

Tanto efetivos quanto temporários demostraram disposição de luta neste processo. A SEDUC, partiu para uma série de retaliações, como assédio moral nos locais de trabalho e estudo contra estudantes que participaram da luta, como os professores que estiveram na linha de frente da greve., bem como a proibição de usarem a escola como espaço de reunião numa clara demonstração de cerceamento da liberdade de pensamento e de reunião. O governo estadual usou da repressão física nas manifestações, como na ocupação da Assembleia Legislativa. E quando essas táticas de coação não se mostraram capazes de conter o ânimo de luta da categoria, usa-se agora da demissão aos professores que estiveram a frente da greve. A perseguição aos professores de luta se aprofundou com a demissão do camarada Macarrão. E é um indício de uma "caça as bruxas" na categoria.

O que CID/SEDUC estão fazendo para além da perseguição politica, é dar: a) uma lição na categoria, que entrou em greve e desafiou o Governo; b) Um aviso para que os futuros combatentes pensem duas vezes antes de se organizarem e enfrentarem esse Governo. c) Que a APEOC cada vez mais mostra-se do lado do governo contra os professores, merecendo toda a denuncia e combate.

A demissão do camarada Macarrão é uma lição que CID/SEDUC/APEOC dão aos professores combativos e/ou temporários que enfrentaram o Governo. É necessário reverter esse quadro, dando uma lição no Governismo, demonstrando que nenhum companheiro pode ser demitido por motivos políticos, É preciso reintegrar o companheiro ao seu posto de trabalho.

É muito importante, que nesse momento todos os professores convoquem os estudantes a encaparem essa luta, pois essa luta é de todos.


NENHUMA AGRESSÃO SEM RESPOSTA!

MEXEU COM UM, MEXEU COM TODOS!

UMA SÓ CLASSE, UMA SÓ LUTA!

As Oposições/Movimentos/Sindicatos que quiserem se somar assinando esta nota enviar para o e-mail da OCE: oposicaoeducacaoce@gmail.com; Leia o Comunicado nº 06 da OCE em www.oposicaocombativa.blogspot.com


Até o momento, assinam esta nota:


Oposição Classista e Combativa ao DCE-UFC;
Pró-Oposição Combativa na Educação;
Pró-Fórum de Oposição Pela Base-CE;
Coletivo Pedagogia em Luta (CPL) – CE;
Oposição de Resistência Classista - Educação/RJ;
Coletivo estudantil de geografia TERRITÓRIO LIVRE - UnB;
Oposição CCI - Combativa, Classista e Independente ao DCE da UnB;
MOCLATE – Movimento Classista de Trabalhadores em Educação;
LSOC - Liga Sindical Operária e Camponesa;
SERPRU – Sindicato dos Empregados Rurais de Presidente Prudente e Região;
ANA – Associação Nacional da Agricultura;
MLDM - Movimento de Luta em Defesa da Moradia;
Comitê de Defesa Proletária;
Sindicato do Trabalhadores Rurais de Presidente Venceslau e Marabá Paulista;
SINDSCOPE-RJ - Sindicado do Servidores do Colégio Pedro II;
TRS – Tendência Revolucionária Sindical;
RENAP-CE - Rede Nacional de Advogados/as Populares-CE;
Coletivo Lutas Sociais! - UnB;
RECC - Rede Estudantil Classista e Combativa;
GLP - Grupo de Luta dos Petroleiros;
Construção pela Base - Oposição à direção do CPERS;
Oposição Classista Combativa e Autônoma ao DCE-UFG;

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CONVOCATÓRIA À PLENÁRIA NACIONAL CLASSISTA E COMBATIVA 2012


 
 
CONVOCATÓRIA À PLENÁRIA NACIONAL CLASSISTA E COMBATIVA 2012
ORGANIZAR OS ESTUDANTES DO POVO, LUTAR CONTRA A EDUCAÇÃO DE MERCADO

O período pós-ditadura trouxe sérias marcas ao movimento estudantil, marcas que se arrastam até hoje. Por um lado, tivemos uma geração traumatizada ideologicamente, que sofreu forte restrição em seu pensamento crítico de cunho socialista ou revolucionário, enfim, combativo; por outro, tivemos cicatrizes nos modelos de ação e organização política de estudantes e trabalhadores, devido à aberta repressão civil-militar da ditadura, que não mais ousavam o enfrentamento direto com a ordem capitalista, mas que se restringiam a exigir um sistema burguês mais democrático. Estas marcas foram, a bem da verdade, agravadas e combinadas com o início e desenvolvimento da reestruturação produtiva a nível mundial, com instabilidade e precarização no mundo do trabalho, que também aplacou o Brasil, guiado pela política neoliberal de todos nossos governos desde a década de 90. Para piorar, relaciona-se com este mesmo período e também se arrasta até hoje, o pensamento ideológico que tenta nos convencer do fim das classes e portanto da luta de classes, da não centralidade do trabalho e etc., gerando assim sérias dificuldades na identidade, organização e programa autônomo enquanto classe trabalhadora.

Se por um lado fomos aplacados negativamente por estas causas externas, também o fomos atingidos severamente por atores internos. Sem rodeios, falamos aqui da hegemonia política reformista no interior do movimento estudantil e dos trabalhadores. Com efeito, tivemos a oportunidade de ter partidos como PT e PCdoB na direção dos nossos maiores movimentos, como CUT, UNE e MST – direção hegemônica até hoje. Nesta oportunidade, fomos direcionados ao nebuloso caminho da participação e colaboração com o regime democrático burguês, uma vez que a compreensão hegemônica em nossas organizações era (e parece ser) que a classe trabalhadora deveria, por meio de seus representantes partidários, alcançar o poder político do Estado através das eleições burguesas (para presidente, governadores, deputados etc.). Ocorre que não se pode jogar o jogo da burguesia fugindo às suas regras. Dessa forma, pretensos “governo dos trabalhadores”, como ousa intitular-se o PT, ou como pretendem partidos de menor porte como PSTU e PSol, acabam por adequar-se à lógica imperante e reproduzi-la: a do próprio regime capitalista.

A despeito da popularidade que possua o PT, do carisma lulista ou dos parcos programas de compensação para remediar os bolsões de pobreza – diga-se de passagem, agravados pelas contradições sociais vistas desde a vigência neoliberal – o próprio PT rendeu-se às regras do capital, condição para se manter a quase uma década ou obter três mandatos para presidência da república. Quer dizer, estando no governo central do país e na base deste governo e ao mesmo tempo estando na direção da maior parte das organizações estudantis e dos trabalhadores, PT e PCdoB acabam por impetrar as principais pautas e políticas do governo também no interior dos nossos movimentos, retirando assim toda independência e nos paralisando. É dessa forma que é possível o estabelecimento de um aparente consenso sobre os programas do governo, resultando na falta ou na diminuição da crítica e de confrontos abertos. Este fenômeno do governismo é, portanto, fruto de uma opção/orientação de cunho reformista adotada no mínimo desde a década de 80, e se mostra como uma pedra no sapato do desenvolvimento da luta de classes no Brasil, ou seja, da luta autônoma dos estudantes e trabalhadores por nossas reivindicações e necessidades básicas e históricas.

Atualmente, com relação à educação no Brasil, esta pedra no sapato age blindando a principal política do governo para o setor: o novo Plano Nacional da Educação (PNE), que, caso aprovado, vigorará até 2020.  Este PNE sistematiza e aprofunda praticamente todas as principais políticas e metas neoliberais adotadas pelo governo Lula, inclusive, algumas que tiveram maior enfoque no Ensino Superior, trazendo-as ao Ensino Básico e Técnico. Assim, quer impor também a estas modalidades de ensino a elevação desproporcional de alunos por professor e uma taxa alta de conclusão média dos cursos (que se transformam em aprovações-automáticas, como bem sabemos), a exemplo do REUNI. Como demostra o já aprovado PRONATEC, programa que estabelece parceria com o Sistema “S” (SESC, SENAI, SESI etc.), as metas do PNE se dirigem a dar maior peso ao setor privado da educação, ampliando o investimento direto de verba pública nos estabelecimentos de ensino privado, tal como faz o FIES e o ProUNI. Ademais, ao pretender universalizar o ensino fundamental e aumentar as matriculas no ensino superior, pretende para isso utilizar massivamente o Ensino à Distância (EaD), metodologia que é opção do governo justamente por ser de baixíssimo custo de manutenção (inclusive com baixa remuneração dos orientadores) e por garantir uma formação rápida, porém com qualidade notadamente inferior a do ensino presencial. Há no PNE, portando, o aprofundamento da lógica de expansão precarizada do ensino, da formação escolar/acadêmica voltada unicamente às demandas do mercado e de fomento direto à educação privatizada, em detrimento da pública.  

Neste contexto, há uma tarefa imprescindível que todos estudantes filhos da classe trabalhadora devem tomar parte. Essa tarefa é a da reorganização de nosso movimento, orientado não pelo reformismo, mas sim pelo princípio da independência e identidade de classe capaz de opor resistência frontal para combater cada passo e ação dos capitalistas e seu Estado burguês que pretendem explorar e lucrar em cima do trabalho, da educação, da cultura etc. Na ordem do dia, mediado pelo interesse em colocar cada vez mais a educação a serviço do mercado e do capital, está o novo PNE Neoliberal do governo. É mais um episódio da luta de classes onde a burguesia e seu governo se sentem a vontade para impor suas vontades, cuja sequelas vigorarão por décadas... vigorarão, caso os estudantes não sejam capaz de impor resistência. Temos, pois, que aliado à tarefa imediata de entender e mobilizar os estudantes para barrarmos este novo ataque capitalista representado no PNE, a tarefa de reorganizar o Movimento Estudantil Classista e Combativo no Brasil: duas tarefas que interpenetram-se, visando um único objetivo: construir uma educação universalizada cujo conhecimento produzido esteja a serviço de resolver os principais problemas do povo, e não enriquecer meia dúzia de capitalistas.


Construir o Movimento Combativo dos Estudantes!
Derrotar o PNE Neoliberal nas ruas!

 Organize-se e compareça na Plenária Nacional Classista e Combativa 2012
  • Tema: O PNE Neoliberal de Dilma/PT e o desafio dos Estudantes Combativos no Brasil
  • Data: 28 de janeiro em Porto Alegre/RS (manhã e tarde)

Mais informações:



OUSAR LUTAR! OUSAR VENCER!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Campanha de Solidariedade

Manifesto de solidariedade aos estudantes perseguidos em decorrência da ocupação do gabinete do Reitor da UnB


“Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.” Bertolt Brecht


No dia 15 de setembro a Reitoria da UnB deu entrada em um memorando administrativo interno com o objetivo de “IDENTIFICAR TODOS ENVOLVIDOS” nos ”PREJUÍZOS CAUSADOS PELA OCUPAÇÃO DOS ESTUDANTES DA FCE NO GABINETE DO REITOR DIA 13/09/2011”.

Nesta Ocupação, levada a cabo por estudantes da UnB dos campi Ceilândia (FCE) e Darcy Ribeiro, ocorreu um princípio de confronto entre seguranças, decanos e assessores contra estudantes. Impedidos pelos primeiros de entrar no gabinete do Reitor para protestar, os estudantes forçaram a entrada até que uma porta cedeu.

Apesar de tal memorando apontar uma averiguação com ares “técnicos” e sugerir reembolso aos “responsáveis” pelos danos, em diversas ocasiões a Reitoria já demonstrou interesse em que haja punição acadêmica e administrativa, e até judicial, contra os estudantes.

Tanto é que, mesmo após ter respondido oficialmente no dia 14 que “Já se dispensaram as punições acadêmicas e administrativas, mas a agressão às pessoas precisa ser investigada”, ao término da Ocupação, na noite do dia 23, a Reitoria se negou a assinar a carta de reivindicação com este ponto. A retirada sorrateira deste ponto, além de atestar que a palavra da Reitoria não vale absolutamente nada, abre precedente para as perseguições e punições, como já deram início.

A respeito do conflito no ato inicial da Ocupação, é preciso ressaltar que:
  1. Apesar da Reitoria, auxiliada pela Secretaria de Comunicação da UnB (SECOM), afirmar que o conflito foi gerado unicamente por “grupos estudantis externos à FCE”, os mesmos “grupos” estavam presentes em preparativos do ato que culminou na Ocupação, tendo inclusive sido chamados pelo Comando de Ato para efetivarem juntos a mesma. Portanto havia intenção de Ocupar o gabinete;
  2. O conflito foi decorrência desta tática, tendo em vista que a Reitoria havia colocado, também premeditadamente, seguranças, assessores e decanos para impedir a Ocupação. Estes também utilizaram de violência, como enforcamento, imobilização, chutes e socos por baixo, a maioria não sendo captada pela mídia. O conflito não foi, portanto, unilateral;
  3. Ao contrário, a Reitoria montou um cenário para criminalizar o movimento, principalmente coletivos organizados que incomodam há tempo a Reitoria, ao utilizar de decanos e assessores que nada tem haver com a função de seguranças que ali desempenharam;
  4. Toda ação direta envolve, invariavelmente, algum nível de quebra da ordem. Neste caso é provável que, sem a transgressão, a Ocupação não se efetivasse, talvez ficando restrita ao Salão de Atos como a Reitoria já previa, a fim de amordaçar o movimento como o fez em outras situações;
  5. A Ocupação foi um método legítimo de luta, tendo em vista que a comunidade da FCE espera há cerca de 3 anos seu campus definitivo em um local provisório, sem as devidas condições de trabalho, ensino e aprendizagem. Além disso, antes da Ocupação, diversas mesas de negociação, Comissões de acompanhamento das obras do campus definitivo, Audiências Públicas etc. já ocorreram. E também uma dezena de manifestações dos estudantes e até mesmo outra Ocupação do Gabinete do Reitor em 15 de junho de 2011. A Ocupação de setembro foi, portanto, resultado de uma longa gestação com enganações de conclusão das obras e de nenhum resultado prático por parte da Reitoria diante das manifestações anteriores.
Exposto isso, as entidades e organizações, assim como estudantes e trabalhadores abaixo assinados manifestamos nossa solidariedade à Ocupação, e repudiamos veementemente toda e qualquer forma de perseguição e punição por parte da Reitoria da Universidade de Brasília contra estudantes, professores ou servidores que tenham participado da Ocupação, seja com processos acadêmicos, administrativos, jurídicos ou mesmo “reembolso orçamentário”. Mexeu com um(a), mexeu com todos(as)!
 

 *   *   *


Para assinar esta moção, envie um e-mail com o nome da entidade de base (CA, DCE, Grêmio, Sindicato etc.), oposição/coletivo estudantil/sindical, organização política etc. ou seu nome, com curso (serviço social, pedagogia etc.) e/ou ofício (professor, servidor etc.) bem como local que o exerce, para unbemluta@gmail.com


Até o momento, assinam esta moção as seguintes organizações e indivíduos:

CA de Ciências Sociais - Universidade Estadual do Ceará;
CAHCAM - Centro Acadêmico de História Carlos Marighella/UCSal (Universidade Católica de Salvador/BA);
Sindágua-DF (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação de Água e em Serviços de Esgoto no Distrito Federal) - Diretoria Colegiada;
Oposição de Resistência Classista (ORC) - Educação Rio de Janeiro;
CARCARA  - Coletivo Alternativo Revolucionário Classista e Apartidário de Resistência Autônoma – Salvador/Bahia;
Organização Resistência Libertária – Ceará;
PAR - Partido Acadêmico Renovador, grupo político do curso de Direito da UFPR;
Oposição Classista Combativa e Autônoma ao DCE-UFG;
PCR - Partido Comunista Revolucionário;
UJR - União da Juventude Rebelião;
Oposição Combativa, Classista e Independente ao DCE-UnB;
Coletivo LutaSociais! – Ciências Sociais-UnB;
Coletivo Pedagogia em Luta – Pedagogia-UnB;
Coletivo Território Livre – Geografia-UnB;
Coletivo Feminista Classista Libertárias;
Rede Estudantil Classista e Combativa – RECC;
Lúcia de Fátima do Nascimento Felisbino, graduada em Pedagogia-UnB;
Guilherme Varallo Caseiro, graduando em Filosofia - FFC/Unesp-Marília;
Joabe Misael Silveira Leite, graduando em Farmácia da Faculdade de Ceilândia-UnB;
Gabriela Freitas de Paula Kirilos, graduanda em Direito na Universidade Federal do Paraná – UFPR;
Robson Alves, professor da Rede Pública de Ensino do Estado do Ceará;
Hilda Mara de Souza Soares, Professora de Sociologia da Rede Estadual de Educação do Rio de Janeiro;

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O GERMINAL - nº 24, Novembro/Dezembro de 2011 - Avaliação das eleições para DCE da UnB



ERRATA: 500 exemplares do boletim O GERMINAL Nº24 em versão impressa que já foram ou serão distribuidos não possuiam as duas notas de rodapé, notas estas contidas no original e que podem ser lidas no texto e versão para download abaixo.


DIANTE DA DIREITA NO DCE:
FORTALECER A OPOSIÇÃO DE ESQUERDA, COMBATIVA, CLASSISTA E INDEPENDENTE


1 – O CRESCIMENTO DO SETOR COMBATIVO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNB

A formação da “Chapa 7 – Democracia e Ação Direta” é produto do crescimento orgânico da Oposição CCI nos últimos 2 anos e dos coletivos de curso (LutaSociais, Território Livre e Pedagogia em Luta), elemento que possibilitou a formação de uma chapa com a defesa da RECC e seu programa. As comissões de propaganda assentadas no trabalho de base nos cursos foram uma tática correta comprovada pelo grande número de votos que conseguimos nestes. Assim, alcançamos o 2° lugar nas urnas da ala norte (geografia, filosofia e história), do ceubinho (ciências sociais e serviço social), e letras. Agradecemos todos aqueles(as) que nos apoiaram, tanto na UnB quanto fora, em especial o Sindicato dos Trabalhadores da CAESB (SINDÁGUA), e convocamos todos estes camaradas a continuarem na luta conosco.

Sem fugir aos debates estratégicos para o Movimento Estudantil (M.E.) e para a educação, pode-se dizer que a Chapa 7 foi a única chapa que combateu abertamente o governismo/UNE e as posições da direita (se posicionando contra a presença da polícia militar no campus e a privatização da universidade via fundações privadas e cursos pagos), assim como defendeu a centralidade da luta contra a reforma universitária do Governo Lula/PT (que tem sua continuidade com o novo PNE 2011-2020) através da ação direta de estudantes e trabalhadores.


2 – PORQUE A RAZÃO DA VITÓRIA DA DIREITA NÃO FOI MECANICAMENTE A "ESQUERDA DIVIDIDA"?

Com a vitória da chapa direitista nas eleições do DCE uma série de debates foram levantados sobre a fragmentação dos setores da “esquerda”, este debate foi especialmente puxado pelo PSTU/Anel (Chapa 2) em um panfleto intitulado “Esquerda se fragmenta e entrega o DCE nas mãos da direita conservadora”.  Os principais argumentos defendidos foram: 1º) A ocupação da reitoria de 2008 foi vitoriosa e que a partir dela “uma nova etapa se abriu” na UnB; 2º) A não unificação da “esquerda” ocorreu pelo sectarismo das chapas 5 e 7 e esta foi a principal causa da vitória da direita; 3º) Uma chapa unificada da esquerda “teria conseguido, juntas, mais votos que separadas”. Achamos necessário responder a estas questões por estarem sendo amplamente reproduzidas neste período pós-eleitoral.

Quanto ao último argumento exposto pelo PSTU, realmente temos de concordar que uma tal chapa  unificada provavelmente teria sim maior quantidade de votos. Porém, o que devemos entender é precisamente a visão oportunista deste partido quanto à “reorganização” do M.E.. Para o PSTU, o avanço ou retrocesso do M.E. é analisado sob uma ótica matemática de conquista de entidades (no caso o DCE) e nunca o da sustentação de uma luta a médio/longo prazo de combate às práticas e formas organizativas burocratizadas e reformistas.

Entendemos que “ganhar” a direção de uma entidade como o DCE não garante a modificação imediata e mecânica rumo ao avanço político e organizativo de base. No atual momento em que convivemos em um meio pouco ou fracamente dotado de uma política classista e, quando muito, capaz apenas de apresentar lutas reativas, portanto também desorganizado, neste momento nossa principal e imediata tarefa é outra: é persistir na formação política coletiva de cada curso, impulsionar experiências de luta e gerar estrutura organizativa democrática em cada CA, ou seja, na base, operando portanto de baixo para cima na reorganização do M.E. É o trabalho duradouro de organização e politização de base, via Oposição, nossa tarefa primeira. Tal trabalho de reorganização é impensável para os partidos eleitoreiros (PT, PCdoB, PSOL e PSTU), “prisioneiros” de uma visão pragmática e imediatista, a de “ganhar” as direções a qualquer custo.

Porém, longe de tal “corrida pelo aparato” ser uma especificidade somente do PSTU/Anel, ela foi uma prática de quase todas as chapas. Podemos dizer que os “rachas” na última gestão governista do DCE (que formaram as chapas 1, 4 e 6), as quais se distinguiam apenas em propostas secundárias e nos “mascotes” da campanha, tiveram apenas motivações burocráticas que escondiam suas semelhanças programáticas: a defesa dos programas de precarização da educação brasileira (REUNI, ProUNI, PNE, etc.) e a mesma concepção de DCE. Tivemos também na chapa 3 uma aliança entre o que há de mais reacionário no movimento estudantil: a UJS  (que é direção há duas décadas da UNE), juventude do DEM e um grupo claramente fascista. Para esses oportunistas, vale tudo pela direção da entidade!

Quanto ao segundo questionamento feito pelo PSTU, sobre o sectarismo dos “grupos de esquerda”, afirmamos que esta acusação tenta reunir harmonicamente grupos com métodos, estratégias e programas de luta bem diferentes, ao menos em relação à Oposição CCI. A formação de uma chapa sem coesão interna suficiente poderia criar mais problemas do que resolvê-los, poderia em momentos críticos da luta estudantil ficar paralisada. Não aceitamos, portanto, a provocação de que a Oposição CCI contribuiu para a vitória da direita. Como demonstrarmos, é precisamente a política vacilante da esquerda eleitoreira que criou as condições para a vitória da direita, e é somente com um grupo coeso que se oponha não apenas a esta ou aquela gestão, mas que se oponha a política hegemônica, que conseguiremos verdadeiramente transformar o DCE da UnB em uma entidade combativa e de massas.

Por fim, o PSTU retoma o debate da ocupação da reitoria de 2008 (a do caso “Finatec”) para tentar explicar o atual momento de refluxo. Porém, é sobretudo na sua defesa acrítica da “ocupação vitoriosa garantida pela esquerda unificada” que reside uma de suas principais fragilidades e sua incompreensão das verdadeiras tarefas a serem cumpridas no atual momento.

A vitória da direita liberal significa o fim de um ciclo que se inicia com a ocupação da reitoria em 2008. Após esta ocupação, a Oposição CCI foi um dos únicos grupos a identificar que os partidos governistas e sua política saíram fortalecidos daquele processo¹. O PSOL e o PSTU, então na direção do DCE, buscando aliança com a UNE e PT ficaram incapacitados de aplicar a política correta: transformar a reivindicação imediata “contra a corrupção” em greve geral contra as Fundações Privadas, contra o REUNI etc. Como não o fizeram, garantiram o fortalecimento do governismo e o esvaziamento político daquela ocupação. Tal esvaziamento político e dependência da UNE representou a abdicação da luta contra o REUNI e contra as Fundações e, por fim, contribuiu para encorpar a “condenação das pautas externas”. Tal foi o efeito prático desta “esquerda unificada”².

A crítica de que os grupos estudantis se preocupam com “pautas externas” à universidade (concepção fortalecida pós-ocupação de 2008) e a crítica às assembleias como sendo antidemocráticas, “antiquadas” e etc., foram a concepção geral que garantiram a vitória do PT para o DCE em 2009 e em 2010, e a prática corporativista foi amplamente aplicada nestas últimas gestões. Na presente eleição do DCE (2011) vimos o aprofundamento e “radicalização” deste corporativismo e apoliticismo através da campanha da direita. O que estes pretensos “acadêmicos” não compreendem é que não podemos separar os problemas da educação das causas mais amplas e sociais que as produzem, e que somente através das mobilizações gerais e sociais que poderemos de forma plena combater a precarização cotidiana que a somos submetidos.


3 – O GOVERNISMO É A ANTESSALA DA DIREITA REACIONÁRIA

Quando dizemos que o governismo é a antessala da direita estamos querendo dizer que o discurso corporativista que despolitiza as lutas, o pragmatismo que busca “resultados” imediatos dentro dos Conselhos antidemocráticos da universidade, a negação das assembleias gerais e das mobilizações de massas como os verdadeiros meios de exercício da democracia de base (e sua substituição por reuniões fragmentadas) foi a concepção de M.E. amplamente defendida pelas últimas duas gestões do DCE (PT) e que tem na vitória da direita apenas uma continuidade “radicalizada” desta concepção.

Um fato importante a ser trazido novamente à tona para entender a interseção das concepções de M.E. dos governistas e da direita, é recapitular a formação da Aliança pela Liberdade (atual gestão do DCE) , grupo fundado após a ocupação de 2008. A “Aliança” nasce de um racha da UEI (União de Estudantes Independentes, que se posicionou contra greves de professores e funcionários e contra a ocupação da reitoria), porém, a outra parte deste racha vai compor exatamente a gestão “pra fazer diferente” da Articulação do PT (2009).

Nas eleições para o DCE em 2010 a chapa de reeleição “Amanhã Vai Ser Maior” (PT) prosseguiu sua campanha, por exemplo, em defesa de “novos meios” de articulação dos estudantes e “contra a quadradice das assembleias”. Quanto a isso podemos dizer que cumpriram seu programa de mandato: não divulgando assembleias, não organizando as lutas e reivindicações estudantis! Ironicamente, quando a direita toma posse com um programa de “parlamento estudantil” (proposta essa que trocaria as assembleias gerais por representações difusas dos CA's) os governistas histericamente tentam se diferenciar desta proposta quando no fundo é de sua “irmã gêmea” que estão falando.

As últimas duas direções governistas do DCE aplicaram a política da direita-neoliberal por outros meios, assim como o próprio PT cumpre seu papel de privatização e precarização da educação em escala nacional. Nestes dois últimos anos, para além dos discursos “triunfantes”, o que vimos foram derrotas para os estudantes e vitórias para a direita: recredenciamento da FINATEC, silêncio total frente à precarização das condições de estudo via REUNI, Polícia Militar patrulhando o campus etc.

4 – SOMENTE UMA OPOSIÇÃO COESA E ARMADA COM UM PROGRAMA CLASSISTA E COMBATIVO PODERÁ SUPERAR O ATUAL MOMENTO!

A defesa exaustiva da “pluralidade” agiu como meio de garantir uma cortina de fumaça sobre as posições políticas das chapas, e demonstrou sua utilidade em favorecer um debate superficial e sem grandes conflitos, onde quase todas as chapas “pareciam falar as mesmas coisas”. As chapas de “esquerda” também se concentraram na “política pragmática do papel higiênico” e fugiram dos debates mais polêmicos (como polícia no campus, posicionamento sobre a UNE, REUNI, etc.) com vistas a não perderem votos. Na compreensão da Oposição CCI, o discurso “pluralista” e “tolerante”, que abdica das grandes polêmicas com a direita e com o governismo, tem sido historicamente o principal responsável por acobertar diante da base estudantil as posições mais atrasadas e reacionárias criando um consenso absolutamente nefasto.

A forma que nós estudantes devemos reagir à vitória da direita nas eleições do DCE não deve ser através de uma crítica passiva ou pelo ceticismo. Devemos tornar impossível a aplicação do programa da direita de privatização e elitização da Universidade e do DCE, devemos opor ao aburguesamento e ao “Parlamento Estudantil” a mobilização coletiva dos estudantes em assembleias gerais, fóruns de luta dos CA's, manifestações, ocupações e greves. Será no vazio da participação de cada estudante do povo que a direita se fortalecerá.

Devemos admitir que vivemos uma crise de organização e direção do M.E., e a simples tomada de aparatos não as resolvem. A tarefa é, portanto, rediscutir o modelo organizativo, que deve ser pela base (com militantes/coletivos impulsionando a luta em cada CA), refletir sobre os desastres dos métodos de conciliação com a Reitoria, adotando os combativos, bem como rediscutir em cada base as influências nefastas do governismo, do corporativismo etc. Com a crise que vivemos, a vitória imediata possível seria tão somente a de uma direção sem base. A tarefa de "vitória", para nós, é, portanto, de médio prazo, colocando a base para ter um papel ativo na luta.

Mais do que nunca, reafirmamos que, ao contrário da tática de se adaptar às condições políticas atrasadas que estão dadas, sustentar um programa classista, mesmo que em certos momentos se tenha que caminhar “contra a correnteza” (atuando como minoria), é o caminho correto a se seguir para avançar a consciência e organização estudantil. E que a única estratégia que poderá derrotar o atual DCE é de uma Oposição coesa, preparada para as batalhas prolongadas, como um núcleo duro que jamais cede, e articulada aos estudantes nos cursos. Por isso convocamos todos os estudantes de esquerda a construírem conosco a Oposição CCI ao DCE!


Una-se à Oposição Combativa, Classista e Independente!
Pela reorganização do Movimento Estudantil pela base!

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[1]  - Vide Germinal nº 6 no blog: www.oposicaocci.blogspot.com/O_GERMINAL_nº_6
[2] - O rebaixamento dos paragovernistas (PSOL e PSTU) chegou a tal ponto, que frente às eleições para Reitor pós-ocupação de 2008, o PSOL apoiou a candidatura de José Geraldo (PT) e o PSTU se manteve “imparcial”.



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Para baixar esta versão do boletim em PDF.,

domingo, 6 de novembro de 2011

VÍDEO-DEBATE: Sagrada Terra Especulada - A LUTA CONTRA O SETOR NOROESTE



VÍDEO-DEBATE:

Filme: Sagrada Terra Especulada - A Luta Contra o Setor Noroeste
Local: CALET - Centro Acadêmico de Letras
(Ala Sul do ICC, UnB, campus Darcy)
Data: Dia 9 de novembro - Quarta-Feira às 12h

 Organização: CALET 

Para mais informações da luta contra o Setor Noroeste, em defesa da demarcação das teraas do Santuário dos Pajés, ou sobre o próprio documentário que será apresentado, veja:

domingo, 30 de outubro de 2011

Resultado das Eleições para DCE-UnB 2011



Resultado das Eleições DCE-UnB (Gestão 2011-2012)
Total de votos: 5782

1º) 1280 votos (22%) – Chapa 8 – Aliança pela Liberdade (direita liberal “”apartidária”” – PSDB e DEM)
2º) 1092 votos (19%) – Chapa 5 – Mobiliza UnB (PSOL, PCB e independentes)
3º) 955 votos (17%) – Chapa 1 – Junt@s Somos Mais (PT/Articulação de Esquerda e PDT)
4º) 779 votos (13%) – Chapa 4 – Canto Novo (PSB e independentes)
5º) 562 votos (10%) – Chapa 3 – T.U.A. (UJS/PCdoB, PT/Democracia Socialista, PSDB, DEM)
6º) 341 votos (6%) – Chapa 2 – Pra Mudar a UnB (PSTU)
7º) 315 votos (5%) – Chapa 6 – DCEntralizar para Unificar – (PT/Construindo um Novo Brasil e PPL)
8º) 301 votos (5%) – Chapa 7 – Democracia e Ação Direta (Oposição CCI/RECC e apoiadores)
-) Brancos e Nulos: 157 votos (3%)










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Confira os números das eleições de 2010: